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terça-feira, 10 de abril de 2012
sábado, 24 de março de 2012
Mensagem de Fátima atrai cada vez mais
Mensagem de Fátima atrai cada vez mais
30/1/2012
Abel de Oliveira Campos
Fotos: Pedro de Alcântara
A coordenadoria de campanhas da Associação Devotos de Fátima (ADF), em coalizão com a Liga do Santo Rosário, promoveu com grande sucesso, entre 23 de outubro e 27 de novembro, dia em que se comemora a festa de Nossa Senhora das Graças, uma tournée de conferências pelo interior dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
As palestras, proferidas pelo coordenador das campanhas, Marcos Luiz Garcia, tiveram como tema central uma análise dos acontecimentos atuais do ponto de vista religioso, político-social e cultural sob o prisma do cumprimento paulatino da Mensagem de Fátima. Esta Mensagem previu o rolar do mundo, caso este não fizesse penitência e oração, para os abismos da corrupção moral, até chegar a um domínio geraneralizado do comunismo como castigo para a humanidade.
O enorme interesse despertado por essas conferências confirmou o crescimento do conservadorismo católico no Brasil, constituído em geral pelos que estão sendo “agredidos pela realidade”. As pessoas sentem-se ansiosas por um esclarecimento a respeito do caos que as envolve. E quando se deparam com o conteúdo da Mensagem de Fátima, compreendem seu alcance para a explicação dos acontecimentos religiosos, políticos e sociais que têm diante de si.
* * *
Nessa tournée, Marcos Garcia visitou mais de 20 cidades, percorrendo cerca de oito mil quilômetros. Além das palestras, ele entrou em contato com grupos e famílias de aderentes de ambas campanhas.
Merece especial destaque a calorosa recepção à Imagem Peregrina promovida pelo Padre Cesarino Pietra Maffi, pároco do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em São José do Rio Preto (SP). Os fieis de sua paróquia se revezaram em vigília diante da imagem durante toda a noite de 26 para 27 de novembro.
Com relação aos contatos mantidos, o coordenador constatou em vários lugares uma crescente apetência pela volta do rito tridentina da Santa Missa. Torna-se cada vez mais evidente, em diversos locais do Brasil, o surto de um conservadorismo desejoso de uma espiritualidade mais profunda e recolhida, mais sobrenatural. Aspectos esses que a Missa tridentina oferece de forma ideal, com seu ritual solene e elevado, seus cânticos gregorianos, os fiéis usando trajes recatados, condizentes com o respeito devido ao lugar sagrado, e outros aspectos mais que favorecem a piedade e a recepção dos sacramentos.
Aspecto marcante nesses contatos foi constatar a procura das pessoas por uma explicação que as faça compreender como chegamos à crise moral e religiosa que assola o País e o mundo inteiro. Diante da Mensagem de Fátima, elas sentem verdadeira alegria por verem que essa crise já havia sido prevista por Nossa Senhora, bem como o triunfo futuro da Igreja e da civilização cristã. Tal constatação configura a situação ideal para a compreensão, em todo seu aspecto profético, da Mensagem de Fátima, evidenciando sua plena atualidade.
* * *
Em Lavras (MG), por iniciativa dos professores João José Marques e Geovanni Németh-Torres, a palestra foi realizada na própria Matriz de Santana. O interesse dos ouvintes e a acolhida dispensada foram edificantes.
Os vereadores João Batista Magalhães e José Elias de Moraes introduzem a Imagem Peregrina na Câmara Municipal de Olímpia
O mesmo ocorreu em Cardoso Moreira (RJ), no salão da escola da Igreja do Imaculado Coração de Maria, com a presença do Revmo. Padre David Francisquini e da elite religiosa dos seus fiéis.
Na cidade de Montes Claros (MG), sob a coordenação dos participantes locais da ADF e da Liga do Santo Rosário, os Srs. Paulo Roberto Gonçalves e Waldomiro Gualberto da Silva, a palestra realizou-se no Hotel Nobre. E na cidade de Teófilo Otoni (MG), no Hotel Real, por iniciativa da família da Sra. Maria Eugênia Fiuza, ativista local da ADF e da Liga do Santo Rosário.
Em Olímpia (SP), a palestra realizou-se no auditório da Câmara Municipal, pelo empenho do Sr. Valdemar Pinhata, tendo os vereadores João Batista Magalhães e José Elias de Morais marcado sua presença. Compareceram cerca de 230 pessoas.
* * *
Marcos Garcia, nessa mesma tournée, teve conhecimento de uma insigne graça, alcançada através de uma imagem que peregrina de casa em casa nesta cidade do oeste paulista, graça esta que — ressalvado um pronunciamento oficial, que só à Igreja cabe fazer — pode ser considerada verdadeiro milagre e que vale a pena levar ao conhecimento dos leitores de Catolicismo.
Ana Luiza Caponegri
Trata-se do caso da menina Ana Luiza, filha do casal Luís Henrique e Sandra Caponegri. Aos quatro anos de idade, essa menina foi acometida de uma doença estranha que nenhum médico conseguia diagnosticar.
O quadro foi-se agravando e a criança entrou em franco processo de definhamento e deformação física, com uma paralisia progressiva tomando conta de seus membros inferiores. Ela já não conseguia nem andar, apenas arrastar-se pelo chão. Tudo fazia temer sua morte.
Submetida por vários médicos de reconhecida competência a uma série de exames segundo as mais modernas técnicas, nenhum deles conseguiu definir a doença. A única coisa que conseguiram foi constatar, por um dos exames, a presença de pequenos pontos estranhos junto à sua coluna vertebral.
Certo dia, literalmente arrastando-se até uma imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima que visita as famílias, Ana Luiza, na inocência de seus quatro anos, implorou à Virgem Santíssima que a curasse. Sua fé de batizada inocente alcançou-lhe a graça pedida.
Poucos dias depois, apareceram nas costas da menina pontos protuberantes. Em seguida, vermes começaram a ser expelidos por toda a superfície lombar. E assim ela ficou livre dessa misteriosa doença. Ana Luiza foi retomando a saúde e hoje está inteiramente sã.
A família dispõe de todos os exames realizados, os quais comprovam a misteriosa doença, bem como a cura alcançada através de uma ajuda sobrenatural.
Veja:
Revista Catolicismo
Fonte: Fundadores
30/1/2012
Abel de Oliveira Campos
Fotos: Pedro de Alcântara
A coordenadoria de campanhas da Associação Devotos de Fátima (ADF), em coalizão com a Liga do Santo Rosário, promoveu com grande sucesso, entre 23 de outubro e 27 de novembro, dia em que se comemora a festa de Nossa Senhora das Graças, uma tournée de conferências pelo interior dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
As palestras, proferidas pelo coordenador das campanhas, Marcos Luiz Garcia, tiveram como tema central uma análise dos acontecimentos atuais do ponto de vista religioso, político-social e cultural sob o prisma do cumprimento paulatino da Mensagem de Fátima. Esta Mensagem previu o rolar do mundo, caso este não fizesse penitência e oração, para os abismos da corrupção moral, até chegar a um domínio geraneralizado do comunismo como castigo para a humanidade.
O enorme interesse despertado por essas conferências confirmou o crescimento do conservadorismo católico no Brasil, constituído em geral pelos que estão sendo “agredidos pela realidade”. As pessoas sentem-se ansiosas por um esclarecimento a respeito do caos que as envolve. E quando se deparam com o conteúdo da Mensagem de Fátima, compreendem seu alcance para a explicação dos acontecimentos religiosos, políticos e sociais que têm diante de si.
* * *
Nessa tournée, Marcos Garcia visitou mais de 20 cidades, percorrendo cerca de oito mil quilômetros. Além das palestras, ele entrou em contato com grupos e famílias de aderentes de ambas campanhas.
Merece especial destaque a calorosa recepção à Imagem Peregrina promovida pelo Padre Cesarino Pietra Maffi, pároco do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em São José do Rio Preto (SP). Os fieis de sua paróquia se revezaram em vigília diante da imagem durante toda a noite de 26 para 27 de novembro.
Com relação aos contatos mantidos, o coordenador constatou em vários lugares uma crescente apetência pela volta do rito tridentina da Santa Missa. Torna-se cada vez mais evidente, em diversos locais do Brasil, o surto de um conservadorismo desejoso de uma espiritualidade mais profunda e recolhida, mais sobrenatural. Aspectos esses que a Missa tridentina oferece de forma ideal, com seu ritual solene e elevado, seus cânticos gregorianos, os fiéis usando trajes recatados, condizentes com o respeito devido ao lugar sagrado, e outros aspectos mais que favorecem a piedade e a recepção dos sacramentos.
Aspecto marcante nesses contatos foi constatar a procura das pessoas por uma explicação que as faça compreender como chegamos à crise moral e religiosa que assola o País e o mundo inteiro. Diante da Mensagem de Fátima, elas sentem verdadeira alegria por verem que essa crise já havia sido prevista por Nossa Senhora, bem como o triunfo futuro da Igreja e da civilização cristã. Tal constatação configura a situação ideal para a compreensão, em todo seu aspecto profético, da Mensagem de Fátima, evidenciando sua plena atualidade.
* * *
Em Lavras (MG), por iniciativa dos professores João José Marques e Geovanni Németh-Torres, a palestra foi realizada na própria Matriz de Santana. O interesse dos ouvintes e a acolhida dispensada foram edificantes.
Os vereadores João Batista Magalhães e José Elias de Moraes introduzem a Imagem Peregrina na Câmara Municipal de Olímpia
O mesmo ocorreu em Cardoso Moreira (RJ), no salão da escola da Igreja do Imaculado Coração de Maria, com a presença do Revmo. Padre David Francisquini e da elite religiosa dos seus fiéis.
Na cidade de Montes Claros (MG), sob a coordenação dos participantes locais da ADF e da Liga do Santo Rosário, os Srs. Paulo Roberto Gonçalves e Waldomiro Gualberto da Silva, a palestra realizou-se no Hotel Nobre. E na cidade de Teófilo Otoni (MG), no Hotel Real, por iniciativa da família da Sra. Maria Eugênia Fiuza, ativista local da ADF e da Liga do Santo Rosário.
Em Olímpia (SP), a palestra realizou-se no auditório da Câmara Municipal, pelo empenho do Sr. Valdemar Pinhata, tendo os vereadores João Batista Magalhães e José Elias de Morais marcado sua presença. Compareceram cerca de 230 pessoas.
* * *
Marcos Garcia, nessa mesma tournée, teve conhecimento de uma insigne graça, alcançada através de uma imagem que peregrina de casa em casa nesta cidade do oeste paulista, graça esta que — ressalvado um pronunciamento oficial, que só à Igreja cabe fazer — pode ser considerada verdadeiro milagre e que vale a pena levar ao conhecimento dos leitores de Catolicismo.
Ana Luiza Caponegri
Trata-se do caso da menina Ana Luiza, filha do casal Luís Henrique e Sandra Caponegri. Aos quatro anos de idade, essa menina foi acometida de uma doença estranha que nenhum médico conseguia diagnosticar.
O quadro foi-se agravando e a criança entrou em franco processo de definhamento e deformação física, com uma paralisia progressiva tomando conta de seus membros inferiores. Ela já não conseguia nem andar, apenas arrastar-se pelo chão. Tudo fazia temer sua morte.
Submetida por vários médicos de reconhecida competência a uma série de exames segundo as mais modernas técnicas, nenhum deles conseguiu definir a doença. A única coisa que conseguiram foi constatar, por um dos exames, a presença de pequenos pontos estranhos junto à sua coluna vertebral.
Certo dia, literalmente arrastando-se até uma imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima que visita as famílias, Ana Luiza, na inocência de seus quatro anos, implorou à Virgem Santíssima que a curasse. Sua fé de batizada inocente alcançou-lhe a graça pedida.
Poucos dias depois, apareceram nas costas da menina pontos protuberantes. Em seguida, vermes começaram a ser expelidos por toda a superfície lombar. E assim ela ficou livre dessa misteriosa doença. Ana Luiza foi retomando a saúde e hoje está inteiramente sã.
A família dispõe de todos os exames realizados, os quais comprovam a misteriosa doença, bem como a cura alcançada através de uma ajuda sobrenatural.
Veja:
Revista Catolicismo
Fonte: Fundadores
sexta-feira, 2 de março de 2012
Oração ajuda na cura de doenças graves
Oração ajuda na cura de doenças graves
Fonte: Lista Exsurge Domini
Autor: O Globo
Transmissão: Vicente Gargiulo- 19/Set/2009
http://oglobo.globo.com/diariosp/sextosentido/posts/2009/09/16/estudos-mostram-que-oracao-ajuda-na-cura-de-doencas-graves-223558.asp
Estudos mostram que oração ajuda na cura de doenças graves
A influência da fé na cura das mais diversas doenças é uma realidade entre médicos de todo mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, há mais de 10 anos exige-se que todos os programas de residência para psiquiatras incluam no currículo questões religiosas e espirituais. No Brasil, embora a questão ainda seja tratada com cautela, muitos médicos já admitem ter testemunhado casos impressionantes que a ciência não tinha como explicar.
