sexta-feira, 2 de março de 2012

A origem e a função do bispo

A origem e a função do bispo

Fonte: Lista Exsurge Domini
Autor: D. Benedito de Ulhôa Vieira
Transmissão: Rogério Hirota em 28/Ago/2009

http://www.oecumene.radiovaticana.org/BRA/Articolo.asp?c=310745


Uberaba, 20 ago (RV) – O arcebispo de Uberaba, MG, Dom Benedicto de Ulhôa Vieira publicou um artigo, nesta quinta-feira, no site do Jornal da Manhã, da cidade, onde explica a origem e a função do bispo.

Eis o artigo, na íntegra:

"Vem-se notando na imprensa o hábito lamentável de designar com o título de "bispo", o pastor ou o líder de qualquer agrupamento religioso.

Reflitamos: se alguém colocar na porta de seu escritório ou de sua residência uma placa indicativa com seu nome e – sem o ser – acrescentar "médico", "advogado", "professor" ou outra profissão, pode ser processado por falsidade profissional. Igualmente com o termo "bispo". Daí a necessidade de se ter noção exata do que seja o uso correto do termo.

No início da pregação evangélica, os apóstolos de Cristo escolheram colaboradores que, após a sua morte, lhes sucedessem no governo das comunidades nascentes e na pregação da mensagem cristã. Inicialmente eram chamados de "sucessores dos apóstolos", como nos informa Clemente Romano, no ano 96 da era cristã, na bela e conhecida Carta à Igreja de Corinto.

A missão destes sucessores era responsabilizar-se pelas comunidades que se formaram ao redor dos apóstolos, supervisionando a sua vida evangélica. Daí o verbo "episkopein" (supervisionar), de que vem o substantivo "epískopos": o que zela como guarda e protetor, por supervisionar o rebanho. Em latim "epíscopus" e, em português bispo, isto é: o que tem a nobre missão, como autêntico sucessor dos apóstolos, de responsabilizar-se pela comunidade dos fiéis.

Hoje, quem escolhe e nomeia o bispo é o sucessor de São Pedro, o Papa. O eleito recebe a plenitude do sacramento da Ordem pela "keirotonia", isto é: imposição das mãos de três outros bispos e pela unção e oração consecratória. Há, pois, uma corrente genealógica ascendente, que chega até um dos doze apóstolos, do qual o bispo atual é verdadeiro sucessor.

Não fica pois, difícil entender que esta função de suceder a um dos doze apóstolos, função de superintender o rebanho de Cristo – "episkopein" – não pode ser usurpada. O despreparo teológico (ou ousadia) chega até a usar o termo no feminino!

A autoridade do bispo, sucessor dos apóstolos, vem da palavra de Jesus aos doze: "todo poder me foi dado no céu e na terra. Ide pois: batizai e ensinai que observem o que lhes ensinei." (Mt 28,19ss).

Triste saber que o termo que designa o poder espiritual de zelar pela Igreja, transmitido por Jesus Cristo aos doze apóstolos e, posteriormente aos sucessores, seja usurpado e vulgarizado, como vem acontecendo de algum tempo para cá. Esta explicação teológica da palavra "bispo" e sua função nos mostram que seu uso atual para designar qualquer líder religioso, não é apropriado e correto."

Dom Benedicto de Ulhôa Vieira é membro da Academia de Letras do Triângulo Mineiro. (AF)
Fonte: Exsurge Domini

A Origem do Movimento a favor do aborto no Brasil

A Origem do Movimento a favor do aborto no Brasil

Fonte: Lista Exsurge Domini
Autor: Situação da defesa da vida
Transmissão: Rogério Hirota em 03/Nov/2009

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DE ONDE VEM O MOVIMENTO A FAVOR DO
ABORTO NO BRASIL?

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APRESENTAÇÃO E RESENHA

Sempre houve uma minoria muito reduzida de pessoas que eram a favor da legalização do aborto, mas o movimento só ganhou a força que possui hoje graças à iniciativa do mega-bilionário americano John Rockefeller III, que através do Conselho Populacional, fundado em Williansburg em 1952 e hoje sediado em Nova York, desencadeou o movimento internacional para o controle populacional.

Atualmente o maior aliado no Brasil deste projeto é o Partido dos Trabalhadores, que acaba de suspender a atividade legislativa de dois de seus parlamentares, Luis Bassuma (PT-BA) e Afonso Henrique (PT-AC), condenados por violarem a Ética Partidária ao terem militado contra a legalização do aborto e por haverem criado no Congresso a Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o Aborto para investigar quem está financiando a promoção da prática no Brasil.

A mensagem a seguir expõe como e por que, desde o final dos anos 80, o movimento internacional pela promoção do aborto entrou no Brasil e infiltrou-se nos quadros governamentais. Tudo isto e muito mais deverá ser explicado à população brasileira através da CPI sobre o Aborto, a qual, embora já criada, só não foi instalada devido ao forte lobby das organizações que promovem o aborto no Brasil e que seriam investigados caso a CPI se instalasse.

Para que a CPI seja instalada, os líderes das bancadas na Câmara devem indicar os nomes dos deputados que comporão a Comissão, e é justamente esta indicação que o lobby dos promotores do aborto está impedindo.

Segundo a organização Provida Familia de Brasília,

"A MAIS IMPORTANTE ATIVIDADE EM DEFESA
DA VIDA NO MOMENTO DIZ RESPEITO À
INSTALAÇÃO DA CPI DO ABORTO NA CÂMARA
DOS DEPUTADOS.

OS PROMOTORES DO ABORTO TEMEM TORNAR
PÚBLICO O QUANTO ESTÃO A SERVIÇO DE
INTERESSES INTERNACIONAIS DE CONTROLE
POPULACIONAL E QUE PARA ISSO SÃO
INVESTIDOS MILHÕES DE DÓLARES PARA
LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO PAIS. UMA VEZ
INSTALADA ESSA CPI ESTARÃO PARALIZADOS
E ARQUIVADOS OS PROJETOS DE LEI DO
ABORTO NO CONGRESSO NACIONAL.

É IMPORTANTE QUE VOCÊ CONTACTE OS
LÍDERES (ENDEREÇOS ABAIXO) ATRAVÉS DE
E-MAILS, FAXES, TELEFONEMAS, CARTAS,
CONTATO PESSOAL E PEÇA-LHES PARA
INDICAREM OS MEMBROS DESSA CPI".

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DE ONDE VEM O MOVIMENTO A FAVOR DO
ABORTO NO BRASIL?

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Desde os anos 50 até a década de 90, o movimento mundial pelo controle populacional foi coordenado basicamente pelas organizações Rockefeller e pela Fundação Ford, com grandíssima participação da USAID (United States Agency for Internacional
Development) a qual, nos anos 70, trabalhou exaustivamente na promoção mundial da esterilização forçada e do aborto clandestino.

Todo este trabalho, já reformulado pela Fundação Ford sob o prisma dos Direitos Sexuais e Reprodutivos, assistiu, a partir dos anos 90, em grande parte por iniciativa desta mesma Fundação, à entrada de muitas outras organizações internacionais que vieram somar-se a este empreendimento, incluindo a própria ONU.

