Notícia:: Benção do Papa exorcizou dois homens na Praça São Pedro conta famoso exorcista
Livro conta que após receber uma Benção do Papa em uma Audiência General em 2009, dois homens foram libertos do demônio
Do Terra
Uma benção do papa Bento XVI expulsou o demônio de dois homens que gritavam durante uma audiência geral na Praça São Pedro em 2009, afirmou um importante exorcista católico em um livro que será lançado em breve. Trechos do livro de Gabriele Amorth, um famoso exorcista da diocese de Roma que já escreveu dois livros sobre tratamentos de aflições demoníacas, foram publicados na revista Panorama nesta quinta-feira. O Vaticano negou que o Papa tenha feito exorcismo nos homens.
Amorth disse que dois de seus ajudantes levaram os homens, conhecidos apenas como Giovanni e Marco, para ver o Papa quando eles começaram a tremer, ficando cada vez mais agitados e mostrando sinais violentos de possessão. Quando um dos ajudantes pediu a Giovanni para que se controlasse, ele disse: “Eu não sou Giovanni” com uma voz que não era a dele, antes de se jogar no chão, junto com Marco, no momento em que o carro do Papa chegou, contou Amorth.
“Os dois homens possuídos caíram e bateram suas cabeças no chão. Os guardas suíços observaram, mas não fizeram nada. Será que eles já tinham visto como os possuídos reagiam quando encarados pelo Papa?”, questionou Amorth. “Os possuídos foram então atingidos por um grande solavanco, todo o corpo deles foi atingido. Eles voaram três metros para trás e não uivaram mais”, contou.
O porta-voz do Vaticano, Frederico Lombardi, disse à AFP que o Papa não tinha ideia de quem eram aqueles homens ou o que fizeram naquele dia. “Mesmo se esses fatos forem verdadeiros, não é correto falar em exorcismo pelo Papa, que não estava ciente da presença deles. Não há nenhuma ligação e o Papa não teve nenhuma intenção de realizar um exorcismo”, declarou.
O exorcismo é uma prática antiga de expulsar demônios de uma pessoa ou lugar. Acredita-se que o Papa João Paulo II tenha realizado muitos exorcismos no Vaticano em 1982 e 2000.
Fonte: Dominus Vobiscum
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Bispo descreve experiências exorcizando demônios ‒ O exorcismo e a ciência 1
Bispo descreve experiências exorcizando demônios ‒ O exorcismo e a ciência 1
No livro “Eu, bispo exorcista”, o então diocesano de Isernia-Venafro, Itália, descreve suas experiências de exorcista e as surpreendentes conclusões a que foi levado durante uma década de prática do Exorcistado
(D. Andrea Gemma, “Io, vescovo esorcista” (“Eu, bispo exorcista”), Editora Mondadori, Milão, 2002, 208 pp. Todas as citações do post são extraídas desse livro. Não sabemos se o livro foi vertido ao português)
D. Andrea Gemma, hoje bispo emérito, escreveu o livro quando estava à testa da diocese de Isernia-Venafro, narrando suas experiêncas na prática do exorcismo.
Dom Andrea Gemma deixou a diocese a seu sucessor em 2007, quando atingiu o limite de idade fixado pelo Direito Canônico.
Na manhã de 29 de junho de 1992, o novo bispo de Isernia-Venafro, D. Andrea Gemma, saía da Basílica Vaticana, olhando pensativo para a Praça de São Pedro.
As palavras de São Mateus, ”as portas do inferno não prevalecerão” (Mt 16,18), ecoavam em seu espírito com um atrativo sobrenatural. E lhe inspiravam graves considerações:
1) a ação do demônio não só não diminuiu, mas multiplicou-se;
2) o demônio é consciente de que dispõe de pouco tempo;
3) Nosso Senhor Jesus Cristo deu à Igreja enorme poder contra Satanás;
4) para não ser derrotado, o demônio faz tudo para agir no silêncio;
5) chegou o momento de desmascarar a ação insidiosa de Lúcifer e enfrentá-lo de viseira erguida, com as armas de que a Igreja dispõe. (pp. 11-12).
Por que não se fala da necessidade de exorcismo?
Voltando à sua diocese, a 170 km de Roma, D. Andrea decidiu pôr em prática o mandato divino “expulsai os demônios” (Mc 16,17). Porque, explica ele, para o bispo, exorcizar “não é uma escolha, é obrigação” (p. 21).
Dever grave de instituir exorcistas
E cita o Pe. Gabriele Amorth que foi durante muitos anos exorcista oficial da diocese de Roma: “Um bispo que não estabelece pelo menos um exorcista na sua diocese não está isento de pecado mortal por grave omissão” (p. 24).
O resultado foi surpreendente. O poder do inferno se lhe revelou em todo o seu horror e em toda a sua extensão.
“Quantas vezes — escreve o bispo —, nos meus colóquios cotidianos, freqüentemente difíceis, com os doentes de todo tipo, esta verdade se punha diante de mim: ‘Por que não nos falaram antes destas coisas? Por que não nos alertaram com uma adequada instrução? Por que não nos preservaram a nós, grei de Cristo, da devastação dos lobos famintos?” (p. 113).
“Se todos os bispos fossem como você, estaríamos completamente vencidos, e imediatamente” (p. 12), gritou-lhe um demônio por meio de uma mulher possessa, acrescentando em uma outra ocasião: “[mas] vocês são poucos” (p. 62).
Poder da promessa de Nossa Senhora em Fátima
Em 1992, o prelado publicou a pastoral As portas do inferno não prevalecerão. Nela, alertava:
“A ação infestante e obscura de Satanás [...] está, acreditai-me, mais difundida e é mais nefasta do que se possa pensar” (p. 15).
Na pastoral, D. Andrea convocou a diocese para “uma luta sem quartel, concertada e eficaz contra o mal e as suas artes” (p. 16).
O bispo promoveu orações públicas que congregavam multidões vindas de muito longe. O Maligno se externava visivelmente, e aqueles que sofriam alguma ação diabólica eram levados à sacristia para serem objeto de exorcismos específicos.
O bispo não imaginava que sua pastoral daria a volta ao mundo, sendo traduzida em várias línguas. Cartas, imprensa, pessoas de toda Itália e até do exterior, apelando ao seu socorro porque sentiam alguma ação diabólica ou estavam possessas, lhe mostraram que muitos fiéis estavam esperando algo do gênero.
Nos exorcismos, D. Andrea pôde constatar o enorme poder de Nossa Senhora e da Igreja sobre as potências do abismo:
“Se quero ver o demônio realmente furioso, basta jogar-lhe água benta, pronunciando esta minha doce certeza: ‘por fim, o Coração materno de Maria triunfará’. ‘Sim!!!’, me responde, sempre rangendo os dentes. Mas algumas vezes acrescenta um desafio: ‘neste meio tempo, quantos levaremos conosco’...” (p. 63).
D. Andrea interrogou várias vezes os demônios possuidores:
— ”Vós, que vexais as vossas vítimas, tirais algum proveito ou alívio disso?
— Não, pelo contrário, nós sofremos um maior agravamento das nossas penas.
— E, então, por que o fazeis?
— Por ódio, por ódio, por ódio” (p. 61).
