sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Santos do Dia

2 de setembro

Bem-aventurada Ingrid



Ingrid nasceu perto da metade do século XIII, na nobre família Elovsdotter, na Suécia. Cristãos fervorosos, os pais deram a ela e aos outros filhos uma educação digna dos fidalgos e no rigoroso seguimento de Cristo. A menina, desde os primeiros anos de vida, mostrou-se muito virtuosa, amável, caridosa e pia, surpreendendo a todos com seu cândido ideal religioso.

No início da adolescência, como era costume da época, teve de contrair um riquíssimo casamento. Mesmo contrariando sua vocação, ela aceitou tudo com humilde resignação, mas não deixou que o mundo de luxo, futilidades e poder contaminassem sua alma, apesar de ter de conviver nele. Continuou, serenamente, a cuidar das obras de caridade que fundara para os pobres e doentes abandonados, os quais atendia pessoalmente. Possuindo dons especiais de profecia e cura, gozava, entre a população, da fama de santidade.

Ingrid enviuvou pouco tempo depois. Assim, decidiu fazer uma longa peregrinação para a Terra Santa, acompanhada por sua irmã mais velha e algumas damas da corte. Ali seu amor ao Senhor Jesus aumentou ainda mais, alimentando o seu desejo de consagrar-se à vida religiosa. Da Palestina viajou para Roma, onde visitou os túmulos dos apóstolos e dos primeiros mártires e de lá foi para Santiago de Compostela, na Espanha, rezar junto às relíquias do apóstolo Tiago.

Só então Ingrid retornou para a Suécia. Logo depois, em 1281, seguindo seu confessor e orientador espiritual, padre dominicano Pedro de Dacia, e com a autorização do bispo e do rei, ela fez seus votos perpétuos e fundou um mosteiro, sob as Regras de são Domingos, em Skanninge, Suécia. Nele, junto com um grande número de jovens da corte, dedicou-se, totalmente, às orações contemplativas e à vida de rigorosa austeridade.

Morreu como priora, com fama de santidade, no dia 2 de setembro de 1282, no seu convento em Skanninge. Seu culto se espalhou depressa entre as populações vizinhas e difundiu-se entre os devotos. O papa Alexandre VI confirmou o culto à bem-aventurada Ingrid e o dia de sua morte para sua celebração.

Fonte: Paulinas.

Santa Dorotéia



Nascida em Cesareia da Capadócia no Século III, Santa Doroteia teve seus pais martirizados. Em sua liberdade e formação herdada principalmente dos pais, Doroteia escolheu viver sua juventude na castidade perfeita (virgindade consagrada), em jejum e com muita oração, atraindo desta maneira a afeição daqueles que eram testemunhas de sua humildade, doçura e prudência.

Doroteia foi uma das primeiras vítimas do governador Fabrício, que recebeu ordens imperiais para exterminar a religião cristã. Após um interrogatório, que não a fez renunciar a Jesus, ela continuava cheia de alegria, e dizia: "Tenho pressa de chegar junto de Jesus, meu Senhor, que chamou para si os meus pais".

Teófilo, um advogado, em tom de brincadeira, disse para Doroteia que enviasse do jardim de seu esposo frutos ou rosas, e Doroteia, levando a sério, disse que se ele acreditasse em Deus ela faria o que ele havia pedido.

Aconteceu que antes dela morrer, pediu uns instantes para rezar, chamou um menino de seis anos e entregou-lhe o lenço com o qual havia enxugado o rosto a fim de que chegasse para o advogado Teófilo.

O menino entregou o lenço, justamente na hora em que Doroteia foi decapitada (no ano de 304) e Teófilo entendeu a mensagem de Cristo, e de perseguidor dos cristãos, converteu-se pelo testemunho e intercessão da santa mártir aceitando livremente morrer decapitado por causa do nome de Jesus.

Fonte: Canção Nova.