Na América Latina, até o final dos anos 80, não era possível promover a legalização do aborto, basicamente por causa dos governos militares. A técnica da promoção da legalização do aborto exigia a criação de numerosas organizações não governamentais financiadas por capital estrangeiro que, simulando uma origem nativa e uma falsa independência de iniciativa, obedecessem a uma estratégia unificada formulada desde o estrangeiro, o que era impossível de se conseguir sob as ditaduras militares. No final dos anos 80, porém, extintas as ditaduras, algumas comissões enviadas pelas grandes fundações internacionais percorreram a América Latina para determinar quais fossem os melhores lugares por onde começar a pressionar os governos para que o aborto fosse legalizado. Estas comissões chegaram à conclusão que, por dois motivos, o local ideal seria o Brasil. Os dois motivos foram os seguintes.

Em primeiro lugar, porque tratava-se do país que apresentava maiores facilidades para estabelecer uma rede de organizações não governamentais feministas.

Em segundo lugar, porque as leis brasileiras davam facilidades especiais para que estas ONGs pudessem monitorar e pressionar as políticas públicas do país. De acordo com o Programa Populacional da Fundação MacArthur para o Brasil, uma das numerosas organizações atraídas pela Fundação Ford no final dos anos 80 para o financiamento internacional de políticas populacionais,

"no Brasil, as disposições da Constituição de 1988, que estabeleceram o Sistema Único de Saúde, incluíam, como elemento intrínseco, conselhos operando em todos os níveis, nacional, estadual e municipal. Mais de cem mil pessoas participam de conselhos em todo o país. As forças inovadoras da sociedade brasileira podem contar com uma estrutura de mecanismos institucionais permanentes através dos quais a implementação das políticas podem ser monitoradas em todos os níveis. À medida em que as mulheres forem capazes de exercer suas escolhas mais amplamente, um novo padrão de fecundidade irá se tornar explícito no Brasil".

[MacArthur Foundation: Population Program In Brazil - Lessons Learned.
http://www.pesquisasedocumentos.com.br/macarthur.pdf]

As grandes Fundações souberam aproveitar-se das novas informações e aproveitaram-se da especial situação cultural e política brasileira para desencadear a promoção do aborto na América Latina. A idéia era, através de organizações não governamentais a serem criadas no próprio Brasil, mas financiadas desde o exterior, pressionar desde dentro, através dos órgãos de monitoração criados pelo próprio governo brasileiro, as autoridades civis para que fosse montada uma extensa rede de serviços de abortos em casos de estupro, ampliando gradativamente tanto a oferta dos serviços como o próprio conceito do que seriam tais abortos, até que população amadurecesse suficientemente para que se pudesse propor a total legalização do aborto, retirando-a completamente, em todos os casos, do Código Penal.

Há uma quantidade enorme de documentos mostrando detalhadamente como todo este esquema foi implantado. Um deles é uma amostra suficiente para se ter uma idéia do conjunto. Trata-se do relatório "Programa de População no Brasil", redigido por Sonia Correia e Peter McIntyre em 2002, que mostra uma parte do trabalho da Fundação MacArthur no Brasil entre 1990 e 2002, período em que a Fundação gastou 36 milhões de dólares com a promoção do aborto no Brasil.

O relatório inicia-se com a descrição da reunião inicial da Fundação no Brasil, ocorrida em maio de 1990, com as figuras mais badaladas da política e da sociedade brasileira, para definir as principais estratégias a serem adotadas. O documento mostra, em seguida, como a Fundação financiou a criação da filial brasileira das Católicas pelo Direito de Decidir, com a missão de "questionar a base ideológica das posições religiosas ao aborto, tornando-as mais tolerantes"; como a MacArthur trouxe para o Brasil o IPAS, uma organização que hoje treina em técnicas de aborto mais de mil novos médicos por ano nas várias maternidades brasileiras; como financiou o CFEMEA, uma organização que trabalha em tempo integral no Congresso brasileiro assessorando os parlamentares na apresentar projetos de lei a favor do aborto; como financiou a organização da Rede Nacional de Saúde Sexual e Direitos Reprodutivos, que chegou a "congregar mais de duas centenas de ONGs a favor do aborto em todo o Brasil"; como financiou o treinamento de milhares de ativistas que, através da Rede, "tem hoje assento em vários conselhos de saúde, comitês e comissões nos âmbitos municipal, estadual e federal"; como financiou, entre 2000 e 2002, a professora Débora Diniz para que "pudesse iniciar uma série de pesquisas projetos de advocacy junto à mídia", da qual resultou a apresentação, em 2004, junto ao Supremo Tribunal federal do Brasil, da ADPF 54, que pretende legalizar o aborto em casos de anencefalia, como precedente para a total legalização do aborto; como financiou também as principais produtoras de material pedagógico sobre educação sexual liberal, atingindo cerca de 50 mil professores e dois milhões de alunos, e vários outros projetos similares dentro de um plano maior de conjunto.

Terminados os trabalhos em 2002, a Fundação MacArthur comissionou o CEBRAP e a CCR (Comissão de Cidadania e
Reprodução) para continuar, com os fundos deixados pela MacArthur, os trabalhos iniciados em 1990. O relatório conclui, na seção intitulada "Os Desafios Restantes"
(Challenges Ahead) que, tal como estava a situação populacional do Brasil em 2002, após mais de uma década de trabalho da Fundação,

"o exercício dos direitos sexuais e reprodutivos no Brasil é hoje consideravelmente mais amplo do que quando a Fundação MacArthur iniciou seu investimento no país. Isso se deve, no caso brasileiro, porque pode-se contar com uma estrutura de mecanismos institucionais permanentes, através dos quais as definições e a implementação de políticas de saúde podem ser monitoradas em todos os níveis. A Fundação MacArthur decidiu em 1988 trabalhar no Brasil com questões populacionais e de saúde reprodutiva porque seu ambiente político permitiria que as ONGs influenciassem a política e a prática. A MacArthur identificou as ONGs que poderiam utilizar-se do financiamento externo para desenvolver sua capacidade de produzir mudanças. Estas atividades se concentraram em alguns pontos, entre os quais a criação de um conjunto de leis que permitisse às mulheres obter abortos e outros serviços necessários.
A maioria dos estudiosos consideram um dos grandes sucessos neste sentido foi a expansão dos serviços para vítimas de violência de gênero. O primeiro grande salto foi dado em 1989, com o estabelecimento em São Paulo do primeiro serviço público que oferecia o aborto nos dois casos previstos pela lei. Depois disso outro grande salto ocorreu em 1998, quando o Ministro da Saúde, apesar da grande oposição, aprovou as Normas Técnicas do aborto legal em casos de estupro ou risco de vida para a mãe. Embora a lei do aborto não tenha sido alterada, a prática evoluiu. Houve grandes progressos no debate sobre o aborto. Criou-se um ambiente para uma aceitação progressiva de uma legislação mais liberal que incluiria outras circunstâncias em que o aborto seria permitido. A Norma Técnica para o aborto em casos de estupro e risco de vida para a mãe é considerada por muitos como o principal avanço da década em termos de saúde e direitos reprodutivos. Até o momento, no Brasil, a lei do aborto mudou pouco, mas os serviços de aborto em casos de estupro e risco de vida da mulher expandiram-se rapidamente. A maioria dos estudiosos considera que, agora, SOMENTE EXISTE UMA ÚNICA REFORMA PRINCIPAL QUE DEVE SER
TENTADA: A COMPLETA LEGALIZAÇÃO DO
ABORTO. À medida em que as mulheres se tornem mais capazes de exercer suas escolhas, um novo quadro de mudanças populacionais irá surgir no Brasil, sua população provavelmente estabilizando-se no nível de reposição ou mesmo abaixo dele".

