domingo, 2 de outubro de 2011

A Teoria da Evolução e os órgãos vestigais

A Teoria da Evolução e os órgãos vestigais
Alessandro Lima


Introdução

A teoria da evolução apresenta como evidência de evolução a existência de órgãos em animais, que aparentemente não têm função, porém, ao analisarmos mais detalhadamente estas supostas evidências veremos que a existência destes órgãos não implica que estes são realmente vestígios de órgãos herdados de antepassados evolutivos, pois já se sabe que eles possuem funções que antes eram desconhecidas.



Órgãos sem função? Será mesmo?

Todos os órgãos endócrinos e linfáticos já foram considerados vestigiais, no século XIX afirmava-se que no corpo humano havia aproximadamente 180 órgãos vestigiais, e ainda em 1971, a Encyclopaedia Britannica reivindicou mais de 100 órgãos que restavam como vestígio no ser humano, e até mesmo órgãos extremamente importantes como a glândula paratireóide eram considerados como vestígios simplesmente porque suas funções não eram compreendidas. Como a ciência biomédica progrediu, atualmente há reservas para se afirmar que existem órgãos sem função, mas, apesar disto, livros de ensino citam alguns órgãos como sendo vestígios que provam a evolução. Os exemplos de órgãos vestigiais mais freqüentemente usados são o cóccix e apêndice humanos.

Análise do Cóccix

O cóccix é um pequeno osso que termina a coluna vertebral na parte inferior. Os evolucionistas afirmam que este osso é um vestígio da cauda de nossos antepassados. A coluna vertebral é uma seqüência linear de ossos que como quase tudo que se conhece, tem um começo e um final, mas onde quer que termine, os evolucionistas insistem em chamar o final de vestígio de um rabo. Esta idéia é erroneamente aceita principalmente pelo fato de que os livros de biologia ainda dão a impressão errônea que o cóccix humano não tem nenhuma função além de provar a existência da evolução, porém, o cóccix tem funções importantes, serve como um ponto para anexar vários músculos pélvicos, formando o diafragma pélvico. O cóccix, com seu diafragma pélvico, mantém fixos muitos órgãos em nossa cavidade abdominal evitando que estes literalmente caiam por entre as pernas. Alguns dos músculos do diafragma pélvico também são importantes para o controle de eliminação de dejetos de nosso organismo pelo intestino reto.

Análise do Apêndice humano

O apêndice humano também é citado pelos evolucionistas como vestígio de nosso passado evolutivo, sendo uma sobra inútil, um órgão atrofiado pela falta de uso, por não mais se comer, por exemplo, carne crua ou vegetais mais resistentes em termos de digestão. Muitos livros que ensinam a teoria da evolução afirmam que o apêndice humano é um vestígio de cécum (a primeira parte do intestino grosso, também chamado ceco) de nossos antepassados evolutivos vegetarianos. O cécum é uma bolsa próxima ao início do intestino grosso, que provê um espaço adicional para a digestão. Em alguns animais vegetarianos, como vacas, por exemplo, o cécum contém bactérias especiais que ajudam na digestão de celulose. O apêndice não é um vestígio de cécum, pois quase todos os mamíferos têm um cécum e muitos deles também têm um apêndice. Da mesma forma que as amígdalas, e os tecidos adenóides, que também já foram considerados órgãos vestigiais, o apêndice é um órgão linfático (parte do sistema imunológico do organismo) que produz anticorpos contra infecções no sistema digestivo, sua remoção aumenta a suscetibilidade de uma pessoa para leucemia, a doença de Hodgkin, câncer do cólon e câncer dos ovários. Acreditando plenamente na crença da teoria da evolução, de que o apêndice era apenas um vestígio de nossos antepassados menos evoluídos, muitos cirurgiões removiam apêndices saudáveis como mera precaução para impedir que um problema futuro ocorresse ou sempre que o apêndice estava na cavidade abdominal. Atualmente, a remoção de um apêndice saudável, na maioria das circunstâncias, seria um considerável erro médico, estando provado que idéias evolutivas não científicas foram prejudiciais para o avanço de verdadeira ciência. Não existem órgãos sem funções (vestigiais), existem órgãos com funções ainda não muito esclarecidas (o próprio apêndice ainda não têm todas suas funções muito bem esclarecidas). Porém, mesmo que órgãos vestigiais existissem de fato, isto não seria evidência de evolução, mas de degeneração ou perda, sendo que a maior proposta da teoria da evolução sugere justamente o contrário: surgimento ou adaptação de órgãos para novos propósitos.

As descobertas da Medicina

Apesar de evolucionistas ainda afirmarem que determinados órgãos são vestigiais, a literatura médica já apresenta a funcionalidade destes órgãos. Uma obra, por exemplo, é o livro "Bogliolo - Tratado de Patologia".

Nos machos de todas as espécies de mamíferos, inclusive no homem, existem glândulas mamárias desativadas, porém, apesar da cultura de massa relacionada à teoria da evolução, nenhuma autoridade científica que crê na teoria evolutiva sugeriu que estes órgãos são vestígios evolutivos. As glândulas mamárias não são inúteis para as espécies, são rudimentares apenas nos machos. Machos e fêmeas se desenvolvem de embriões quase idênticos, os quais, em uma fase inicial do desenvolvimento, ficam masculinos ou fêmeas conforme a influência dos genes nos cromossomos de sexo. As mesmas partes de um embrião pode produzir órgãos de sexo masculino ou feminino e glândulas mamárias que se desenvolverão ou permanecerão rudimentares conforme o sexo. Em humanos, podem estar quase todos os componentes de órgãos femininos em forma rudimentar nos homens, e o contrário também é verdade, mulheres também possuem órgãos masculinos de forma rudimentar. Assim, a presença de órgãos rudimentares nos adultos não nos fala algo sobre evolução, mas nos conta bastante sobre embriologia.

Conclusão

Conforme pudemos observar os argumentos dos ateus em defesa da sua fé (a Teoria da Evolução), não encontrar qualquer corroboração biológica ou médica. Por isso que eu sempre digo que para ser ateu é preciso ter muito mais fé que os teistas.

Fonte: Veritatis Splendor

Breves considerações sobre o ateísmo

Breves considerações sobre o ateísmo


A existência de Deus não é um dado apenas da fé, pois Ele é cognoscível naturalmente, ou seja, sua existência pode ser verificada por meio de provas racionais. Dessa forma, como explicar que haja ateus? Será verdade que existem? E, se existem, quais são as causas e conseqüências do ateísmo?

Ateu é o que não crê na existência de Deus.

Desta definição se vê que não devemos incluir no número dos ateus:

a) Os indiferentes, que põem de parte o problema da origem do mundo e da alma, e vivem sem preocupações acerca de seu destino. Ainda que esta disposição de espírito conduza ao ateísmo, os indiferentes não são ateus propriamente ditos.

b) Os agnósticos, para os quais Deus pertence ao domínio do incognoscível. Esta atitude equivale a um cepticismo religioso.

c) Muito menos devem ser tidos por ateus aqueles que ignoram quase por completo a religião e professam exteriormente o ateísmo, porque julgam essa atitude própria dos espíritos fortes, ou porque têm interesse de seguir a corrente do favoritismo oficial.

