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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Pentecostes

Pentecostes
Por: DOM PAULO MENDES PEIXOTO
BISPO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SP
www.bispado.org.br


Esta palavra está ligada ao número cinquenta. São cinquenta dias transcorridos após o domingo da Ressurreição, domingo da Páscoa, quando Cristo, após morrer na cruz e ser sepultado, apareceu vivo para os seus discípulos. Foi um acontecimento inédito e misterioso para todos eles.

Pentecostes é um fato antigo e novo ao mesmo tempo. Ele é marcado por realidades que envolvem situações de mistério. A vinda do Espírito Santo transforma a vida das pessoas e atinge a maneira de ser das comunidades cristãs. Desperta atitudes de compromisso e testemunho na convivência social.

É festa da unidade porque faz superar divisões de raça e línguas no meio da diversidade dos dons. Faz as pessoas se colocarem a serviço umas das outras e edificar a comunidade. Com isto elas superam e ultrapassam seus limites simplesmente humanos.

Nem sempre nos damos conta dos carismas que nos acompanham. Se bem utilizados, muitos bens podem acontecer no meio das pessoas. São iniciativas naturais desenvolvidas por cada indivíduo, enriquecendo e fortificando o bem comum.

A presença do Espírito Santo é como um laço forte que nos une e transforma o mundo em ambiente de convivência e de realizações que elevam a vida e o coração das pessoas na comunidade cristã. Cria ânimo e dinamismo social.

Pentecostes é festa do perdão, da mútua solidariedade e de força decisiva na construção da comunidade Igreja. Desperta o calor da fé e da comunhão eclesial. Desinstala todos aqueles que vivem acomodados e abafando todas as suas qualidades e dons naturais.

Na cultura midiática, na era digital, a Igreja precisa ter a linguagem da justiça e do amor. Como diz Bento XVI, a linguagem da verdade. Ter em conta também a diversidade de possibilidades encontrada hoje nas diversas culturas e povos.

O que vemos, nos novos tempos, encanta a todos nós. As possibilidades para a defesa da vida e de uma sociedade mais saudável estão muito patentes nos instrumentos de comunicação e nos organismos em geral. É necessário é que sejam bem usados na conquista do bem.

Fonte: Catequisar

domingo, 1 de janeiro de 2012

Ascensão e Pentecostes

Dom Fernando Arêas Rifan Artigo publicado no jornal "A Folha da Manhã", Campos, no dia 08de junho de 2011, quarta-feira.


Celebramos no Domingo passado a solenidade da Ascensão do Senhor, comemorando sua subida ao Céu, quarenta dias depois da sua gloriosa Ressurreição. Alguém poderia estranhar por que comemoramos uma despedida. Exatamente porque não é propriamente uma despedida, mas o encerramento de uma fase e o começo de outra.



Jesus, o Verbo de Deus feito carne, tornou-se um de nós, para nos ensinar, como o seu exemplo, como o homem devia servir a Deus. Tornou a divindade próxima e ao alcance de nós. Em Jesus habita toda a plenitude da divindade, de modo humano (Cl 2, 9). “Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fl 2, 6-8). E assim conquistou a nossa redenção. Assim, Deus Pai, “quando estávamos mortos em conseqüência dos nossos pecados, deu-nos a vida juntamente com Cristo – é por graça que fostes salvos! -, juntamente com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, com Cristo Jesus” (Ef 2, 5-6).



Mas Jesus, na sua vida terrena, fundara a sua Igreja, uma sociedade visível, hierárquica, que continuaria a sua missão, o seu Reino. E, ao subir ao Céu, deixou nela todos os seus poderes: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações... tudo o que vos ensinei. Eis que eu estou convosco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28, 18-20). Transmitiu aos seus Apóstolos, que ele constituiu chefes da sua Igreja, a mesma missão que ele havia recebido do Pai: “Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós” (Jo 20, 21).



Jesus, portanto, foi e ficou! Só ele mesmo, com seu poder, poderia fazer tal prodígio! Foi para o Céu e continuou aqui entre nós através da sua Igreja.



Mas, para solidificar essa missão, para fortificar os apóstolos e seus sucessores, para continuar sua presença na Igreja, ele lhes enviou o Divino Espírito Santo, cuja vinda sobre os Apóstolos reunidos no Cenáculo, em companhia de Maria Santíssima, a Mãe de Jesus e também agora Mãe da Igreja, aconteceu logo depois da sua Ascensão ao Céu, no dia de Pentecostes, festa que celebraremos no Domingo próximo.



O Espírito Santo, o Espírito do Pai e do Filho, é a alma da Igreja, corpo místico de Cristo. Ele conserva a infalibilidade e a indefectibilidade da Igreja, fundada por Jesus. Ele garantirá que “as portas do inferno” jamais prevaleçam sobre a Igreja. Ele assiste a Igreja para que ela nos ensine sempre a Verdade: “Ele vos ensinará toda a verdade” (Jo 16,13). Ele completará a obra de Cristo, rumo ao Reino definitivo no Céu. Ele realiza na Igreja a promessa de Jesus: “Estarei convosco sempre, até a consumação dos séculos” (Mt 28, 20).




Dom Fernando Arêas Rifan
Bisbo Titular de Cedamusa
Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

Fonte: Adapostólica