Baixe o documento completo neste endereço:

http://www.pesquisasedocumentos.com.br/macarthur.pdf

Todo este trabalho, tal como se encontra descrito no Relatório sobre População no Brasil, realizado pela Fundação MacArthur em conjunto com inúmeros outros organismos internacionais, e do qual restava apenas "UMA ÚNICA REFORMA PRINCIPAL QUE DEVE SER TENTADA: A COMPLETA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO", deveria ser o estopim de reformas semelhantes em toda a América Latina. Ele seria retomado, a partir da posse do governo Lula, pelo próprio Partido dos Trabalhadores como seu principal impulsionador.

O governo Lula comprometeu-se inequivocamente, desde o início de seu mandato, a nível nacional e internacional, com a completa legalização do aborto, para mais além do que havia sido alcançado, inclusive nos Estados Unidos, com a decisão Roe x Wade. Em caso de sucesso, o governo brasileiro seria imediatamente apresentado como modelo internacional de progressismo para o restante do mundo, da América Latina e dos demais países em desenvolvimento.
Fonte: Exsurge Domini

Oração ajuda na cura de doenças graves

Oração ajuda na cura de doenças graves

Fonte: Lista Exsurge Domini
Autor: O Globo
Transmissão: Vicente Gargiulo- 19/Set/2009

http://oglobo.globo.com/diariosp/sextosentido/posts/2009/09/16/estudos-mostram-que-oracao-ajuda-na-cura-de-doencas-graves-223558.asp

Estudos mostram que oração ajuda na cura de doenças graves

A influência da fé na cura das mais diversas doenças é uma realidade entre médicos de todo mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, há mais de 10 anos exige-se que todos os programas de residência para psiquiatras incluam no currículo questões religiosas e espirituais. No Brasil, embora a questão ainda seja tratada com cautela, muitos médicos já admitem ter testemunhado casos impressionantes que a ciência não tinha como explicar.

Segundo revela o Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick, estudos científicos em torno da cura pela fé começaram com o médico americano Harold Koenig . Ele e sua equipe concluíram que, ao rezar, pacientes religiosos controlam indiretamente suas doenças. 'Acreditam que não estão sozinhos na batalha e que Deus está cuidando pessoalmente deles. Isso os protege do isolamento psicológico que domina a maioria dos doentes.

Em um estudo com 455 idosos internados, Koenig observou que a média de internação dos que frequentavam a igreja mais de uma vez por semana era quatro dias. Já os que iam raramente ou nunca chegavam a passar até 12 dias hospitalizados.

Outra pesquisa, feita pela Faculdade de Medicina de Dartinouth, revelou que a probabilidade de pacientes cardíacos morrerem após a cirurgia era 14 vezes maior entre os que não participavam de atividades religiosas. Em seis meses, 21 morreram. Já todos os 37 que se declararam extremamente religiosos tiveram alta.

O médico Herbert Benson, da Faculdade de Medicina de Harvard, afirma que o estresse é responsável por pelo menos 60% das doenças que atingem o homem moderno. Além disso, faz o organismo produzir o agente inflamatório interleucina-6, que está associado a infecções crônicas, diabetes, câncer e doenças cardiovasculares.

Segundo o médico, ao rezar ou meditar seguidas vezes, o paciente atinge um estado de relaxamento capaz de reduzir o impacto dos hormônios no organismo. A oração continuada desacelera os batimentos cardíacos, o ritmo de respiração, baixa a pressão sanguinea e reduz a velocidade das ondas cerebrais, melhorando a condição física. Ele comprovou que pessoas que raramente iam à igreja tinham altos níveis de interleucina-6 no sangue, enquanto nos frequentadores assíduos esses índices eram significativamente mais baixos.
Fonte: Exsurge Domini
A Justiça Social

Fonte: Lista Exsurge Domini
Autor: John Nascimento
Transmissão: Rogério Hirota

Diz o Catecismo da Igreja Católica :

1928 . – A sociedade garante a justiça social, quando realiza as condições que permitam às associações e ao indivíduo obter o que lhes é devido, segundo a sua natureza e vocação. A justiça social está ligada ao bem comum e ao exercício da autoridade.

Justiça

É uma das quatro virtudes cardiais.

As outras três são, a Prudência, a Fortaleza e a Temperança.

A Justiça está orientada para o bem comum de tal maneira que se por hipótese todas as pessoas fossem justas, não havia lugar para aquela caridade que é feita só de favores e de esmolas, porque todos tinham o mínimo e indispensável para poderem viver honestamente.

Todavia, o amor pode sempre dar uma nova força à Justiça.

Assim o ensina ainda o Catecismo da Igreja Católica e o Concílio Vaticano II na Constituição Pastoral, A Igreja no Mundo actual:

1912. - O bem comum está sempre orientado para o progresso das pessoas: "A ordem das coisas deve estar subordinada à ordem das pessoas, e não o contrário ".(GS 26/3). Esta ordem tem por base a verdade, constrói-se na Justiça e é vivificada pelo amor..

No Antigo Testamento o Livro da Sabedoria começa por dizer :

- “Amai a Justiça, vós que governais a terra, tende para com o Senhor sentimentos rectos e buscai-O com simplicidade do coração”. (Sab. 1,1).

- “Aquele que profere palavras iníquas, não se pode ocultar, e a Justiça que o persegue não passará de largo”. (Sab.1,8).

No Novo Testamento é o próprio Cristo que diz :

- “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; aquele que matar está sujeito a ser condenado. Eu, porém, digo-vos: Quem se irritar contra o seu irmão será réu perante o tribunal”. (Mt. 5,21 -22). (cf. CIC 2054).

Adão e Eva viviam na Justiça original que era uma participação da vida divina (cf. CIC 375; 376).

A harmonia em que viviam, graças à Justiça original, ficou destruída pelo pecado e a morte fez a sua entrada na história da humanidade. (cf. CIC 400).

Podemos considerar várias espécies de Justiça : Comutativa; Legal; Distributiva e Jurisdicional.

- A Comutativa é a que regula as permutas entre as pessoas nos contratos. (cf. CIC 2411)

- A Comutativa distingue-se da Legal, a qual diz respeito ao que o cidadão equitativamente deve à comunidade. (cf. CIC 2411).

- A Comutativa distingue-se da Distributiva, a qual regula o que a comunidade deve aos cidadãos. (cf. CIC 2411).

- A Comutativa distingue-se da Jurisdicional, segundo a qual os políticos são obrigados a respeitar os direitos fundamentais da pessoa humana, (cf. CIC 2237).

Em ordem ao respeito pelas pessoas e seus bens, a Justiça tem por fim acautelar os direitos do próximo e dar-lhe o que lhe é devido. (cf. CIC 2407).

O Antigo Testamento desde o Génesis até ao Livro de Ezequiel, faz uma larga referência à Justiça :

- “...No sentido de seguirem os caminhos do Senhor, praticando a Justiça e a rectidão”. (Gen. 18,19).

