quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão (MESAC)


O Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão (MESAC), penetrado de intenso amor e zelo ao Santíssimo Sacramento do corpo, sangue, alma e divindade de nosso Senhor Jesus Cristo, dispõem-se, com piedade, perseverança, sacrifício e generosidade, a levar o Cristo eucarístico a todos os irmãos na fé, especialmente aos mais necessitados.
Suas metas:
  • Viver consciente da grande dignidade do seu ministério eucarístico, a serviço dos muitos irmão
  • Viver sempre a contagiante alegria de ser um “cristóforo” – um portador de Cristo.
  • Ser piedoso portador das graças e bênçãos de Jesus-Eucaristia, sempre bem-vindos aos lares, hospitais e velórios, como anjos de paz e de fé, de serenidade e de alegria cristã.
  • Ser agente de união e de renovação cristã, dentro de sua comunidade paroquial.
  • Ter uma vida de cristão exemplar, atitudes corretas no lar e no trabalho, com valores cristãos e critérios de fé em sua vida de cada dia.
  • Ter espírito de fé, e sólida piedade eucarística.
A função do MESAC é servir a comunhão nas missas e levá-la aos doentes.
Para ser candidato a MESAC dá-se preferência a quem já seja catequista, leitor, acólito, integrante de círculos bíblicos ou fiel engajado há certo tempo nas atividades pastorais da paróquia. Os candidatos devem apresentar conhecimentos suficientes da doutrina cristã; cumprir com as metas elencadas acima. É necessário participar de formação específica.
Ao candidato aprovado será conferido o respectivo certificado com mandato válido por dois anos podendo ser renovados por mais dois e assim por diante.
Mesmo depois de terem recebido o mandato e o certificado, os ministros devem ser cuidadosamente acompanhados pelo pároco, a fim de poderem continuar a desempenhar correta e frutuosamente o seu importante ministério.

Fonte:https://afeexplicada.wordpress.com/2017/08/20/ministro-extraordinario-da-sagrada-comunhao-mesac/

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Jesuítas

Fonte: https://www.facebook.com/padrericardomarques/photos/a.1633555793624655.1073741829.1627837954196439/1856781611302071/?type=3

SANTO DO DIA 28/08 - Santo Agostinho

Celebramos no dia 28 de Agosto a memória do grande Bispo e Doutor da Igreja que nos enche de alegria, pois com a Graça de Deus tornou-se modelo de cristão para todos. Agostinho nasceu em Tagaste, no norte da África, em 354, filho de Patrício (convertido) e da cristã Santa Mônica, a qual rezou durante 33 anos para que o filho fosse de Deus.
Aconteceu que Agostinho era de grande capacidade intelectual, profundo, porém, preferiu saciar seu coração e procurar suas respostas existentes tanto nas paixões, como nas diversas correntes filosóficas, por isso tornou-se membro da seita dos maniqueus.
Com a morte do pai, Agostinho procurou se aprofundar nos estudos, principalmente na arte da retórica. Sendo assim, depois de passar em Roma, tornou-se professor em Milão, onde envolvido pela intercessão de Santa Mônica, acabou frequentando, por causa da oratória, os profundos e famosos Sermões de Santo Ambrósio. Até que por meio da Palavra anunciada, a Verdade começou a mudar sua vida.
O seu processo de conversão recebeu um “empurrão” quando, na luta contra os desejos da carne, acolheu o convite: “Toma e lê”, e assim encontrou na Palavra de Deus (Romanos 13, 13ss) a força para a decisão por Jesus:”…revesti-vos do Senhor Jesus Cristo…não vos abandoneis às preocupações da carne para lhe satisfazerdes as concupiscências”.
Santo Agostinho, que entrou no Céu com 76 anos de idade (no ano 430), converteu-se com 33 anos, quando foi catequizado e batizado por Santo Ambrósio. Depois de “perder” sua mãe, voltou para a África, onde fundou uma comunidade cristã ocupada na oração, estudo da Palavra e caridade. Isto, até ser ordenado Sacerdote e Bispo de Hipona, santo, sábio, apologista e fecundo filósofo e teólogo da Graça e da Verdade.
Santo Agostinho, rogai por nós!
Fonte: https://www.facebook.com/feemuitoamor/?hc_ref=ART0yP5yjsyqIlMQXeiDI1L1niw8PFIbb55YCl489E6WKcsT717rht4PzAIyUbCTl8Y&fref=nf

