Ascensão
Por: Padre Wagner Augusto Portugal
A Ressurreição de Jesus é celebrada e festejada na Páscoa após toda uma vida de peregrinação vivenciada na terra. Jesus ressurreto promove várias aparições a seus discípulos para que os mesmos pudessem ter a certeza de que tudo que fora dito por Ele, se cumpriu.
Ascensão significa “subir”. Ascensão de Jesus ao Céu significa, portanto, a Sua subida Gloriosa ao Céu, junto de Deus. Depois do evento Cristo Ressuscitado, ocorre o retorno do Filho de Deus ao Céu, pois uma vez vindo de Deus, também para Deus haveria de voltar.
Há uma seqüência lógica na organização da liturgia da Igreja para melhor celebrar o mistério da fé. Primeiro Jesus peregrina por vários lugares em sua missão, passa pelo suplício do Calvário, morre, ressuscita e se ascende ao céu. Estamos acostumados a enxergar a ascensão de Jesus como um ato mágico em que Ele sai do túmulo, ressuscitado e vai passando pelas nuvens até chegar ao céu. Não podemos ficar simplesmente com esta visão, mas precisamos entender que a celebração da Ascensão nos garante o cumprimento da missão de Jesus na terra como enviado de Deus. Sua subida para o alto não é algo que vai demonstrar para nós uma distância definitiva, mas ao contrário, nos faz crer que, Jesus estando junto do Pai, se faz ao mesmo tempo, presente na vida de todos os filhos de Deus. “Ele está no meio de nós” e sempre estará, “Cristo ontem, hoje e sempre”.
Assim como a Páscoa, a Igreja também celebra a Ascensão de Jesus ao Céu como um ato vitorioso da fé. Esta solenidade é celebrada cerca de quarenta dias após a Ressurreição de Jesus, que é a Páscoa, e uma semana antes do domingo de Pentecostes. Procede desta forma a liturgia da Igreja para nos dar sempre a idéia de que quando Jesus sobe para o céu, Ele o faz para nos enviar a presença do Espírito Santo Paráclito, com a riqueza de todos os seus Dons.
Em suma, a Ascensão de Jesus Cristo ao Céu, é celebrada ainda no Tempo Pascal, é o tempo da alegria e o tempo da vitória. A Festa do Espírito Santo no domingo seguinte ao domingo da Ascensão vem trazer a plenitude divina sobre os filhos de Deus para que os mesmos, possam dar pleno cumprimento a missão. Uma vez vivendo os preceitos de Deus, o Cristo nos dá a certeza de que um dia também nós, vamos passar pelo vale da morte, pela Ressurreição e chegaremos junto de Deus com a certeza da missão cumprida.
Fonte: Catequisar
Mostrando postagens com marcador Ascensão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ascensão. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Ascensão do Senhor – Exaltação e Senhorio de Cristo
Ascensão do Senhor – Exaltação e Senhorio de Cristo
Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO
ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG.
Leia os outros artigos
Celebrar a partida de Jesus para o Pai é senti-lo eternamente presente na vida das pessoas e da comunidade cristã. Ele não se afastou. Criou sua morada estável em nosso meio, pois é o Deus-conosco. Ele está sempre presente no meio de nós, em nossas comunidades, pois a glória de Deus é estar conosco; e nós o glorificamos quando o reconhecemos como Senhor Absoluto, Cabeça da Igreja, razão da nossa esperança.
Durante a vida terrena, Jesus agia como aquele homem ao qual Deus dera o seu poder, fazendo com que as pessoas glorificassem a Deus. Agora, ressuscitado, possui "toda autoridade no céu e na terra".
Essa autoridade plena foi-lhe dada pelo Pai e é muito próxima das pessoas. O Evangelho de Mateus termina com uma promessa: “Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo”.
São Mateus havia iniciado o Evangelho apresentando Jesus como o Emanuel (Deus conosco) e o conclui mostrando-o continuamente vivo e presente na vida da comunidade. A Ascensão de Jesus não é seu afastamento do mundo. Pelo contrário, sela sua indestrutível presença na história, que é, ao mesmo tempo, história de Deus e da humanidade. Por isso sempre afirmamos: “Ele está no meio de nós!”.
Fonte: Catequisar
Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO
ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG.
Leia os outros artigos
Celebrar a partida de Jesus para o Pai é senti-lo eternamente presente na vida das pessoas e da comunidade cristã. Ele não se afastou. Criou sua morada estável em nosso meio, pois é o Deus-conosco. Ele está sempre presente no meio de nós, em nossas comunidades, pois a glória de Deus é estar conosco; e nós o glorificamos quando o reconhecemos como Senhor Absoluto, Cabeça da Igreja, razão da nossa esperança.
Durante a vida terrena, Jesus agia como aquele homem ao qual Deus dera o seu poder, fazendo com que as pessoas glorificassem a Deus. Agora, ressuscitado, possui "toda autoridade no céu e na terra".
Essa autoridade plena foi-lhe dada pelo Pai e é muito próxima das pessoas. O Evangelho de Mateus termina com uma promessa: “Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo”.
São Mateus havia iniciado o Evangelho apresentando Jesus como o Emanuel (Deus conosco) e o conclui mostrando-o continuamente vivo e presente na vida da comunidade. A Ascensão de Jesus não é seu afastamento do mundo. Pelo contrário, sela sua indestrutível presença na história, que é, ao mesmo tempo, história de Deus e da humanidade. Por isso sempre afirmamos: “Ele está no meio de nós!”.
Fonte: Catequisar
domingo, 1 de janeiro de 2012
Ascensão e Pentecostes
Dom Fernando Arêas Rifan Artigo publicado no jornal "A Folha da Manhã", Campos, no dia 08de junho de 2011, quarta-feira.