- “Príncipes de Israel, basta ! Renunciai à violência e à opressão; ponde em prática o direito e a Justiça”. (Ez.45,9).

Todavia, o Novo Testamento, em várias passagens, faz sobretudo a apologia do Justo, daquele que vive na Justiça e que, por isso é homem de bem.

Justiça Social

O Catecismo da Igreja Católica fala da Justiça social em três lugares distintos :

* No Artigo 3 do Capítulo Segundo sobre a Justiça Social que se subdivide em :

- O Respeito pela pessoa humana;

- Igualdade e diferença entre os homens;

- A solidariedade humana, (l 928-1942).

* No Sétimo Mandamento a respeito da Doutrina Social da Igreja;

- A actividade económica e a justiça social;

- A justiça e solidariedade entre as nações;

- O amor dos pobres. (2419-2449).

* Nas Sete Petições, do Pai Nosso, sobre o pão nosso de cada dia. (CIC 2828-2837).

* A Igreja rejeitou as ideologias totalitárias e ateias, associadas nos tempos modernos ao "comunismo" ou ao "socialismo".

Por outro lado, recusou, na prática do "capitalismo" o individualismo e o primado absoluto da lei do mercado sobre o trabalho humano.

Regular a economia só pela planificação centralizada perverte a base dos laços sociais; regulá-la só pela lei do mercado é faltar à justiça social, "porque há numerosas necessidades humanas que não podem ser satisfeitas pelo mercado".(CA 34).

É necessário preconizar uma regulamentação racional do mercado e das iniciativas económicas, segundo uma justa hierarquia dos valores e tendo em vista o bem comum. (CIC 2425).

Por sua vez o Concílio Vaticano II na Constituição Pastoral sobre a Igreja no Mundo actual Gaudium et Spes, trata da Justiça Social, em alguns pontos fulcrais :

* Justiça distributiva. CGS 39).

* Igualdade essencial dos homens e Justiça Social.(GS 29).

* Promoção da Justiça social internacional. (GS 90).

* Exigências da Justiça, superação do individualismo e contribuição para o bem comum. (GS 30).

* Supressão das grandes desigualdades económicas. (GS 66).

* Destino Universal dos bens da terra. (GS 69).

* Deus destinou a terra com tudo o que ela contém para uso de todos os homens e povos; de modo que os bens criados devem chegar equitativamente às mãos de todos, segundo a justiça, secundada pela caridade...(GS 69).

Portanto o problema da Justiça Social é muito vasto e requer um estudo pormenorizado, que se pode encontrar no Catecismo da Igreja Católica.

Jesus ensina sobre a Justiça
Fonte: Exsurge Domini

A Solidariedade Humana

A Solidariedade Humana

Fonte: Lista Exsurge Domini
Autor: John Nascimento
Transmissão: Rogério Hirota

Diz o Catecismo da Igreja Católica :

1940 . – A solidariedade manifesta-se, em primeiro lugar, na repartição de bens e remuneração do trabalho. Supõe também um esforço por uma ordem social mais justa, em que as tensões possam ser melhor resolvidas e os conflitos encontrem mais facilmente uma saída negociada.

A solidariedade humana é uma qualidade que resulta da Justiça social e que, para ser verdadeira e eficaz, tem que assentar numa relação de vedadeira amizade e de respeito pelos direitos da pessoa humana.

AMIZADE

A relação de intimidade entre duas pessoas, ou mais, como expressão de caridade, fundada no amor de Deus, chama-se Amizade.

A Amizade tem um fundamento básico e clássico na confiança, na apreciação da individualidade da outra pessoa, e numa profunda honestidade.

O conceito cristão de Amizade, também paralelamente descrito por Cícero (um autor pagão) no seu trabalho sobre a Amizade (De Amicitia), fundamenta-se mais profundamente nas Escrituras.

Como Cristãos, nós estamos desejosos da Amizade de Deus :

- “Porque ela (a sabedoria) é para os homens um tesouro inesgotável; os que a adquirem tornam-se participantes da Amizade de Deus”.(Sab.7,14).

Nas Escrituras há uma permanência de Amizade, porque Deus é o melhor dos amigos.

Diz-nos o Catecismo da Igreja Católica :

374. - O primeiro homem não só foi criado bom, como também foi constituído num estado de Amizade com o seu Criador, e de harmonia consigo mesmo e com a Criação que o rodeava ; amizade e harmonia tais, que só serão ultrapassadas pela glória da nova criação em Cristo.

No Novo Testamento Cristo falou na maior forma de Amizade que é a de dar a vida por outro :

- “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus Amigos. Vós sereis Meus Amigos se fizerdes o que Eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz os seu Senhor ; chamei-vos Amigos” ... (Jo. 15,13-15).

Nós podemos ver os exemplos de Amizade de Cristo, por exemplo, na ressurreição de Lázaro :

- “Quando a viu chorar, e vendo também chorar os Judeus, Jesus comoveu-Se profundamente... (Jo. 11,3 3).

A Amizade é necessária para todos nós porque nos dá uma ajuda na convivência com a Comunidade Cristã, para podermos ser solidários.

Diz-nos o Concílio Vaticano II :

- Deste modo, pela amizade e pela comunicação de experiências e com a ajuda espiritual mútua, fortalecem-se para superar as dificuldades da vida e da acção demasiado isolada e produzir mais abundantes frutos de apostolado. (AA 17).

A Amizade de S. José e Nossa Senhora ; de S. Agostinho e S. Mónica ; de S. Bernardo e seus irmãos ; de S. Francisco e Santa Clara ; Santa Teresa de Ávila e S. João da Cruz, são um exemplo de quanto pode fazer entre todos nós uma verdadeira Amizade.

Só a verdadeira Amizade faz os verdadeiros Amigos e o Novo Testamento diz-nos, em muitos lugares, quem são os Amigos.

Pois a nossa amizade mútua, é uma base muito sólida para sermos solidários, não só por caridade, como também em ordem aos direitos da pessoa humana.

DIREITOS DA PESSOA HUMANA

É uma maneira de dizer por outras palavras o que chamamos Direitos Naturais.

O Concílio Vaticano II, diz. sobre este assunto :

- Procurem as instituições humanas, privadas ou públicas, servir a dignidade e o destino do homem, combatendo ao mesmo tempo valorosamente contra qualquer forma de sujeição política ou social e salvaguardando, sob qualquer regime político, os Direitos Humanos : Mais ainda : é necessário que tais instituições se adaptem progressivamente às realidades espirituais, que são as mais elevadas de todas; embora por vezes se requeira um tempo razoavelmente longo para chegar a esse desejado fim.(GS29).

E mais adiante:

- O desenvolvimento não se deve abandonar ao simples curso quase mecânico da actividade económica, ou à autoridade pública somente. Devem, por isso, denunciar-se como erróneas tanto as doutrinas que, a pretexto duma falsa liberdade, se opõem às necessárias reformas, como as que sacrificam os Direitos Fundamentais dos indivíduos e das associações à organização colectiva da produção. (CS 65).

E falando de direitos da pessoa humana, temos que incluir nesta rubrica :

Direito de Liberdade Religiosa. Direito Positivo. Direitos Naturais. Liberdade. Poder do Homem. Responsabilidade e Liberdade. Vontade Livre.