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Ruínas de Magdala, a cidade de Santa Maria Madalena onde Jesus pregou



Funcionário limpa mosaicos ornamentados no sítio arqueológico de Magdala, Israel
Funcionário limpa mosaicos ornamentados no sítio arqueológico de Magdala, Israel

Uma tentativa de construir um hotel para peregrinos na Galileia acabou desencavando as ruínas da cidade natal de Santa Maria Madalena e uma antiga sinagoga onde Nosso Senhor Jesus Cristo pode muito bem ter pregado, noticiou “The New York Times”.

O padre Juan Solana, diretor do Instituto Centro Pontifício Notre Dame de Jerusalém, quis construir uma instalação para romeiros no lugar onde se ouviu a maior parte da pregação divina e se viu a maioria dos milagres de Jesus, segundo os Evangelhos.

Em 2009 um velho resort foi demolido, e quando se cavou a terra para colocar os alicerces, apareceram restos da cidade. Do ponto de vista arqueológico e histórico, a descoberta é relevante, pois não se conhecia ao certo o posicionamento de Magdala, (ou Migdal).

Somente os Evangelhos nos falam dessa cidade. Ela tinha deixado de existir e não faltou quem usasse a aparente contradição para impugnar a veracidade histórica da inspirada narração dos evangelistas.

A contradição também servia para alimentar a abstrusa afirmação de que Jesus e os Evangelhos, e também toda a Bíblia, não são históricos.

Tratar-se-ia, segundo esta teoria bizarra e anticristã, de mitos concebidos pelas primeiras comunidades cristãs para descrever suas experiências comunitárias. Um perfeito absurdo histórico, mas houve teólogos extraviados que deram forma sisuda a essa fantasia que mina as bases do cristianismo.

As autoridades da Igreja Católica e os arqueólogos enviados pela Autoridade de Antiguidades de Israel, a maior do país na matéria, não imaginavam encontrar nada de significativo no local.

Mas, a menos de meio metro abaixo da superfície, apareceu um banco de pedra que fez parte de uma sinagoga no século I.

Piso ornamentado no sítio arqueológico de Magdala, Israel, onde porto e sinagoga foram encontrados
Piso ornamentado no sítio arqueológico de Magdala, Israel, onde porto e sinagoga foram encontrados
Sabia-se que na região existiram sete sinagogas no período do Segundo Templo, mas nunca se encontrou nenhuma na Galileia.

Entre as ruínas, foi recuperada uma moeda datada no ano 29. Quer dizer, do tempo em que Jesus estava vivo e quiçá nem tinha começado sua vida pública. Para os especialistas, ficou claro que o local era a Magdala do Evangelho que estava perdida para a arqueologia.

Desde a primeira exumação de restos em 2009 até o presente, a escavação trouxe à luz um mercado; uma área presumivelmente destinada a salgar e secar peixes; uma casa grande ou edifício público com mosaicos, afrescos e três banhos rituais; uma colônia de pescadores e parte de um porto do século I.

9. Tendo Jesus ressuscitado de manhã, no primeiro dia da semana apareceu primeiramente a Maria de Magdala, de quem tinha expulsado sete demônios. (São Marcos 16, 9) 

A descoberta fez mudar o projeto. Mas o centro já está concluído e tem vista para o porto e o mar da Galileia, onde aconteceram fatos narrados pelos evangelistas.