Fonte: Ciência Confirma a Igreja
No livro “Eu, bispo exorcista”, o então diocesano de Isernia-Venafro, Itália, descreve suas experiências de exorcista e as surpreendentes conclusões a que foi levado durante uma década de prática do Exorcistado
(D. Andrea Gemma, “Io, vescovo esorcista” (“Eu, bispo exorcista”), Editora Mondadori, Milão, 2002, 208 pp. Todas as citações do post são extraídas desse livro. Não sabemos se o livro foi vertido ao português)
D. Andrea Gemma, hoje bispo emérito, escreveu o livro quando estava à testa da diocese de Isernia-Venafro, narrando suas experiêncas na prática do exorcismo.
Dom Andrea Gemma deixou a diocese a seu sucessor em 2007, quando atingiu o limite de idade fixado pelo Direito Canônico.
Na manhã de 29 de junho de 1992, o novo bispo de Isernia-Venafro, D. Andrea Gemma, saía da Basílica Vaticana, olhando pensativo para a Praça de São Pedro.
As palavras de São Mateus, ”as portas do inferno não prevalecerão” (Mt 16,18), ecoavam em seu espírito com um atrativo sobrenatural. E lhe inspiravam graves considerações:
1) a ação do demônio não só não diminuiu, mas multiplicou-se;
2) o demônio é consciente de que dispõe de pouco tempo;
3) Nosso Senhor Jesus Cristo deu à Igreja enorme poder contra Satanás;
4) para não ser derrotado, o demônio faz tudo para agir no silêncio;
5) chegou o momento de desmascarar a ação insidiosa de Lúcifer e enfrentá-lo de viseira erguida, com as armas de que a Igreja dispõe. (pp. 11-12).
Por que não se fala da necessidade de exorcismo?
Voltando à sua diocese, a 170 km de Roma, D. Andrea decidiu pôr em prática o mandato divino “expulsai os demônios” (Mc 16,17). Porque, explica ele, para o bispo, exorcizar “não é uma escolha, é obrigação” (p. 21).
Dever grave de instituir exorcistas
E cita o Pe. Gabriele Amorth que foi durante muitos anos exorcista oficial da diocese de Roma: “Um bispo que não estabelece pelo menos um exorcista na sua diocese não está isento de pecado mortal por grave omissão” (p. 24).
O resultado foi surpreendente. O poder do inferno se lhe revelou em todo o seu horror e em toda a sua extensão.
“Quantas vezes — escreve o bispo —, nos meus colóquios cotidianos, freqüentemente difíceis, com os doentes de todo tipo, esta verdade se punha diante de mim: ‘Por que não nos falaram antes destas coisas? Por que não nos alertaram com uma adequada instrução? Por que não nos preservaram a nós, grei de Cristo, da devastação dos lobos famintos?” (p. 113).
“Se todos os bispos fossem como você, estaríamos completamente vencidos, e imediatamente” (p. 12), gritou-lhe um demônio por meio de uma mulher possessa, acrescentando em uma outra ocasião: “[mas] vocês são poucos” (p. 62).
Poder da promessa de Nossa Senhora em Fátima
Em 1992, o prelado publicou a pastoral As portas do inferno não prevalecerão. Nela, alertava:
“A ação infestante e obscura de Satanás [...] está, acreditai-me, mais difundida e é mais nefasta do que se possa pensar” (p. 15).
Na pastoral, D. Andrea convocou a diocese para “uma luta sem quartel, concertada e eficaz contra o mal e as suas artes” (p. 16).
O bispo promoveu orações públicas que congregavam multidões vindas de muito longe. O Maligno se externava visivelmente, e aqueles que sofriam alguma ação diabólica eram levados à sacristia para serem objeto de exorcismos específicos.
O bispo não imaginava que sua pastoral daria a volta ao mundo, sendo traduzida em várias línguas. Cartas, imprensa, pessoas de toda Itália e até do exterior, apelando ao seu socorro porque sentiam alguma ação diabólica ou estavam possessas, lhe mostraram que muitos fiéis estavam esperando algo do gênero.
Nos exorcismos, D. Andrea pôde constatar o enorme poder de Nossa Senhora e da Igreja sobre as potências do abismo:
“Se quero ver o demônio realmente furioso, basta jogar-lhe água benta, pronunciando esta minha doce certeza: ‘por fim, o Coração materno de Maria triunfará’. ‘Sim!!!’, me responde, sempre rangendo os dentes. Mas algumas vezes acrescenta um desafio: ‘neste meio tempo, quantos levaremos conosco’...” (p. 63).
D. Andrea interrogou várias vezes os demônios possuidores:
— ”Vós, que vexais as vossas vítimas, tirais algum proveito ou alívio disso?
— Não, pelo contrário, nós sofremos um maior agravamento das nossas penas.
— E, então, por que o fazeis?
— Por ódio, por ódio, por ódio” (p. 61).
Fonte: Ciência Confirma a Igreja
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
D. Gemma: laicismo é porta para o demônio entrar nas almas e nas sociedades ‒ O exorcismo e a ciência 2
D. Gemma: laicismo é porta para o demônio entrar nas almas e nas sociedades ‒ O exorcismo e a ciência 2
Mons Andrea Gemma, bispo emérito de Isernia-Venafro
Continuamos com a recensão do livro "Eu, bispo exorcista" de Mons. Andrea Gemma.
Como observamos no primeiro post, D. Andrea Gemma, hoje bispo emérito, escreveu o livro quando estava à testa da diocese de Isernia-Venafro, narrando suas experiêncas na prática do exorcismo.
Dom Andrea Gemma deixou a diocese a seu sucessor em 2007, quando atingiu o limite de idade fixado pelo Direito Canônico.
A Igreja em crise não usa as suas armas
O bispo procurou inspiração nos textos do Vaticano II, e eis as suas conclusões:
“Ide e folheai todos os documentos do Concílio Vaticano II, [...] verificai se se fala, e quantas vezes, do demônio e das suas obras. Sabeis que naqueles dezesseis documentos, pensados e ponderados, não existe sequer a palavra inferno, nem a palavra ‘demônio’? Incrível, mas verdadeiro, basta ir verificar...” (p. 88).
Ele debruçou-se sobre os textos litúrgicos antigos e novos. E ficou estupefato:
“Sempre lamentei que na reforma da Missa se tenha tirado aquela oração a São Miguel [Exorcismo Breve], que Leão XIII, não sem inspiração do alto, quis que fosse recitada no fim de cada celebração. Muitas vezes o demônio, pela voz dos possessos, fez saber que gostou muitíssimo dessa abolição! [...] O que é que sugeriu e sugere evitar-se o mais possível, nos textos litúrgicos, a menção a Satanás, às suas nefastas intervenções, às conseqüências da sua ação destrutiva? Quem possa, que me responda. E com argumentos válidos, por favor. [...] Hoje a obra assassina do demônio é mais evidente do que nunca [...]. Então, não somente não era o caso de expurgar as fórmulas deprecatórias e imprecatórias, mas sim de multiplicá-las e reforçá-las. Porém, infelizmente não foi assim” (p. 27).
O ambiente laicizado hodierno: vitória do demônio
D. Andrea reparou que os históricos dos que padecem malefícios e o dos possessos eram muito parecidos. É imensa, diz ele, a quantidade de ocasiões que o contexto atual oferece às serpentes infernais para se apossarem das suas vítimas.
“A maior vitória do diabo consiste em convencer os homens de que ele não existe”. Esta verdade indiscutida levou o prelado à conclusão de que o ambiente moderno serve de luva ideal para as garras infernais.