Beato João Beyzym


Este servo de Deus nasceu em Beyzym (Ucrânia), no dia 15 de Maio de 1850. Entrou para a Companhia de Jesus na Polônia e foi ordenado em Cracóvia, em 1881. Durante muitos anos foi educador da juventude, em vários colégios dos jesuítas.
Tendo já 48 anos pediu para ir para Madagascar, a fim de trabalhar com os leprosos. Entregou-se a esta missão com toda a generosidade. Passou a viver no meio deles, para estar mais disponível de noite e de dia, numa vida austera e dedicada completamente aos leprosos, aos pobres, abandonados e marginalizados.
Depois de um dia que para ele começava às 3.30, e significava sempre uma longa jornada de trabalho, deitava-se às 22 horas. Dormia sobre uma tábua e alimentava-se como os doentes: um punhado de arroz sem tempero. Por toda a dedicação que mostrava, os doentes chamavam-lhe «pai e mãe dos leprosos».
Como havia necessidade de um sanatório, Beyzym lança mãos ao projeto e consegue construir um hospital com 150 camas, que um jornal do tempo classificava como «o hospital mais bonito de Madagascar». João Paulo II visitou este hospital no dia 1 de maio de 1989, na peregrinação apostólica que realizou àquela ilha.
Exausto por um trabalho que superava as suas forças e uma tosse contínua derivada da lepra, o P. Beyzym morreu, sozinho, aos 62 anos de idade, a 2 de Outubro de 1912.
A sua vida caracterizou-se por uma fé viva e grande sentido da justiça, amor filial a Nossa Senhora e um profundo zelo apostólico pela salvação dos homens. A evangelização andava sempre a par da exigência de respeito pelos direitos da pessoa humana, sobretudo o direito a condições de vida digna.
Conservam-se 543 cartas suas, em que descreve o trabalho que desenvolveu durante 14 anos, sem interrupção. Em relação a este trabalho, é bem significativo o fato de que, durante todo este tempo, não morreu nenhum doente sem ter recebido os sacramentos. A obra realizada por ele foi, pioneira, pois podemos considerar o padre Beyzym como um precursor da cura moderna da lepra.
Na sua última viagem à Polônia, de 16 a 19 de Agosto de 2002, o Papa beatificou este servo de Deus. Dele disse João Paulo II: «Era um amor heróico que queria tomar-se semelhante em tudo aos desventurados... Considerava que, como leproso, teria direito a dizer ao Senhor: "Dei a alma pelos meus irmãos"».

Fonte: Portal Católico.

Beatos Luís José François, João Henrique Gruyer e Pedro Renato Rogue


Os dois primeiros foram executados a 3 de Setembro de 1792 e o último a 3 de Março de 1796; todos vitimados pela Revolução Francesa.
Na véspera de 10 de Agosto de 1792, os elementos avançados viram-se libertos do chamado veto, que os impedia de fazer justiça por si mesmos contra os inimigos (!) da liberdade. Entretanto, chegou a Paris a notícia da invasão prussiana; o nervosismo foi muito grande e tomou-se a resolução de partir para as fronteiras, mas só depois de feita justiça nos traidores.
No dia 2 de Setembro, umas centenas de adeptos das «novas filosofias» e de populares começaram a invadir as prisões cheias de padres que se tinham negado ao juramento de fidelidade à Constituição Civil; melhor, as cadeias normais estavam cheias e tinham-se estabelecido outras, no convento do Carmo e no Seminário de são Firmino (só para padres e religiosos), e ainda outras.
Começou o morticínio nesse dia 2. No dia seguinte de manhã, entraram os assassinos no mencionado Seminário, lançaram os presos para fora das janelas ou mataram¬nos à pancada. Entre estas vítimas, estavam o venerável superior do Seminário, Padre François, e o Padre João Henrique Gruyer, ambos lazaristas. Dos vitimados, só nesse princípio de Setembro, de 2 a 5, por se negarem ao mencionado juramento, vieram a ser beatificados por Pio XI - entre bispos, padres e quatro leigos - 191 pessoas. A beatifica¬ção foi a 17 de Outubro de 1926.
Pedro Renato Rogue nasceu em Vannes, em 1758, e foi ordenado sacerdote em 1782. Entrou na Congregação da Missão em 1786, em Paris. Foi professor de Dogma no seminário da sua cidade natal. Em 1791, levantou-se o conflito de consciência para todos os sacerdotes: jurar ou não a Constituição civil do clero. O superior de Rogue no seminário aceitou a proposta, convencido pela Assembléia Nacional de não tratar-se de nenhuma intromissão no domínio espiritual; mas o professor de Dogma convenceu-o depois a que apresentasse retratação.
Em Janeiro de 1792, todos os dirigentes do Seminário foram expulsos; Rogue continuou a ocupar-se da sua paróquia na cidade. Alguns dias mais tarde, os sacerdotes que não tinham jurado viram-se obrigados a exilar-se ou a esconder-se. Rogue iniciou uma vida perigosa, saindo às escondidas para celebrar Missa e administrar os sacramentos;, a guilhotina já fora aplicada a outros padres.
Seguiu-se uma paz de maneira que ele apresentou-se às autoridades e pôde exercer o seu ministério mas com muitas limitações, pois as igrejas continuavam ocupadas pelos «constitucionais». E, tendo a Convenção reposto em vigor, a 25 de Outubro de 1795, toda a legislação perseguidora, ele foi preso quando levava a Sagrada Comunhão a um doente. Para não comprometer ninguém, recusou-se a aceitar a oportunidade que lhe ofereciam de evadir-se. Mas não se fazia ilusão sobre o futuro, tanto que se despediu por carta dos amigos.
Diante da insistência do Diretório na política anti-religiosa, Rogue foi executado, com o sacerdote coadjutor duma paróquia. O seu sepulcro, em Vannes, tomou-se meta de numerosas peregrinações; invoca-se o mártir sobretudo contra as febres. Pedro Renato Rogue foi beatificado a 10 de Maio de 1934.