Na sinagoga foi encontrado um bloco de pedra com entalhes representando colunas e arcos, uma menorá (candelabro ritual) de sete braços e carruagens de fogo. Provavelmente foi usada como atril para ler a Torá, o livro sagrado judaico.

A pedra parece ser uma miniatura do Segundo Templo de Jerusalém, destruído pelos romanos no ano 70 e nunca mais reconstruído. O incêndio e arrasamento do Templo importou no fim do sacrifício hebraico, que cessou desde aquela data.

Esse sacrifício cruento foi substituído pelo sacrifício incruento operado na Missa instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo na Última Ceia.

Mesa de pedra usada como atril para ler a Torá, o livro sagrado judaico, representa o Templo
Mesa de pedra usada como atril para ler a Torá, o livro sagrado judaico, representa o Templo

18. Caminhando ao longo do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão (chamado Pedro) e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores.

19. E disse-lhes: Vinde após mim e vos farei pescadores de homens.

20. Na mesma hora abandonaram suas redes e o seguiram.

21. Passando adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam com seu pai Zebedeu consertando as redes. Chamou-os,

22. e eles abandonaram a barca e seu pai e o seguiram.

23. Jesus percorria toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, curando todas as doenças e enfermidades entre o povo.

24. Sua fama espalhou-se por toda a Síria: traziam-lhe os doentes e os enfermos, os possessos, os lunáticos, os paralíticos. E ele curava a todos. (São Mateus 4:23)

Magdala fica a oito quilômetros de Cafarnaum, onde Jesus pregou intensamente.

A arqueóloga chefe dos trabalhos, Dina Gorni-Avshalom, da Israel Antiquities Authority, considera que há “indícios circunstanciais” suficientes para se supor que Jesus pisou essa sinagoga.

A capela do resort para peregrinos está consagrada a Santa Maria Madalena, a pecadora arrependida que é símbolo da Redenção da humanidade imersa nas trevas em virtude do pecado original.

Ela aparece num grande mosaico no momento em que Nosso Senhor expulsa de seu corpo sete demônios, tendo como fundo a antiga cidade de Magdala.

Santa Maria Madalena unge os pés de Jesus.
Dieric Bouts, 1440, Sttatliche Museem Berlim.
Esta descoberta da ciência corrobora em nós a Fé. E nos convida a meditar nos dramas que se deram no tempo em que as ruínas agora descobertas não eram ruínas, mas a movimentada cidade de Magdala.

Por exemplo, considerar a vida de Maria Madalena, cujo nome deriva dessa cidade. Ela morava lá com Lázaro, de quem era irmã.

Lázaro, segundo as tradições do Oriente, tinha uma categoria social não política, de príncipe. Portanto, suas irmãs Marta e Maria eram pessoas de alta categoria.

Infelizmente, Maria Madalena tinha se tornado uma pecadora pública. Mas, uma vez arrependida, passou a praticar a contemplação e a penitência com suma seriedade e profundidade.

Sua irmã Marta viveu exclusivamente voltada para a contemplação, e por isso Nosso Senhor disse dela que escolheu a parte melhor.

Podemos refletir sobre essas pessoas, a vida que levavam e como foram se transformando em função de Nosso Senhor. Todo esse drama aconteceu entre essas ruínas da Galileia.

No fim da vida pública de Cristo, em Jerusalém, quando Santa Maria Madalena quebrou o vidro de perfume e começou a ungir os pés de Nosso Senhor, Judas criticou-a. Mas Jesus Nosso Senhor justificou a atitude dela.

Judas representou o contrário do arrependimento, e morreu no desespero, enforcando-se numa figueira. Santa Maria Madalena e Judas seguiram rumos diametralmente opostos.

Ela esteve ao pé da Cruz, enquanto Judas foi o apóstolo amaldiçoado. Santa Maria Madalena foi a primeira a presenciar a Ressurreição, enquanto ele se enforcou.