A todo momento, esse ambiente sugere que não há Deus nem demônio, nem Céu nem inferno. E os espíritos malignos atacam e invadem os corpos das suas vítimas de inúmeras formas.
Há cultos satânicos explícitos. Mas também implícitos, como certas técnicas de meditação e algumas terapias alternativas, superstições ou modas tipo Nova Era ou músicas tipo rock and roll.
Como é que a humanidade gerou esse ambiente enganosamente neutro e materialista, porém tão útil para os espíritos das trevas?
A Revolução gera ambiente propício à ação diabólica
D. Andrea dá uma elucidativa explicação histórica. Ela se aproxima muito da denúncia do processo revolucionário que o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira formula na sua obra magistral Revolução e Contra-Revolução. Não descartamos que o culto bispo italiano tenha tirado dela alguma inspiração:
“A laicização da nossa sociedade é o fruto de um longo e complexo processo que durou cerca de cinco séculos, e que se desenvolveu em três etapas fundamentais, três revoluções no campo cultural e social, mas com lances também cruentos, que levaram à gradual transformação do mundo antigo, tradicional, para dar na sociedade atual, pós-moderna e secularizada”.
D. Andrea descreve essas sucessivas revoluções: primeiro a revolução protestante, que causou um grande desgarramento da sociedade cristã medieval; segundo o Iluminismo e a Revolução Francesa; terceiro a Revolução comunista marxista.
Por fim, acrescenta, uma quarta etapa ou Revolução: a do movimento estudantil dos anos 60, que contestou a família, generalizou o uso da droga, propugnou a libertação dos vínculos morais, e sobretudo revoltou-se contra toda autoridade. Esse processo gerou uma sociedade e uma cultura que tendencialmente seduzem os homens para a idéia de que Deus e a religião são coisas absurdas (pp. 113 ss).
Há os que se deixam levar por essa influência, ensina D. Andrea. Mas há também os que reagem de um modo exasperado e caem no exagero oposto: as novas e enganosas formas de religiosidade. Todas são fáceis presas de Lúcifer.
Armas para derrotar os demônios
D. Andrea exorta os fiéis a recorrerem às armas que vencem o demônio: a Fé, os Livros Sagrados, o jejum, os sacramentos. E, sobretudo, a oração por meio de Nossa Senhora, a “inimiga eterna de Satanás” (p. 16).
Entre as orações específicas, ele recomenda a renúncia formal a Satanás, como se faz na renovação das promessas do batismo, e o exorcismo breve:
“São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate; cobri-nos com vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos, e vós, Príncipe da Milícia Celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém” (p. 17).
E recomenda também não se deixar seduzir pelo ambiente revolucionário hodierno nem pelas falsas novidades nas formas de religiosidade — inclusive no âmbito católico —, que tanto e tão bem servem de ocasião para os malefícios e possessões por parte do pai da mentira.
Com essas cautelas e armas espirituais, o católico resistirá e sairá vitorioso, confiando sempre na promessa divina: “As portas do inferno não prevalecerão” (Mt 16,18).
(Fonte, Santiago Fernández, “Catolicismo”).
Retidado de Ciência COnfirma a Igreja
Mons Andrea Gemma, bispo emérito de Isernia-Venafro
Continuamos com a recensão do livro "Eu, bispo exorcista" de Mons. Andrea Gemma.
Como observamos no primeiro post, D. Andrea Gemma, hoje bispo emérito, escreveu o livro quando estava à testa da diocese de Isernia-Venafro, narrando suas experiêncas na prática do exorcismo.
Dom Andrea Gemma deixou a diocese a seu sucessor em 2007, quando atingiu o limite de idade fixado pelo Direito Canônico.
A Igreja em crise não usa as suas armas
O bispo procurou inspiração nos textos do Vaticano II, e eis as suas conclusões:
“Ide e folheai todos os documentos do Concílio Vaticano II, [...] verificai se se fala, e quantas vezes, do demônio e das suas obras. Sabeis que naqueles dezesseis documentos, pensados e ponderados, não existe sequer a palavra inferno, nem a palavra ‘demônio’? Incrível, mas verdadeiro, basta ir verificar...” (p. 88).
Ele debruçou-se sobre os textos litúrgicos antigos e novos. E ficou estupefato:
“Sempre lamentei que na reforma da Missa se tenha tirado aquela oração a São Miguel [Exorcismo Breve], que Leão XIII, não sem inspiração do alto, quis que fosse recitada no fim de cada celebração. Muitas vezes o demônio, pela voz dos possessos, fez saber que gostou muitíssimo dessa abolição! [...] O que é que sugeriu e sugere evitar-se o mais possível, nos textos litúrgicos, a menção a Satanás, às suas nefastas intervenções, às conseqüências da sua ação destrutiva? Quem possa, que me responda. E com argumentos válidos, por favor. [...] Hoje a obra assassina do demônio é mais evidente do que nunca [...]. Então, não somente não era o caso de expurgar as fórmulas deprecatórias e imprecatórias, mas sim de multiplicá-las e reforçá-las. Porém, infelizmente não foi assim” (p. 27).
O ambiente laicizado hodierno: vitória do demônio
D. Andrea reparou que os históricos dos que padecem malefícios e o dos possessos eram muito parecidos. É imensa, diz ele, a quantidade de ocasiões que o contexto atual oferece às serpentes infernais para se apossarem das suas vítimas.
“A maior vitória do diabo consiste em convencer os homens de que ele não existe”. Esta verdade indiscutida levou o prelado à conclusão de que o ambiente moderno serve de luva ideal para as garras infernais.
A todo momento, esse ambiente sugere que não há Deus nem demônio, nem Céu nem inferno. E os espíritos malignos atacam e invadem os corpos das suas vítimas de inúmeras formas.
Há cultos satânicos explícitos. Mas também implícitos, como certas técnicas de meditação e algumas terapias alternativas, superstições ou modas tipo Nova Era ou músicas tipo rock and roll.
Como é que a humanidade gerou esse ambiente enganosamente neutro e materialista, porém tão útil para os espíritos das trevas?
A Revolução gera ambiente propício à ação diabólica
D. Andrea dá uma elucidativa explicação histórica. Ela se aproxima muito da denúncia do processo revolucionário que o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira formula na sua obra magistral Revolução e Contra-Revolução. Não descartamos que o culto bispo italiano tenha tirado dela alguma inspiração:
“A laicização da nossa sociedade é o fruto de um longo e complexo processo que durou cerca de cinco séculos, e que se desenvolveu em três etapas fundamentais, três revoluções no campo cultural e social, mas com lances também cruentos, que levaram à gradual transformação do mundo antigo, tradicional, para dar na sociedade atual, pós-moderna e secularizada”.
D. Andrea descreve essas sucessivas revoluções: primeiro a revolução protestante, que causou um grande desgarramento da sociedade cristã medieval; segundo o Iluminismo e a Revolução Francesa; terceiro a Revolução comunista marxista.
Por fim, acrescenta, uma quarta etapa ou Revolução: a do movimento estudantil dos anos 60, que contestou a família, generalizou o uso da droga, propugnou a libertação dos vínculos morais, e sobretudo revoltou-se contra toda autoridade. Esse processo gerou uma sociedade e uma cultura que tendencialmente seduzem os homens para a idéia de que Deus e a religião são coisas absurdas (pp. 113 ss).