Portanto, devemos somente considerar como ateus os homens de ciência e os filósofos que, depois de ponderar maduramente as razões, pró e contra, da existência de Deus, optam pela negativa. Embora pouco numerosos proporcionalmente, os ateus têm um número crescente e geralmente atuam em conjunto com agnósticos.



As causas do ateísmo podem ser intelectuais, morais e sociais.

Causas intelectuais

a) A incredulidade dos homens de ciência, deve atribuir-se ordinariamente a preconceitos e ao emprego de um método falso. É evidente que nunca poderão ultrapassar os fenômenos e atingir as substâncias, se nesta matéria empregam o método experimental, que só admite o que pode ser objeto da experiência e ser observado pelos sentidos. Notemos ainda que algumas fórmulas, por eles usadas, não são verdadeiras, pelo menos no sentido em que tomam. Por exemplo, quando alegam que a matéria é necessária e não contingente, invocam para o demonstrar a necessidade da energia e das leis. Ora, é bem claro que a palavra necessária neste caso é equívoca. A necessidade pode ser absoluta ou relativa. É absoluta, quando a não-existência encerra contradição; relativa quando a coisa em questão, na hipótese de existir, deve possuir tal ou tal essência, esta ou aquela qualidade, por exemplo: uma ave deve ter asas, sem elas já não seria ave.Como a energia e as leis são necessárias somente no sentido relativo, os materialistas erram em concluir que a matéria é o “Ser necessário no sentido absoluto”.

b) O ateísmo dos filósofos contemporâneos tem a sua origem no criticismo de Kant e no positivismo de Conte. Segundo os criticistas e os positivistas, a razão não pode chegar à certeza objetiva, nem conhecer as substâncias que se ocultam sob os fenômenos. Diminuindo assim o valor da razão, rejeitam todos os argumentos tradicionais da existência de Deus. Pode pois dizer-se que a crise de fé, na maioria dos filósofos contemporâneos, é de fato uma crise da razão. Mas há de acontecer a esta o que acontece aos que estão injustamente detidos: será um dia reabilitada e retomará os seus direitos.



Causas morais

a) A falta de boa vontade. Se as provas da existência de Deus se estudassem com mais sinceridade e menos espírito de crítica, não haveria tanta resistência à força dos argumentos. Também não se deve exigir dos argumentos mais do que eles podem dar: é evidente que a sua força demonstrativa, ainda que real e absoluta, não nos pode dar evidência matemática.

b) As paixões. A fé é um obstáculo para as paixões. Ora, quando alguma coisa nos incomoda, encontramos sempre motivos para nos afastar. “Há sempre no coração apaixonado, motivos secretos para julgar falso o que é verdadeiro...facilmente se crê o que muito se deseja; e quando o coração se entrega à sedução do prazer, o espírito abraça voluntariamente o erro que lhe dá razão” (Frayssinous, Defense du christianisme. L´ incrédulité dês jeunes gens). P. Bourget (Essai de psychologie contemporaine), refletindo sobre a realidade francesa, numa análise penetrante que faz da incredulidade, escreve as seguintes linhas: “O homem quando abandona a fé, desprende-se, sobretudo, duma cadeia insuportável aos seus prazeres...Nenhum daqueles, que estudaram nos nossos liceus e universidades, ousará negar que a impiedade precoce dos livres pensadores de capa e batina começou por alguma fraqueza da carne, seguida do horror de a confessar. Acode imediatamente a razão a aduzir argumentos (!!!) em defesa duma tese de negação, que já antes admitira por causa das necessidades da vida prática”.

c) Os veículos de comunicação. Não aludimos aos que são claramente imorais, mas aos que atacam disfarçadamente e continuamente os fundamentos da moralidade e, em nome de um pretendido progresso e de uma suposta ciência, querem fazer-nos crer que Deus, a alma e a liberdade são apenas palavras a encobrir quimeras.



Causas sociais

a) A educação. Não é exagero dizer que as escolas neutras são um terreno excepcionalmente próprio para a cultura do ateísmo. A sociedade hodierna em geral caminha para o ateísmo, porque assim o quer.

b) O respeito humano. Muitos têm medo de parecer crentes porque a religião já não é estimada em certos círculos influentes e temem cair no ridículo.

Conseqüências do ateísmo

O ateísmo, pelo fato de negar a existência de Deus, destrói radicalmente o fundamento da moral e dá origem às mais funestas conseqüências para o indivíduo e para a sociedade.

Para o indivíduo:

a) O ateu deixa-se arrastar pelas paixões. Se não há Deus, se não existe um Senhor Supremo, que possa impor a prática do bem e castigar o mal, porque razão não se hão de satisfazer todos os apetites e correr atrás da felicidade terrena, por todos os meios que estiverem ao alcance de cada um?

b) Além disso, o ateísmo priva o homem de toda a consolação, tão necessária nos reveses da vida.

Para a sociedade:

As conseqüências do ateísmo são ainda mais prejudiciais à sociedade. Suprimindo as idéias de justiça e de responsabilidade, o ateísmo leva os Estados ao despotismo e à anarquia, e o direito é substituído pela força. Se os governantes não vêem acima de si um Senhor que lhes pedirá contas da sua administração, governarão a sociedade segundo os seus caprichos. Mais ainda, os homens, na realidade, não são todos iguais nas honras, nas riquezas, nas situações e nas dignidades. Ora, se não existe um Deus para recompensar um dia os mais deserdados da fortuna, que cumprem animosamente o seu dever e aceitam com resignação as provas da vida, porque não haveriam de se revoltar contra um mundo e uma sociedade injusta e reclamar para si, a todo custo, o seu quinhão de felicidade e prazer?

Bibliografia: BOULANGER. Manual de Apologética.

Fonte: Veritatis Splendor

Virtude e Boa Ciência

Virtude e Boa Ciência


"Non vogliate negar l’esperienza di retro al sol, del mondo sanza gente. Considerate la vostra semenza fatti non foste a viver come bruti ma per seguir virtute e canoscenza" [1]

Uma das características do "novo ateísmo" é a falta de rigor científico de seus promotores. Dawkins, Hitchens e não nos esqueçamos do cômico Odifreddi, atacam a crença em Deus com armas e argumentos que não serviram a Anatole France há cerca de um século. E acrescento que tanto Anatole France quanto Bertrand Russell ficariam vermelhos de vergonha por ver a pobreza intelectual que a causa atéia representa atualmente. Sim, atualmente, quase um século depois da publicação de "La Revolte des Anges" (A Revolta dos Anjos) e "Why I Am not a Christian" (Porque não sou Cristão), os últimos autores ateus vêm disparando um ataque desordenado que evidencia uma notável falta de rigor filosófico que só pode ser explicada como uma cegueira abismal ou uma absoluta má vontade.

Uma das colunas deste ácido movimento, o italianíssimo professor de matemática Piergiorgio Odifreddi, foi recentemente entrevistado pelo "El País", um jornal de Madri. Cito a parte da entrevista que nos interessa, para observar a involução dos argumentos do Ateísmo dos últimos cem anos. Referindo-se à crença em Deus, o jornalista lhe pergunta:

- Porém, como um matemático formula algo que carece de toda lógica?