São antíteses tremendas entre um e outro. Pelo lado dela, o arrependimento, a pura contemplação e o desapego dos bens do mundo. Pelo lado dele, impenitência, desespero, apego aos bens do mundo, roubo, traição e, no fim, suicídio.

Santa Maria Madalena, com a Cruz da penitência e o vaso do bálsamo preciosíssimo. Sevilha, Espanha.
Santa Maria Madalena, com a Cruz da penitência e o vaso do bálsamo preciosíssimo. Sevilha, Espanha.
Judas também esteve em Magdala, ouviu as pregações divinas, assistiu aos milagres. Tudo isso aconteceu entre essas ruínas agora postas à luz do sol.

Houve um momento em que Judas esteve em estado de graça e Maria Madalena, em estado de pecado mortal. Ela saiu do pecado para subir até onde subiu.

E ele desceu da condição de apóstolo, para a qual havia sido convidado por Nosso Senhor, e precipitou-se para vender o seu divino Benfeitor.

Quanto pode uma alma que está no lodo subir, e quanto pode uma alma chamada ao que há de melhor cair!

As ruínas de Magdala nos ajudam a compor o cenário de tempo e lugar onde esse imenso drama em torno do Divino Redentor aconteceu.
Retirado de Ciência Confirma a Igreja

São Leão Magno: Sermão do Natal do Senhor


"Caríssimos, animados da confiança que nasce de tão grande esperança, permanecei firmes na fé sobre a qual fostes estabelecidos, para que esse mesmo tentador, de cujo domínio Cristo vos subtraiu, não vos seduza novamente com algumas de suas ciladas e não corrompa as alegrias próprias desse dia mediante a habilidade de suas mentiras. Porque ele zomba das almas simples, servindo-se da crença perniciosa de alguns, para os quais a solenidade de hoje recebe sua dignidade não tanto no nascimento de Cristo quanto do levantar-se, como eles dizem, do “novo sol”. O coração desses homens está envolto em trevas, e eles são estranhos a todo progresso da verdadeira luz, porque ainda seguem os erros mais estultos do paganismo e, não conseguindo elevar o olhar de seu espírito acima do que contemplam com seus olhos corporais, honram com o culto reservado a Deus, os luminares colocados a serviço do mundo.
Longe das almas cristãs essa superstição ímpia e essa mentira monstruosa. Nenhuma medida poderia traduzir a distância que separa o eterno das coisa temporais; o incorpóreo, das coisas corporais; o Senhor, das coisas que lhe estão submetidas, porque, embora elas tenham uma beleza admirável, não têm a divindade, a única que deve ser adorada.
O poder, a sabedoria e a majestade que devem ser honrados são os que criaram do nada todo o universo e, segundo uma razão onipotente, produziram a terra e o céu nas formas e dimensões de sua escolha, O sol, a lua e os astros são úteis para aqueles que sabem tirar proveito deles; sã0 belos para aqueles que os olham; mas que, por motivo deles, sejam dadas graças ao seu autor e que seja adorado o Deus que os criou, não a criatura que o serve. Louvai, pois, a Deus, caríssimos, em todas as suas obras e em todos os seus juízos. Que nenhuma dúvida alfore em vós no tocante à fé na integridade da Virgem e em seu parto virginal. Honrai com uma obediência santa e sincera o mistério sagrado e divino da restauração do gênero humano. Uni-vos a Cristo, nascido em nossa carne, a fim de merecerdes ver reinando em sua majestade esse mesmo Deus de glória que, com o Pai e o Espírito Santo, permanece na unidade da divindade pelos séculos dos séculos. Amém."


Extraído de: http://humanitatis.net/?p=2780

Retirado de Civitas Christiana

As faces do Amor

Prof.: Felipe Aquino
O amor gera a vida; o egoísmo produz a morte. A psicologia mostra hoje com toda clareza que as graves perversões morais tem quase sempre como causa principal uma frustração de amor. Os jovens se encaminham para as drogas, para o sexo vazio, para o alcoolismo e para tantas violências, porque são carentes de amor, desnutridos de amor. A pior anemia é a do amor. Leva à morte do espírito. Ninguém pode ser feliz se não for amado; se não fizer uma experiência de amor. Se isto é importante na infância e na adolescência, também na vida conjugal isto é verdade.