Há os que se deixam levar por essa influência, ensina D. Andrea. Mas há também os que reagem de um modo exasperado e caem no exagero oposto: as novas e enganosas formas de religiosidade. Todas são fáceis presas de Lúcifer.
Armas para derrotar os demônios
D. Andrea exorta os fiéis a recorrerem às armas que vencem o demônio: a Fé, os Livros Sagrados, o jejum, os sacramentos. E, sobretudo, a oração por meio de Nossa Senhora, a “inimiga eterna de Satanás” (p. 16).
Entre as orações específicas, ele recomenda a renúncia formal a Satanás, como se faz na renovação das promessas do batismo, e o exorcismo breve:
“São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate; cobri-nos com vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos, e vós, Príncipe da Milícia Celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém” (p. 17).
E recomenda também não se deixar seduzir pelo ambiente revolucionário hodierno nem pelas falsas novidades nas formas de religiosidade — inclusive no âmbito católico —, que tanto e tão bem servem de ocasião para os malefícios e possessões por parte do pai da mentira.
Com essas cautelas e armas espirituais, o católico resistirá e sairá vitorioso, confiando sempre na promessa divina: “As portas do inferno não prevalecerão” (Mt 16,18).
(Fonte, Santiago Fernández, “Catolicismo”).
Retidado de Ciência COnfirma a Igreja
Pode uma cidade ficar “possessa”?: o caso de Caronia na Itália ‒ O exorcismo e a ciência 3
Pode uma cidade ficar “possessa”?: o caso de Caronia na Itália ‒ O exorcismo e a ciência 3
Caronia: vítima coletiva do demônio?
Há já 7 anos, estranhos fenômenos de autocombustão ocorreram em série numa pequena cidade italiana. Eles levantaram de novo o problema da presença de demônios no mundo moderno.
A ciência positivista recusa a priori a simples possibilidade da existência dos anjos das trevas e sua intervenção na nossa terra. Entretanto, durante e depois dos eventos naquela cidade italiana, a ciência aplicou seus melhores recursos disponíveis para tentar explicar os fenômenos de autocombustão. Nada conseguiu explicar por vias naturais após anos de esforço.
Não achando explicações, compreensivelmente, o expediente de Caronia foi fechado de modo sumário. O caso não esclarecido aumenta ainda a curiosidade, cfr.
Entretanto, a idéia de que uma cidade possa ter ficado, ao menos temporalmente “possessa”, saiu reforçada. Tanto mais que há antecedentes históricos como a famosa expulsão dos demônios que atormentavam a cidade de Arezzo, exorcismo operado pelos méritos da oração de São Francisco de Assis.
Caronia é uma poética e histórica cidadezinha no topo de uma colina da Sicília, na orla do Mediterrâneo. Na parte baixa, possui alguns bairros de pescadores a alguns quilômetros de praias, separadas da cidade pelos trilhos dos trens que procedem do norte até Palermo. Num desses bairros, denominado Canneto, começaram a ocorrer fatos muito estranhos.
"La Stampa" de Turim noticiou "Os mistérios da cidade onde o fogo acende sozinho"
O primeiro deu-se em 15 de janeiro de 2004. “Os fios elétricos carbonizavam-se ‒ narrou Antonio Pezzino, 43 anos, corretor de seguros ‒, a antena de TV e o próprio televisor superaqueceram, saía fumaça.
Cortinas, colchões e divãs pegaram fogo. Achamos que tudo vinha da rede elétrica. Foi refeita uma nova rede e não mudou nada”.(“Corriere della Sera”, Milão, 9-2-04)
O fenômeno alastrou-se. “As casas parecem forno de microondas ‒ explicava Salvatore Imbordino, dono de um hotel. Os objetos metálicos superaquecem sem motivo até ficarem em brasa, e desencadeiam incêndios.
O último foi a cama de uma senhora. Pegou fogo a partir da rede metálica em que se apoiava o colchão”.(“RAI News”, 9-2-04)
A abrasada residência dos recém-casados Lúcia Pezzino e Paulo Pezzuto foi devorada pelas chamas. O apartamento era novo e eletricamente isolado. O casal tinha reunido nele móveis e eletrodomésticos recém-comprados.
O bairro é abandonado, e a autocombustão continua
Os técnicos da empresa elétrica nacional ENEL foram acionados. Trocaram contadores e linhas. Entretanto, os estranhos fenômenos prosseguiram: contadores, geladeiras, televisores, aspiradores de pó, lava-roupas e telefones entravam em combustão.
"La Stampa": "grande fuga da cidade dos incêndios misteriosos"
Julgou-se que a passagem do trem gerasse um campo magnético intenso. Foi interrompida a circulação, mas de nada adiantou. Polícia, bombeiros e a Proteção Civil (órgão especial para catástrofes) foram acionados.
O prefeito, Pedro Spinatto, 38 anos, mandou interromper o fornecimento de eletricidade do bairro. Porém, os fenômenos continuavam a reproduzir-se. Antonino, 18 anos, estudante no 4ºano do Instituto Eletrotécnico de Messina, neto de Filippo Cassella, 84 anos, viu arder a casa do seu avô, embora ela estivesse desligada da rede elétrica.
Quando as manilhas da rua ficaram em brasa, o prefeito fez cortar a água do bairro e deu ordem aos moradores para abandoná-lo! Ao todo, 39 famílias deixaram uma área de 350 por 70 metros.
Cientistas, técnicos e policiais nada descobrem
Carabinieri (policiais militares) e bombeiros custodiavam o bairro, enquanto um batalhão de mais de 100 cientistas, incluindo peritos das empresas telefônica, elétrica, dos trens, vulcanologistas e professores universitários em eletrostática e química, vindos de toda Itália, vasculhavam a área com toda sorte de modernos instrumentos.
Bombeiros e policiais iam atrás de incêndios inexplicáveis
As labaredas espontâneas, porém, não cessavam. O engenheiro Gianfranco Allegra, do Centro Eletrônico Experimental Italiano, de Milão, viu entrar em autocombustão um fio elétrico inteiramente desligado, posto no chão. (“Corriere della Sera”, id. ibid)
A seguir uma cadeira incendiou-se numa das casas abandonadas e sem força elétrica.(“La Sicilia”, Palermo, 9-2-04.) Um morador voltou para pegar objetos da sua residência e teve a calça e as meias queimadas ‒ sem perceber qualquer ação externa. (“La Stampa”, Turim)
O engenheiro Tullio Mantella, principal responsável pelo inquérito técnico, pensa que a causa é física, mas declarou: “O que está se verificando nessa área é um fenômeno inexplicável. [...] Posso dizer com certeza que não se tem precedentes do gênero, nem sequer no plano nacional”.(“La Sicilia”, 9-2-04)
Por sua vez, a Junta Regional da Sicília pediu ao governo nacional que a cidade fosse declarada em estado de calamidade natural, e a Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Deputados marcou uma reunião especial para analisar o caso.(“La Sicilia”, 18-2-04; 28-2-04)
Para exorcista: sinais de arte diabólica
O Padre Gabriele Amorth, que durante muitos anos foi exorcista da diocese de Roma e presidente honorário da Associação Internacional dos Exorcistas, em entrevista à imprensa, disse jamais ter visto tal fenômeno nessas proporções. E explicou:
Para o Pe. Amorth, exorcista, parecia obra do diabo
“Já vi coisas do gênero nas casas infestadas pelo demônio, que manifesta às vezes a sua presença exatamente através de instrumentos ligados à corrente elétrica. Muitas vezes vi incendiarem-se televisores, lava-pratos, lava-roupas e até telefones da casa, enfim tudo o que está ligado à eletricidade”.