[Responde o professor Odifreddi]:

- Este livro possui duas inspirações claras: a obra "Porque não sou Cristão", de Bertrand Russell, e aquela de Benedetto Croce, "Porque não Podemos nos Considerar Cristãos". A idéia nasceu porque todo ano editamos um livro de Russell e deveríamos então fazer isso. Relí o livro e pareceu-me que, devido o passar do tempo, estava ultrapassado. Disse isso ao editor e ele me propôs que eu fizesse uma interpretação minha..."[2].

O que salta à vista neste sincero comentário do professor Odifreddi é justamente a sua franca confissão de que a obra de seu colega matemático estava ultrapassada. E concordo com ele: muitas das ideias de Russell eram ultrapassadas e algumas chegaram a ser ultrpassadas mais rápido do que outras. Algumas dessas ideias ainda correm o mundo, como a mula-sem-cabeça, dando voltas na escuridão após terem sido devidamente refutadas há muitos e muitos anos. Esses conceitos errados vivem sua vida antinatural às custas da ignorância de pessoas que ainda hoje os aceitam. Entretanto, retornemos a Bertrand Russell...

A minha afeição à matemática pode levar-me a escrever demais e avançar sobre temas que, em geral, são chatos. Porém, peço paciência e asseguro desde já que o leitor não cairá frustrado.

Odifreddi admite que a obra anticristã de Bertrand Russel está ultrassada e as razões disso analisaremos mais a frente. O que desejo acrescentar por ora é que houve outras ideias de Bertrand Russell - conclusões matemáticas - que duraram menos que um suspiro.

BERTRAND RUSSELL

Bertrand Russell iniciou sua carreira como matemático mas logo foi distraído pela filosofia ou, melhor dizendo, pela má filosofia. Foi uma espécie de João Crisóstomo ao contrário e sua retórica dourada foi colocada a serviço das piores espécies de Humanismo - aquelas que logo degeneraram nas ideias de Hitler e seus amigos. Russell dedicou-se ao estudo dos paradoxos de Georg Cantor, que então havia produzido uma série de obras acerca do estudo da infinitude. Não contente em estudar no silêncio os paradoxos da obra de Cantor, Russell passou a atacar a própria Lógica. E por breve tempo obteve certa fama, já que as suas conclusões pareciam ser bastante razoáveis.

No entanto, como às vezes ocorre, os que conheciam seriamente a Matemática passaram a sentir um mau cheiro no ar, algo estava obviamente errado nas assertivas de Russell. Uma dessas afirmações era relacionada à Teoria dos Conjuntos. Explicada em termos bastante simples, o Paradoxo de Russell propõe uma contradição (não vou explicar isto aqui, pois encontra-se em qualquer livro de Matemática) que já tinha sido apresentada por Epimênides há cerca de 25 séculos antes: trata-se do paradoxo do mentiroso que afirma: "O que eu digo é falso"; mas como é claro, se o que o mentiroso disse é verdade, então é falso! Não importa como se considere isto, a situação parece desarmar as próprias bases que sustentam toda a ordem lógica. Desde logo tudo é suspeito!

Muitos ficaram quebrando a cabeça. Muitos, com exceção de um jovem matemático da cidade de Brno, situada no que era então o Império Austro-Húngaro. Este rapaz, que rapidamente tornou-se um dos poucos amigos íntimos de Albert Einstein, chamava-se Kurt Gödel. Seus restos mortais descansam nos fundos de uma casa que ele morou em Princeton, Nova Jersei, não muito longe de onde escrevo estas linhas. Refletindo sobre este paradoxo de 25 séculos, Gödel produziu o seu Teorema do Incompleto[3] que assombrou a todos, especialmente aquelas pessoas que podiam compreendê-lo.

Naqueles dias, Bertrand Russell afirmava que o trabalho de respeitáveis matemáticos como David Hilbert logo acabaria com as poucas áreas da Matemática que ainda restavam a ser exploradas. Em suma, Hilbert acreditava que era possível construir um sistema axiomático que regeria toda a Matemática; este sistema iria permitir afirmar com certeza se uma assertiva matemática era correta ou não. Russell era um daqueles que esperavam ansiosamente que Hilbert concluísse seu trabalho para, assim, poder declarar que já se conhecia toda a Matemática que havia para se conhecer.

KURT GÖDEL

O trabalho de Gödel lançou por terra as especulações de Russell, provando que Hilbert estava errado de uma extremidade à outra.

O que Gödel fez para prová-lo? Gödel desenvolveu uma alternativa para a paradoxa afirmação de Epimênides. Começou com a famosa assertiva "esta afirmação é falsa" e a transformou em "esta afirmação não pode ser provada". Para fazê-lo, Gödel precisou desenvolver uma nova disciplina matemática que algumas décadas depois seria aplicada no desenvolvimento de linguagens cibernéticas de inteligência artificial. Mas a nós o que importa é que Bertrand Russell estava equivocado. Sei que soa um pouco contencioso, mas seria necessário escrever um livro de Matemática para explicar a revolução causada por Gödel e não podemos nos dar esse luxo aqui neste artigo. Creio que seja o suficiente resumí-lo assim: Gödel provou que existe a verdade na Matemática (uma certeza objetiva que sustenta tudo e que existe independente do pensamento humano). As conclusões positivistas e pós-modernistas restaram destruídas apesar disso não deter o seu avanço.

A ciência passou os próximos 20 anos olhando com preocupação a genial prova de Gödel. Bertrand Russell continuou sendo ateu e seguiu debatendo com G. K. Chesterton, mas se absteve de fazer previsões pelo resto da sua vida. No entanto, o episódio evidenciou a sua falta de rigor científico e a sua parcialidade, pois o homem de ciência, ateu ou crente, deveria antes de mais nada ser honesto e seguir a evidência, nada importando aonde irá parar. Russell - como os ateus de hoje - apostava apaixonadamente em um resultado guiado pelo seu desejo interior de declarar a rainha das ciências como um terreno totalmente conquistado pelo homem. Deus parece ter-lhe pregado uma peça: até hoje a Matemática continua crescendo em extensão, indo bem além da teoria dos conjuntos.

Mais ou menos na época em que Gödel exercitava o cérebro tentando colocar em ordem o seu Teorema, um veterano da I Guerra Mundial era professor de Literatura Inglesa em Oxford; seus amigos o conheciam como Jack Lewis. A morte de sua mãe, quando tinha apenas 9 anos de idade e alguns estudos de esoterismo em sua juventude inicial, impulsionaram o jovem C. S. Lewis ao Ateísmo. Por anos sua pluma destilava um elegante desprezo por todas as "religiões, ainda que devessem ser chamadas por seu [verdadeiro] nome - mitos -, das quais o Cristianismo não é nada mais que a mais recente..." etc. etc. Mas Deus tinha reservado a este Saulo de Tarso moderno o papel de apóstolo cristão do século XX aos povos de língua inglesa. Porém isto não se deu senão alguns anos depois que Lewis, de uma maneira quase milagrosa, se entregou a Deus e, mesmo assim, não sem alguma resistência.