Segundo revela o Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick, estudos científicos em torno da cura pela fé começaram com o médico americano Harold Koenig . Ele e sua equipe concluíram que, ao rezar, pacientes religiosos controlam indiretamente suas doenças. 'Acreditam que não estão sozinhos na batalha e que Deus está cuidando pessoalmente deles. Isso os protege do isolamento psicológico que domina a maioria dos doentes.
Em um estudo com 455 idosos internados, Koenig observou que a média de internação dos que frequentavam a igreja mais de uma vez por semana era quatro dias. Já os que iam raramente ou nunca chegavam a passar até 12 dias hospitalizados.
Outra pesquisa, feita pela Faculdade de Medicina de Dartinouth, revelou que a probabilidade de pacientes cardíacos morrerem após a cirurgia era 14 vezes maior entre os que não participavam de atividades religiosas. Em seis meses, 21 morreram. Já todos os 37 que se declararam extremamente religiosos tiveram alta.
O médico Herbert Benson, da Faculdade de Medicina de Harvard, afirma que o estresse é responsável por pelo menos 60% das doenças que atingem o homem moderno. Além disso, faz o organismo produzir o agente inflamatório interleucina-6, que está associado a infecções crônicas, diabetes, câncer e doenças cardiovasculares.
Segundo o médico, ao rezar ou meditar seguidas vezes, o paciente atinge um estado de relaxamento capaz de reduzir o impacto dos hormônios no organismo. A oração continuada desacelera os batimentos cardíacos, o ritmo de respiração, baixa a pressão sanguinea e reduz a velocidade das ondas cerebrais, melhorando a condição física. Ele comprovou que pessoas que raramente iam à igreja tinham altos níveis de interleucina-6 no sangue, enquanto nos frequentadores assíduos esses índices eram significativamente mais baixos.
Fonte: Exsurge Domini
Fonte: Lista Exsurge Domini
Autor: O Globo
Transmissão: Vicente Gargiulo- 19/Set/2009
http://oglobo.globo.com/diariosp/sextosentido/posts/2009/09/16/estudos-mostram-que-oracao-ajuda-na-cura-de-doencas-graves-223558.asp
Estudos mostram que oração ajuda na cura de doenças graves
A influência da fé na cura das mais diversas doenças é uma realidade entre médicos de todo mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, há mais de 10 anos exige-se que todos os programas de residência para psiquiatras incluam no currículo questões religiosas e espirituais. No Brasil, embora a questão ainda seja tratada com cautela, muitos médicos já admitem ter testemunhado casos impressionantes que a ciência não tinha como explicar.
Segundo revela o Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick, estudos científicos em torno da cura pela fé começaram com o médico americano Harold Koenig . Ele e sua equipe concluíram que, ao rezar, pacientes religiosos controlam indiretamente suas doenças. 'Acreditam que não estão sozinhos na batalha e que Deus está cuidando pessoalmente deles. Isso os protege do isolamento psicológico que domina a maioria dos doentes.
Em um estudo com 455 idosos internados, Koenig observou que a média de internação dos que frequentavam a igreja mais de uma vez por semana era quatro dias. Já os que iam raramente ou nunca chegavam a passar até 12 dias hospitalizados.
Outra pesquisa, feita pela Faculdade de Medicina de Dartinouth, revelou que a probabilidade de pacientes cardíacos morrerem após a cirurgia era 14 vezes maior entre os que não participavam de atividades religiosas. Em seis meses, 21 morreram. Já todos os 37 que se declararam extremamente religiosos tiveram alta.
O médico Herbert Benson, da Faculdade de Medicina de Harvard, afirma que o estresse é responsável por pelo menos 60% das doenças que atingem o homem moderno. Além disso, faz o organismo produzir o agente inflamatório interleucina-6, que está associado a infecções crônicas, diabetes, câncer e doenças cardiovasculares.
Segundo o médico, ao rezar ou meditar seguidas vezes, o paciente atinge um estado de relaxamento capaz de reduzir o impacto dos hormônios no organismo. A oração continuada desacelera os batimentos cardíacos, o ritmo de respiração, baixa a pressão sanguinea e reduz a velocidade das ondas cerebrais, melhorando a condição física. Ele comprovou que pessoas que raramente iam à igreja tinham altos níveis de interleucina-6 no sangue, enquanto nos frequentadores assíduos esses índices eram significativamente mais baixos.
Fonte: Exsurge Domini
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Testemunho de Eliane: A Cura do Câncer
Testemunho de Eliane: A Cura do Câncer
Testemunho cedido gentilmente por Eliane ao site Exsurge Domini
Gostaria muito que vocês lessem meu testemunho sobre a Intercessão de Nossa Senhora das Graças
Obrigada
Vou descrever aqui um sonho lindo que eu e meu filho tivemos.
No dia 24 de Outubro de 2001 eu passei por uma complicada cirurgia para a retirada de nódulos, nódulos estes que eram malignos ductal invasivo grau III, em metástases.Para os médicos oncologistas este é o tipo de câncer “piorzinho” que existe, o médico que me operou chegou a falar que eu teria uns 2 meses de vida... mas para Deus nada é impossível.
Logo na primeira semana em que eu passei pela cirurgia meu filho Leandro havia feito a primeira Eucaristia, ele ganhou um rosário lindo, pequenino, especial para crianças.
Durante a noite eu tive um sonho lindo: Sonhei que eu estava na cama e quando eu olhei lá estava Nossa Senhora das Graças,
linda, com o manto azul ao pé da minha cama e Ela estava com os braços estendidos em minha direção e Luzes claras vinham em minha direção.
Lembro que eu a Vi tão linda e eu perguntei para Ela: Nossa Senhora, eu vou sarar? Mas Ela nada me respondeu.
Apenas me enviava Luzes e me olhava. Ela estava tão linda.
Acordei, sabe quando a gente acorda e fica sem saber se foi um sonho ou uma visão de tão real, pois eu estava assim, quando levantei e fui até a cozinha,eu ia começar a contar meu sonho para minha mãe e nisto chegou o meu filho,aquele que tinha feito a Primeira Eucaristia e tinha recebido aquele rosário lindo, antes que eu começasse a contar meu sonho ele disse: Mãe…tive um sonho tão lindo e ele começou a contar.
Ele sonhou que estava na sala segurando o rosário e que o rosário se transformou em um coração e que este coração brilhava muito, ele disse que se levantou da sala e chegou até o meu quarto para me mostrar o rosário, e que quando chegou lá no meu quarto, ele viu Nossa Senhora e disse que Ela estava aos pés da minha cama e que me enviava luzes, meu filho disse ainda que ele sentou-se na cama e que segurou no manto de Nossa Senhora e que era um tecido azul, diferente de todos.
Meu filho Leandro disse que ele escutou eu perguntando para Nossa Senhora se eu ia sarar, e que Nossa Senhora fez o meu filho prestar atenção no que Ela ia responder, pois ele que iria me falar.
Nossa Senhora respondeu que assim que eu tirasse os pontos e o dreno eu ia ficar boa. E Ela ainda pediu para me falar que Ela visitava a gente todos os dias às 3 horas da tarde...e só para entender...todos os dias às 3 horas a gente rezava 1 terço.
Este foi o sonho que meu filho teve.
Creio que vocês perceberam que o mesmo sonho que eu tive meu filho Leandrotambém teve, na mesma noite. A única diferença é que eu apenas pude ver Nossa Senhora, já meu filho pode escutar sua palavras.
Ela usou meu filho para me passar a mensagem.
Este testemunho é verdadeiro, fato acontecido comigo e com meu filho Leandro em Outubro de 2001.
Sou devota de Nossa Senhora das Graças. Se hoje eu estou aqui viva e podendo dar este testemunho é graças a intercessão desta adorável Mãezinha que nos protege em todos momentos de nossas vidas.
Fiquem com Deus.
Eliane
Fonte: Exsurge Domini
Testemunho cedido gentilmente por Eliane ao site Exsurge Domini
Gostaria muito que vocês lessem meu testemunho sobre a Intercessão de Nossa Senhora das Graças
Obrigada
Vou descrever aqui um sonho lindo que eu e meu filho tivemos.
No dia 24 de Outubro de 2001 eu passei por uma complicada cirurgia para a retirada de nódulos, nódulos estes que eram malignos ductal invasivo grau III, em metástases.Para os médicos oncologistas este é o tipo de câncer “piorzinho” que existe, o médico que me operou chegou a falar que eu teria uns 2 meses de vida... mas para Deus nada é impossível.
Logo na primeira semana em que eu passei pela cirurgia meu filho Leandro havia feito a primeira Eucaristia, ele ganhou um rosário lindo, pequenino, especial para crianças.
Durante a noite eu tive um sonho lindo: Sonhei que eu estava na cama e quando eu olhei lá estava Nossa Senhora das Graças,
linda, com o manto azul ao pé da minha cama e Ela estava com os braços estendidos em minha direção e Luzes claras vinham em minha direção.
Lembro que eu a Vi tão linda e eu perguntei para Ela: Nossa Senhora, eu vou sarar? Mas Ela nada me respondeu.
Apenas me enviava Luzes e me olhava. Ela estava tão linda.
Acordei, sabe quando a gente acorda e fica sem saber se foi um sonho ou uma visão de tão real, pois eu estava assim, quando levantei e fui até a cozinha,eu ia começar a contar meu sonho para minha mãe e nisto chegou o meu filho,aquele que tinha feito a Primeira Eucaristia e tinha recebido aquele rosário lindo, antes que eu começasse a contar meu sonho ele disse: Mãe…tive um sonho tão lindo e ele começou a contar.
Ele sonhou que estava na sala segurando o rosário e que o rosário se transformou em um coração e que este coração brilhava muito, ele disse que se levantou da sala e chegou até o meu quarto para me mostrar o rosário, e que quando chegou lá no meu quarto, ele viu Nossa Senhora e disse que Ela estava aos pés da minha cama e que me enviava luzes, meu filho disse ainda que ele sentou-se na cama e que segurou no manto de Nossa Senhora e que era um tecido azul, diferente de todos.
Meu filho Leandro disse que ele escutou eu perguntando para Nossa Senhora se eu ia sarar, e que Nossa Senhora fez o meu filho prestar atenção no que Ela ia responder, pois ele que iria me falar.
Nossa Senhora respondeu que assim que eu tirasse os pontos e o dreno eu ia ficar boa. E Ela ainda pediu para me falar que Ela visitava a gente todos os dias às 3 horas da tarde...e só para entender...todos os dias às 3 horas a gente rezava 1 terço.
Este foi o sonho que meu filho teve.
Creio que vocês perceberam que o mesmo sonho que eu tive meu filho Leandrotambém teve, na mesma noite. A única diferença é que eu apenas pude ver Nossa Senhora, já meu filho pode escutar sua palavras.
Ela usou meu filho para me passar a mensagem.
Este testemunho é verdadeiro, fato acontecido comigo e com meu filho Leandro em Outubro de 2001.
Sou devota de Nossa Senhora das Graças. Se hoje eu estou aqui viva e podendo dar este testemunho é graças a intercessão desta adorável Mãezinha que nos protege em todos momentos de nossas vidas.
Fiquem com Deus.
Eliane
Fonte: Exsurge Domini
domingo, 5 de fevereiro de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Embaixador assegura que seu filho se salvou por intercessão de São Padre Pio
Embaixador assegura que seu filho se salvou por intercessão de São Padre Pio
23.09.2011 - Fernando Sánchez Campos, Embaixador da Costa Rica ante a Santa Sé, assegurou que São Pio de Pieltrecina, cuja festa a Igreja Católica celebra hoje, ajudou a salvar seu filho da morte quando os médicos lhe davam poucos dias de vida.
Em uma entrevista concedida em Roma, o Embaixador Campos explicou ao grupo ACI que o Padre Pio intercedeu ante Deus para que seu bebê Fernando Felipe fosse curado. "Estou muito seguro que foi um milagre por intercessão do Padre Pio", afirma o diplomata.
Em 2007, a esposa do diplomata, Milagro, apresentou complicações em sua gravidez e o coração de seu filho pulsava muito rápido. Os esposos se dirigiram à paróquia mais próxima, onde o Padre Gabriel Corrales –na presença de uma imagem de São Pio de Pieltrecina– abençoou o ventre da grávida.
Fernando Felipe nasceu com uma enfermidade subitamente mortal em adultos e com escassa esperança de vida em recém-nascidos, caracterizada por taquicardias muito severas. O menino não melhorava e recebeu até cinco choques elétricos, um tratamento pré-natal e remédios depois do parto. "Foram-se esgotando os métodos de cura e o menino não respondia".