Segundo ele, talvez alguém na cidade brinque com magia, “seja ela negra ou branca, que é a porta de entrada preferida por Satanás”. Ou talvez
“se realizem sessões espíritas, ou ainda é possível que alguém se dedique ao satanismo. A partir disso, o passo à vinda do maligno é brevíssimo. O ocultismo [...] está num auge, de modo particular na nossa época. Este é um mundo que abandonou Deus”.
O Padre Amorth nunca viu uma cidadezinha inteira possessa. Contudo, lembrou do afresco de Giotto (ver embaixo) que apresenta a cena de “São Francisco que reza e um frade que abençoa [a cidade de] Arezzo praticando um exorcismo, enquanto os demônios fogem da cidade que tinham possuído".
Para ele, os sacerdotes deveriam abençoar as casas, e se os inexplicáveis incêndios se repetirem, deveriam chamar um exorcista.(“La Sicilia”, 10-2-04)
Polêmica sobre a presença de Satanás
As declarações do Padre Amorth ecoaram até Londres e no Brasil.(Cfr. “O Estado de S. Paulo”, 12-2-04) Entretanto, o prefeito de Canneto comentou a propósito: “Nós não acreditamos no diabo”.(“La Sicilia”, 10-2-04)
Nesse sentido, o Padre Antonio Cipriano, pároco da igreja da Anunciação, de Caronia, fez uma afirmação temerária: “É uma hipótese absurda. Não é o caso de Canneto, onde vive gente trabalhadora. O Padre Amorth faz um trabalho difícil e o diabo é inteligente. Mas nós o somos mais”.(“La Stampa”, id. ibid.)
Após um mês de aparente retorno à normalidade, em 16 de março repetiram-se os misteriosos incêndios nas casas. Em cada uma delas tinham sido instalados sofisticados sensores.
Demônios fogem exorcizados de Arezzo pelos méritos da oração de São Francisco
Os telefones celulares tocam inexplicavelmente, as baterias descarregam e emitem estranhos sinais. Ante dezenas de testemunhas, inclusive carabinieri, as fechaduras automáticas de uma dezena de automóveis dispararam inexplicavelmente. Os equipamentos atingidos foram logo isolados e postos sob observação.
Logo após, iniciaram-se incêndios dentro dos carros. O Fiat Fiorino do aposentado Basilio Siracusano foi completamente destruído pelas chamas, e um Fiat Punto, de uma empresa de segurança, também ficou paralisado sem explicação, tendo sido isolado. Os bombeiros descobriram arbustos queimados, mas sem indícios de fogo.
Eles realizam novas medições com equipamentos modernos. A Marinha de guerra interessou-se pelo caso. O governador de Messina, Stefano Scammaca, acorreu ao local para tranqüilizar a população já à beira do desespero. Porém, reconheceu: “a respeito dos mistérios de Caronia, não formamos nenhum juízo” (“La Sicilia”, 17-3-04; 18-3-04, 20-3-04).
(Fonte: Santiago Fernández, “Catolicismo”, abril 2004).
Retirado de Ciência Confirma a Igreja
Caronia: vítima coletiva do demônio?
Há já 7 anos, estranhos fenômenos de autocombustão ocorreram em série numa pequena cidade italiana. Eles levantaram de novo o problema da presença de demônios no mundo moderno.
A ciência positivista recusa a priori a simples possibilidade da existência dos anjos das trevas e sua intervenção na nossa terra. Entretanto, durante e depois dos eventos naquela cidade italiana, a ciência aplicou seus melhores recursos disponíveis para tentar explicar os fenômenos de autocombustão. Nada conseguiu explicar por vias naturais após anos de esforço.
Não achando explicações, compreensivelmente, o expediente de Caronia foi fechado de modo sumário. O caso não esclarecido aumenta ainda a curiosidade, cfr.
Entretanto, a idéia de que uma cidade possa ter ficado, ao menos temporalmente “possessa”, saiu reforçada. Tanto mais que há antecedentes históricos como a famosa expulsão dos demônios que atormentavam a cidade de Arezzo, exorcismo operado pelos méritos da oração de São Francisco de Assis.
Caronia é uma poética e histórica cidadezinha no topo de uma colina da Sicília, na orla do Mediterrâneo. Na parte baixa, possui alguns bairros de pescadores a alguns quilômetros de praias, separadas da cidade pelos trilhos dos trens que procedem do norte até Palermo. Num desses bairros, denominado Canneto, começaram a ocorrer fatos muito estranhos.
"La Stampa" de Turim noticiou "Os mistérios da cidade onde o fogo acende sozinho"
O primeiro deu-se em 15 de janeiro de 2004. “Os fios elétricos carbonizavam-se ‒ narrou Antonio Pezzino, 43 anos, corretor de seguros ‒, a antena de TV e o próprio televisor superaqueceram, saía fumaça.
Cortinas, colchões e divãs pegaram fogo. Achamos que tudo vinha da rede elétrica. Foi refeita uma nova rede e não mudou nada”.(“Corriere della Sera”, Milão, 9-2-04)
O fenômeno alastrou-se. “As casas parecem forno de microondas ‒ explicava Salvatore Imbordino, dono de um hotel. Os objetos metálicos superaquecem sem motivo até ficarem em brasa, e desencadeiam incêndios.
O último foi a cama de uma senhora. Pegou fogo a partir da rede metálica em que se apoiava o colchão”.(“RAI News”, 9-2-04)
A abrasada residência dos recém-casados Lúcia Pezzino e Paulo Pezzuto foi devorada pelas chamas. O apartamento era novo e eletricamente isolado. O casal tinha reunido nele móveis e eletrodomésticos recém-comprados.
O bairro é abandonado, e a autocombustão continua
Os técnicos da empresa elétrica nacional ENEL foram acionados. Trocaram contadores e linhas. Entretanto, os estranhos fenômenos prosseguiram: contadores, geladeiras, televisores, aspiradores de pó, lava-roupas e telefones entravam em combustão.
"La Stampa": "grande fuga da cidade dos incêndios misteriosos"
Julgou-se que a passagem do trem gerasse um campo magnético intenso. Foi interrompida a circulação, mas de nada adiantou. Polícia, bombeiros e a Proteção Civil (órgão especial para catástrofes) foram acionados.
O prefeito, Pedro Spinatto, 38 anos, mandou interromper o fornecimento de eletricidade do bairro. Porém, os fenômenos continuavam a reproduzir-se. Antonino, 18 anos, estudante no 4ºano do Instituto Eletrotécnico de Messina, neto de Filippo Cassella, 84 anos, viu arder a casa do seu avô, embora ela estivesse desligada da rede elétrica.
Quando as manilhas da rua ficaram em brasa, o prefeito fez cortar a água do bairro e deu ordem aos moradores para abandoná-lo! Ao todo, 39 famílias deixaram uma área de 350 por 70 metros.
Cientistas, técnicos e policiais nada descobrem
Carabinieri (policiais militares) e bombeiros custodiavam o bairro, enquanto um batalhão de mais de 100 cientistas, incluindo peritos das empresas telefônica, elétrica, dos trens, vulcanologistas e professores universitários em eletrostática e química, vindos de toda Itália, vasculhavam a área com toda sorte de modernos instrumentos.