Lewis tinha a vantagem de ter aprendido todos os dialetos do grego antigo desde a tenra idade. Pertencia à última geração formada na rígida disciplina clássica. Conhecia bem os mitos da humanidade, especialmente os mitos teutônicos, dos quais desfrutava desde a sua infância. Ao relatar a história de sua conversão, Lewis recorda que primeiro reconheceu a existência de Deus, mas não chegou a aceitar a Encarnação de Deus em Jesus Cristo, embora a ideia não lhe desagradasse. Também se sentia atraído pelas religiões do Indostão. Lewis não achava que o Cristianismo fosse suficientemente original.

A MORTE DE SIGFRIDO

Em Cristo estavam presentes todos os elementos do mito solar que antes tinha encontrado em Balder, Sigfrido, Osíris, Marduk e tantos outros. Lewis entendia que essa falta de "originalidade" do Cristianismo era um defeito e que todos estes mitos análogos podiam ser explicados como parte da psicologia humana. O que Lewis não sabia nessa época é que já Santo Agostinho de Hipona tinha observado que a alma do homem fora feita para Cristo e que não encontra paz até repousar n'Ele. A razão da similaridade de tantos mitos antigos com a história de Jesus é justamente esta: fomos feitos para Cristo e, se não o conhecemos, temos que inventar algo que o substitua. Essa é a origem de todos os mitos; de fato, a origem de todas as inquietudes humanas transcedentais. Lewis estava observando o problema a partir do extremo oposto. Cristo não é a sublimação de uma necessidade psicológica humana que faz uso do mito, mas justamente o contrário: o mito é a versão limitada que a humanidade perdida precisa construir para preencher o vazio que a ausência de Cristo deixa.

Foi realmente lendo os Evangelhos com um amigo ateu - cujo nome nunca revelou - que Lewis enfrentou finalmente o poder do "mito cristão". Enquanto ambos faziam uma comparação informal da história cristã com a de mitos pagãos análogos, o seu amigo ateu exclamou: "Puxa! Parece que isto realmente ocorreu pelo menos uma vez!"[4]. Lewis era crítico literário dos melhores, talvez o melhor da sua geração. Comentando sobre a sua experiência ao ler os Evangelhos, disse:

"Conheço um mito quando o vejo; conheço uma lenda quando a vejo; e conheço um testemunho vivo quando o vejo. Reconheço uma metáfora quando a encontro. Tudo isto encontra-se na Bíblia; tudo é inspirado. Porém, acima de tudo, isso é História".


Lewis não queria ser cristão, mas tampouco era capaz de viver uma mentira. Em seu interior havia ocorrido uma descoberta fundamental: havia percebido que ele próprio não era Deus. Algo forçava o seu intelecto a partir de fora; algo o procurava e ele se sentia como a raposa perseguida por dezenas de cachorros, que sabe perfeitamente que o fim é apenas uma questão de tempo. Aterrorizado diante da ideia de ter sido encontrado por Deus, Lewis aguardava o xeque-mate final. Nesse estado mental, leu a obra de Chesterton, "The Everlasting Man" (O Homem Eterno):

"Um grande homem sabe que ele mesmo não é Deus e quanto maior ele é, melhor o sabe. Os Evangelhos declaram que este misterioso Criador do mundo nos visitou pessoalmente. O máximo que qualquer dos profetas havia feito até então era se declarar como fiel servidor desse Ser. Contudo, se o Criador esteve presente na vida diária do Império Romano, isso é algo ímpar e sem paralelo na natureza. É a mais assombrosa declaração que um homem havia feito desde que articulou sua primeira palavra. Reduz ao pó e à falta de sentido qualquer comparação entre as religiões"[5].


Aí estava tudo: nos Evangelhos. Era possível enxergar os elementos míticos, a ascensão de Cristo desde a sua obscura aldeia na Galiléia até a cena do Calvário. A penetrante sabedoria dos seus ditos concentrava e refinava os pensamentos de todos os filósofos e os elevava a alturas majestosas sem perder por isso a linguagem simples e camponesa. As metáforas estavam ali, mas não eram simples invenções literárias como as de Kenningar der Skalden, que Lewis estudava com os seus alunos. Aquelas eram metáforas feitas com vidas de homens e mulheres entrelaçadas com seus nomes próprios e os nomes de cidades e regiões que tinham existido por séculos antes que o evento dos Evangelhos ocorresse. Uma mão sobrenatural parecia dispor tudo sem que nada sobrasse ou faltasse. Era Deus! Era esse Deus feito homem que havia preparado Lewis por anos, moldando suas emoções, sua mente e seus estudos, para que lhe servissem um dia para buscá-Lo.

C. S. LEWIS

Finalmente, em uma caminhada depois da ceia com Hugo Dyson e J. R. R. Tolkien, seus amigos lhe apontaram que a única diferença entre os vários mitos e o Cristianismo era a de que nunca tivéramos notícia de que Osíris tinha caminhado na terra, mas Jesus, ao contrário, tinha deixado pegadas; houve gente que falou com Ele, que o viu e comentou o que Jesus havia feito. Lewis acaba descrevendo a cena em poucas mas arrepiantes linhas:

"Enquanto continuávamos caminhando, fomos interrompidos por uma rajada de vento que ocorreu tão subitamente nessa quente e calma tarde, lançando em cascata tantas folhas, que imaginamos que estava chovendo. Todos nós contivemos o fôlego, apreciando a êxtase desse momento".


Parece que Deus se fez presente na vida de Lewis desde então. Chegou a ser um dos grandes defensores da fé cristã e suas obras continuam gerando conversões até hoje. O autor destas linhas pode atestar isso com sua experiência pessoal.

O mundo no qual Lewis brilhou acabava de perder G. K. Chesterton. Eram os anos da II Guerra Mundial, quando ainda os Estados Unidos e a Inglaterra podiam ser considerados nações cristãs enfrentando a realidade de dois regimes ateus e anticristãos: a Alemanha nazista e a União Soviética.

A vitória dos Aliados não trouxe como consequência um ressurgimento das ideias cristãs; muito pelo contrário. Lewis enfrenta a realidade por vir em uma das suas obras-primas, "The Abolition of Man" (A Abolição do Homem).

Tendo conhecido a vida de ambos os lados da controvérsia, ateus x crentes, Lewis sabia que no centro da negação atéia estavam duas coisas fundamentais: a primeira é o desejo de ver-se livre dos laços da moral; a segunda, instigada pela primeira, é uma forma de reducionismo deliberado que tenta demolir a razão, já que todo homem sabe em seu íntimo que a razão é a ordem natural dos pensamentos e que, por detrás de toda ordem natural, encontra-se Deus.

A minha frase favorita nessa obra, "The Abolition of Man", é esta:

"Talvez eu esteja pedindo algo impossível. Talvez na natureza das coisas, a compreensão analítica deve ser um basilisco que mata tudo o que vê e que só pode ver através do matar. Porém, se os próprios cientistas não podem deter esse processo antes que alcance e mate também a Razão, então alguém precisa detê-la".