Fernando Felipe foi internado na unidade de cuidados intensivos e na noite de 23 de setembro, coincidindo com a festa de São Pio de Pieltrecina, recebeu a visita do Padre Corrales, quem levou uma relíquia do Padre Pio, que eram umas gazes ensangüentadas por seus estigmas.
O embaixador se uniu em oração ao sacerdote, quem –sem sabê-lo– superou todos os controles de segurança do hospital sem receber oposição alguma. "Não entendo como entrou à meia-noite no hospital, e tampouco sei como entrou em cuidados intensivos, é preciso uma permissão especial, e entendo ainda menos como ele chegou até os recém-nascidos", explicou.
Pouco depois o menino se estabilizou para surpresa dos médicos.
Campos afirma que "imediatamente minutos depois da oração, o registro dos batimentos do coração dava resultados absolutamente normais. E além disso, o mais incrível, é que tinha que estar em tratamento por seis meses, e este se suspendeu porque não era necessário, ele ficou absolutamente sem seqüela alguma".
Ao saber da história, o Santo Padre quis conhecer menino do milagre. Durante o encontro, Fernando Felipe não se separou da batina do Pontífice, "subiu ao trono do Papa quem riu muito com ele. E o mais lindo é que ao final, quando saímos todos, o menino voltou para o lugar do Papa e se despediu dele", explica Campos.
Atualmente Fernando Felipe tem 3 anos, e uma irmãzinha que em homenagem à cura se chama María Pia.
Fonte: ACI
Retirado de Dicionário da Fé
23.09.2011 - Fernando Sánchez Campos, Embaixador da Costa Rica ante a Santa Sé, assegurou que São Pio de Pieltrecina, cuja festa a Igreja Católica celebra hoje, ajudou a salvar seu filho da morte quando os médicos lhe davam poucos dias de vida.
Em uma entrevista concedida em Roma, o Embaixador Campos explicou ao grupo ACI que o Padre Pio intercedeu ante Deus para que seu bebê Fernando Felipe fosse curado. "Estou muito seguro que foi um milagre por intercessão do Padre Pio", afirma o diplomata.
Em 2007, a esposa do diplomata, Milagro, apresentou complicações em sua gravidez e o coração de seu filho pulsava muito rápido. Os esposos se dirigiram à paróquia mais próxima, onde o Padre Gabriel Corrales –na presença de uma imagem de São Pio de Pieltrecina– abençoou o ventre da grávida.
Fernando Felipe nasceu com uma enfermidade subitamente mortal em adultos e com escassa esperança de vida em recém-nascidos, caracterizada por taquicardias muito severas. O menino não melhorava e recebeu até cinco choques elétricos, um tratamento pré-natal e remédios depois do parto. "Foram-se esgotando os métodos de cura e o menino não respondia".
Fernando Felipe foi internado na unidade de cuidados intensivos e na noite de 23 de setembro, coincidindo com a festa de São Pio de Pieltrecina, recebeu a visita do Padre Corrales, quem levou uma relíquia do Padre Pio, que eram umas gazes ensangüentadas por seus estigmas.
O embaixador se uniu em oração ao sacerdote, quem –sem sabê-lo– superou todos os controles de segurança do hospital sem receber oposição alguma. "Não entendo como entrou à meia-noite no hospital, e tampouco sei como entrou em cuidados intensivos, é preciso uma permissão especial, e entendo ainda menos como ele chegou até os recém-nascidos", explicou.
Pouco depois o menino se estabilizou para surpresa dos médicos.
Campos afirma que "imediatamente minutos depois da oração, o registro dos batimentos do coração dava resultados absolutamente normais. E além disso, o mais incrível, é que tinha que estar em tratamento por seis meses, e este se suspendeu porque não era necessário, ele ficou absolutamente sem seqüela alguma".
Ao saber da história, o Santo Padre quis conhecer menino do milagre. Durante o encontro, Fernando Felipe não se separou da batina do Pontífice, "subiu ao trono do Papa quem riu muito com ele. E o mais lindo é que ao final, quando saímos todos, o menino voltou para o lugar do Papa e se despediu dele", explica Campos.
Atualmente Fernando Felipe tem 3 anos, e uma irmãzinha que em homenagem à cura se chama María Pia.
Fonte: ACI
Retirado de Dicionário da Fé
Aparições de Fátima
Aparições de Fátima
Cova da Iria no dia 13 de Outubro de 1917 -
O jornal "O Século" publica um artigo de Avelino de Almeida, onde este descreve o que presenciou.
COISAS ESPANTOSAS: O SOL BAILOU AO MEIO DIA!
As aparições da Virgem - Em que consistiu o sinal do céu - Muitos milhares de pessoas afirmam ter-se produzido um milagre: A guerra e a paz.
Lucia, de 10 anos; Francisco, de 9, e Jacinta, de 7, que na charneca de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourem, dizem ter falado com a Virgem Maria.
OUREM, 13 de Outubro
Ao saltar, após demorada viagem, pelas dezasseis horas de honrem, na estação de Chão de Maçãs, onde se apearam tambem pessoas religiosas vindas de longes terras para assistir ao "milagre", perguntei, de chofre, a um rapazote do "char-á-bancs" da carreira se já tinha visto a Senhora. Com seu sorriso sardoico e o olhar enviezado, não hesitou em responder-me:
- Eu cá só lá vi pedras, carros, automoveis, cavalgaduras e gente!
Por um facil equivoco, o trem que nos devia conduzir, a Judah Ruah e a mim, até à vila, não apareceu e decidimo-nos a calcoffiar corajosamente cêrca de duas leguas por não haver logar para nós na diligência e estarem, desde muito, afreguezadas as carriotas que aguardavam passageiros. Pelo caminho, topámos os primeiros ranchos que seguiam em direção ao local santo, distante mais de vinte kilometros bem medidos.
Homens e mulheres vão quasi todos descalços - elas com saquiteis à cabeça, sobrepujados pelas sapatorras; eles abordoando-se a grossos vara-paus e cautelosamente munidos tambem de guarda-chuva. Dir-se-hiam, em geral, alheados do que se passa à sua volta, n"um desinteresse grande da paizagem e dos outros viandantes, como que imersos em sonho, rezando n"uma triste melopeia o terço. Uma mulher rompe com a primeira parte da ave-maria, a saudação; os companheiros, em côro, continuam com a segunda parte, a suplica. N"um passo certo e cadenciado, pisam a estrada poeirenta, entre pinhaes e olivedos, para chegarem antes que se cerre a noite ao sitio da aparição, onde, sob o relento e a luz fria das estrelas, projetam dormir, guardando os primeiros Jogares junto da azinheira bemdita - para no dia de hoje verem melhor.
À entrada da vila, mulheres do povo a quem o meio já infêtou com o virus do céticismo, comentam, em tom de troça, o caso do dia:
- Então vaes vêr ámanhã a santa? - Eu, não. Se ela ainda cá viesse!
E riem-se com gosto, emquanto os devotos proseguem indiferentes a tudo o que não seja o objetivo da sua romagem. Em hourem só por uma amabilidade extrema se encontra aposentadoria. Durante a noite, reunem-se na praça da vila os mais variados veículos conduzindo crentes e curiosos sem que faltem velhas damas vestidas de escuro, vergadas já ao peso dos anos, mas faiscando-lhes nos olhos o lume ardente da fé que as animou ao ato corajoso de abandonar por um dia o inseparavel cantinho da sua casa. Ao romper d"alva, novos ranchos surgem intrépidos e atravessam, sem pararem um instante, o povoado, cujo silencio quebram com a harmonia dos canticos que vozes femininas, muito armadas, entoam n"um violento contraste com a rudeza dos tipos...
O sol nasce, mas o cariz do céu ameaça tormenta. As nuvens negras acastelam-se precisamente sobre as bandas de Fátima. Nada, todavia, detem os que por todos os caminhos e servindo-se de todos os meios de locomoção para lá confluem. Os automoveis luxuosos deslisam vertiginosamente, tocando as buzinas; os carros de bois arrastam-se com vagar a um lado da estrada; as galeras, as vitorias, os caleches fechados, as carroças nas quaes se improvisaram assentos vão ajoujados a mais não poderem. Quasi todos levam com os farneis, mais ou menos modestos, para as bocas cristãs a ração de folhelho para os irracionaes que o "poverelo" de Assis chamava nossos irmãos e que cumprem valorosamente a sua tarefa... Tilinta uma ou outra guiseira, vê-se uma carrocinha adornada de buxo; no emtanto, o ar festivo é discreto, as maneiras são compostas e a ordem absoluta... Burrinhos choutam à margem da estrada e os ciclistas, numerosissimos, fazem prodígios para não esbarrar de encontro aos carros.
Pelas dez horas, o ceu tolda-se totalmente e não tardou que entrasse a chover a bom chover. As cordas de agua, batidas por um vento agreste, fustigam os rostos, encharcando o macadame e repassando até os ossos os caminhantes desprovidos de chapeus e de quaesquer outros resguardos. Mas ninguem se impaciente ou desiste de proseguir e, se alguns se abrigam sob a copa das arvores, junto dos muros das quintas ou nas distanciadas casas que se debruçam ao longo do caminho, outros continuam a marcha com uma impressionante resistencia, notando-se algumas senhoras cujos vestidos colados aos corpos, por efeito do impeto e da pertinácia da chuva, lhes desenham as fórmas como se tivessem saído do banho!
O ponto da charneca de Fátima, onde se disse que a Virgem aparecera aos pastorinhos do logarejo de Aljustrel, é dominado n"uma enorme extensão pela estrada que corre para Leiria, e ao longo da qual se postaram os veículos que lá conduziram os peregrinos e os mirones. Mais de cem automoveis alguem contou e mais de cem bicicletas, e seria impossível contar os diversos carros que atravancaram a estrada, um d"eles o auto-omnibus de Torres Novas, dentro do qual se irmanavam pessoas de todas as condições sociaes.
Mas o grosso dos romeiros, milhares de creaturas que foram de muitas leguas ao redor e a que se juntaram fieis idos de varias províncias, alemtejanos e algarvios, minhotos e beirões, congregam-se em tomo da pequenina azinheira que, no dizer dos pastorinhos, a visão escolhera para seu pedestal e que podia considerar-se como que o centro de um amplo circulo em cujo rebordo outros espectadores e outros devotos se acomodam. Visto da estrada, o conjunto é simplesmente fantástico. Os prudentes camponios, abarracados sob os chapeus enormes, acompanham, muitos d"eles, o desbaste dos parcos farneis com o conduto espiritual dos hinos sacros e das dezenas do rosario.
Não ha quem tema enterrar os pés na argila empapada, para ter a dita de ver de perto a azinheira sobre a qual ergueram um tosco portico em que bamboleiam duas lanternas... Altenam-se os grupos que cantam os louvores da Virgem, e uma lebre, espavorida, que galga matagal em fóra, apenas desvia as atenções de meia duzia de zagaletes que a alcançam e prostram à cacetada...
E os pastorinhos? Lucia, de 10 anos, a vidente, e os seus pequenos companheiros, Francisco, de 9, e Jacinta, de 7, ainda não chegaram. A sua presença assinala-se talvez meia hora antes da indicada como sendo a da aparição. Conduzem as rapariguinhas, coroadas de capelas de flôres, ao sitio em que se levanta o portico. A chuva cae incessantemente mas ninguem desespera. Carros com retardatários chegam à estrada. Grupos de freis ajoelham na lama e a Lucia pede-lhes, ordena que fechem os chapeus. Transmite-se a ordem, que é obedecida de pronto, sem a minima relutância. Ha gente, muita gente, como que em extase; gente comovida, em cujos labios secos a prece paralisou; gente pasmada, com as mãos postas e os olhos borbulhantes; gente que parece sentir, tocar o sobrenatural...
A criança afirma que a Senhora lhe falou mais uma vez, e o céu, ainda caliginoso, começa, de subito, a clarear no alto; a chuva pára e presente-se que o sol vae inundar de luz a paizagem que a manhã invernosa tomou ainda mais triste...
A hora antiga" é a que regula para esta multidão, que calculos desapaixonados de pessoas cultas e de todo o ponto alheias ás influencias misticas computam em trinta ou quarenta mil creaturas... A manifestação miraculosa, o sinal visivel anunciado está prestes a produzir-se - asseguram muitos romeiros... E assiste-se então a um espectáculo unico e inacreditavel para quem não foi testemunha d"ele. Do cimo da estrada, onde se aglomeram os carros e se conservam muitas centenas de pessoas, a quem escasseou valor para se meter à terra barrenta, vê-se toda a imensa multidão voltar-se para o sol, que se mostra liberto de nuvens, no zenit. O astro lembra uma placa de prata fosca e é possivel fitar-lhe o disco sem o minimo esforço. Não queima, não cega. Dir-se-hia estar-se realisando um eclipse. Mas eis que um alarido colossal se levanta, e aos espectadores que se encontram mais perto se ouve gritar:
- Milagre, milagre! Maravilha, maravilha!