Bombeiros e policiais iam atrás de incêndios inexplicáveis
As labaredas espontâneas, porém, não cessavam. O engenheiro Gianfranco Allegra, do Centro Eletrônico Experimental Italiano, de Milão, viu entrar em autocombustão um fio elétrico inteiramente desligado, posto no chão. (“Corriere della Sera”, id. ibid)
A seguir uma cadeira incendiou-se numa das casas abandonadas e sem força elétrica.(“La Sicilia”, Palermo, 9-2-04.) Um morador voltou para pegar objetos da sua residência e teve a calça e as meias queimadas ‒ sem perceber qualquer ação externa. (“La Stampa”, Turim)
O engenheiro Tullio Mantella, principal responsável pelo inquérito técnico, pensa que a causa é física, mas declarou: “O que está se verificando nessa área é um fenômeno inexplicável. [...] Posso dizer com certeza que não se tem precedentes do gênero, nem sequer no plano nacional”.(“La Sicilia”, 9-2-04)
Por sua vez, a Junta Regional da Sicília pediu ao governo nacional que a cidade fosse declarada em estado de calamidade natural, e a Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Deputados marcou uma reunião especial para analisar o caso.(“La Sicilia”, 18-2-04; 28-2-04)
Para exorcista: sinais de arte diabólica
O Padre Gabriele Amorth, que durante muitos anos foi exorcista da diocese de Roma e presidente honorário da Associação Internacional dos Exorcistas, em entrevista à imprensa, disse jamais ter visto tal fenômeno nessas proporções. E explicou:
Para o Pe. Amorth, exorcista, parecia obra do diabo
“Já vi coisas do gênero nas casas infestadas pelo demônio, que manifesta às vezes a sua presença exatamente através de instrumentos ligados à corrente elétrica. Muitas vezes vi incendiarem-se televisores, lava-pratos, lava-roupas e até telefones da casa, enfim tudo o que está ligado à eletricidade”.
Segundo ele, talvez alguém na cidade brinque com magia, “seja ela negra ou branca, que é a porta de entrada preferida por Satanás”. Ou talvez
“se realizem sessões espíritas, ou ainda é possível que alguém se dedique ao satanismo. A partir disso, o passo à vinda do maligno é brevíssimo. O ocultismo [...] está num auge, de modo particular na nossa época. Este é um mundo que abandonou Deus”.
O Padre Amorth nunca viu uma cidadezinha inteira possessa. Contudo, lembrou do afresco de Giotto (ver embaixo) que apresenta a cena de “São Francisco que reza e um frade que abençoa [a cidade de] Arezzo praticando um exorcismo, enquanto os demônios fogem da cidade que tinham possuído".
Para ele, os sacerdotes deveriam abençoar as casas, e se os inexplicáveis incêndios se repetirem, deveriam chamar um exorcista.(“La Sicilia”, 10-2-04)
Polêmica sobre a presença de Satanás
As declarações do Padre Amorth ecoaram até Londres e no Brasil.(Cfr. “O Estado de S. Paulo”, 12-2-04) Entretanto, o prefeito de Canneto comentou a propósito: “Nós não acreditamos no diabo”.(“La Sicilia”, 10-2-04)
Nesse sentido, o Padre Antonio Cipriano, pároco da igreja da Anunciação, de Caronia, fez uma afirmação temerária: “É uma hipótese absurda. Não é o caso de Canneto, onde vive gente trabalhadora. O Padre Amorth faz um trabalho difícil e o diabo é inteligente. Mas nós o somos mais”.(“La Stampa”, id. ibid.)
Após um mês de aparente retorno à normalidade, em 16 de março repetiram-se os misteriosos incêndios nas casas. Em cada uma delas tinham sido instalados sofisticados sensores.
Demônios fogem exorcizados de Arezzo pelos méritos da oração de São Francisco
Os telefones celulares tocam inexplicavelmente, as baterias descarregam e emitem estranhos sinais. Ante dezenas de testemunhas, inclusive carabinieri, as fechaduras automáticas de uma dezena de automóveis dispararam inexplicavelmente. Os equipamentos atingidos foram logo isolados e postos sob observação.
Logo após, iniciaram-se incêndios dentro dos carros. O Fiat Fiorino do aposentado Basilio Siracusano foi completamente destruído pelas chamas, e um Fiat Punto, de uma empresa de segurança, também ficou paralisado sem explicação, tendo sido isolado. Os bombeiros descobriram arbustos queimados, mas sem indícios de fogo.
Eles realizam novas medições com equipamentos modernos. A Marinha de guerra interessou-se pelo caso. O governador de Messina, Stefano Scammaca, acorreu ao local para tranqüilizar a população já à beira do desespero. Porém, reconheceu: “a respeito dos mistérios de Caronia, não formamos nenhum juízo” (“La Sicilia”, 17-3-04; 18-3-04, 20-3-04).
(Fonte: Santiago Fernández, “Catolicismo”, abril 2004).
Retirado de Ciência Confirma a Igreja
domingo, 11 de setembro de 2011
O Exorcismo no Cinema - Por Padre Demétrio Gomes
O Exorcismo no Cinema - Por Padre Demétrio Gomes
Trago aqui para o blog o trecho de uma matéria publicada na revista A Tribuna, da Arquidiocese de Campinas, onde pude responder algumas perguntas acerca dos filmes sobre exorcismos, que têm aparecido com certa frequencia nos cinemas.
A Tribuna: Padre, o exorcismo é um tema que exerce fascínio entre as pessoas e sempre explorado pelo cinema, que abusa dos “sustos” como forma de garantir a audiência. O que é o exorcismo?
Pe. Demétrio Gomes: O exorcismo é uma ação litúrgica – propriamente um sacramental – utilizada, como afirma o Catecismo da Igreja Católica, quando a Igreja pede publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objeto sejam protegidos contra a ação do Maligno e subtraído ao seu domínio.
A prática dos exorcismos foi iniciada na Igreja pelo seu próprio Fundador, e nela esteve presente ao longo de toda sua existência. Foi o mesmo Senhor quem deu aos apóstolos o poder de expulsar os espíritos imundos, afirmando que, entre os sinais que os acompanhariam os que crêem, estaria a expulsão dos demônios (cf. Mt 16,17).
Atualmente os exorcismos podem ser classificados como públicos e privados. Os primeiros são aqueles administrados em nome da Igreja, por uma pessoa legitimada e segundo os ritos previstos; em caso contrário, são privados. Também como solenes e simples. Os exorcismos solenes são aqueles previstos para os casos de possessão ou obsessão diabólica; já os simples são aqueles que estão integrados dentro de outros ritos, como os do catecumenato ou do batismo.
A Tribuna: Em linhas gerais, qual é a posição da Igreja para reconhecer a necessidade de um exorcismo? Quem pode ministrá-lo?
Pe. Demétrio Gomes: Como afirmou certa vez o Papa Bento XIV, na Carta Sollicitudini, de 1745, essa necessidade se dá quando o exorcista possui uma certeza moral de que o exorcizando esteja realmente atormentado pelo demônio. Essa certeza moral é atingida quando se emprega todos os meios prudenciais para certificar-se que não se trata de algum fenômeno de ordem puramente natural.