Este livro é talvez uma das mais claras defesas da Lei Natural que se pode ler. Logo Lewis transportaria as ideias deste livro para o terceiro livro de sua trilogia de ficção científica, "That Hideous Strength" (Aquela Força Medonha). O que me interessa extrair da obra de Lewis em geral e deste livro em particular é a sua visão quase profética do futuro da educação e das ciências. Este livro analisa valentemente o que já havia ocorrido em 1944 na sociedade e, de fato, o que iria ocorrer com a nossa forma de entender o universo. Lewis despreza as vozes de pessoas como Bertrand Russell, que consideram ter atingido o fim da História ou o início de um novo mundo onde o homem transforma a si mesmo em um deus e começa a mudar a própria trama da Lei Natural. Lewis deduz que a última conquista do homem resulta na abolição do homem: ao concentrar toda a sua atenção em si mesmo e subjetivizar todas as suas experiências, o homem deve obrigatoriamente destruir a razão que é a última parcela de divindade que todavia vive nele. As experiências genéticas dos nazistas já tinham oferecido um adiantamento das tétricas maravilhas que estavam por vir. Hoje o confirmamos: o aborto legalizado nos Estados Unidos já matou muito mais americanos que todas as guerras juntas desde a II Guerra Mundial. O que o odioso fragor da guerra não conseguiu obter foi tarefa fácil para as ideologias da morte que provêm justamente da negação de Deus e da noite da razão que permanece, uma vez que afastamos Deus do nosso meio.

A obra de Lewis começa como uma crítica a um livro usado nas escolas do seu tempo, "Reflections on education with special reference to the teaching of English in the upper forms of schools". Este livro é, talvez, um dos primeiros ataques contra a verdade objetiva nas escolas inglesas do século XX.

Se Gödel tinha provado a existência de uma verdade objetiva no mundo abstrato da Matemática, Lewis provava em "The Abolition of Man" que a Lei Natural é a sua equivalente moral, existente fora do homem e não como uma "construção" que os homens podem modificar ao seu bel-prazer.

As conclusões de Gödel e Lewis em suas respectivas áreas de conhecimento foram mal-entendidas e principalmente ignoradas. O pós-modernismo continuou avançando tal como um câncer maligno que se espalha pouco a pouco por todo o corpo.

Hoje vivemos no mundo criado em sua maior parte por esses educadores que começaram subjetivizando toda verdade. Vivemos na cultura que aceita que a mulher mate o seu próprio filho apresentando como única justificativa: "é o meu corpo", muito embora, ao mesmo tempo, considera que aqueles que crêem na transubstanciação baseada nas palavras de Cristo, "Isto é o meu Corpo", estão expostos a uma perigosa superstição.

As coisas chegaram a tal ponto que o próprio Papa precisa investir tempo e consideráveis argumentos filosóficos para desbancar o relativismo, uma das ideias mais próximas ao sem-sentido absoluto que se tem produzido neste mundo desordenado... Um mundo que chegou a aceitar que "tudo é relativo" - exceto este axioma que, longe de ser relativo, é aplicado com força absoluta buscando a destruição da razão. O Paradoxo de Russell volta a se apresentar disfarçadamente, aumentando o perigo mortal que representa viver a vida e organizar a sociedade humana com base em uma falsidade manifesta que foi escolhida para substituir a verdade.

No início deste artigo eu disse que os ateus profissionais que encontramos ultimamente apresentam argumentos, provas e raciocínios totalmente carentes de rigor filosófico e científico, quando não privados de qualquer sentido comum. Pois então, senhores, isto não é algo que surgiu da noite para o dia. Como Lewis bem apontou em 1944, podemos dizer que investimos tempo e esforço educando várias gerações nas particularidades da sem-razão subjetiva. Portanto, não devemos agora nos surpreender que pessoas como Bertrand Russel, Dawkins, Hitchen e Odifreddi surjam com um mundo de ideias afastadas das razões que enriqueceram a nossa civilização desde os tempos de Epimênides.

Analisaremos isso em nosso próximo artigo.

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NOTAS
[1] "Não vos empenheis em negar a experiência

De costas para o sol, o mundo inabitado
Considerai essa semente vossa,
Que não fostes criados para viver como feras
Mas para seguir a virtude e a ciência"
(Dante Alighieri, Divina Commedia, Inferno, canto XXVI,116-120).
Tradução do Autor. Aceitam-se correções de quem conheça melhor o italiano clássico.

[2] "Se leram bem a Bíblia, deveriam crer". Entrevista de Jesús Ruiz Mantilla a Piergiorgio Odifreddi, publicado pelo jornal El País Semanal. Madri, 6 de junho de 2008.
[3] "Godel's Proof" (A Prova de Gödel). Ernest Nagel, James Newman, Douglas R. Hofstadter. Publicado por New York University Press, Nova Iorque, 1958.
[4] "Rum thing. Seems to have really happened once".
[5] "The Everlasting Man". G. K. Chesterton.

Traduzido para o Veritatis Splendor por Carlos Martins Nabeto do site Primera Luz (http://www.primeraluz.org).

Fonte: Veritatis Splendor

Angelus de Bento XVI - 02/10/2011


Angelus

Praça de São Pedro - Vaticano
Domingo, 02 de outubro de 2011



Queridos irmãos e irmãs!

O Evangelho deste domingo termina com uma advertência de Jesus, particularmente severa, destinada aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: "Ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele" (Mt 21,43). São palavras que fazem pensar sobre a grande responsabilidade de quem, em cada época, é chamado a trabalhar na vinha do Senhor, especialmente com papel de autoridade, e impulsionado a renovar a plena fidelidade a Cristo. Ele é "a pedra que os construtores rejeitaram" (cf. Mt 21,42), porque julgaram-no como inimigo da lei e perigoso para a ordem pública; mas Ele mesmo, refutado e crucificado, ressuscitou, tornando-se a "pedra angular" sobre a qual se podem colocar com absoluta segurança os fundamentos de cada existência humana e do mundo inteiro. De tal verdade fala a parábola dos vinhateiros infiéis, aos quais um homem confiou a própria vinha para que a cultivassem e produzissem frutos.

O proprietário da vinha representa Deus mesmo, enquanto a vinha simboliza o seu povo, bem como a vida que Ele nos doa para que, com a sua graça e o nosso compromisso, façamos o bem. Santo Agostinho comenta que "Deus nos cultiva como um campo para tornar-nos melhores" (Sermo 87, 1, 2: PL 38, 531). Deus tem um projeto para os seus amigos, mas, infelizmente, a resposta do homem é frequentemente orientada à infidelidade, que se traduz em desprezo. O orgulho e o egoísmo impedem de reconhecer e acolher até mesmo o dom mais precioso de Deus: o seu Filho unigênito. Quando, de fato, "enviou seu próprio filho – escreve o evangelista Mateus – … [os vinhateiros] o prenderam, conduziram-no para fora da vinha e o assassinaram" (Mt 21,37.39). Deus entrega a si mesmo em nossas mãos, aceita fazer-se mistério insondável de fragilidade e manifesta a sua onipotência na fidelidade a um projeto de amor que, ao final, prevê, contudo, também a justa punição dos malvados (cf. Mt 21,41).