Aos olhos deslumbrados d"aquele povo, cuja atitude nos transporta aos tempos biblicos e que, palido de assombro, com a cabeça descoberta, encara o azul, o sol tremeu, o sol teve nunca vistos movimentos bruscos fóra de todas as leis cosmicas - o sol «bailou», segundo a tipica expressão dos camponeses.. Empoleirado no estribo do auto-omnibus de Torres Novas, um ancião cuja estatura e cuja fisionomia, ao mesmo tempo doce e energica, lembram as de Paul Déroulède, recita, voltado para o sol, em voz clamorosa, de principio a fim, o Credo. Pergunte quem é e dizem-me ser o sr. João Maria Amado de Melo Ramalho da Cunha Vasconcelos.
Vejo-o depois dirigir-se aos que o rodeiam, e que se conservaram de chapeu na cabeça, suplicando-lhes, veementemente, que se descubram em face de tão extraordinária demonstração da existência de Deus. Cenas idênticas repetem-se n"outros pontos e uma senhora clama, banhada em aflitivo pranto e quasi n"uma sufocarão:
- Que lastima! Ainda ha homens que se não descobrem deante de tão estupendo milagre! E, a seguir, perguntam uns aos outros se viram e o que viram. O maior numero confessa que viu a tremura, o bailado do sol; outros, porém, declaram ter visto o rosto risonho da propria Virgem, juram que o sol girou sobre si mesmo como uma roda de fogo de artificio, que ele baixou quasi a ponto de queimar a terra com os seus raios... Ha quem diga que o viu mudar sucessivamente de côr... São perto de quinze horas.
O ceu está varrido de nuvens e o sol segue o seu curso com o esplendor habitual que ninguem se atreve a encarar de frente. E os pastorinhos? Lucia, a que fala com a Virgem, anuncia, com ademanes teatraes, ao colo de um homem, que a transporta de grupo em grupo, que a guerra terminára e que os nossos soldados iam regressar... Semelhante nova, todavia, não aumenta o jubilo de quem a escuta. O sinal celeste foi tudo. Ha uma intensa curiosidade em vêr as duas rapariguinhas com suas grinaldas de rosas, ha quem procure oscular as mãos das «santinhas», uma das quaes, a Jacinta, está mais para desmaiar do que para danças", mas aquilo por que todos anciavam - o sinal do ceu - bastou a satisfazel-os, a radical-os na sua fé de carvoeiro. Vendedores ambulantes oferecem os retratos das crianças em bilhetes postaes e outros bilhetes que representam um soldado do Corpo Expedicionario Portuguez "pensando no auxilio da sua protetora para salvação da Patria" e até uma imagem da Virgem como sendo a figura da visão...
Bom negocio foi esse e decerto mais centavos entraram na algibeira dos vendedores e no tronco das esmolas para os pastorinhos do que nas mãos estendidas e abertas dos leprosos e dos cegos que, acotevelando-se com os romeiros, atiravam aos ares seus gritos lancinantes...
O dispersar faz-se rapidamente, sem dificuldades, sem sombra de desordem, sem que fosse mister que o regulasse qualquer patrulha da guarda. Os peregrinos que mais depressa se retiram, correndo estrada fóra, são os que primeiro chegaram, a pé e descalços com os sapatos à cabeça ou dependurados nos varapaus. Vão, com a alma em lausperene, levar a boa nova aos logarejos que não se despovoaram de todo. E os padres? Alguns compareceram no local, sorridentes, enfileirando mais com os espectadores curiosos do que com os romeiros avidos de favores celestiaes. Talvez um ou outro não lograsse dissimular a satisfação que no semblante dos triunfadores tantas vezes se traduz...
Resta que os competentes digam de sua justiça sobre o macabro bailado do sol que hoje, em Fátima, fez explodir hossanas dos peitos dos fieis e deixou naturalmente impressionados - ao que me asseguraram sujeitos fidedignos os livres pensadores e outras pessoas sem preocupações de natureza religiosa que acorreram à já agora celebrada charneca.
Avelino de Almeida
Fonte: Site Montfort.
Publ.: "O Século", Lisboa (edição da manhã) 37 (l2.876)
15 Out. 1917, p. 1, cols. 6-7; p. 2, col. 1.
Fonte: Dicionário da Fé
Cova da Iria no dia 13 de Outubro de 1917 -
O jornal "O Século" publica um artigo de Avelino de Almeida, onde este descreve o que presenciou.
COISAS ESPANTOSAS: O SOL BAILOU AO MEIO DIA!
As aparições da Virgem - Em que consistiu o sinal do céu - Muitos milhares de pessoas afirmam ter-se produzido um milagre: A guerra e a paz.
Lucia, de 10 anos; Francisco, de 9, e Jacinta, de 7, que na charneca de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourem, dizem ter falado com a Virgem Maria.
OUREM, 13 de Outubro
Ao saltar, após demorada viagem, pelas dezasseis horas de honrem, na estação de Chão de Maçãs, onde se apearam tambem pessoas religiosas vindas de longes terras para assistir ao "milagre", perguntei, de chofre, a um rapazote do "char-á-bancs" da carreira se já tinha visto a Senhora. Com seu sorriso sardoico e o olhar enviezado, não hesitou em responder-me:
- Eu cá só lá vi pedras, carros, automoveis, cavalgaduras e gente!
Por um facil equivoco, o trem que nos devia conduzir, a Judah Ruah e a mim, até à vila, não apareceu e decidimo-nos a calcoffiar corajosamente cêrca de duas leguas por não haver logar para nós na diligência e estarem, desde muito, afreguezadas as carriotas que aguardavam passageiros. Pelo caminho, topámos os primeiros ranchos que seguiam em direção ao local santo, distante mais de vinte kilometros bem medidos.
Homens e mulheres vão quasi todos descalços - elas com saquiteis à cabeça, sobrepujados pelas sapatorras; eles abordoando-se a grossos vara-paus e cautelosamente munidos tambem de guarda-chuva. Dir-se-hiam, em geral, alheados do que se passa à sua volta, n"um desinteresse grande da paizagem e dos outros viandantes, como que imersos em sonho, rezando n"uma triste melopeia o terço. Uma mulher rompe com a primeira parte da ave-maria, a saudação; os companheiros, em côro, continuam com a segunda parte, a suplica. N"um passo certo e cadenciado, pisam a estrada poeirenta, entre pinhaes e olivedos, para chegarem antes que se cerre a noite ao sitio da aparição, onde, sob o relento e a luz fria das estrelas, projetam dormir, guardando os primeiros Jogares junto da azinheira bemdita - para no dia de hoje verem melhor.
À entrada da vila, mulheres do povo a quem o meio já infêtou com o virus do céticismo, comentam, em tom de troça, o caso do dia:
- Então vaes vêr ámanhã a santa? - Eu, não. Se ela ainda cá viesse!
E riem-se com gosto, emquanto os devotos proseguem indiferentes a tudo o que não seja o objetivo da sua romagem. Em hourem só por uma amabilidade extrema se encontra aposentadoria. Durante a noite, reunem-se na praça da vila os mais variados veículos conduzindo crentes e curiosos sem que faltem velhas damas vestidas de escuro, vergadas já ao peso dos anos, mas faiscando-lhes nos olhos o lume ardente da fé que as animou ao ato corajoso de abandonar por um dia o inseparavel cantinho da sua casa. Ao romper d"alva, novos ranchos surgem intrépidos e atravessam, sem pararem um instante, o povoado, cujo silencio quebram com a harmonia dos canticos que vozes femininas, muito armadas, entoam n"um violento contraste com a rudeza dos tipos...
O sol nasce, mas o cariz do céu ameaça tormenta. As nuvens negras acastelam-se precisamente sobre as bandas de Fátima. Nada, todavia, detem os que por todos os caminhos e servindo-se de todos os meios de locomoção para lá confluem. Os automoveis luxuosos deslisam vertiginosamente, tocando as buzinas; os carros de bois arrastam-se com vagar a um lado da estrada; as galeras, as vitorias, os caleches fechados, as carroças nas quaes se improvisaram assentos vão ajoujados a mais não poderem. Quasi todos levam com os farneis, mais ou menos modestos, para as bocas cristãs a ração de folhelho para os irracionaes que o "poverelo" de Assis chamava nossos irmãos e que cumprem valorosamente a sua tarefa... Tilinta uma ou outra guiseira, vê-se uma carrocinha adornada de buxo; no emtanto, o ar festivo é discreto, as maneiras são compostas e a ordem absoluta... Burrinhos choutam à margem da estrada e os ciclistas, numerosissimos, fazem prodígios para não esbarrar de encontro aos carros.
Pelas dez horas, o ceu tolda-se totalmente e não tardou que entrasse a chover a bom chover. As cordas de agua, batidas por um vento agreste, fustigam os rostos, encharcando o macadame e repassando até os ossos os caminhantes desprovidos de chapeus e de quaesquer outros resguardos. Mas ninguem se impaciente ou desiste de proseguir e, se alguns se abrigam sob a copa das arvores, junto dos muros das quintas ou nas distanciadas casas que se debruçam ao longo do caminho, outros continuam a marcha com uma impressionante resistencia, notando-se algumas senhoras cujos vestidos colados aos corpos, por efeito do impeto e da pertinácia da chuva, lhes desenham as fórmas como se tivessem saído do banho!
O ponto da charneca de Fátima, onde se disse que a Virgem aparecera aos pastorinhos do logarejo de Aljustrel, é dominado n"uma enorme extensão pela estrada que corre para Leiria, e ao longo da qual se postaram os veículos que lá conduziram os peregrinos e os mirones. Mais de cem automoveis alguem contou e mais de cem bicicletas, e seria impossível contar os diversos carros que atravancaram a estrada, um d"eles o auto-omnibus de Torres Novas, dentro do qual se irmanavam pessoas de todas as condições sociaes.
Mas o grosso dos romeiros, milhares de creaturas que foram de muitas leguas ao redor e a que se juntaram fieis idos de varias províncias, alemtejanos e algarvios, minhotos e beirões, congregam-se em tomo da pequenina azinheira que, no dizer dos pastorinhos, a visão escolhera para seu pedestal e que podia considerar-se como que o centro de um amplo circulo em cujo rebordo outros espectadores e outros devotos se acomodam. Visto da estrada, o conjunto é simplesmente fantástico. Os prudentes camponios, abarracados sob os chapeus enormes, acompanham, muitos d"eles, o desbaste dos parcos farneis com o conduto espiritual dos hinos sacros e das dezenas do rosario.
Não ha quem tema enterrar os pés na argila empapada, para ter a dita de ver de perto a azinheira sobre a qual ergueram um tosco portico em que bamboleiam duas lanternas... Altenam-se os grupos que cantam os louvores da Virgem, e uma lebre, espavorida, que galga matagal em fóra, apenas desvia as atenções de meia duzia de zagaletes que a alcançam e prostram à cacetada...
E os pastorinhos? Lucia, de 10 anos, a vidente, e os seus pequenos companheiros, Francisco, de 9, e Jacinta, de 7, ainda não chegaram. A sua presença assinala-se talvez meia hora antes da indicada como sendo a da aparição. Conduzem as rapariguinhas, coroadas de capelas de flôres, ao sitio em que se levanta o portico. A chuva cae incessantemente mas ninguem desespera. Carros com retardatários chegam à estrada. Grupos de freis ajoelham na lama e a Lucia pede-lhes, ordena que fechem os chapeus. Transmite-se a ordem, que é obedecida de pronto, sem a minima relutância. Ha gente, muita gente, como que em extase; gente comovida, em cujos labios secos a prece paralisou; gente pasmada, com as mãos postas e os olhos borbulhantes; gente que parece sentir, tocar o sobrenatural...
A criança afirma que a Senhora lhe falou mais uma vez, e o céu, ainda caliginoso, começa, de subito, a clarear no alto; a chuva pára e presente-se que o sol vae inundar de luz a paizagem que a manhã invernosa tomou ainda mais triste...
A hora antiga" é a que regula para esta multidão, que calculos desapaixonados de pessoas cultas e de todo o ponto alheias ás influencias misticas computam em trinta ou quarenta mil creaturas... A manifestação miraculosa, o sinal visivel anunciado está prestes a produzir-se - asseguram muitos romeiros... E assiste-se então a um espectáculo unico e inacreditavel para quem não foi testemunha d"ele. Do cimo da estrada, onde se aglomeram os carros e se conservam muitas centenas de pessoas, a quem escasseou valor para se meter à terra barrenta, vê-se toda a imensa multidão voltar-se para o sol, que se mostra liberto de nuvens, no zenit. O astro lembra uma placa de prata fosca e é possivel fitar-lhe o disco sem o minimo esforço. Não queima, não cega. Dir-se-hia estar-se realisando um eclipse. Mas eis que um alarido colossal se levanta, e aos espectadores que se encontram mais perto se ouve gritar:
- Milagre, milagre! Maravilha, maravilha!