O Catecismo da Igreja Católica, exemplifica a solidariedade :

1941 . – Os problemas socio-económicos só podem ser resolvidos com a ajuda de todas as formas de solidariedade : solidariedade dos pobres entre si, dos ricos com os pobres, dos trabalhadores entre si, dos empregadores e empregados na empresa ; solidariedade entre as nações e entre os povos. A solidariedade internacional é uma exigência de ordem moral. Em parte, a paz do mundo depende dela.

Isto para não incorrermos no perigo de instituições, chamadas de caridade, que se servem das pessoas mais necessitadas, como velhos e crianças, para fins meramente, ou princialmente lucrativos, porque comerciais.

A solidariedade humana, é muito mais do que tudo isso e tem que assentar, basicamente numa mentalidade religiosa, como a da primitiva Igreja em que todos se ajudavam, por amor a Deus e ao próximo, segundo a Palavra do Senhor :

- “Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo”.(Mt6,33).

Temos como exemplo, na Sagrada Escritura, entre outros, a Parábola do Bom Samaritano.
Fonte: Exsurge Domini

quinta-feira, 1 de março de 2012

A Lei Evangélica

A Lei Evangélica

Fonte: Lista Exsurge Domini
Autor: John Nascimento
Transmissão: Rogério Hirota

Diz o Catecismo da Igreja Católica :

1965 . – A Lei Nova ou Lei Evangélica é a perfeição, na Terra, da Lei divina, natural e revelada. É obra de Cristo e tem a sua expressão de modo particular no Sermão da Montanha. É também obra do Espírito Santo e, torna-se a lei interior da caridade : “Estabelecerei com a casa de Israel uma aliança nova (...) Hei-de imprimir as minas leis no seu espírito e gravá-las-ei no seu coração. Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo”.(He.8,8-10).

Lei e Evangelho

A relação entre Lei e Evangelho, está dependente da própria definição de Lei.

No Novo Testamento usa-se a tradução da palavra grega nomos (lei) que abrange um sentido muito largo de aplicações e, numa pequena percentagem da sua referência actual às relações Lei - Evangelho.

Há no Novo Testamentos exemplos em que o uso da Lei algumas vezes está em paralelo com o uso geral do Judaísmo como técnica referente à Lei de Moisés a todo o Antigo Testamento como um todo.

Nestes exemplos a Lei tem um sentido positivo e aproxima-se da noção de revelação, da vontade de Deus, etc.

O termo pode também referir-se simplesmente a um princípio ou dinâmica e pode ter os dois sentidos de positivo e de negativo.

Podemos dar três exemplos de S. Paulo :

- “Deparo, então, com esta lei: Querendo fazer o bem, é o mal que eu encontro”. (Rom.7,21).

- “Mas vejo outra lei nos meus membros, a lutar contra a lei da minha razão e a reter-me cativo na lei do pecado que habita em mim”. (Rom.7,23).

- “Porque a lei do Espírito de vida em Cristo Jesus, lembrou-me da lei do pecado e da morte”. (Rom.8,2).

No Novo Testamento, a referência à Lei como Torah não devia ser considerada como negativa; não é uma simples referência a regras muito duras e rigorosas de uma cultura distante e esquecida; mais do que isso, é uma referência a Deus e à Sua vontade.

(Todo o Salmo 119 com os seus 176 versículos é um Elogio da Lei).

Há mais quatro referências importantes que se devem entender como Lei, quando usadas no Novo Testamento :

1)- Todos os mandamentos e outras ordens dadas por Deus a Moisés.

2)- Todos os assuntos históricos e jurídicos do Pentateuco.

3)- Tudo o que no Antigo Testamento se pode considerar como Lei num sentido colectivo.

4)- Todas as tradições orais incluídas no conjunto dos ensinamentos das grandes figuras rabínicas.

Jesus cumpriu as leis e ultrapassou-as :

- “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas: Não vim revogá-la mas completá-la. Porque, em verdade, vos digo: Até que passem o Céu e a Terra, não passará um só jota ou um só ápice da Lei, sem que tudo se cumpra. (Mt.5,17-18).

Esta Lei, como referente a todo o Antigo Testamento, é compreensiva, reveladora, permanentemente válida e uma indissolúvel amálgama de guias morais, litúrgicas e jurídicas, algumas das quais foram plenamente integradas no plano da história da salvação.

O cumprimento de todas estas guias, operado por Jesus, significa que servem também para todos os que se incorporaram na Sua morte e ressurreição.

Nós devemos dizer que isto é a Lei da Vida ou a Lei de Cristo, no sentido de uma força positiva e dinâmica que é um agente de uma Nova Criação.

O Evangelho anuncia o cumprimento Cristocêntrico da Lei, significando que :

* O contacto com Deus não é uma circuncisão física :

- “Porque não é judeu aquele que o é exteriormente, nem é circuncisão a que se manifesta exteriormente, mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão, a que é do coração, segundo o espirito”... (Rom.2,28-29).

* Nem a observância da aplicação tradicional da Lei de Moisés :

- “Sabendo, porém, que o homem não é justificado pelas obras da Lei, mas pela fé em Jesus Cristo, também nós acreditamos em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da Lei”.(Gal.2,16).

* Mas quando a Lei é santa e boa :

- “Assim a lei é santa e o mandamento santo, justo e bom”. (Rom.7,12).

* Quando a Lei é a expressão da vontade de Deus :

- “O incircunciso por natureza, que guarda a Lei, julgar-te-á a ti, que, com a letra da circuncisão, transgrides a Lei”. (Rom. 2,27).

* Quando não tem o poder de fazer santo, de transformar, de renovar, mas, apesar disso, ensina.

As "obras" que vêm da fé (dons de Deus que actuam em nós), podem operar o que Jesus fez :

- “Porquanto julgamos que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei”. (Rom.3,28).

Jesus é simultaneamente um cumpridor da Lei e um Legislador, como nos diz S. Mateus no Sermão da Montanha. (Mt.5/1-12).

Diz-nos ainda o Catecismo da Igreja Católica :

1970. - A Lei Evangélica supõe a escolha decisiva entre “os dois caminhos” e a passagem à prática das palavras do senhor ; resume-se ne regra de ouro : “Tudo quanto quiserdes que os homens vos façam, fazei-lho, de igual modo, vós também, pois assim é que é a Lei, tal como os Profetas. (Mt.7,12). Toda a lei Evangélica se apoia no “mandamento novo” de Jesus (Jo.13,34), de nos amarmos uns aos outros como Ele nos amou.

A Evangelização pode fazer-se de muitas maneiras como meio de Apostolado;

Chama-se genericamente Apostolado a todo o serviço desempenhado dentro da área do ministério da Igreja, e que pode ser exercido de muitas e variadas maneiras nos mais diversos sectores, por qualquer pessoa, de harmonia com as directrizes da Igreja.

Tem uma aplicação aos ministros escolhidos e enviados a fazer Apostolado e aos leigos que o queiram fazer, no campo social, cultural, litúrgico, educacional, artístico, moral e espiritual, a nível diocesano ou paroquial.

É que o Apostolado deve estar de acordo com os talentos e capacidades de cada um para as actividades que cada pessoa possa realizar para levar a mensagem de Cristo e da Igreja a todo o mundo.