E esse amor conjugal começa a ser aprendido e treinado no namoro. Na longa viagem da vida conjugal, que começa no namoro, você precisa levar a bagagem do amor. Você amará de verdade o seu namorado, não só porque ele é simpático, bonito ou porque é um atleta, mas porque você quer o bem dele e quer ajudá-lo a ser ainda melhor, com a sua ajuda. Muitas vezes você quis e procurou uma namorada perfeita, ou um rapaz ideal, mas saiba que isto não existe.
A primeira exigência do amor é aceitar o outro como ele é, com todas as suas qualidades e defeitos. Só assim você poderá ajudá-lo a crescer, amando-o como ele é. Alguém já disse que o amor é mais forte do que a morte, e capaz de remover montanhas. O amor tem uma força misteriosa; quando você ama o outro gratuitamente, sem cobrar nada em troca, você desperta-o para si mesmo, revela-o a si mesmo, dá-lhe ânimo e vida, ressuscita-o. É com a chama de uma vela que você acende outra. É com a doação da sua vida que você faz a vida do outro reviver. Desde o namoro você precisa saber que “amar não é querer alguém construído, mas construir alguém querido.”
É claro que um casal se aproxima pelo coração, mas cresce pelo amor, que transcende os sentimentos e se enraíza na razão. Todo relacionamento humano só terá sentido se implicar no crescimento dos envolvidos. De modo especial no namoro e no casamento isto é fundamental. A ordem de Deus ao casal é esta: crescei. Deus não nos dá uma ajuda adequada para curtirmos a vida a dois; mas para crescermos a dois. Isto vale desde o namoro. E o que faz crescer é o fermento do amor. Ninguém melhor do que São Paulo expressou as exigências do verdadeiro amor: “O amor é paciente, O amor é bondoso. Não tem inveja. O amor não é orgulhoso. Não é arrogante. Nem escandaloso. Não busca os seus próprios interesses, Não se irrita, Não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, Mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa. Tudo crê, Tudo espera, Tudo suporta. O amor jamais acabará” (1Cor 13, 4-7).
Medite um pouco em cada linha deste hino do amor, e pergunte a você mesmo, se você está vivendo isto no seu namoro. Você é paciente com a namorada ou não, sabe se controlar diante dos defeitos dela? Você é bondoso para com ele, ou será que algumas vezes exige vingança, e quer ir à desforra por causa de algo que ele fez e que você não gostou? Ser bondoso é saber perdoar, é ser compreensivo e tolerante, sem ser conivente com o erro, claro. Será que você tem inveja dele porque ele a supera em certas atividades? Será que você é um namorado orgulhoso, que acha que só por ser homem já é suficientemente superior a ela? Se você não admite ser ultrapassado pelo outro nas coisas boas, saiba que você não o ama de verdade; pois, quando se ama queremos que o outro seja melhor que nós. Será que você não é arrogante, que se acha superior ao outro, e que quer sempre impor a sua vontade? Até que ponto você permite que a presunção o domine, fazendo-o achar-se o bom?
Saiba que a arrogância e a prepotência atravancam o caminho do amor e do crescimento do casal. Será que você é escandalosa, e parte para a chantagem emocional para conseguir aquilo que você não consegue pela força dos argumentos? Saiba que a gritaria é muitas vezes a linguagem dos fracos, que agem assim por falta de razões.