Aos olhos deslumbrados d"aquele povo, cuja atitude nos transporta aos tempos biblicos e que, palido de assombro, com a cabeça descoberta, encara o azul, o sol tremeu, o sol teve nunca vistos movimentos bruscos fóra de todas as leis cosmicas - o sol «bailou», segundo a tipica expressão dos camponeses.. Empoleirado no estribo do auto-omnibus de Torres Novas, um ancião cuja estatura e cuja fisionomia, ao mesmo tempo doce e energica, lembram as de Paul Déroulède, recita, voltado para o sol, em voz clamorosa, de principio a fim, o Credo. Pergunte quem é e dizem-me ser o sr. João Maria Amado de Melo Ramalho da Cunha Vasconcelos.
Vejo-o depois dirigir-se aos que o rodeiam, e que se conservaram de chapeu na cabeça, suplicando-lhes, veementemente, que se descubram em face de tão extraordinária demonstração da existência de Deus. Cenas idênticas repetem-se n"outros pontos e uma senhora clama, banhada em aflitivo pranto e quasi n"uma sufocarão:
- Que lastima! Ainda ha homens que se não descobrem deante de tão estupendo milagre! E, a seguir, perguntam uns aos outros se viram e o que viram. O maior numero confessa que viu a tremura, o bailado do sol; outros, porém, declaram ter visto o rosto risonho da propria Virgem, juram que o sol girou sobre si mesmo como uma roda de fogo de artificio, que ele baixou quasi a ponto de queimar a terra com os seus raios... Ha quem diga que o viu mudar sucessivamente de côr... São perto de quinze horas.
O ceu está varrido de nuvens e o sol segue o seu curso com o esplendor habitual que ninguem se atreve a encarar de frente. E os pastorinhos? Lucia, a que fala com a Virgem, anuncia, com ademanes teatraes, ao colo de um homem, que a transporta de grupo em grupo, que a guerra terminára e que os nossos soldados iam regressar... Semelhante nova, todavia, não aumenta o jubilo de quem a escuta. O sinal celeste foi tudo. Ha uma intensa curiosidade em vêr as duas rapariguinhas com suas grinaldas de rosas, ha quem procure oscular as mãos das «santinhas», uma das quaes, a Jacinta, está mais para desmaiar do que para danças", mas aquilo por que todos anciavam - o sinal do ceu - bastou a satisfazel-os, a radical-os na sua fé de carvoeiro. Vendedores ambulantes oferecem os retratos das crianças em bilhetes postaes e outros bilhetes que representam um soldado do Corpo Expedicionario Portuguez "pensando no auxilio da sua protetora para salvação da Patria" e até uma imagem da Virgem como sendo a figura da visão...
Bom negocio foi esse e decerto mais centavos entraram na algibeira dos vendedores e no tronco das esmolas para os pastorinhos do que nas mãos estendidas e abertas dos leprosos e dos cegos que, acotevelando-se com os romeiros, atiravam aos ares seus gritos lancinantes...
O dispersar faz-se rapidamente, sem dificuldades, sem sombra de desordem, sem que fosse mister que o regulasse qualquer patrulha da guarda. Os peregrinos que mais depressa se retiram, correndo estrada fóra, são os que primeiro chegaram, a pé e descalços com os sapatos à cabeça ou dependurados nos varapaus. Vão, com a alma em lausperene, levar a boa nova aos logarejos que não se despovoaram de todo. E os padres? Alguns compareceram no local, sorridentes, enfileirando mais com os espectadores curiosos do que com os romeiros avidos de favores celestiaes. Talvez um ou outro não lograsse dissimular a satisfação que no semblante dos triunfadores tantas vezes se traduz...
Resta que os competentes digam de sua justiça sobre o macabro bailado do sol que hoje, em Fátima, fez explodir hossanas dos peitos dos fieis e deixou naturalmente impressionados - ao que me asseguraram sujeitos fidedignos os livres pensadores e outras pessoas sem preocupações de natureza religiosa que acorreram à já agora celebrada charneca.
Avelino de Almeida
Fonte: Site Montfort.
Publ.: "O Século", Lisboa (edição da manhã) 37 (l2.876)
15 Out. 1917, p. 1, cols. 6-7; p. 2, col. 1.
Fonte: Dicionário da Fé
Milagre de Lanciano
Milagre de Lanciano
Frades Menores Conventuais do Santuário do Milagre Eucarístico Fonte: Folheto em italiano "Il Miracolo Eucaristico di Lanciano"
A antiga cidade de Anxanum dos Frentamos conserva nos últimos doze séculos o primeiro e maior Milagre Eucarístico da Igreja Católica.
Esse Prodígio aconteceu no oitavo século de nossa era, na igrejinha de São Legonziano, por causa da dúvida de um frade basiliano sobre a presença Real de Jesus na Eucaristia.
A Hóstia-Carne, como hoje se observa muito bem, tem o tamanho da hóstia grande atualmente em uso na Igreja Latina. É ligeiramente escura e quando olhada contra a luz adquire um colorido róseo.
O Sangue está coagulado, tem cor de terra tendente ao ocre. Desde 1713 a Carne está conservada num artístico Ostensório de Prata, finamente cinzelado, estilo napolitano. O Sangue está contido numa rica e antiga ampola de cristal de rocha.
Os Frades Menores Conventuais custodiam o Milagre desde 1252, por determinação do Bispo de Chieti, Laudulfo, e por Bula Pontifícia de 12.05.1252. Antes disso, executavam essa tarefa os Monges Basilianos até 1176 e os Beneditinos de 1176 a 1252.
Em 1258 os Franciscanos construíram o Santuário atual que em 1700 sofreu uma transformação do estilo românico-gótico para o barroco.
O Milagre foi colocado inicialmente em uma capela ao lado do altar principal, passando em 1636 para um altar lateral da Nave onde ainda se conserva a antiga custódia em ferro batido e placa comemorativa.
Em 1902, o Milagre foi colocado no segundo tabernáculo do altar monumental construido no centro do presbitério pela população de Lanciano.
Aos vários reconhecimentos eclesiásticos, feitos em fins de 1574, seguem-se em 1970-1971 - e retomados em 1981 - os reconhecimentos científicos, executados pelo prof. Edoardo Luioli (livre docente em Anatomia e Istologia Patológica e em Química e Microscopia Clínica), coadjuvado pelo prof. Ruggero Berteli (Universidade de Siena).
As análises, procedidas com absoluto rigor científico e documental de uma série de fotografias ao microscópio, deram estes resultados:
- A Carne é carne verdadeira. O Sangue é sangue verdadeiro.
- A Carne e o Sangue pertencem a espécie humana.
- A Carne pertence ao Coração em sua estrutura essencial.
- Na Carne estão presentes em secções, o miocárdio, o endocárdio, nervo vago e
- pela expressiva espessura do miocárdio, o ventrícolo cardíaco esquerdo.
- A Carne e o Sangue pertencem ao mesmo grupo sanguíneo AB. (*)
- No Sangue foram encontradas as proteínas normalmente existentes e nas proporções percentuais idênticas às encontradas no sangue normal fresco.
- No Sangue foram encontrados também os minerais cloro, fósforo, magnésio, potássio, sódio e cálcio.
- A conservação da Carne e do Sangue miraculosos, deixados em estado natural durante doze séculos e expostos aos agentes físicos, atmosféricos e biológicos constitui um Fenômeno Extraordinário.
Outro detalhe inexplicável: pesando-se as pedrinhas de sangue coagulado (e todos são de tamanhos diferentes) cada uma delas tem exatamente o mesmo peso das cinco pedrinhas juntas! Deus parece brincar com o peso normal dos objetos.
E antes mesmo de redigirem o documento sobre o resultado das pesquisas, realizadas em Arezzo, os Doutores Linoli e Bertelli enviaram aos Frades um telegrama nos seguintes termos:
Et Verbum caro factum est = E o Verbo se fez Carne!
Concluindo, pode-se dizer que a Ciência, chamada a manifestar-se, deu uma resposta segura e definitiva a respeito da autenticidade do Milagre Eucarístico de Lanciano.
(*) Mesmo tipo sangüíneo encontrado na análise do Santo Sudário de Turim.
Resumo histórico:
Por volta dos anos 700, na cidade italiana de Lanciano, viviam no mosteiro de S. Legoziano os Monges de S. Basílio e entre eles havia um que acreditava mais na sua cultura mundana do que nas coisas de Deus. Sua fé parecia vacilante, tinha dúvida de que a hóstia consagrada fosse o verdadeiro Corpo de Cristo e o vinho o Seu verdadeiro Sangue...
Certa manhã, celebrando a Santa Missa, mais do que nunca atormentado pela sua dúvida, após proferir as palavras da Consagração, ele viu a hóstia converter-se em Carne viva e o vinho em Sangue vivo.
Sentiu-se confuso e dominado pelo temor, diante de tão espantoso milagre, permanecendo longo tempo transportado a um êxtase verdadeiramente sobrenatural. Até que, em meio a transbordante alegria, o rosto banhado em lágrimas, voltou-se para as pessoas presentes e disse:
Ó bem-aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir a minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar-se neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos vossos olhos.
Vinde, irmãos, e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós.
Eis aqui a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!
Fonte: Dicionário da Fé
Frades Menores Conventuais do Santuário do Milagre Eucarístico Fonte: Folheto em italiano "Il Miracolo Eucaristico di Lanciano"
A antiga cidade de Anxanum dos Frentamos conserva nos últimos doze séculos o primeiro e maior Milagre Eucarístico da Igreja Católica.
Esse Prodígio aconteceu no oitavo século de nossa era, na igrejinha de São Legonziano, por causa da dúvida de um frade basiliano sobre a presença Real de Jesus na Eucaristia.
A Hóstia-Carne, como hoje se observa muito bem, tem o tamanho da hóstia grande atualmente em uso na Igreja Latina. É ligeiramente escura e quando olhada contra a luz adquire um colorido róseo.
O Sangue está coagulado, tem cor de terra tendente ao ocre. Desde 1713 a Carne está conservada num artístico Ostensório de Prata, finamente cinzelado, estilo napolitano. O Sangue está contido numa rica e antiga ampola de cristal de rocha.
Os Frades Menores Conventuais custodiam o Milagre desde 1252, por determinação do Bispo de Chieti, Laudulfo, e por Bula Pontifícia de 12.05.1252. Antes disso, executavam essa tarefa os Monges Basilianos até 1176 e os Beneditinos de 1176 a 1252.
Em 1258 os Franciscanos construíram o Santuário atual que em 1700 sofreu uma transformação do estilo românico-gótico para o barroco.
O Milagre foi colocado inicialmente em uma capela ao lado do altar principal, passando em 1636 para um altar lateral da Nave onde ainda se conserva a antiga custódia em ferro batido e placa comemorativa.
Em 1902, o Milagre foi colocado no segundo tabernáculo do altar monumental construido no centro do presbitério pela população de Lanciano.
Aos vários reconhecimentos eclesiásticos, feitos em fins de 1574, seguem-se em 1970-1971 - e retomados em 1981 - os reconhecimentos científicos, executados pelo prof. Edoardo Luioli (livre docente em Anatomia e Istologia Patológica e em Química e Microscopia Clínica), coadjuvado pelo prof. Ruggero Berteli (Universidade de Siena).
As análises, procedidas com absoluto rigor científico e documental de uma série de fotografias ao microscópio, deram estes resultados:
- A Carne é carne verdadeira. O Sangue é sangue verdadeiro.
- A Carne e o Sangue pertencem a espécie humana.
- A Carne pertence ao Coração em sua estrutura essencial.
- Na Carne estão presentes em secções, o miocárdio, o endocárdio, nervo vago e
- pela expressiva espessura do miocárdio, o ventrícolo cardíaco esquerdo.
- A Carne e o Sangue pertencem ao mesmo grupo sanguíneo AB. (*)
- No Sangue foram encontradas as proteínas normalmente existentes e nas proporções percentuais idênticas às encontradas no sangue normal fresco.
- No Sangue foram encontrados também os minerais cloro, fósforo, magnésio, potássio, sódio e cálcio.
- A conservação da Carne e do Sangue miraculosos, deixados em estado natural durante doze séculos e expostos aos agentes físicos, atmosféricos e biológicos constitui um Fenômeno Extraordinário.
Outro detalhe inexplicável: pesando-se as pedrinhas de sangue coagulado (e todos são de tamanhos diferentes) cada uma delas tem exatamente o mesmo peso das cinco pedrinhas juntas! Deus parece brincar com o peso normal dos objetos.