O exorcismo solene, tal como está previsto no Ritual de Exorcismos só pode ser realizado por um sacerdote e com a devida licença do Bispo diocesano, que pode concedê-la, como indica o Código de Direito Canônico, a um presbítero piedoso, douto, prudente e com integridade de vida.
A Tribuna: Psiquiatria, psicologia e neurologia hoje diagnosticam e oferecem tratamento para muitos transtornos antes encarados como possessão demoníaca. Esses aspectos são considerados pela Igreja na avaliação dos casos em que se suspeita de possessão? Quando o exorcismo é descartado?
Pe. Demétrio Gomes: Para evitar uma tendência a considerar todos os eventos aparentemente extraordinários uma intervenção do demônio, o próprio Ritual de Exorcismos indica que, antes do uso deste sacramental, o exorcista deve manifestar a máxima prudência, não crendo facilmente que alguém esteja possesso, pois não se descarta a princípio a existência de alguma doença, sobretudo de ordem psíquica. Neste sentido, o exorcista, sempre observando o sigilo da confissão, poderá recorrer aos peritos em ciência médica e psiquiátrica para avaliação de cada caso. Se ficar comprovado que o fenômeno é de fato de ordem natural, não deverá ser realizada a celebração do exorcismo.
Agora, a Igreja está atenta a outro extremo. Àquela postura dos que consideram que o demônio não intervém na vida dos homens, tentando reduzir a intervenção dos espíritos malignos a fenômenos meramente psíquicos ou paranormais. Também o Ritual de Exorcismo alerta para esta questão, solicitando a atenção aos artifícios e fraudes usadas pelo Diabo para enganar a pessoa, para convencer o possesso a não se submeter ao exorcismo, afirmando tratar-se de doença natural.
Aliás, esta é uma das grandes vitórias do demônio: fazer acreditar que ele não existe, ou que não atua na história dos homens de hoje. Infelizmente pode acontecer, como notou certa vez o exorcista de Roma, o Pe. Gabriele Amorth, muitos sacerdotes aderem a esta segunda postura, e acabam descuidando do tremendo dever de caridade que têm de atender a estas pessoas atormentadas pelo demônio, afirmando, sem uma diligente investigação, tratar-se de algum fenômeno psicológico.
A Tribuna: Avaliando, de forma mais direta, três filmes que abordam o Exorcismo: “O Exorcista”, “O exorcismo de Emily Rose” e “O Ritual”, mais recente, em quais pontos (de forma geral) essas obras apresentam conteúdo fidedigno ao Exorcismo na Igreja e em quais se distancia?
Pe. Demétrio Gomes: Sobre os três filmes citados, pode-se dizer que abordam conteúdos reais que ocorrem realmente nos exorcismos, acrescentados com toques cinematográficos para tornar os filmes mais “palatáveis” para os apreciadores do gênero. Entre os elementos que ocorrem nos casos de manifestações demoníacas e que os filmes trazem, estão: o falar palavras em línguas desconhecidas, a manifestação de coisas distantes ou ocultas, superioridade de força em relação à idade ou condições físicas, aversão a Deus, à Virgem Maria, aos demais santos e à Igreja. Não é difícil encontrar estes elementos nos filmes citados, o que certamente revela que houve um mínimo de preocupação por parte dos diretores por investigar os casos de exorcismo na Igreja.
Aliados a estes conteúdos aparecem também outras imprecisões, que certamente passarão desapercebidas pelo público geral. Penso, por exemplo, no último exorcismo do filme “O Ritual”, onde o seminarista – ou diácono? – aparece realizando as funções próprias e exclusivas de um sacerdote na celebração do Exorcismo Maior. Apesar dessas e outras imprecisões, penso que esses filmes trazem muito mais semelhanças com o real do que cenas fantasiosas.
A Tribuna: Algo nesses filmes chamou sua atenção ou surpreendeu?
Pe. Demétrio Gomes: Em minha opinião, existe uma característica comum a esses filmes citados – sobretudo aos dois últimos – que me parece digna de ser mencionada. Mesmo estando elencados na categoria “terror”, não diria que são filmes propriamente desse gênero. Sem dúvida alguma, contêm cenas assustadoras, que nos permitem vislumbrar o quão extraordinariamente podem manifestar-se as forças infernais. Porém, vejo estes filmes como um grande convite ao telespectador a enfrentar-se diante de uma pergunta fundamental: “Será que tudo o que existe se esgota nesta realidade que conhecemos pelos nossos sentidos?”. Parece-me que estes filmes proporcionam um grande apelo a abrir-nos ao sobrenatural, a descobrirmos que existe uma realidade que nos rodeia e ultrapassa aquilo que podemos captar com nossos sentidos, sem ferir, contudo, a nossa razão natural.
A existência do demônio – tônica desses filmes – é um grande chamado a pensarmos na existência de Deus, sem o qual aquele não existiria. No fundo, subjaz – talvez inconscientemente – algo bem semelhante ao argumento filosófico utilizado por Santo Agostinho de Hipona, que apontava para a existência de Deus – o Bem – a partir da existência do mal, já que este consiste na privação do bem.
Estas características aparecem em algumas frases que chamam bastante a atenção do atento espectador. Cito, por exemplo o trecho da Carta de São Paulo, que aparece na lápide do túmulo Emily Rose, ao final do filme: “trabalhai pela vossa salvação com temor e tremor” (Fil 2,12). E outra do filme “O Ritual”, que é uma frase do Pe. Lucas, personagem de Anthony Hopkins para o jovem seminarista Michael Kovak: “Escolher não acreditar no demônio não te protegerá dele.” Uma excelente exortação aos homens de nosso tempo, que pretendem banir toda a alusão a Deus da esfera pública. A presença do mal no mundo, paradoxalmente, é uma manifestação patente de que Deus existe.
Termino lembrando umas palavras tomadas dos escritos de Santa Teresa de Jesus bastante confortadoras diante do temor que pode surpreender-nos ao tratar deste tema: “O demônio teme uma alma unida a Deus, como teme o próprio Deus.” É por isso que o sacramento da Penitência – mais importante que os exorcismos, que são apenas sacramentais – é tão temido pelo demônio, pois aumenta a união do fiel a Deus. Infelizmente é um dos sacramentos mais negligenciados de nosso tempo…
Padre Demétrio Gomes - http://www.padredemetrio.com.br
Fonte: Redemptionis Sacramentum
Trago aqui para o blog o trecho de uma matéria publicada na revista A Tribuna, da Arquidiocese de Campinas, onde pude responder algumas perguntas acerca dos filmes sobre exorcismos, que têm aparecido com certa frequencia nos cinemas.
A Tribuna: Padre, o exorcismo é um tema que exerce fascínio entre as pessoas e sempre explorado pelo cinema, que abusa dos “sustos” como forma de garantir a audiência. O que é o exorcismo?
Pe. Demétrio Gomes: O exorcismo é uma ação litúrgica – propriamente um sacramental – utilizada, como afirma o Catecismo da Igreja Católica, quando a Igreja pede publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objeto sejam protegidos contra a ação do Maligno e subtraído ao seu domínio.
A prática dos exorcismos foi iniciada na Igreja pelo seu próprio Fundador, e nela esteve presente ao longo de toda sua existência. Foi o mesmo Senhor quem deu aos apóstolos o poder de expulsar os espíritos imundos, afirmando que, entre os sinais que os acompanhariam os que crêem, estaria a expulsão dos demônios (cf. Mt 16,17).