Firmemente ancorados na fé na pedra angular que é Cristo, permaneçamos n'Ele como o fruto que não pode dar fruto por si mesmo se não permanece na videira. Somente n'Ele, por Ele e com Ele edifica-se a Igreja, povo da Nova Aliança. Escreveu a propósito o Servo de Deus Paulo VI: "O primeiro fruto da tomada de consciência mais profunda da Igreja quanto a si mesma é a descoberta renovada da sua relação vital com Cristo, coisa bem conhecida, mas fundamental, indispensável, e nunca suficientemente compreendida, meditada e pregada" (Enc. Ecclesiam suam, 6 agosto 1964: AAS 56 [1964], 622).

Queridos amigos, o Senhor sempre está próximo e atuante na história da humanidade, e nos acompanha também com a singular presença dos seus Anjos, que hoje a Igreja venera como "Protetores", isto é, ministros do cuidado divino por cada homem. Desde o início até a hora da morte, a vida humana é circundada pela sua incessante proteção. E os Anjos fazem coroa à Augusta Rainha das Vitórias, a Beata Virgem Maria do Rosário, que no primeiro domingo de outubro, exatamente nesta hora, do Santuário de Pompeia e pelo mundo todo, acolhe a fervorosa Súplica, a fim de que seja derrotado o mal e revele-se, em plenitude, a bondade de Deus.

Fonte: Canção Nova.

Santos do Dia

2 de outubro

Santo Anjo da Guarda



Deus, que criou todas as coisas, criou também os anjos, para que o louvem, obedeçam e atendam. Criou-os para serem eternamente felizes e para que nos ajudem e guiem, especialmente toda a sua Igreja. Entretanto uma grande parte desses anjos cometeu o grave pecado da soberba, desejando tornar-se iguais ao próprio Criador. Por isso Deus os condenou e os precipitou no inferno, onde permanecerão para todo o sempre. Esses anjos rebeldes são chamados espíritos maus, diabos ou demônios, e têm como chefe Satanás.

Os anjos que ficaram fiéis a Deus são os chamados anjos bons ou simplesmente: anjos. Dentre esses é que Deus escolhe nosso Anjo da Guarda, que é pessoal e exclusivo, cuja função é proteger-nos até o retorno da nossa alma à eternidade. Ele nos ampara e nos defende dos perigos com que os espíritos maus nos tentam, na nossa vida terrena. "Porque aos seus anjos ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos, eles te sustentarão em suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra" (Sl 90,11-12).

Os Anjos da Guarda estão repletos de dons e privilégios especiais, com uma missão insubstituível ao longo da criação. Eles possuem a natureza angélica espiritual, que é a síntese de toda a beleza e de todas as virtudes de Deus, por isso impossível de ser representada.

Em um dos seus textos, são Francisco de Sales esclarece que a tarefa dos anjos é levar as nossas orações à bondade misericordiosa do Altíssimo e de informar-nos se elas foram atendidas. Assim sendo, as graças que recebemos nos são dadas por Deus, que é o princípio e o fim de nossa vida, através da intercessão de nosso Anjo Bom.

Deus confiou cada criatura a um Anjo da Guarda. Esta é uma verdade que está em várias páginas da Sagrada Escritura e na história das tradições da humanidade, sendo um dogma da Igreja Católica, atualmente também confirmado pelos teólogos. A devoção dos anjos é mais antiga até que a dos próprios santos, ganhando maior vigor na Idade Média, quando os monges solitários receberam a companhia dessas invisíveis criaturas, cuja presença era sentida nas suas vidas de silenciosa contemplação e íntima comunhão espiritual com Deus-Pai.

Todavia o Eterno Guardião, como o Anjo da Guarda também é chamado, tão solicitado e cuidado durante a infância, está totalmente esquecido no cotidiano do adulto, que, descuidando de sua exclusiva e própria companhia, não se apercebe mais de sua angélica presença. Mas este espírito puro continua vigilante, constante dos pensamentos e de todas as ações humanas.

O Anjo da Guarda é um ser mais perfeito e digno do que nós, criaturas humanas. Não podemos ignorá-lo. Devemos amá-lo, respeitá-lo e segui-lo, pois está sempre pronto a proteger-nos, animar e orientar, para cumprirmos a missão da vida terrena, trilhando o caminho de Cristo e, assim, ingressarmos na glória eterna.

A celebração especialmente dedicada aos Anjos da Guarda começou na Espanha, no final do ano 400, propagando-se por toda a Europa em poucos séculos. Antes, ela ocorria no dia 29 de setembro, junto com a do arcanjo Miguel, guardião e protetor por excelência. O dia 2 de outubro foi fixado em 1670, pelo papa Clemente X, para celebrar separadamente o nosso santo Anjo da Guarda. E para ele a Igreja ditou uma das mais belas orações, que diz: "Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti me confiou a Piedade Divina, sempre me rege, me guarda, me governa e ilumina, agora e sempre. Assim seja".

Fonte: Paulinas

São Tomas de Ereford

Tomás era descendente de uma das mais ilustres famílias da Inglaterra, enlaçado em parentesco com as casas soberanas da França e da Grã-Bretanha. Aprendeu as ciências sob a orientação do tio, bispo de Ereford; daqui passou a Paris para completar a educação intelectual, e lá se distinguiu no aproveitamento e na piedade.
Muito versado na teologia e no direito civil e canônico, abraçou o estado eclesiástico, e foi nomeado chanceler da universidade de Oxónia (Oxford), e depois chanceler supremo do Rei de Inglaterra. No desempenho dos seus trabalhos mostrou-se sempre justo, laborioso e incansável. Nada se fazia, nas assembléias e no paço, sem o seu parecer e voto, e era tão respeitável a sua ilustrada prudência, que todos os buscavam como oráculo infalível.
O papa Gregório X mandou-o comparecer no concílio de Lião, celebrado em 1274; e um ano depois foi canonicamente eleito arcebispo de Ereford, e consagrado na catedral de Cantuária. Desde então, pensou somente em adquirir todos os predicados do pastor de almas, e chegou a conseguir a perfeição em todos eles. O tempo que lhe deixavam todos os deveres do seu ministério, dedicava-o ao retiro, ao estudo e à oração; e posto ser de débil compleição, não deixava de castigar o corpo com ásperas penitências. A sua caridade não conhecia limites, estendia-se a todas as necessidades espirituais e temporais dos seus diocesanos, a quem chamava irmãos.
No sétimo ano do seu pontificado, necessitando fazer uma viagem a Roma para tratar de negócios do seu bispado, acometido por grave enfermidade em Monte Fiascone, na Toscana, entregou a alma a Deus a 25 de Agosto de 1282, depois de se preparar para a morte com os atos da mais tocante piedade.
O venerável cadáver foi depois transferido para Ereford e colocado honorificamente na sua catedral. No dia 2 de Outubro de 1310, em presença dos milagres que Deus realizava pelos seus merecimentos, João XXII colocou solenemente a Tomás no catálogo dos Santos.