E antes mesmo de redigirem o documento sobre o resultado das pesquisas, realizadas em Arezzo, os Doutores Linoli e Bertelli enviaram aos Frades um telegrama nos seguintes termos:
Et Verbum caro factum est = E o Verbo se fez Carne!
Concluindo, pode-se dizer que a Ciência, chamada a manifestar-se, deu uma resposta segura e definitiva a respeito da autenticidade do Milagre Eucarístico de Lanciano.
(*) Mesmo tipo sangüíneo encontrado na análise do Santo Sudário de Turim.
Resumo histórico:
Por volta dos anos 700, na cidade italiana de Lanciano, viviam no mosteiro de S. Legoziano os Monges de S. Basílio e entre eles havia um que acreditava mais na sua cultura mundana do que nas coisas de Deus. Sua fé parecia vacilante, tinha dúvida de que a hóstia consagrada fosse o verdadeiro Corpo de Cristo e o vinho o Seu verdadeiro Sangue...
Certa manhã, celebrando a Santa Missa, mais do que nunca atormentado pela sua dúvida, após proferir as palavras da Consagração, ele viu a hóstia converter-se em Carne viva e o vinho em Sangue vivo.
Sentiu-se confuso e dominado pelo temor, diante de tão espantoso milagre, permanecendo longo tempo transportado a um êxtase verdadeiramente sobrenatural. Até que, em meio a transbordante alegria, o rosto banhado em lágrimas, voltou-se para as pessoas presentes e disse:
Ó bem-aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir a minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar-se neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos vossos olhos.
Vinde, irmãos, e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós.
Eis aqui a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!
Fonte: Dicionário da Fé
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
O jogral da Virgem
O jogral da Virgem
Muitos peregrinos, vindos dos mais remotos confins da Cristandade, iam à romaria do Santuário de Nossa Senhora de Rocamador.
Era gente de toda espécie, desde mendigos ou empestados até fidalgos e grandes dignitários da Igreja.
Freqüentemente misturavam-se àquela turba alguns indivíduos aloucados, galhofeiros ou poetas, que tanto entoavam uma canção, acompanhando-a com qualquer instrumento, como embasbacavam o povo com malabarismos e trabalhos de saltimbancos.
Singlar era um desses. Jovem, espalhafatoso, tagarela, mas de caráter doce, excelente no uso dos instrumentos musicais e dulcíssimo no cantar.
Alto poeta, encontrava sempre, no momento exato, a palavra mais viva, mais colorida e musical para dizer as coisas.
Além disso, era devoto fiel da Virgem, e por isso fora a Rocamador.
Rezou diante da imagem. Sabia, porém, que jamais poderia, com orações, dizer-lhe os sentimentos que transbordavam de seu coração.
Uma canção subia-lhe à flor dos lábios, e as pontas de seus dedos formigavam nervosamente, desejosos do instrumento. Não pôde conter-se: apanhou o alaúde e cantou uma loa suave e ingênua. O jogral estava emocionado, enlevado, e prostrou-se diante da imagem. Nela, os olhos e as pedrarias do traje fulguravam.
— Senhora — disse-lhe o cantor — estais vendo que eu canto para vós com todo o meu coração. Desejaria saber se meus louvores são recebidos com agrado.
O santuário estava cheio de gente, naquele momento. Todas as pessoas puderam ver um dos círios, saindo do candelabro em que estava colocado, descer até junto do poeta.
Houve um coro de exclamações. Gente corria de todos os cantos, para colocar-se ao lado do jovem:
— Milagre! Milagre!
Depressa chegou a notícia à clausura dos monges, que desceram todos para a igreja.
Os demais ajoelharam-se, confundidos com o povo que elevava fervorosas preces a Nossa Senhora. Fazendo aquele prodígio, como prêmio ao canto ingênuo e sincero de um simples jogral, acabava Ela de dar a toda aquela gente uma lição de humildade.
Só um homem permanecia em pé. Fez caminho entre os que estavam ajoelhados, e colocando-se diante do jogral, disse, em voz muito alta:
— Não vos deixeis enganar! Aqui não houve milagre! Acreditais que a Rainha dos Céus desperdiçaria suas graças numa tolice como esta? Levantai-vos! Não houve milagre, e sim mistificação deste velhaco, ou talvez sortilégio, arte do diabo.
Primeiro os monges, depois os peregrinos, foram pondo-se todos de pé, e depois afastando-se cautelosamente, um pouco encabulados, como que tomados de vergonha.
Muitos procuravam lugar atrás das colunas ou em algum canto pouco iluminado. Entretanto, ninguém saiu do templo.
Por sua vez, Singlar ali continuava, ajoelhado diante da Virgem. Na frente dele, repreendendo-o, um monge tornara a colocar o círio no candelabro.
Os pescoços esticavam-se, gente se punha em pontas de pés. Todos os olhos estavam fixos no jogral, que pela segunda vez tirava notas dulcíssimas do alaúde e tornava a improvisar um cântico de louvor.
O círio tornou a descer para junto do poeta.
Gritos atroadores do monge retiveram a meio caminho as pessoas que se apressavam para o altar:
— Não vos aproximeis! Isto é obra de bruxaria! Este homem é um mágico que veio afrontar Nossa Senhora! Tem pacto com Satanás!
Em vão Singlar negava, os olhos cheios de lágrimas:
— Senhora, não me abandoneis!
O monge tinha apanhado o círio, e retinha-o com força entre as mãos, enquanto dizia:
— Estrela Matutina, Torre de Davi, Mãe do Salvador, não permitas que ante tua imagem o inferno possa agir como deseja!
A canção de Singlar entrava como alfinetadas de gozo no coração de todos. Subia, retilínea, pura, clara, até a Virgem de Rocamador...
O círio deu um salto, e das mãos do monge foi ter à mão direita do jogral.
Mesmo aquele monge tombou de joelhos. Um "Ave!" espontâneo, vibrante, maravilhoso, brotou de todas as gargantas.
(Maravilhas do conto popular - Cultrix, SP, 1960)
Fonte: Contos e Lendas da Era Medieval
Muitos peregrinos, vindos dos mais remotos confins da Cristandade, iam à romaria do Santuário de Nossa Senhora de Rocamador.
Era gente de toda espécie, desde mendigos ou empestados até fidalgos e grandes dignitários da Igreja.
Freqüentemente misturavam-se àquela turba alguns indivíduos aloucados, galhofeiros ou poetas, que tanto entoavam uma canção, acompanhando-a com qualquer instrumento, como embasbacavam o povo com malabarismos e trabalhos de saltimbancos.
Singlar era um desses. Jovem, espalhafatoso, tagarela, mas de caráter doce, excelente no uso dos instrumentos musicais e dulcíssimo no cantar.
Alto poeta, encontrava sempre, no momento exato, a palavra mais viva, mais colorida e musical para dizer as coisas.
Além disso, era devoto fiel da Virgem, e por isso fora a Rocamador.
Rezou diante da imagem. Sabia, porém, que jamais poderia, com orações, dizer-lhe os sentimentos que transbordavam de seu coração.
Uma canção subia-lhe à flor dos lábios, e as pontas de seus dedos formigavam nervosamente, desejosos do instrumento. Não pôde conter-se: apanhou o alaúde e cantou uma loa suave e ingênua. O jogral estava emocionado, enlevado, e prostrou-se diante da imagem. Nela, os olhos e as pedrarias do traje fulguravam.
— Senhora — disse-lhe o cantor — estais vendo que eu canto para vós com todo o meu coração. Desejaria saber se meus louvores são recebidos com agrado.
O santuário estava cheio de gente, naquele momento. Todas as pessoas puderam ver um dos círios, saindo do candelabro em que estava colocado, descer até junto do poeta.
Houve um coro de exclamações. Gente corria de todos os cantos, para colocar-se ao lado do jovem:
— Milagre! Milagre!
Depressa chegou a notícia à clausura dos monges, que desceram todos para a igreja.
Os demais ajoelharam-se, confundidos com o povo que elevava fervorosas preces a Nossa Senhora. Fazendo aquele prodígio, como prêmio ao canto ingênuo e sincero de um simples jogral, acabava Ela de dar a toda aquela gente uma lição de humildade.
Só um homem permanecia em pé. Fez caminho entre os que estavam ajoelhados, e colocando-se diante do jogral, disse, em voz muito alta:
— Não vos deixeis enganar! Aqui não houve milagre! Acreditais que a Rainha dos Céus desperdiçaria suas graças numa tolice como esta? Levantai-vos! Não houve milagre, e sim mistificação deste velhaco, ou talvez sortilégio, arte do diabo.
Primeiro os monges, depois os peregrinos, foram pondo-se todos de pé, e depois afastando-se cautelosamente, um pouco encabulados, como que tomados de vergonha.
Muitos procuravam lugar atrás das colunas ou em algum canto pouco iluminado. Entretanto, ninguém saiu do templo.
Por sua vez, Singlar ali continuava, ajoelhado diante da Virgem. Na frente dele, repreendendo-o, um monge tornara a colocar o círio no candelabro.
Os pescoços esticavam-se, gente se punha em pontas de pés. Todos os olhos estavam fixos no jogral, que pela segunda vez tirava notas dulcíssimas do alaúde e tornava a improvisar um cântico de louvor.
O círio tornou a descer para junto do poeta.
Gritos atroadores do monge retiveram a meio caminho as pessoas que se apressavam para o altar:
— Não vos aproximeis! Isto é obra de bruxaria! Este homem é um mágico que veio afrontar Nossa Senhora! Tem pacto com Satanás!
Em vão Singlar negava, os olhos cheios de lágrimas:
— Senhora, não me abandoneis!
O monge tinha apanhado o círio, e retinha-o com força entre as mãos, enquanto dizia:
— Estrela Matutina, Torre de Davi, Mãe do Salvador, não permitas que ante tua imagem o inferno possa agir como deseja!
A canção de Singlar entrava como alfinetadas de gozo no coração de todos. Subia, retilínea, pura, clara, até a Virgem de Rocamador...
O círio deu um salto, e das mãos do monge foi ter à mão direita do jogral.
Mesmo aquele monge tombou de joelhos. Um "Ave!" espontâneo, vibrante, maravilhoso, brotou de todas as gargantas.
(Maravilhas do conto popular - Cultrix, SP, 1960)
Fonte: Contos e Lendas da Era Medieval
O milagre da Santa Mãe d’Aquele que andou sobre o mar
O milagre da Santa Mãe d’Aquele que andou sobre o mar
Esta é a história da mulher que passou grande perigo no mar levando seu filho pequenino nos braços, e Nossa Senhora Santa Maria a fez andar sobre as águas como se fosse sobre o chão...
“A Santa Mãe d’Aquele que caminhou sobre as águas pode obter do poder dEle que outro andasse sobre elas.
Isto mostrou Santa Maria num milagre muito grande a uma pobre mulher que achou que iria morrer no mar com o filho que carregava. Mas, salvou-a a Virgem, como agora ouvireis se prestais atenção.
Viajava a mulher numa galera de Marselha, que segundo tenho ouvido dizer pertence a um corsário chamado Pedro Bonifaz. Naquele dia, a galera bateu num recife e ficou desfeita.
A nave afundou e pereceram todos seus ocupantes, porque não fugiu homem algum nem mulher alguma dos que viajavam nela, salvo aquela que enquanto afundava nas águas segurando entre seus braços aquele seu filho, segundo eu soube rogou então fervorosamente à Virgem Maria dizendo assim:
‒ “Santíssima Senhora, por amor de teu Filho, a quem sempre muito protegeste, dignai-Vos proteger a este filho meu.”
Feita esta oração apareceu-lhe a Santa Virgem Maria, Nossa Senhora que a pegou da mão e começou a tirá-la da água enquanto dizia:
‒ “Não temas; eu vim para te ajudar”.
E sem largar sua mão a levou tranquilamente e sem esforço, sobre a água, como se fosse por uma planície, até deixá-la no porto de Marselha. Lá, como todos os dias, muita gente havia, e a mulher contou logo para eles tudo o que tinha acontecido.
E todos começaram a louvar a Santa Maria, nossa Rainha espiritual, porque sempre auxilia aos que passam por graves apertos, e logo auxiliaram com esmolas àquela pobre mulher.
(Fonte: “Cantigas de Santa Maria”, Cantiga 236, do rei Alfonso X o Sábio)
Retirado de Contos e Lendas da Era Medieval
Esta é a história da mulher que passou grande perigo no mar levando seu filho pequenino nos braços, e Nossa Senhora Santa Maria a fez andar sobre as águas como se fosse sobre o chão...
“A Santa Mãe d’Aquele que caminhou sobre as águas pode obter do poder dEle que outro andasse sobre elas.
Isto mostrou Santa Maria num milagre muito grande a uma pobre mulher que achou que iria morrer no mar com o filho que carregava. Mas, salvou-a a Virgem, como agora ouvireis se prestais atenção.