Atualmente os exorcismos podem ser classificados como públicos e privados. Os primeiros são aqueles administrados em nome da Igreja, por uma pessoa legitimada e segundo os ritos previstos; em caso contrário, são privados. Também como solenes e simples. Os exorcismos solenes são aqueles previstos para os casos de possessão ou obsessão diabólica; já os simples são aqueles que estão integrados dentro de outros ritos, como os do catecumenato ou do batismo.
A Tribuna: Em linhas gerais, qual é a posição da Igreja para reconhecer a necessidade de um exorcismo? Quem pode ministrá-lo?
Pe. Demétrio Gomes: Como afirmou certa vez o Papa Bento XIV, na Carta Sollicitudini, de 1745, essa necessidade se dá quando o exorcista possui uma certeza moral de que o exorcizando esteja realmente atormentado pelo demônio. Essa certeza moral é atingida quando se emprega todos os meios prudenciais para certificar-se que não se trata de algum fenômeno de ordem puramente natural.
O exorcismo solene, tal como está previsto no Ritual de Exorcismos só pode ser realizado por um sacerdote e com a devida licença do Bispo diocesano, que pode concedê-la, como indica o Código de Direito Canônico, a um presbítero piedoso, douto, prudente e com integridade de vida.
A Tribuna: Psiquiatria, psicologia e neurologia hoje diagnosticam e oferecem tratamento para muitos transtornos antes encarados como possessão demoníaca. Esses aspectos são considerados pela Igreja na avaliação dos casos em que se suspeita de possessão? Quando o exorcismo é descartado?
Pe. Demétrio Gomes: Para evitar uma tendência a considerar todos os eventos aparentemente extraordinários uma intervenção do demônio, o próprio Ritual de Exorcismos indica que, antes do uso deste sacramental, o exorcista deve manifestar a máxima prudência, não crendo facilmente que alguém esteja possesso, pois não se descarta a princípio a existência de alguma doença, sobretudo de ordem psíquica. Neste sentido, o exorcista, sempre observando o sigilo da confissão, poderá recorrer aos peritos em ciência médica e psiquiátrica para avaliação de cada caso. Se ficar comprovado que o fenômeno é de fato de ordem natural, não deverá ser realizada a celebração do exorcismo.
Agora, a Igreja está atenta a outro extremo. Àquela postura dos que consideram que o demônio não intervém na vida dos homens, tentando reduzir a intervenção dos espíritos malignos a fenômenos meramente psíquicos ou paranormais. Também o Ritual de Exorcismo alerta para esta questão, solicitando a atenção aos artifícios e fraudes usadas pelo Diabo para enganar a pessoa, para convencer o possesso a não se submeter ao exorcismo, afirmando tratar-se de doença natural.
Aliás, esta é uma das grandes vitórias do demônio: fazer acreditar que ele não existe, ou que não atua na história dos homens de hoje. Infelizmente pode acontecer, como notou certa vez o exorcista de Roma, o Pe. Gabriele Amorth, muitos sacerdotes aderem a esta segunda postura, e acabam descuidando do tremendo dever de caridade que têm de atender a estas pessoas atormentadas pelo demônio, afirmando, sem uma diligente investigação, tratar-se de algum fenômeno psicológico.
A Tribuna: Avaliando, de forma mais direta, três filmes que abordam o Exorcismo: “O Exorcista”, “O exorcismo de Emily Rose” e “O Ritual”, mais recente, em quais pontos (de forma geral) essas obras apresentam conteúdo fidedigno ao Exorcismo na Igreja e em quais se distancia?
Pe. Demétrio Gomes: Sobre os três filmes citados, pode-se dizer que abordam conteúdos reais que ocorrem realmente nos exorcismos, acrescentados com toques cinematográficos para tornar os filmes mais “palatáveis” para os apreciadores do gênero. Entre os elementos que ocorrem nos casos de manifestações demoníacas e que os filmes trazem, estão: o falar palavras em línguas desconhecidas, a manifestação de coisas distantes ou ocultas, superioridade de força em relação à idade ou condições físicas, aversão a Deus, à Virgem Maria, aos demais santos e à Igreja. Não é difícil encontrar estes elementos nos filmes citados, o que certamente revela que houve um mínimo de preocupação por parte dos diretores por investigar os casos de exorcismo na Igreja.
Aliados a estes conteúdos aparecem também outras imprecisões, que certamente passarão desapercebidas pelo público geral. Penso, por exemplo, no último exorcismo do filme “O Ritual”, onde o seminarista – ou diácono? – aparece realizando as funções próprias e exclusivas de um sacerdote na celebração do Exorcismo Maior. Apesar dessas e outras imprecisões, penso que esses filmes trazem muito mais semelhanças com o real do que cenas fantasiosas.
A Tribuna: Algo nesses filmes chamou sua atenção ou surpreendeu?
Pe. Demétrio Gomes: Em minha opinião, existe uma característica comum a esses filmes citados – sobretudo aos dois últimos – que me parece digna de ser mencionada. Mesmo estando elencados na categoria “terror”, não diria que são filmes propriamente desse gênero. Sem dúvida alguma, contêm cenas assustadoras, que nos permitem vislumbrar o quão extraordinariamente podem manifestar-se as forças infernais. Porém, vejo estes filmes como um grande convite ao telespectador a enfrentar-se diante de uma pergunta fundamental: “Será que tudo o que existe se esgota nesta realidade que conhecemos pelos nossos sentidos?”. Parece-me que estes filmes proporcionam um grande apelo a abrir-nos ao sobrenatural, a descobrirmos que existe uma realidade que nos rodeia e ultrapassa aquilo que podemos captar com nossos sentidos, sem ferir, contudo, a nossa razão natural.
A existência do demônio – tônica desses filmes – é um grande chamado a pensarmos na existência de Deus, sem o qual aquele não existiria. No fundo, subjaz – talvez inconscientemente – algo bem semelhante ao argumento filosófico utilizado por Santo Agostinho de Hipona, que apontava para a existência de Deus – o Bem – a partir da existência do mal, já que este consiste na privação do bem.
Estas características aparecem em algumas frases que chamam bastante a atenção do atento espectador. Cito, por exemplo o trecho da Carta de São Paulo, que aparece na lápide do túmulo Emily Rose, ao final do filme: “trabalhai pela vossa salvação com temor e tremor” (Fil 2,12). E outra do filme “O Ritual”, que é uma frase do Pe. Lucas, personagem de Anthony Hopkins para o jovem seminarista Michael Kovak: “Escolher não acreditar no demônio não te protegerá dele.” Uma excelente exortação aos homens de nosso tempo, que pretendem banir toda a alusão a Deus da esfera pública. A presença do mal no mundo, paradoxalmente, é uma manifestação patente de que Deus existe.
Termino lembrando umas palavras tomadas dos escritos de Santa Teresa de Jesus bastante confortadoras diante do temor que pode surpreender-nos ao tratar deste tema: “O demônio teme uma alma unida a Deus, como teme o próprio Deus.” É por isso que o sacramento da Penitência – mais importante que os exorcismos, que são apenas sacramentais – é tão temido pelo demônio, pois aumenta a união do fiel a Deus. Infelizmente é um dos sacramentos mais negligenciados de nosso tempo…
Padre Demétrio Gomes - http://www.padredemetrio.com.br
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