Portanto, o Apostolado é uma constante da Evangelização, por parte de todos os cristãos, e por todos os meios, como um empenhamento do Baptismo.

O Apostolado mais eficaz é, sem dúvida, o que se exerce pelo testemunho de vida, não apenas quando há uma crise de fé ou um atentado grave aos ensinamentos da Igreja, mas sempre e de maneira constante e efectiva..

Fica-nos agora uma porta aberta para abordamos a Graça e a Justificação.
Fonte: Exsurge Domini

Justificação e Libertação

Justificação e Libertação

Fonte: Lista Exsurge Domini
Autor: John Nascimento
Transmissão: Rogério Hirota

Diz o Catecismo da Igreja Católica :

1992 . - A justificação foi-nos merecida pela Paixão de Cristo, que na Cruz Se ofereceu como hóstia vivam santa e agradável a deus, e cujo Sangue se tornou instrumento de propiciação para os pecados de todos os homens. A jstificação é concedida pelo Baptismo, sacramento da fá. Conforma-nos à justiça de Deus, que nos torna interiormente justos pelo poer da sua misericórdia. E tem por fim a glória de Deus, e o dom da vida eterna.

JUSTIFICAÇÃO ! e Libertação

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Filho, lembra-te que recebeste os teus benefícios durante a vida, tal como Lázaro os infortúnios. E agora aqui, ele é consolado, ao passo que tu és atormentado.

A JUSTIFICAÇÃO é o processo pelo qual o pecador se torna reabilitado, puro e santo perante Deus.

Primária e simplesmente a Justificação, no conceito teológico cristão é a posse da graça santificante.

Todavia antes desta posse se completar, é necessário o Baptismo, o qual supõe a fé e a aceitação das consequências dessa mesma fé.

Assim o disse o Concílio de Trento :

- "A fé é o princípio da salvação do homem, o fundamento e a raiz de toda a Justificação; sem ela (a fé) é impossível agradar a Deus e obter a amizade de Deus com os Seus filhos".(Ses.III-8).

E o Catecismo da Igreja Católica, diz :

1266. - A Santíssima Trindade confere ao baptizado a graça santificante, a graça da justificação, que :

- o torna capaz de crer em Deus, esperar n'Ele e O amar, pelas virtudes teologais;

- lhe dá poder de viver e agir sob a moção e pelos dons do Espírito Santo;

- lhe permite crescer no bem, pelas virtudes morais.

Na Tradição Católica a Justificação considera-se como vinda da fé em Cristo e das boas obras da vida, vivida em resposta ao convite de Deus para crer.

Contra a doutrina clássica de Lutero, a Fé Católica mantém que a fé sem obras não é suficiente para obter o mérito da Justificação, porque as boas obras mostram o nosso desejo de cooperar com as iniciativas da graça.

A doutrina Católica rejeita qualquer noção de que a Justificação nos venha por um simples acto interior ou uma disposição íntima, mas também objecta que seja uma mera acção praticada sem uma disposição interior de fé, esperança e caridade.

O que é necessário para a salvação é a fé que se manifesta por actos exteriores os quais significam a fé interior, e assentam na Ressurreição de Cristo.

Diz o Catecismo da Igreja Católica :

654 . - Existe um duplo aspecto no mistério pascal; pela sua Ressurreição, abre-nos o acesso a uma nova vida. Esta é, antes de mais, a justificação, que nos repõe a graça de Deus, «para que, assim como Cristo ressuscitou dos motos(...) também nós vivamos uma vida nova»(Rom.6,4)...

Mas esta Justificação, para quem cometeu o pecado grave, não se pode realizar senão através do Sacramento da Penitência (Acto penitencial), como diz o Catecismo da Igreja Católica :

1446. - Cristo instituiu o sacramento da Penitência para todos os membros pecadores da sua Igreja, antes de mais para aqueles que, depois do Baptismo, caíram em pecado grave e assim perderam a graça baptismal e feriram a comunidade eclesial. É a eles que o sacramento da penitência oferece uma nova possibilidade de se converterem e reencontrarem a graça da justificação...

Desde que uma pessoa exista concretamente no Universo, torna-se necessário para a salvação que ocorreu objectiva e historicamente, que essa pessoa responda também, histórica e objectivamente a esse dom da salvação.

Uma vez que a pessoa humana é um corpo com uma alma tem que haver uma relação dialógica entre a pessoa e o mundo.

As obras são necessárias para a fé simplesmente porque elas realizam um acto pelo qual aceitam o dom da salvação que é necessário para a Justificação.

Essas obras são claramente exigidas no Novo Testamento para a união com Cristo, segundo as Suas parábolas, como a do Bom Samaritano, a do Pobre Lázaro e o Rico Avarento, e outras.

O verdadeiro discípulo de Jesus é aquele que trabalha na vinha, o que cava a terra e o que prega a Boa Nova, segundo o plano da História da Salvação..

A Parábola do Pobre Lázaro e do Rico Avarento, é assim um protótipo da Justificação, a qual distingue as acções que condenaram o Rico Avarento, contra a situação de vida do Pobre Lázaro, pelo que o seu destino eterno foi diferente e, entre um e o outro, nem sequer é possível qualquer comunicação :

- "Além de tudo isto, entre nós e vós estabeleceu-se um abismo tão grande que não poderiam os que desejassem, nem passar daqui para junto de vós, nem atravessar daí para junto de nós".

Para além disso, está bem claro que é nesta vida que as nossas acções nos podem condenar ou justificar :

- «Rogo-te que mandes Lázaro à minha casa paterna, pois tenho cinco irmãos. Que ele os previna, para não virem ter também a este lugar de tormentos.» Disse-lhe Abraão : «Têm Moisés e os profetas. Que os oiçam».(Evangelho).

Portanto, a Justificação vem pela fé e pelas obras praticadas na vida.

Esta é a doutrina da Igreja católica, para os católicos, mas que por vezes parece que incomoda outras facções religiosas que têm e apregoam as suas ideias aos seus adeptos, o que nós compreendemos perfeitamente, em virtude da liberdade religiosa.

Por isso não vale a pena atirar pedradas aos católicos, porque nem nós estamos dispostos a mudar de religião nem os outros estão também dispostos a virar para o catolicismo.

Mas podemos ser amigos, respeitando cada um a religião do outro e Deus dará a cada um o que merecer.

A Igreja nos vai acompanhando e guiando com a Liturgia da Palavra de cada Domingo, para a prática das boas obras que, com a fé, nos hão-de garantir a nossa Justificação.
Fonte: Exsurge Domini

A Graça Santificante

A Graça Santificante

Fonte: Lista Exsurge Domini
Autor: John Nascimento
Transmissão: Rogério Hirota

Diz o Catecismo da Igreja Católica :

1996 . - A nosaa justificação vem da graça de Deus. A graça é o favor, o socorro gratuiito que Deus nos dá, a fim de respondermos ao seu chamamento para nos tornarmos filhos de Deus, filhos adoptivos, participantes da natureza divina, e da vida eterna.

Jesus, lembra-Te de mim quando entrares no Teu reino». Ele respondeu-lhe : «Em verdade te digo : Hoje estarás comigo no Paraíso».(Lc.23,42-43).