Fonte: Portal Católico

Beato Antonio Chevrier


Filho de uma família modesta nasceu em Lião (França), a 16 de Abril de 1826. Tendo completado os estudos preparatórios, filosóficos e teológicos, recebeu a ordem de presbítero no dia 25 de Maio de 1850. Foi nomeado pároco da freguesia de Santo André, no bairro operário de Lião, onde havia tremendos problemas sociais: crianças de 8 anos trabalhavam até dez horas por dia. Esta situação de injustiça levou as pessoas a afastarem-se da Igreja. Era urgente envidar esforços para remediar o mal. Ele fez o que pôde durante seis anos.
No Natal de 1856, rezando demoradamente diante do presépio do Menino Jesus, sente-se inspirado a seguir pelo caminho da pobreza e da humildade, a fazer-se pobre com os pobres.
Aconselhado pelo Santo Cura d'Ars, a quem consultou, em 1857 deixou a paróquia de santo André para se tomar capelão duma espécie de cidade de urgência, na qual estavam alojadas as vítimas das terríveis inundações de 1856. Consagra a maior parte do seu tempo às crianças e jovens, preparando-os para a primeira comunhão. Alugou e, mais tarde, comprou o Prado, antigo salão de baile, e transformou-o numa escola. Começa por arranjar comida e vestidos para as crianças e jovens pobres. Além disso, ensina-os à ler, escrever, contar e a rezar. Comunica-lhes a base da fé e da vida cristã.
As condições de vida no Prado são muito precárias. Vive-se da Providência, isto é, dos donativos que vão chegando. No entanto, foi prosseguindo e apareceram até pessoas dispostas a ajudar no trabalho, como a jovem Maria Boisson, que será depois a primeira das Irmãs do Prado.
O padre Antonio Chevrier teve a intuição de formar padres para o auxiliarem e no futuro continuarem aquela obra benéfica. Em 1865 abriu uma escola com essa finalidade. Encaminha depois os jovens para o seminário. Em Outubro de 1876, com a autorização do Arcebispo de Lião, os seus quatro primeiros seminaristas partem para Roma. Ele próprio, na devida altura, assiste à ordenação deles em são João de Latrão. É este um ponto importante na vida do Instituto dos Padres do Prado.
O padre Chevrier morreu aos 53 anos, a 2 de Outubro de 1879. Foi beatificado no dia 4 de Outubro de 1986.

Fonte: Portal Católico

sábado, 1 de outubro de 2011

O que diz o Direito Canônico sobre o uso do véu?

O que diz o Direito Canônico sobre o uso do véu?


Até bem pouco tempo atrás, as mulheres eram obrigadas pelo direito canônico a usarem o véu na Igreja.

O Cânon 1262 §2 do Código de Direito Cânonico dizia (tradução livre a partir do inglês):

Can. 1262 §2. Os homens, na Igreja ou fora dela, enquanto assistem aos ritos sagrados, devem trazer a cabeça descoberta, a não ser que os costumes aprovados do povo ou circunstâncias peculiares determinem de outra maneira; as mulheres, no entanto, devem trazer a cabeça coberta e estarem vestidas de forma modesta, especialmente quando se aproximarem da mesa da comunhão.

Hoje em dia não é mais assim. O Código de Direito Canônico de 1983 não contém esse preceito. Com efeito, o Código de 1983 abrogou as partes do Código de 1917 que não foram intencionalmente incluídas na nova legislação (incluindo aí o Cânon 1262 §2).

O Cânon 6 §1 do novo código estabelece:

Cân. 6 § 1. Com a entrada em vigor deste Código, são abrogados:
1º o Código de Direito Canônico promulgado em 1917;

Isso quer dizer, portanto, que as mulheres são livres para usarem o véu na Igreja, mas não são obrigadas a fazê-lo.

Se não sou obrigada, por que usar?

Ora, também não somos obrigados a usar escapulário, a rezar o terço, no entanto são práticas salutares e que rendem muitos frutos espirituais. O nosso ABC do véu e os testemunhos postados aqui mostram as vantagens de se adotar esse hábito, em especial a valorização da feminilidade.

Fonte: Velatam Ad Dei Gloriam

Eu rezo o Rosário

O Véu da Santíssima Virgem

O Véu da Santíssima Virgem



A relíquia do Véu da Virgem (também conhecido como Sancta Camisa, pois até o século XVIII acreditava-se ser um pedaço da túnica de Nossa Senhora) era originalmente abrigada em Constantinopla (possivelmente deve ter sido uma das relíquias que Santa Helena, mãe do Imperador Constantino, transferira da Terra Santa para as duas cidades imperiais: Roma e Constaninopla). No século IX, foi enviada pela Imperatriz Irene ao Imperador Carlos Magno, rei dos Francos e Lombardos, que a colocou na Aachen (na Alemanha) onde a corte imperial residia a maior parte do tempo (o mais provável é que tenha abrigado a dita relíquia na Capela de seu Palácio). No ano de 876, o Imperador Carlos II, o Calvo, transferiu o véu para a cidade de Chartres (na França). A fé na relíquia fez com que em 911, o bispo Gantelme usasse o Véu sob a forma de estandarte de suas hostes para combater uma invasão normanda. Isto fez com que Chartres se tornasse um grande centro de peregrinação na Europa, o que aumentou após o século XII, quando foi erigida a nova e majestosa catedral em estilo gótico. Atualmente, o Véu encontra-se exposto em um Relicário na Catedral de Chartres.

Fonte: Velatam Ad Dei Gloriam

Deus e minha mãe estavam errados?

Deus e minha mãe estavam errados?

Paulo Henrique Américo

Era assim mesmo… depois que os dois garotos haviam feito uma daquelas peripécias como escalar a estante da sala, lá vinha a mãe com o cinto preto já reservado para o ofício. Não havia desculpa. O aviso já tinha sido dado: “Não suba aí, senão…” Com alguns movimentos rápidos, a progenitora deixava umas três ou quatro marcas do couro nas pernas dos pequenos infratores. Posso garantir, pois eu era um deles, que ardia um pouco e até alguns lágrimas rolavam dos olhos meus e do outro menino desobediente, meu irmão mais novo. Mas pensando hoje naquelas correções, mais de vinte anos depois, me vem uma certeza: minha mãe tinha razão ao nos punir.

Acho que você, caro leitor, que já tomou correções – proporcionadas e moderadas como as do gênero acima – também pensa da mesma maneira. Nossos pais agiram bem em castigar. Aliás, um castigo razoável dados pelos pais aos filhos é bem o cumprimento da doutrina revelada por Deus: “Quem poupa a vara ao filho, odeia seu filho; quem o ama, castiga-o na hora precisa.” (Prov. 13-24).

Bem, não é o que pensam alguns dos nossos governantes e ex-governantes. A Câmara Federal deu início, no dia 27 de setembro de 2011, a discussões sobre a Lei da Palmada, projeto de lei que proíbe a aplicação de castigos corporais e tratamento cruel em crianças e adolescentes [1].

A discussão é velha, até o ex-presidente Lula já se intrometeu no assunto: “Todo mundo sabe que o tempo da palmatória não educava mais do que o tempo da conversa”[2], afirmou.

De fato, a crueldade ou castigos desmesurados aos filhos devem ser repudiados. Mas a tal lei não faz esta importante distinção. Todo e qualquer castigo dado aos filhos é mal visto por essa lei.