Viajava a mulher numa galera de Marselha, que segundo tenho ouvido dizer pertence a um corsário chamado Pedro Bonifaz. Naquele dia, a galera bateu num recife e ficou desfeita.
A nave afundou e pereceram todos seus ocupantes, porque não fugiu homem algum nem mulher alguma dos que viajavam nela, salvo aquela que enquanto afundava nas águas segurando entre seus braços aquele seu filho, segundo eu soube rogou então fervorosamente à Virgem Maria dizendo assim:
‒ “Santíssima Senhora, por amor de teu Filho, a quem sempre muito protegeste, dignai-Vos proteger a este filho meu.”
Feita esta oração apareceu-lhe a Santa Virgem Maria, Nossa Senhora que a pegou da mão e começou a tirá-la da água enquanto dizia:
‒ “Não temas; eu vim para te ajudar”.
E sem largar sua mão a levou tranquilamente e sem esforço, sobre a água, como se fosse por uma planície, até deixá-la no porto de Marselha. Lá, como todos os dias, muita gente havia, e a mulher contou logo para eles tudo o que tinha acontecido.
E todos começaram a louvar a Santa Maria, nossa Rainha espiritual, porque sempre auxilia aos que passam por graves apertos, e logo auxiliaram com esmolas àquela pobre mulher.
(Fonte: “Cantigas de Santa Maria”, Cantiga 236, do rei Alfonso X o Sábio)
Retirado de Contos e Lendas da Era Medieval
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
13 de maio em Fátima: halo solar impressiona multidão
13 de maio em Fátima: halo solar impressiona multidão
No dia 13 de maio uma grande multidão de peregrinos reuniu-se em Fátima, aliás, como é costumeiro nesta grande data que comemora a primeira aparição de Nossa Senhora em 1917.
No auge das orações verificou-se um fenômeno natural que raramente acontece no local: um halo solar.
Considerando que em Fátima Nossa Senhora quis se manifestar ao povo com fenômenos luminosos como o famoso Milagre do Sol, em 13 de outubro de 1917, tem procedência se perguntar se este fenômeno foi um sinal do Céu.
O fenômeno do halo solar é explicado pela ciência. O que a ciência não explica - e, de fato, isso não é tarefa dela - o porquê de ter acontecido a 13 de Maio, em Fátima, como observou a Agência Lusa.
Mas, antes de qualquer outra consideração, o mais importante é discernir bem no que é que consistiu o acontecimento.
Um amigo nosso, da Espanha, se encontrava em Fátima no momento da excepcional auréola.
Ele nos comunicou suas impressões e enviou suas fotos que reproduzimos a continuação.
A viagem a Fátima correu perfeitamente conforme o planejado.
No final da missa solene na esplanada aconteceu o fenômeno da Auréola Solar.
Eu estava no fim da esplanada, no meio do povo, quando percebi que o outro lado olhou para o céu, e apontou para cima.
Houve um discreto frufru entre os peregrinos, e do setor das galerias da frente começou um grande aplauso que não chegou a se generalizar.
Olhei, então, para o sol que estava um pouco atrás de mim, mas bem acima.
Vi com surpresa essa enorme auréola em torno dele.
Nas minhas fotos as cores não saíram bem.
Grande quantidade de peregrinos foi testemunha
Era como um olho grande, sendo o próprio sol a menina do olho.
A pupila era de uma cor de rosa intenso, e o anel exterior puxava para o amarelo-marrom.
Isso me fez lembrar as água-vivas gigantes vistas desde baixo que aparecem nesses filmes subaquáticos da National Geographic em três dimensões.
O fenômeno durou um bom tempo, talvez uma hora, embora fosse mais intenso durante cerca de 20 minutos.
Começou por volta de meio-dia e pouco.
Mas o que realmente me surpreendeu foi a naturalidade com que as pessoas o acompanharam. Sem barulho, sem alucinações, ou exaltação, ou histeria.
Todo mundo estava tranqüilo, olhando com curiosidade e continuando a prestar atenção na cerimônia.
Também me causou surpresa que algo tão notável não fosse comentado por algum dos celebrantes que faziam uso do microfone, ainda que só fosse para registrar o fato.
Em suma, estas são as impressões que eu tive e que transmito para você se for de alguma utilidade.
Fonte: Ciência Confirma a Igreja
No dia 13 de maio uma grande multidão de peregrinos reuniu-se em Fátima, aliás, como é costumeiro nesta grande data que comemora a primeira aparição de Nossa Senhora em 1917.
No auge das orações verificou-se um fenômeno natural que raramente acontece no local: um halo solar.
Considerando que em Fátima Nossa Senhora quis se manifestar ao povo com fenômenos luminosos como o famoso Milagre do Sol, em 13 de outubro de 1917, tem procedência se perguntar se este fenômeno foi um sinal do Céu.
O fenômeno do halo solar é explicado pela ciência. O que a ciência não explica - e, de fato, isso não é tarefa dela - o porquê de ter acontecido a 13 de Maio, em Fátima, como observou a Agência Lusa.
Mas, antes de qualquer outra consideração, o mais importante é discernir bem no que é que consistiu o acontecimento.
Um amigo nosso, da Espanha, se encontrava em Fátima no momento da excepcional auréola.
Ele nos comunicou suas impressões e enviou suas fotos que reproduzimos a continuação.
A viagem a Fátima correu perfeitamente conforme o planejado.
No final da missa solene na esplanada aconteceu o fenômeno da Auréola Solar.
Eu estava no fim da esplanada, no meio do povo, quando percebi que o outro lado olhou para o céu, e apontou para cima.
Houve um discreto frufru entre os peregrinos, e do setor das galerias da frente começou um grande aplauso que não chegou a se generalizar.
Olhei, então, para o sol que estava um pouco atrás de mim, mas bem acima.
Vi com surpresa essa enorme auréola em torno dele.
Nas minhas fotos as cores não saíram bem.
Grande quantidade de peregrinos foi testemunha
Era como um olho grande, sendo o próprio sol a menina do olho.
A pupila era de uma cor de rosa intenso, e o anel exterior puxava para o amarelo-marrom.
Isso me fez lembrar as água-vivas gigantes vistas desde baixo que aparecem nesses filmes subaquáticos da National Geographic em três dimensões.
O fenômeno durou um bom tempo, talvez uma hora, embora fosse mais intenso durante cerca de 20 minutos.
Começou por volta de meio-dia e pouco.
Mas o que realmente me surpreendeu foi a naturalidade com que as pessoas o acompanharam. Sem barulho, sem alucinações, ou exaltação, ou histeria.
Todo mundo estava tranqüilo, olhando com curiosidade e continuando a prestar atenção na cerimônia.
Também me causou surpresa que algo tão notável não fosse comentado por algum dos celebrantes que faziam uso do microfone, ainda que só fosse para registrar o fato.
Em suma, estas são as impressões que eu tive e que transmito para você se for de alguma utilidade.
Fonte: Ciência Confirma a Igreja
A cruz incólume de Joplin e uma reflexão sobre o futuro do Brasil
A cruz incólume de Joplin e uma reflexão sobre o futuro do Brasil
Sobre a cidade de Joplin, no Estado de Missouri ‒ EUA, soprou o mais devastador tornado da história na noite de 22 de maio.
A base do tornado tinha uma largura de quase um quilômetro e avançou seis quilômetros, ceifando pelo menos 132 vidas.
Centenas de pessoas ainda estão desaparecidas enquanto escrevemos. Quase todos os edifícios em seu caminho ficaram em total ruína.
Compreende-se que o desastre natural tenha sido qualificado de apocalíptico. Os fortes ventos arrancaram árvores e os levantaram pelo ar junto com carros como se fossem folhas secas e os jogaram caoticamente com fúria incontível.
A cidade devastada
O governador do Estado, Jeremiah Johnson, descreveu a região atingida como “zona de guerra”. O presidente do país foi até o local para levar consolo à cidade devastada.
Nada ficou em pé.
Nada?
A igreja católica de Nossa Senhora ‒ St. Mary's Church ‒ ficou bem no meio do caminho do tornado homicida.
A despretensiosa igreja construída em 1938, a escolinha primária, a casa paroquial, o salão paroquial em construção: tudo foi impediosamente arrasado pela fúria da espiral de morte, segundo descreveu o jornal “National Catholic Register”.
O pároco, Pe. Justin Monaghan, no início da tragédia encontrou um refúgio improvisado na casa paroquial. O prédio caiu encima dele. Porém, nada sofreu, tendo ficado preso durante horas até que os paroquianos conseguiram encontrá-lo e cavar entre as ruínas de onde o tiraram são e salvo.
Cruzeiro da igreja de Nossa Senhora, Joplin
Também o Santíssimo Sacramento foi resgatado ileso dos escombros da igreja de Nossa Senhora.
O que sobrou do templo católico?
Uma Cruz, só uma Cruz.
O grande cruzeiro em aço da entrada da igreja.
Na paisagem desolada ele continua estendendo seus braços salvadores sobre a imensa ruína da cidade.
“Vê-lo erguido nos lembra que nossa missão está toda baseada nele”, escreveu o “Eastern Oklahoma Catholic”, publicação da Diocese de Tulsa, Oklahoma.
Encorajados pelo simbolismo da Cruz que se mantém em pé em meio ao caos e à devastação, os católicos se organizaram ativamente com a certeza que o lado material da destruição material vai ser revertido.
O tornado não perdoou nada.
Karen Drake, professora da primeira série na escola primária católica da igreja de Santa Maria, em pé junto as ruínas da paróquia disse: “nossa cruz ainda está de pé. Acho que isso diz muito”.
Verdadeiramente, diz muito. Muitíssimo.
Não é só a cidadinha de Joplin que sofre vendavais devastadores. É a situação do mundo todo, mutatis mutandi.
São as famílias, as instituições fundamentais, o laicato católico, o clero, a própria Santa Igreja Católica, nossa Mãe imensamente amada...
O mundo sente que algo anda mal e muito profundamente mal.
É o pecado. O pecado individual sem dúvida, mas mais do que tudo o pecado coletivo.
O pecado cometido pela sociedade considerada em seu conjunto, em seus costumes e em suas leis.
Baste pensar na recente equiparação pelo STF do “casamento homossexual” com o matrimônio fundado no Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, ou com a promoção do homossexualismo entre as crianças em idade escolar com o famigerado “kit anti-homofobia”.
Em meio a essas tragédias continua em vigor no Brasil o Programa Nacional de Direitos Humanos ‒ PNDH-3 que postula o banimento dos símbolos religiosos dos locais públicos.
O que será de nossa amada Pátria se os símbolos protetores de Jesus Cristo, Nossa Senhora e os Santos forem enxotados dela?
Que grau de recusa a Deus representaria, por exemplo, banir o Cristo Redentor que do alto do Corcovado abençoa a nação brasileira?
Do ponto de vista da ciência, razões naturais explicam a resistência do Cruzeiro de Joplin ao tornado: ele é de aço e aparenta estar solidamente implantado.
Entretanto, sinais de preservação de símbolos religiosos católicos em meio a tragédias históricas como a do Cruzeiro de Joplin se multiplicam em nossos dias. O Cruzeiro da catedral de Port-au-Prince capital do Haiti; a imagenzinha de Nossa Senhora das Graças no Vale do Cuiabá, na região serrana do Rio de Janeiro, durante as arrasadoras enxurradas em fevereiro deste ano são os mais recentes exemplos.
E estes sinais convidam a uma reflexão prudente mais muito séria do ponto de vista da fé sobre o papel dos símbolos católicos em locais públicos e o futuro do Brasil.
Fonte: Ciência Confirma a Igreja
Sobre a cidade de Joplin, no Estado de Missouri ‒ EUA, soprou o mais devastador tornado da história na noite de 22 de maio.
A base do tornado tinha uma largura de quase um quilômetro e avançou seis quilômetros, ceifando pelo menos 132 vidas.
Centenas de pessoas ainda estão desaparecidas enquanto escrevemos. Quase todos os edifícios em seu caminho ficaram em total ruína.
Compreende-se que o desastre natural tenha sido qualificado de apocalíptico. Os fortes ventos arrancaram árvores e os levantaram pelo ar junto com carros como se fossem folhas secas e os jogaram caoticamente com fúria incontível.
A cidade devastada
O governador do Estado, Jeremiah Johnson, descreveu a região atingida como “zona de guerra”. O presidente do país foi até o local para levar consolo à cidade devastada.
Nada ficou em pé.
Nada?
A igreja católica de Nossa Senhora ‒ St. Mary's Church ‒ ficou bem no meio do caminho do tornado homicida.
A despretensiosa igreja construída em 1938, a escolinha primária, a casa paroquial, o salão paroquial em construção: tudo foi impediosamente arrasado pela fúria da espiral de morte, segundo descreveu o jornal “National Catholic Register”.