Será que você é egoísta no seu namoro, e ele tem que fazer tudo o que você quer? Aqui está a pedra de tropeço principal para muitos casais. Uma vez que o egoísmo é o oposto do amor, um casal egoísta pode ser comparado a duas bolas de bilhar: só se encontram para se chocarem e se afastarem em sentidos opostos… Será que você é daquelas que vive mau humorada ou que derruba o beiço por qualquer contrariedade? Será que você é daqueles que se irrita por qualquer coisinha dela que não esteja do seu gosto? Você perdeu a linha porque ele se atrasou quinze minutos? Você deixou o seu namoro azedar porque ele olhou apenas um instante para a outra moça que passou ao lado?
O amor não se irrita, não xinga, não ofende, não grita! O amor não guarda rancor, diz o apóstolo. É claro que haverá no namoro momentos de desencontros. São normais os pequenos desentendimentos. É fruto das diferenças individuais e das circunstâncias da vida. O feio não é brigar, mas não se reconciliar, não saber perdoar, não saber quebrar o silêncio mortal e manter o diálogo. Para evitar as brigas e desentendimentos é preciso saber combinar as coisas. O povo diz que aquilo que é combinado não é caro. Aprendam a combinar sobre o passeio, sobre as atividades que cada um gosta de fazer, etc… É preciso dizer aqui que a face mais bela do amor é a do perdão. Você tem o direito de ser perdoada, pois errar é humano; mas tem também o dever de perdoar quando ele errar e pedir perdão.
O gesto mais nobre de Jesus foi o de perdoar os algozes que o crucificavam. Não pode haver futuro para um casal que não sabe se perdoar mutuamente. Esta é a maior reserva de estabilidade para o casal. Outra face bela do amor é a fidelidade. Ser fiel ao outro não quer dizer apenas não ter outro parceiro; é muito mais do que isto, é ser verdadeiro em tudo. É não tapear o outro em nada. É não ser fingido, mascarado ou dissimulador. Se você mente para a sua namorada saiba que está destruindo o amor entre vocês. Nada é mais fatal para o amor! A mentira gera a desconfiança; a desconfiança gera o ciúme; o ciúme gera a briga e a separação. Ser fiel ao outro é saber respeitá-lo, defendê-lo, e não traí-lo de qualquer forma, seja por pensamentos ou palavras. Se você fizer dos seu namoro uma brincadeira de esconde-esconde, você estará brincando de amar, e isto é muito mal. Portanto, quebre toda falsidade, dissimulação e fingimento, porque isto destrói o amor.
A mentira tem pernas curtas, diz o povo; ela logo aparece, e quando isto ocorre deixa o mentiroso desqualificado, e não mais digno de confiança. Desde o namoro é preciso ter em mente que a beleza do amor está exatamente na construção da pessoa amada. É uma missão para gente madura, com grandeza de alma. Construir uma pessoa é educá-la em todos os aspectos, e isso é uma obra do coração. O amor tudo suporta, tudo crê, tudo espera; o amor não passa jamais. Não há o que o amor não possa fazer. Quando não ajudamos o outro a crescer é sinal de que o nosso amor por ele ainda é pequeno. Se o seu namoro não for um exercício constante do amor, ele ficará vazio, monótono, e sem sabor. E como a natureza tem horror ao vácuo, este vazio será preenchido por desentendimentos e brigas.
Namorando se aprende a amar, mas amando se aprende a namorar. Para você meditar:
Sete vezes menosprezei a minha alma
1. Quando a vi disfarçar-se com a humildade para alcançar a grandeza;
2. Quando a vi coxear na presença dos coxos;
3. Quando lhe deram para escolher entre o fácil e o difícil, e escolheu o fácil;
4. Quando cometeu o mal e consolou-se com a ideia de que outros cometem o mal também;
5. Quando aceitou a humilhação por covardia e atribuiu sua paciência à fortaleza;
6. Quando desprezou a lealdade de uma face que não era, na realidade, senão uma de suas próprias máscaras;
7. Quando considerou uma virtude elogiar e glorificar.
Retirado de Católicos na Rede