Conversar com os filhos faz parte da educação, mas punições físicas moderadas também são necessárias. Prefiro achar que minha mãe e Deus estavam certos, não o Congresso Nacional e o ex-presidente Lula.

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1. http://noticias.r7.com/brasil/noticias/camara-comeca-hoje-a-discutir-a-lei-da-palmada-20110927.html
2. http://noticias.r7.com/brasil/noticias/lula-diz-que-conversar-e-melhor-do-que-bater-sobre-projeto-que-proibe-castigos-corporais-20100714.html

Fonte: Instituto Plínio Corrêa de Oliveira

Santos do Dia

1 de outubro

Santa Teresinha do Menino Jesus (de Lisieux)



A vida da santa Teresa de Lisieux, ou santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, seu nome de religiosa e como o povo carinhosamente a prefere chamar, marca na história da Igreja uma nova forma de entregar-se à religiosidade. No lugar do medo do "Deus duro e vingador", ela coloca o amor puro e total a Jesus como um fim em si mesmo para toda a existência eterna. Um amor puro, infantil e total, como deixaria registrado nos livros "Infância espiritual" e "História de uma alma", editados a partir de seus escritos. Sua vida foi breve, mas plena de dedicação e entrega. Morreu virgem como Maria, a Mãe que venerava, e jovem como o amor que vivenciava a Jesus, pela pura ação do Espírito Santo.

Teresinha nasceu em Alençon, na França, em 2 de janeiro de 1873. Foi batizada com o nome de Maria Francisca Martin e desde então destinada ao serviço religioso, assim como suas quatro irmãs. Os pais, quando jovens, sonhavam em servir a Deus. Mas circunstâncias especiais os impediram e a mãe prometeu ao Senhor que cumpriria seu papel de genitora terrena, mas que suas filhas trilhariam o caminho da fé. E assim foi, com entusiasmada aceitação por parte de Teresinha desde a mais tenra idade.

Caçula, viu as irmãs mais velhas, uma a uma, consagrando-se a Deus até chegar sua vez. Mas a vontade de segui-las era tanta que não quis nem esperar a idade correta. Aos quinze anos, conseguiu permissão para entrar no Carmelo, em Lisieux, permissão concedida especial e pessoalmente pelo papa Leão XIII.

Ela própria escreveu que, para servir a Jesus, desejava ser cavaleiro das cruzadas, padre, apóstolo, evangelista, mártir... Mas ao perceber que o amor supremo era a fonte de todas essas missões, depositou nele sua vida. Sua obra não frutificou pela ação evangelizadora ou atividade caritativa, mas sim em oração, sacrifícios, provações, penitências e imolações, santificando o seu cotidiano enquanto carmelita. Essa vivência foi registrada dia a dia, sendo depois editada, perpetuando-se como livro de cabeceira de religiosos, leigos e da elite dos teólogos, filósofos e pensadores do século XX.

Teresinha teve seus últimos anos consumidos pela terrível tuberculose, que, no entanto, não venceu sua paciência com os desígnios do Supremo. Morreu em 1° de outubro de 1897, com vinte e quatro anos, depois de prometer uma chuva de rosas sobre a Terra quando expirasse. Essa chuva ainda cai sobre nós, em forma de uma quantidade incalculável de graças e milagres alcançados através de sua intervenção em favor de seus devotos.

Teresa de Lisieux foi beatificada em 1923 e canonizada em 1925 pelo papa Pio XI. Ela, que durante toda a sua vida teve um grande desejo de evangelizar e ofereceu sua vida à causa missionária, foi aclamada, dois anos depois, pelo mesmo pontífice, como "padroeira especial de todos os missionários, homens e mulheres, e das missões existentes em todo o universo, tendo o mesmo título de são Francisco Xavier". Esta "grande santa dos tempos modernos" foi proclamada doutora da Igreja pelo papa João Paulo II em 1997.

Fonte: Paulinas.

São Remígio ou Rémy


Rémy ou Remígio, como dizemos em português, era um cidadão romano, nascido no ano 440, em Lyon, França. Pertencia a uma tradicional família da nobreza romana, que teve a oportunidade de participar da expansão do Império Romano do Ocidente pela Gália, como era chamado o território francês. Naquela época, a região, que era toda pagã e constantemente assolada por sucessivas invasões dos bárbaros, vinha sendo governada pelo povo franco, mais tarde conhecido como francês. Embora menos evoluídos que os outros povos, eram conhecidos por serem grandes combatentes. Além disso, já haviam prestado serviços militares a Roma no passado.

Ao morrer o seu líder, rei Childerico, em 482, assumiu o trono seu filho Clóvis, com quinze anos de idade. Remígio, como bispo católico que era da diocese de Reims, escreveu-lhe muitas cartas respeitosas e, ao mesmo tempo, dotadas de autoridade: "Vigiai, pois os poderosos não tiram os olhos de ti. Aconselha-te com seus bispos. Divirta-se com os jovens, mas só com os velhos delibere". Apesar de adverti-lo, também demonstrava o reconhecimento de sua soberania e, assim, ganhou a confiança do jovem rei. Tornou-se seu precioso ajudante e conselheiro. Além disso, Remígio também era importante, politicamente, ao reinado de Clóvis, pois trazia consigo o apoio de todos os demais bispos e dos outros grupos de camponeses galo-romanos já convertidos.

Munido desse apoio, Clóvis venceu a batalha contra os bárbaros visigodos pelo controle de toda a região, dando início à dinastia dos merovíngios. O rei Clóvis, apoiado por sua mulher, Clotilde, que já era uma fervorosa católica, depois canonizada pela Igreja, converteu-se à fé cristã por orientação espiritual de Remígio, sendo por este batizado. Na oportunidade, toda a Corte se converteu e recebeu o mesmo sacramento ao lado do seu soberano, que, instruído na doutrina cristã pelo bispo Remígio, institui-a de vez nos seus domínios.

Foram muitos os atos deste rei convertido que revelaram sua religiosidade autêntica, dotada da caridade cristã. Porém o mérito deve ser dado ao bispo Remígio, pois foi o resultado do seu árduo e ininterrupto trabalho de evangelização que fortaleceu os alicerces do catolicismo no território francês. O bispo Remígio de Reims ensinou não apenas aos reis e príncipes, mas também aos camponeses e a todos os súditos do novo reinado.

Depois de sua morte, em 13 de janeiro de 533, na sua sede episcopal de Reims, Remígio foi aclamado pela população como santo. Venerado ao longo dos séculos, o seu vigoroso culto foi autorizado pela Igreja, que manteve o dia 1° de outubro como a data oficial para a sua festa litúrgica.

Fonte: Paulinas.

São Bavão


Era um senhor da região de Lieja (Bélgica) que sempre vivera de maneira dissoluta. Converteu-se, porém, com a morte da esposa, sob a influência do bispo missionário Santo Amândio, de quem se tornou colaborador e discípulo. Passou os três últimos anos da vida, na qualidade de recluso, no mosteiro de Ganda, que deu mais tarde origem à cidade belga de Gand, pelo ano de 650.

Fonte: Portal Católico.