**********************

Como definição simples, a Graça é o Dom da presença de Deus que nos ama e a transformação do homem n'Ele.

Deus está presente de maneira natural na pessoa que O reconhece na obra da Criação e o aceita como Senhor de tudo o que existe.

Mas pela Graça Deus torna-se presente na consciência humana de maneira especial.

Pela fé Ele é perceptível como o próprio Amor que oferece ao homem a participação na Sua própria vida, uma relação de amizade com Ele muito mais íntima do que tem o Criador com a Sua criatura, uma certa experiência de vida familiar com Deus.

Diz o Catecismo da Igreja Católica :

1997. - A Graça é uma participação na vida de Deus, introduz-nos na intimidade da vida trinitária : pelo Baptismo, o cristão participa da graça de Cristo, Cabeça do seu Corpo; como «filho adoptivo», pode, a partir daí, chamar «Pai» a Deus, em união com seu Filho Unigénito; e recebe a vida do Espírito, que lhe infunde a caridade e forma a Igreja.

Deus define-se como o Amor e dá-se a conhecer pela Revelação nas Sagradas Escrituras.

No Antigo Testamento Deus revela-se, concedendo favores e prosperidade, aceitando os sacrifícios do Seu Povo, defendendo-o do seus inimigos, dando-lhe uma protecção especial e dando a conhecer a Sua vontade pelos Seus Mandamentos.

Deus perdoa também ao Seu Povo e diz quem é e estabelece a Sua Aliança com o Seu Povo para sempre.

No Novo Testamento a palavra Graça só aparece em S. João :

- "E nós vimos a Sua glória, glória que lhe vem do Pai, como Filho Único, cheio de Graça e de verdade". (Jo. 1,14).

Todavia a ideia de "Dom" ou de qualquer coisa que nos "será dado ou confiado", aparece constantemente no Novo Testamento :

- "O Reino de Deus ser-vos-á tirado e será confiado a um povo que produzirá os seus frutos".(Mt.21,42).

- "Ele que não poupou o próprio Filho, mas O entregou por todos nós, como não havia de nos dar também, com Ele, todas as coisas ?". (Rom.8,32).

Quando o homem responde à oferta do dom do Amor de Deus, entregando-se totalmente a Ele, transcende a sua antiga condição de pecador, recebe uma capacidade e um incentivo para crescer mais no amor, para partilhar a sua vida e a sua liberdade com Deus e torna-se uma imagem mais completa e perfeita do Homem-Deus, Jesus Cristo.

A Graça ou dom do Amor de Deus, não nos tira a nossa liberdade nem nos isenta da lei, mas torna-nos mais fiéis, tanto ao amor de Deus e do próximo como ao cumprimento da lei.

Também não nos livra do pecado, mas dá-nos uma força maior para lhe resistir porque não podem coexistir o amor a Deus e o pecado.

Estado de Graça
A Graça envolve a transformação da alma, a qual permanece e actua num novo nível interpessoal, conhecendo e amando a Deus e as outras pessoas n'Ele.

Chama-se a esta Graça, Graça Actual ou Graça Santificante, e qualifica a existência daquele que a possui.

A alma assim classificada, diz-se que está em Estado de Graça, e é este o estado exigido para se receber a Sagrada Comunhão.

Segundo a Tradição, o Estado de Graça pode perder-se, por um pecado grave ou sério, e voltar a adquirir-se pelo arrependimento e pela confissão sacramental.

Segundo a Escritura, o Baptismo torna a pessoa uma nova criatura, pelo renascimento e pela infusão do Espírito Santo.

Esta permanente, interior e eficaz comunicação e habitação do Espírito Santo, é a Graça Santificante.

Ela inunda toda a alma, a inteligência, a vontade e o coração.

Torna santos todos aqueles que possuem este dom, concedendo-lhes a participação na vida divina.

Esta Graça produz a conversão, a transformação de todas as predisposições de cada um.

O Concílio Vaticano II na Constituição Dogmática sobre a Santa Igreja, decreta :

- Além disso, este mesmo Espírito Santo não só santifica e conduz o Povo de Deus por meio dos Sacramentos e ministérios e o adorna com virtudes, mas "distribuindo a cada um os seus dons como lhe apraz" (l Cor.12,11), distribui também graças especiais entre os fiéis de todas as classes, as quais os tomam aptos e dispostos a tomar diversas obras e encargos, proveitosos para a renovação e cada vez mais ampla edificação da Igreja, segundo aquelas palavras : "a cada qual se concede a manifestação do Espírito em ordem ao bem comum" (l Cor.12,7).Estes carismas, quer sejam os mais elevados, quer também os mais simples e comuns, devem ser recebidos com acção de graças e consolação, por serem muito acomodados e úteis às necessidades da Igreja.(LG 12).

Diz o Catecismo da Igreja Católica :

2000. - A Graça Santificante é um dom habitual, uma disposição estável e sobrenatural, que aperfeiçoa a alma, mesmo para a tornar capaz de viver com Deus e de agir por seu amor. Devemos distinguir a graça habitual, disposição permanente a viver agir segundo o apelo divino, e as graças actuais, que designam as intervenções divinas, quer na origem da conversão, quer no decurso da obra de santificação.

O Estado de Graça Santificante, é o estado exigido para se alcançar a Vida Eterna porque sem esta união a Deus cá na terra, não é possível a vida de união a Deus na Visão Beatífica.

Daí o cuidado em viver permanentemente na Graça de Deus, porque ninguém sabe o dia e a hora em que pode comparecer na presença de Deus e, uma morte súbita, sem preparação, sem o estado de graça, significa uma separação eterna !
Fonte: Exsurge Domini

O que falta a nossa fé

O que falta a nossa fé

Fonte: Lista Exsurge Domini
Autor: John Nascimento
Transmissão: Rogério Hirota

Quando falamos de Fé sem Obras recordamos o que nos disse S. Paulo :

- “Tenho que completar em mim o que falta à Paixão de Cristo”.

Ora o que falta à paixão de Cristo é a nossa aceitação, é o nosso compromisso, são as nossas obras de harmonia com a doutrina que aprendemos, com a nossa participação na Liturgia da Igreja, com o nosso amor a Deus e a nossa solidariedade para com os nossos irmãos.

E S. Tiago escreveu :

- “Assim como corpo sem alma é morto, assim também a fé sem obras é morta”.(Tig.2,26).

E Jesus disse também no Sermão da Montnha :

- “Brilhe a vossa luz diante dos homens de modo que, vendo as vossas obras, glorifiquem vosso Pai, que está nos céus”.(Mt.5,16).

No dia do nosso Baptismo, foi-nos entregue uma vela, acesa no Círio Pascal, que representa Cristo Ressuscitado, com esta recomendação :

- “Recebe a luz de Cristo”.

Esta vela acesa é o símbolo da fé que se acendeu na nossa alma, e que nunca deveríamos deixar apagar.

Cristo, dando a sua vida pela salvação da humanidade, não obriga ninguém a aceitar a sua doutrina e a procurar segui-la, mas, com a sua infinita justiça dará a cada um o que merecer.

Nesta linha de conceitos, para dar garantia ao amor de Deus por nós, temos que traduzir toda a doutrina pelas obras que ela sugere porque, de outro modo, seria para nós absolutamente inútil toda a história da Redenção, isto é, toda a eficácia da História da Salvação.