Filme: Karol Wojtyla, o Papa que veio de longe

Retirado de Católico Com Muito Orgulho

Conduzidos pela força da verdade

Muitas vezes encontro pessoas que vivem em uma constante lamúria por causa das dores e infelicidades que habitam sua vida. É só olhar ao redor e perceber quantos são os que estão deparando-se com profundos sofrimentos; pessoas depressivas, angustiadas, desanimadas, decepcionadas, pessoas que foram traídas, abandonadas, etc. Muitas são as dores e as causas, e não há ninguém que esteja isento dos sofrimentos que a vida nos apresenta.

É interessante observar as reações de cada indivíduo diante da dor; uns choram, outros fogem, alguns ficam apáticos, outros paralisados. Muitos são os comportamentos, porém, tenho observado que existem reações que são comuns na maioria das pessoas. Percebo que muitas pessoas têm dificuldade de lidar com a dor e de assumir a verdade dos fatos, muitas fogem da verdade criando assim ilusões que lhes sirvam de fuga da realidade que muitas vezes é dura. 

Existe um velho ditado que diz: “vale mais uma dura verdade que uma doce mentira”. É certo que na prática é difícil viver tal ditado, pois é mais fácil criar ilusões do que assumir a dureza do que é real. É fácil chegar a essa conclusão: chegue a alguém que você considera um amigo, e aponte a ele alguns de seus erros, incomode-o revelando a este suas imperfeições que precisam ser mudadas, toque na sua verdade, na ferida que lhe causa dor… Não quero generalizar, mas creio que as reações da maioria das pessoas serão as seguintes: se afastarão, fugirão de você; arranjarão culpados e justificativas para não assumirem suas verdades e mudarem o comportamento; construirão um enorme drama colocando-se como vítimas da situação; fabricarão mentiras e ilusões acerca de si mesmas para não assumirem aquilo que são verdadeiramente, e que porventura esteja lhe desagradando.

Por que é tão difícil assumir o que se é? Por que é tão difícil assumir a verdade? Por que por vezes não conseguimos ficar com o que é possível? A gente fantasia tanto que corre o risco de acabar construindo a vida alicerçada na ilusão, e é por isso que muitas vezes Deus não consegue mudar nossa vida, pois “Deus é o construtor que só faz uma obra quando esta tem por alicerce a verdade, ou seja, Ele nada edifica sobre a mentira. Enquanto não assumimos nossa verdade e nossa vida como está, Ele não transformará nossa história”.

Deus faz o milagre com aquilo que temos e somos, Deus vai agir em sua vida na condição que ela está, por pior que esteja.
Acredite! não permita que a esperança se ausente do seu coração. Acredite! Tem jeito, sempre tem… Assuma o possível de sua vida, aquilo que dá para você ser e fazer, não queira ser o que você ainda não pode, tenha a humildade de começar pequeno, de aprender com os erros e principalmente, de aceitar correções.

Não podemos também alimentar a ilusão no coração de outros, prometendo a elas o que pode vir a não se realizar, precisamos trabalhar com a verdade, com o possível, com esperança sim, mas com o possível… 

Qual é o seu possível hoje? Pode ser que você não seja tão virtuoso como aquela determinada pessoa, pode ser que você não tenha o que gostaria de ter, mesmo assim, lute com o seu possível, com aquilo que você tem, mesmo em meio a sua dor, suas perdas, incapacidades, com sua verdade, invista naquilo que você é, não alimente ilusões, pois somente a partir do que você é, é que poderá ser melhor…

Entregue a Deus o seu pouco, seu esforço, sua fraqueza, e tenha certeza que Ele tudo transformará, pois fiel é aquele que nos diz: “A verdade vos libertará…”
Retirado de Catequese Católica

terça-feira, 8 de julho de 2014

Dinâmica: Perdão e Gratidão


Objetivo: 
Estimular a reflexão e a oração, a partir do instante em que se reconhece o sacrifício de Jesus por nós.