Fonte: Portal Católico.

São Justo de Lião e São Viator

De ascendência galo-romana, ao que parece, Justo era diácono da Igreja de Viena quando, por 374, a Igreja de Lião o escolheu para seu Bispo. Em 381, esteve no concílio de Aquileia, onde foram depostos dois bispos que eram favoráveis ao arianismo e onde se encontrou com Santo Ambrósio, ao qual já o ligavam laços de amizade. Ainda existem duas cartas deste último, das quais se depreende que o seu amigo lhe pedira que não voltasse a contar-lhe novidades, mas apenas comentasse as Escrituras, pois o resto redundava em perda de tempo.

Delicado e até escrupuloso, Justo deixou o bispado, em seguida a um assassínio que não conseguiu evitar. Foi o caso que um louco andara pelas ruas de Lião atacando os transeuntes com a espada e ferindo alguns mortalmente. Perseguido e já quase alcançado, o louco refugiou-se numa igreja. O bispo correu em seu auxílio e conseguiu libertá-lo dos que o queriam matar, mas, pouco depois, a multidão enfurecida precipitou-se sobre ele e infligiu-lhe torturas mortais.

Teria o bispo já alimentado, antes, desejos de se retirar? O certo é que, na noite seguinte, fugiu em direção a Marselha, onde embarcou para o Egito. O navio estava já para levantar âncora quando um dos seus clérigos, chamado Viator, se lhe foi juntar. Tendo chegado à região de Scete, entraram ambos para um convento e, sem revelarem a sua identidade, levaram durante oito ou nove anos a vida penitente dos Padres do deserto. Sucedeu, no entanto, que foram reconhecidos por um peregrino chegado de Lião, que se aventurou até essas regiões. Foram também visitados pelo presbítero Antíoco, que foi expressamente de Lião para ver pela última vez o seu velho bispo.

Justo e Viator morreram, com pouco intervalo um do outro, pelo ano de 390. Mais tarde, os cristãos de Lião empreenderam viagem até ao Egito, a fim de transportarem as relíquias destes santos para a sua terra. A devoção a S. Justo espalhou-se por toda a França, onde ainda hoje cerca de trinta vilas conservam o seu nome.

Fonte: Portal Católico

Beatos Francisco L. Hebert, Francisco Lefranc e Pedro C. Pottier

Além dos Lazaristas recém-nomeados, houve na França, no mês de Setembro de 1792, o martírio de 3 bispos da diocese de Paris; 41 sacerdotes das paróquias de faculdades teológicas; seminários e colégios eclesiásticos; capelães16; outros padres residentes na capital 13; e seminaristas, 3; das dioceses da província, 38 sacerdotes; religiosos ou sacerdotes da vida comum, 31; e antigos jesuítas (abrangidos pela supressão da Ordem de 1773), 23.

Entre todos estes, nomeamos apenas 3 Padres Eudistas a quem presta culto, como Beatos, a Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor: são eles Francisco Luís Hêbert, Francisco Lefranc e Pedro Cláudio Pottier.

Fonte: Portal Católico.

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