Ora a base de toda a História da Salvação está assente no grande mistério da Eucaristia como verdade incontestável da Presença Real e como instrumento da nossa mais íntima manifestação de agradecimento, de acção de graças.

Mas a Eucaristia é uma realdade sobrenatural que exige, não só uma preparação doutrinal e espiritual, como também e sobretudo um estado de alma que permita que a Sagrada Comunhão, nos conceda todos os seus merecimentos, ganhos pela imolação de Cristo no Calvário.

A isto é que se deve chamar uma Fé com Obras, uma vela acesa, sem o que, a nossa Comunhão, para além de não nos ser útil, se pode converter num instrumento de condenação, como nos recomendou S. Paulo na sua Primeira Carta aos Coríntios :

- “Examine-se cada qual a si mesmo, e então, coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que come e bebe, sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação”. (1 Cor.11,28-29).

Quando uma pessoa entra numa Igreja, pelas suas atitudes logo se reconhece a sua formação religiosa e cristã, porque há sinais que se não respeitam :

· O Sinal da cruz não é mais do que uma garatuja.

· A genuflexão não tem qualquer significado, por ser mal feita.

· Acendem-se velas aos santos, e desconhece-se o Santíssimo Sacramento.

· A maneira como algumas pessoas se vestem é deplorável.

· Quando chegam à Igreja, ficam logo sentadas porque não reconhecem o lugar onde estão e não sabem rezar uma pequena oração.

· Não há uma participação activa nas celebrações.

Tudo isto é uma manifestação de pouca fé prática e a prova de que temos uma fé sem obras e podemos ser assim como uma vela apagada.

Daqui a necessidade de mantermos sempre acessa a vela da nossa fé.
Fonte: Exsurge Domini

As Palavras e as Obras

As Palavras e as Obras

Fonte: Lista Exsurge Domini
Autor: John Nascimento
Transmissão: Rogério Hirota

Moisés recebeu a Lei no Monte Sinai !

Se a nossa fé não pode ser reduzida «só àquilo que dizemos», a uma oração separada da vida, convém lembrar, entretanto, que ela não coincide tampouco «só com aquilo que fazemos».

Isto é lembrado especialmente hoje em dia, quando tudo na sociedade nos leva a medir os valores, os acontecimentos e as pessoas, só pelo sucesso, pelo lucro, pela promoção profissional, isto é, na base de um «fazer» que não tem nada de evangélico.

O agir do Evangelho nada tem a ver com o conceito do mero sucesso.

Pelo contrário, frequentemente é um agir, do ponto de vista humano, coroado pelo insucesso e pelo fracasso mais paradoxal.

Humanamente falando, a vida de Cristo não termina com sucesso, mas com o mais humilhante fracasso, o abandono dos discípulos, e a morte infame na cruz.

Mas é precisamente neste insucesso que o mistério da Salvação e o triunfo da Páscoa lançam as suas raízes.

O livro do Deuteronómio, diz-nos que a fidelidade à Aliança com Deus, manifesta-se pelo cumprimento dos Seus Mandamentos, e não apenas pelas palavras.

Por isso, o Povo de Deus deve guardar a Lei no coração e pô-la em prática, em todas as circunstâncias da sua existência.

- “Moisés falou ao povo nestes termos : «As palavras que eu vos digo, gravai-as no vosso coração e na vossa alma, prendei-as à mão como um sinal e na fronte como um diadema. Olhai! Ponho hoje diante de vós a bênção e a maldição”..(Deut.11,18,26).

Só o caminho da fidelidade levará à verdadeira felicidade, a vida em plenitude de Deus, que é o nosso refúgio.

S. Paulo disse ao Romanos :

- “Foi sem a Lei de Moisés que se manifestou agora a justiça de Deus, atestada pela Lei e pelos Profetas. Essa justiça de Deus, vem pela fé em Jesus Cristo para todos os crentes sem distinção”.(Rom.3,21)

A esta iniciativa salvífica, deve o homem responder com a sua conversão pessoal, com a sua confiante abertura, que salva em Jesus, no Seu Espírito, em resumo, com as suas acções.

Esta fé não pode ser simples confissão oral; tem de ser actuada com a caridade, com obras, que expressem a nossa vida com Deus.

Não são só as obras que salvam, mas não pode haver salvação sem a colaboração do homem.

E S. Mateus, diz-nos que Jesus é a revelação definitiva da vontade do Pai.

Por isso, só na fidelidade à Palavra de Cristo se pode agradar a Deus.

Não basta professar com os lábios a fé em Jesus.

- «Nem todo aquele que Me diz “Senhor, Senhor” entrará no reino dos Céus, mas só quem faz a vontade de Meu Pai que está nos Céus”....

Se a nossa fé não for acompanhada de uma vida santa, está a construir-se sobre a areia.

Não são as palavras que contam, mas os factos.

A parábola das duas casas construídas sobre a rocha ou sobre a areia, também trata da oposição entre “ouvir” apenas e “pôr em prática”.

Não há religião cristã sem uma opção concreta (o caminho), e não há opção concreta sem um comprometimento activo.

Como são numerosos, mesmo entre o povo de Deus, os hábeis oradores, os profetas inúteis e os sábios exegetas... e quão poucos são os cristãos comprometidos com os problemas, dispostos a tudo fazer no cumprimento do que dizem.

O teste não está no plano das palavras, das veleidades ou das boas intenções, porque, de facto, só a palavra não é suficiente, porque pode ser fugaz, inútil, traiçoeira; porque seduz e oculta, ilude e sugestiona.

A medida do teste está no “fazer”; a acção é mais facilmente controlável, confronta-se inevitavelmente com as coisas e os acontecimentos, e revela a objectividade das acções.

Uma acção pode falhar, mas dificilmente consegue ocultar o seu fracasso.

Os factos são um testemunho público; julgam-nos pelo que somos e absolvem-nos, ou condenam-nos muito mais que as nossas palavras, porque as acções são antes um teste das nossas palavras.

As acções e as obras também podem iludir e tornar-se ocasião de complacência farisaica, de segurança e ostentação.

Se, por um lado, Jesus põe de sobreaviso os que se firmam nas palavras ocas e nas estéreis invocações do nome de Deus, por outro lado, não poupa as suas acusações para aqueles que confiam na letra morta, que pensam em ser salvos pelas “práticas” e pela obervância vazia das Tradições e da Lei.

A fé deve ser integrada na vida, isto é, a consciência do cristão não conhece divisões, é profundamente unitária.

A dissociação entre a fé e a vida é um grave risco para o cristão, principalmente em certos momentos da idade evolutiva, ou diante de certos compromissos concretos.

Os factos consistem no cumprimento generoso da vontade do Pai, por meio dos quais nós podemos contribuir com as nossas obras

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Diz o Catecismo da Igreja Católica :

2611. – A oração da fé não consiste somente em dizer «Senhor, Senhor», mas em entregar o coração para fazer a vontade do Pai.(Mt.7,12). Jesus exorta os seus discípulos a ter na oração a preocupação de cooperar no desígnio de Deus.

Não deixemos que a nossa fé se compare com uma vela apagada, que ela seja uma vela bem acesa, que ilumine e aqueça.
Fonte: Exsurge Domini