Materiais:
01 vela em um castiçal
01 crucifixo

Como fazer:
Quando desenvolvemos essa dinâmica nossas crianças já tinham vivido a Páscoa e já tínhamos conversado sobre a importância dela. Pedi que as crianças pensassem em silêncio o que gostariam de pedir perdão a Jesus, olhando-O na cruz, diante de tamanha dor e sacrifício para nos salvar. Fizemos uma reflexão em torno do que a cruz representa para nós e como o gesto de se entregar por amor é único e vem de um Deus que verdadeiramente ama os seus filhos.

Ao olharmos a vela acesa, iriamos pensar nas infinitas coisas que temos a agradecer a Jesus por sua ressurreição e por nossa libertação. Resgatamos mais um vez o sentido da Páscoa e partilhamos a importância da mesma.

Na prática, depois de prepararmos as crianças, pedimos que fosse passando a cruz e a vela. Ao olhar para a cruz, cada catequizando deveria pedir perdão por algo que ofendeu a Deus e ao próximo. Ao segurar a vela, todos deveriam agradecer a Jesus.

A dinâmica foi muito interessante, as crianças não se envergonharam de falar. Pedir perdão, sinceramente, valorizando o sacrifício da Paixão. Alegrar-se, rejubilar-se, ao olhar a chama da luz, que nos lembra Cristo, luz do mundo.

Alguns cuidados: Acho que poderia ser melhor se todos estivessem sentados no chão. A vela pode ser menor, daquelas que são bem pequenas, assim seria mais seguro.

Ao final, pode-se cantar um cântico como: Deixa a luz do céu entrar...

Forte abraço,
Clécia

Catedral de AACHEN (Aquisgrão): “nossa conversação está no Céu”


O que dizer dessa catedral?

O melhor comentário é: Oh!

O que significa esse oh!?

Significa: Oh!, preciosidade! Oh!, tesouro!

Oh!, símbolo de alguma coisa que eleva minha alma para os mais altos píncaros!

Oh!, catedral!

Analisando-a, parece ela um amontoado de torres, de capelas e de cúpulas, colocadas mais ou menos sem reflexão.

Mas de seu conjunto se desprende uma tal harmonia, que fico verdadeiramente maravilhado!

Harmonia que tem isto de curioso: tudo aponta para cima. Dir-se-ia que a catedral exclama: "Conversatio nostra in cœlo est" (Nossa conversação está no Céu).

Aponta para cima a torre, como que erguendo os braços a Deus.

Aponta para cima a cúpula, que, não satisfeita de se elevar com toda sua massa rumo ao alto, ainda ostenta uma cupulazinha, que é uma espécie de tentativa de alcançar com a ponta do dedo aquilo que a palma da mão não consegue tocar.

Aponta para cima a forma ogival das janelas que estão encrustradas na torre, e cuja extremidade parece refletir a tendência para subir, para subir...

Cada um dos torreõezinhos embaixo lembra-me aquelas palavras da Missa:  

"Sursum corda! Habemus ad Dominum" (Elevai vossos corações ao alto. A resposta é: "Nós os temos voltados para o Senhor").

Veja vídeo
Vídeo:
a catedral imperial
de Carlos Magno

Todo O conjunto é um imenso, um maravilhoso sursum corda!

* * *

Entretanto, como pode uma pessoa, hoje em dia, possuir uma alma tão dura ou tão vil, que não se comova e não se entusiasme olhando essa catedral?

Imaginemos que se interrompesse uma novela pornográfica de televisão para se exibir, de repente, um filme sobre essa catedral.

Não haveria uma série de pessoas que ficariam com mau humor? E que prefeririam a pornografia a isso?

Que alma é essa de alguém rejeitante de tal maravilha, e que prefere a pornografia?

Entretanto, a alma humana foi criada para tais elevações e tal dignidade.

E que o primeiro movimento de uma alma visando ausentar-se desses panoramas já a coloca à beira do abismo em que cairá!


(Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 22 de fevereiro de 1986. Sem revisão do autor.)
Retirado de Catedrais Medievais.