O pároco, Pe. Justin Monaghan, no início da tragédia encontrou um refúgio improvisado na casa paroquial. O prédio caiu encima dele. Porém, nada sofreu, tendo ficado preso durante horas até que os paroquianos conseguiram encontrá-lo e cavar entre as ruínas de onde o tiraram são e salvo.
Cruzeiro da igreja de Nossa Senhora, Joplin
Também o Santíssimo Sacramento foi resgatado ileso dos escombros da igreja de Nossa Senhora.
O que sobrou do templo católico?
Uma Cruz, só uma Cruz.
O grande cruzeiro em aço da entrada da igreja.
Na paisagem desolada ele continua estendendo seus braços salvadores sobre a imensa ruína da cidade.
“Vê-lo erguido nos lembra que nossa missão está toda baseada nele”, escreveu o “Eastern Oklahoma Catholic”, publicação da Diocese de Tulsa, Oklahoma.
Encorajados pelo simbolismo da Cruz que se mantém em pé em meio ao caos e à devastação, os católicos se organizaram ativamente com a certeza que o lado material da destruição material vai ser revertido.
O tornado não perdoou nada.
Karen Drake, professora da primeira série na escola primária católica da igreja de Santa Maria, em pé junto as ruínas da paróquia disse: “nossa cruz ainda está de pé. Acho que isso diz muito”.
Verdadeiramente, diz muito. Muitíssimo.
Não é só a cidadinha de Joplin que sofre vendavais devastadores. É a situação do mundo todo, mutatis mutandi.
São as famílias, as instituições fundamentais, o laicato católico, o clero, a própria Santa Igreja Católica, nossa Mãe imensamente amada...
O mundo sente que algo anda mal e muito profundamente mal.
É o pecado. O pecado individual sem dúvida, mas mais do que tudo o pecado coletivo.
O pecado cometido pela sociedade considerada em seu conjunto, em seus costumes e em suas leis.
Baste pensar na recente equiparação pelo STF do “casamento homossexual” com o matrimônio fundado no Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, ou com a promoção do homossexualismo entre as crianças em idade escolar com o famigerado “kit anti-homofobia”.
Em meio a essas tragédias continua em vigor no Brasil o Programa Nacional de Direitos Humanos ‒ PNDH-3 que postula o banimento dos símbolos religiosos dos locais públicos.
O que será de nossa amada Pátria se os símbolos protetores de Jesus Cristo, Nossa Senhora e os Santos forem enxotados dela?
Que grau de recusa a Deus representaria, por exemplo, banir o Cristo Redentor que do alto do Corcovado abençoa a nação brasileira?
Do ponto de vista da ciência, razões naturais explicam a resistência do Cruzeiro de Joplin ao tornado: ele é de aço e aparenta estar solidamente implantado.
Entretanto, sinais de preservação de símbolos religiosos católicos em meio a tragédias históricas como a do Cruzeiro de Joplin se multiplicam em nossos dias. O Cruzeiro da catedral de Port-au-Prince capital do Haiti; a imagenzinha de Nossa Senhora das Graças no Vale do Cuiabá, na região serrana do Rio de Janeiro, durante as arrasadoras enxurradas em fevereiro deste ano são os mais recentes exemplos.
E estes sinais convidam a uma reflexão prudente mais muito séria do ponto de vista da fé sobre o papel dos símbolos católicos em locais públicos e o futuro do Brasil.
Fonte: Ciência Confirma a Igreja
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Foi mesmo um milagre? Os pescadores garantem que sim e o atribuem a Nossa Senhora de Fátima
Foi mesmo um milagre? Os pescadores garantem que sim e o atribuem a Nossa Senhora de Fátima
Entre a ciência e a Igreja há um ponto que já gerou muita polêmica. Isto é, a existência do milagre.
Em verdade não cabe à ciência se pronunciar sobre a autenticidade ou não do milagre sobrenatural, mas sim à Igreja, pela voz autorizada de seus hierarcas.
A ciência pode ir até dizer que um certo fato não tem explicação à luz dos conhecimentos científicos. Isso já o fez, por exemplo, em Lourdes, e milhares de vezes!
Por vezes, o aparelhamento científico não pode medir as circunstâncias materiais da ocorrência.
E pode existir somente o testemunho pessoal dos beneficiados do milagre.
Nestes casos cabe às autoridades eclesiásticas se pronunciarem com discernimento após ouvirem as testemunhas.
Aconteceu há poucos dias um fato destes em Portugal. Nesta época de Natal apresentamos este fato consolador, para nossos leitores formarem sua ideia.
Tiramos o texto seguinte de órgãos da imprensa portuguesa.
José Manuel Coentrão, mestre da embarcação ‘Virgem do Sameiro’, um dos protagonistas do naufrágio que emocionou todo o país e muito em particular as Caxinas, zona entre Vila do Conde e Póvoa de Varzim, falou ontem, pela primeira vez, sobre o sucedido, um relato pleno de emoção e coragem.
Foram 60 horas à deriva no alto mar, muita fé, muitas preces e um desespero que parecia não ter fim.
«Passa tudo pela cabeça. A família, a mulher, o filho, os amigos», recordou o pescador, de lágrimas nos olhos, ainda visivelmente consternado pelos acontecimentos ainda tão recentes e frescos na memória.
O mestre foi o primeiro a fazer soar o alarme: «Tinha mandado os homens descansar e, não sei como, apercebi-me de que havia água a entrar no barco. Foi tudo muito rápido. Enviei o primeiro very light às cinco horas da manhã, mas ninguém viu. Mais tarde atirei outro, já de dia, mas uma embarcação que passava ao longe também não se apercebeu», explicou José Manuel Coentrão, que sublinhou o recurso às preces e à fé como recurso para combater o desespero:
«Havia um terço na balsa, que é do pescador que ainda está no hospital. Rezámos muito a Nossa Senhora de Fátima. Eu rezava em voz alta e os outros oravam em silêncio. Não tenho dúvidas de que foi um milagre.» Fonte.
A Igreja do Senhor dos Navegantes foi pequena demais para acolher as cerca de duas mil pessoas que quiseram testemunhar o milagre dos caxineiros que estiveram mais de dois dias numa balsa de salvamento.
A cada palavra que D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga, proferia, os olhos dos pescadores não continham as lágrimas.
José Manuel Coentrão, o mestre da embarcação ‘Virgem do Sameiro’, foi o que mais se emocionou durante a homilia. Sentado ao lado dos colegas, João Vareiro, Manuel Oliveira e Prudenciano Pereira, na primeira fila, e com as mulheres sentadas atrás, ouviu o arcebispo, de olhos postos no chão.
“Guardem sempre este acontecimento na vossa memória. Só vós sabeis o que simboliza este milagre nas vossas vidas. Sentiram em vós a salvação e a presença de Deus em hora de aflição extrema”, referiu D. Jorge Ortiga.
Muitos foram os que, acotovelados na igreja, choraram. No fim, o arcebispo dedicou aos pescadores um trecho do Evangelho de S. João.
“QUERO VOLTAR AO MAR JÁ NO PRÓXIMO ANO”
O mestre José Manuel Coentrão, de 46 anos, ainda não consegue dormir. Mas já tomou uma decisão: não vai abandonar a vida de pescador. “Sou um homem do mar. Estou a pensar que o meu regresso possa ser já para o ano. Sei que o que passei foi terrível, mas a vida tem de seguir em frente”, disse com os olhos brilhantes de esperança.
Mas para já o mestre só quer esperar que ‘Nando Cherne’ abandone o hospital (ver caixa) para ir a Fátima. “Hoje fui à balsa buscar o terço que quero oferecer à Nossa Senhora de Fátima e que nos ajudou a sobreviver, mandando o avião para nos salvar”, recordou, emocionado. E diz que sempre que fecha os olhos vê o mar e recorda atormentado os momentos de aflição que viveu na balsa de salvamento.
Desde que voltou às Caxinas, em Vila do Conde, tem passado a noite em claro a pensar em tudo o que viveu. “Penso muito no mar. Estive arrepiado durante toda a missa. Sou muito crente e acredito que isto foi mesmo um milagre”, acrescentou, sem conter as lágrimas.
(Fonte: excertos do Correio da Manhã, 5 dezembro 2011).
Retirado de Ciência COnfirma a Igreja
Entre a ciência e a Igreja há um ponto que já gerou muita polêmica. Isto é, a existência do milagre.
Em verdade não cabe à ciência se pronunciar sobre a autenticidade ou não do milagre sobrenatural, mas sim à Igreja, pela voz autorizada de seus hierarcas.
A ciência pode ir até dizer que um certo fato não tem explicação à luz dos conhecimentos científicos. Isso já o fez, por exemplo, em Lourdes, e milhares de vezes!
Por vezes, o aparelhamento científico não pode medir as circunstâncias materiais da ocorrência.
E pode existir somente o testemunho pessoal dos beneficiados do milagre.
Nestes casos cabe às autoridades eclesiásticas se pronunciarem com discernimento após ouvirem as testemunhas.
Aconteceu há poucos dias um fato destes em Portugal. Nesta época de Natal apresentamos este fato consolador, para nossos leitores formarem sua ideia.
Tiramos o texto seguinte de órgãos da imprensa portuguesa.
José Manuel Coentrão, mestre da embarcação ‘Virgem do Sameiro’, um dos protagonistas do naufrágio que emocionou todo o país e muito em particular as Caxinas, zona entre Vila do Conde e Póvoa de Varzim, falou ontem, pela primeira vez, sobre o sucedido, um relato pleno de emoção e coragem.
Foram 60 horas à deriva no alto mar, muita fé, muitas preces e um desespero que parecia não ter fim.
«Passa tudo pela cabeça. A família, a mulher, o filho, os amigos», recordou o pescador, de lágrimas nos olhos, ainda visivelmente consternado pelos acontecimentos ainda tão recentes e frescos na memória.
O mestre foi o primeiro a fazer soar o alarme: «Tinha mandado os homens descansar e, não sei como, apercebi-me de que havia água a entrar no barco. Foi tudo muito rápido. Enviei o primeiro very light às cinco horas da manhã, mas ninguém viu. Mais tarde atirei outro, já de dia, mas uma embarcação que passava ao longe também não se apercebeu», explicou José Manuel Coentrão, que sublinhou o recurso às preces e à fé como recurso para combater o desespero:
«Havia um terço na balsa, que é do pescador que ainda está no hospital. Rezámos muito a Nossa Senhora de Fátima. Eu rezava em voz alta e os outros oravam em silêncio. Não tenho dúvidas de que foi um milagre.» Fonte.
A Igreja do Senhor dos Navegantes foi pequena demais para acolher as cerca de duas mil pessoas que quiseram testemunhar o milagre dos caxineiros que estiveram mais de dois dias numa balsa de salvamento.
A cada palavra que D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga, proferia, os olhos dos pescadores não continham as lágrimas.
José Manuel Coentrão, o mestre da embarcação ‘Virgem do Sameiro’, foi o que mais se emocionou durante a homilia. Sentado ao lado dos colegas, João Vareiro, Manuel Oliveira e Prudenciano Pereira, na primeira fila, e com as mulheres sentadas atrás, ouviu o arcebispo, de olhos postos no chão.
“Guardem sempre este acontecimento na vossa memória. Só vós sabeis o que simboliza este milagre nas vossas vidas. Sentiram em vós a salvação e a presença de Deus em hora de aflição extrema”, referiu D. Jorge Ortiga.
Muitos foram os que, acotovelados na igreja, choraram. No fim, o arcebispo dedicou aos pescadores um trecho do Evangelho de S. João.
“QUERO VOLTAR AO MAR JÁ NO PRÓXIMO ANO”
O mestre José Manuel Coentrão, de 46 anos, ainda não consegue dormir. Mas já tomou uma decisão: não vai abandonar a vida de pescador. “Sou um homem do mar. Estou a pensar que o meu regresso possa ser já para o ano. Sei que o que passei foi terrível, mas a vida tem de seguir em frente”, disse com os olhos brilhantes de esperança.
Mas para já o mestre só quer esperar que ‘Nando Cherne’ abandone o hospital (ver caixa) para ir a Fátima. “Hoje fui à balsa buscar o terço que quero oferecer à Nossa Senhora de Fátima e que nos ajudou a sobreviver, mandando o avião para nos salvar”, recordou, emocionado. E diz que sempre que fecha os olhos vê o mar e recorda atormentado os momentos de aflição que viveu na balsa de salvamento.
Desde que voltou às Caxinas, em Vila do Conde, tem passado a noite em claro a pensar em tudo o que viveu. “Penso muito no mar. Estive arrepiado durante toda a missa. Sou muito crente e acredito que isto foi mesmo um milagre”, acrescentou, sem conter as lágrimas.
(Fonte: excertos do Correio da Manhã, 5 dezembro 2011).
Retirado de Ciência COnfirma a Igreja
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