Celebramos no Domingo passado a solenidade da Ascensão do Senhor, comemorando sua subida ao Céu, quarenta dias depois da sua gloriosa Ressurreição. Alguém poderia estranhar por que comemoramos uma despedida. Exatamente porque não é propriamente uma despedida, mas o encerramento de uma fase e o começo de outra.
Jesus, o Verbo de Deus feito carne, tornou-se um de nós, para nos ensinar, como o seu exemplo, como o homem devia servir a Deus. Tornou a divindade próxima e ao alcance de nós. Em Jesus habita toda a plenitude da divindade, de modo humano (Cl 2, 9). “Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fl 2, 6-8). E assim conquistou a nossa redenção. Assim, Deus Pai, “quando estávamos mortos em conseqüência dos nossos pecados, deu-nos a vida juntamente com Cristo – é por graça que fostes salvos! -, juntamente com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, com Cristo Jesus” (Ef 2, 5-6).
Mas Jesus, na sua vida terrena, fundara a sua Igreja, uma sociedade visível, hierárquica, que continuaria a sua missão, o seu Reino. E, ao subir ao Céu, deixou nela todos os seus poderes: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações... tudo o que vos ensinei. Eis que eu estou convosco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28, 18-20). Transmitiu aos seus Apóstolos, que ele constituiu chefes da sua Igreja, a mesma missão que ele havia recebido do Pai: “Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós” (Jo 20, 21).
Jesus, portanto, foi e ficou! Só ele mesmo, com seu poder, poderia fazer tal prodígio! Foi para o Céu e continuou aqui entre nós através da sua Igreja.
Mas, para solidificar essa missão, para fortificar os apóstolos e seus sucessores, para continuar sua presença na Igreja, ele lhes enviou o Divino Espírito Santo, cuja vinda sobre os Apóstolos reunidos no Cenáculo, em companhia de Maria Santíssima, a Mãe de Jesus e também agora Mãe da Igreja, aconteceu logo depois da sua Ascensão ao Céu, no dia de Pentecostes, festa que celebraremos no Domingo próximo.
O Espírito Santo, o Espírito do Pai e do Filho, é a alma da Igreja, corpo místico de Cristo. Ele conserva a infalibilidade e a indefectibilidade da Igreja, fundada por Jesus. Ele garantirá que “as portas do inferno” jamais prevaleçam sobre a Igreja. Ele assiste a Igreja para que ela nos ensine sempre a Verdade: “Ele vos ensinará toda a verdade” (Jo 16,13). Ele completará a obra de Cristo, rumo ao Reino definitivo no Céu. Ele realiza na Igreja a promessa de Jesus: “Estarei convosco sempre, até a consumação dos séculos” (Mt 28, 20).
Dom Fernando Arêas Rifan
Bisbo Titular de Cedamusa
Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
Fonte: Adapostólica
Celebramos no Domingo passado a solenidade da Ascensão do Senhor, comemorando sua subida ao Céu, quarenta dias depois da sua gloriosa Ressurreição. Alguém poderia estranhar por que comemoramos uma despedida. Exatamente porque não é propriamente uma despedida, mas o encerramento de uma fase e o começo de outra.
Jesus, o Verbo de Deus feito carne, tornou-se um de nós, para nos ensinar, como o seu exemplo, como o homem devia servir a Deus. Tornou a divindade próxima e ao alcance de nós. Em Jesus habita toda a plenitude da divindade, de modo humano (Cl 2, 9). “Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fl 2, 6-8). E assim conquistou a nossa redenção. Assim, Deus Pai, “quando estávamos mortos em conseqüência dos nossos pecados, deu-nos a vida juntamente com Cristo – é por graça que fostes salvos! -, juntamente com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, com Cristo Jesus” (Ef 2, 5-6).
Mas Jesus, na sua vida terrena, fundara a sua Igreja, uma sociedade visível, hierárquica, que continuaria a sua missão, o seu Reino. E, ao subir ao Céu, deixou nela todos os seus poderes: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações... tudo o que vos ensinei. Eis que eu estou convosco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28, 18-20). Transmitiu aos seus Apóstolos, que ele constituiu chefes da sua Igreja, a mesma missão que ele havia recebido do Pai: “Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós” (Jo 20, 21).
Jesus, portanto, foi e ficou! Só ele mesmo, com seu poder, poderia fazer tal prodígio! Foi para o Céu e continuou aqui entre nós através da sua Igreja.
Mas, para solidificar essa missão, para fortificar os apóstolos e seus sucessores, para continuar sua presença na Igreja, ele lhes enviou o Divino Espírito Santo, cuja vinda sobre os Apóstolos reunidos no Cenáculo, em companhia de Maria Santíssima, a Mãe de Jesus e também agora Mãe da Igreja, aconteceu logo depois da sua Ascensão ao Céu, no dia de Pentecostes, festa que celebraremos no Domingo próximo.
O Espírito Santo, o Espírito do Pai e do Filho, é a alma da Igreja, corpo místico de Cristo. Ele conserva a infalibilidade e a indefectibilidade da Igreja, fundada por Jesus. Ele garantirá que “as portas do inferno” jamais prevaleçam sobre a Igreja. Ele assiste a Igreja para que ela nos ensine sempre a Verdade: “Ele vos ensinará toda a verdade” (Jo 16,13). Ele completará a obra de Cristo, rumo ao Reino definitivo no Céu. Ele realiza na Igreja a promessa de Jesus: “Estarei convosco sempre, até a consumação dos séculos” (Mt 28, 20).
Dom Fernando Arêas Rifan
Bisbo Titular de Cedamusa
Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
Fonte: Adapostólica
Assinar:
Postagens (Atom)