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sábado, 21 de junho de 2014
terça-feira, 3 de abril de 2012
Costa Rica apresenta projeto para declarar o Dia do Nascituro no país
Costa Rica apresenta projeto para declarar o Dia do Nascituro no país
San José (Segunda-feira, 02-04-2012, Gaudium Press) Como parte das ações em defesa da vida na Costa Rica, engajados em uma luta com a Corte Interamericana de Direitos Humanos sobre a questão da fertilização in vitro, foi apresentado um projeto de lei para declarar 25 março como o Dia do Nascituro.
Sobre a proposta, a deputada Rita Chaves do Partido de Acessibilidade sem Exclusão (PASE), disse que busca proteger a vida do nascituro contra a "cultura da morte que promove o aborto como um direito humano".
O projeto de lei, apresentado no último dia 21 de março na Assembléia Legislativa, também "apoia mulheres vítimas de estupro ou jovens com uma gravidez inesperada que precisam de apoio emocional e compreensão médica e entendemos que o aborto só agrava sua situação", segundo explicou a deputada.
A iniciativa tem o apoio de organizações pró-vida no país, como "Pela Vida", "Observatório Cidadão", "Instituto Dignitas", "Mulheres pela Paz", "Centro Latino-Americano para Estudos da Família CIBEFAM", entre outros.
O representante da Associação Pela Vida, Luis Fernando Calvo disse que a apresentação do projeto "é uma oportunidade para o reconhecimento em nível jurídico do valor inalienável da vida humana que está no útero e foi concebido com igualdade de dignidade em relação ao resto da humanidade".
Durante a reunião também foi anunciado um novo programa de apoio às mulheres que têm problemas, emocionais ou de desenvolvimento físico durante a gravidez.
Hoje, o Tribunal de Direitos Humanos (CIDH) em Costa Rica procura estabelecer a fertilização in vitro, o que abriria a porta para a legalização do aborto na América Latina com a modificação dos conceitos sobre o início da vida humana e dos direitos do nascituro.
Fonte: Gaudium Press
sábado, 31 de março de 2012
Conferência Episcopal do Uruguai se levanta contra aborto e eutanásia
Conferência Episcopal do Uruguai se levanta contra aborto e eutanásia
Montevidéu (Sexta-feira, 30-03-2012, Gaudium Press) Enquanto ainda se debate sobre a despenalização do aborto e da eutanásia, no Uruguai, os Bispos da Conferência Episcopal do país (CEU), reiteraram sua rejeição a possível decisão do governo.
A sociedade paraguaia ainda está consternada pelo assassinato de 16 pacientes que se encontravam na terapia intensiva de diversos hospitais do país.
O Conselho Permanente da CEU, em mensagem por ocasião da Páscoa assinalou que essa rejeição surge "em dias em que a opinião pública está comovida por fatos que significam a perda de vidas humanas", os bispos referem-se a morte das 16 pessoas, totalmente indefesas, que se encontravam na Unidade de Terapia Intensiva, em uma Clínica uruguaia e que ali foram mortas.
Autoridades do Uruguai detiveram, há poucos, dias três enfermeiros acusados de terem assassinado aqueles 16 pacientes. Segundo a polícia, já são por volta de 50 as vítimas. Outras fontes afirmam que foram cometidos 200 homicídios através de injeções de morfina e ar.
Os prelados ainda rezam "por aqueles que tiveram suas vidas ceifadas, por suas famílias e também pelos causadores destas mortes". Esperam eles, unidos com a sociedade uruguaia, que as medidas "contribuam com o fortalecimento da confiança nos órgãos de saúde" e estimulem a defesa da vida em qualquer de suas etapa.
Vitória de Jesus sobre a morte
Apesar de estarem com o foco no debate da despenalização do aborto, que ainda está sendo decidida na Câmara de Representantes, os Bispos lutam também em defesa dessas vidas humanas, também indefesas.
"Reafirmamos nossa convicção, garantida pela ciência, de que cada vida que está em gestação é a de um ser humano chamado a nascer e continuar desenvolvendo-se em todas as dimensões da existência e assim participar com todos seus deveres e direitos na vida de nossa sociedade", afirmam os prelados.
Ao final do documento, os bispos animam aos "crentes e não crentes para que estes dias, nos quais nós cristãos celebraremos a Vitória de Jesus sobre a morte, nos ajudem a crescer em um sustentado amor e respeito a vida de todas as pessoas". (EPC)
Com informações da EWTN Notícias.
Fonte: Gaudium Press
sábado, 24 de março de 2012
II Congresso Internacional pela Verdade e Pela Vida
II Congresso Internacional pela Verdade e Pela Vida
23/12/2011
Edson Carlos de Oliveira
Pe. Paulo Ricardo
Fotos: Diogo Waki
A Human Life International (HLI) promoveu em São Paulo, de 3 a 6 de novembro, no auditório do Colégio de São Bento, o II Congresso Internacional pela Verdade e Pela Vida, que reuniu oradores pró-vida de diversas partes do mundo.
Após a abertura, feita pelo Prof. Felipe Néri, do Colégio São Bento, o Pe. Shenan Boquet, presidente da HLI, alertou os participantes do evento para o fato de que a questão-chave por detrás da “cultura da morte” é a rejeição de Deus e a falta de prática dos Mandamentos. Numa clara referência ao aborto de anencefálicos e à eutanásia, disse que muitas pessoas não são militantes conscientes dessa cultura anti-vida, mas de alguma forma participam dela ao utilizar métodos anticoncepcionais ou ter uma falsa compaixão ao pensar que se pode tirar a vida de quem sofre.
O Pe. Shenan destacou que o controle de natalidade é contrário ao sacramento do matrimônio, tema este que outro conferencista, Matthew Hoffman, correspondente para a América Latina da agência de notícias LifeSiteNews, tratou com mais detalhes. Para Hoffman, a origem do movimento homossexual se encontra no estilo de vida promíscuo entre aqueles que não o são e que excluem da prática sexual a procriação como finalidade primeira. Esse desregramento facilitou o êxito da propaganda homossexual.
A palestra de Mons. Dr. Juan Carlos Sanahuja, formado em jornalismo pela Universidade de Navarra e doutor em Teologia, versou sobre a nova “Religião Universal”, de fundo ecológico, a qual tenta impor uma uniformização política e um mesmo regime de pensamento para todas as nações. “A ética judeu-cristã não poderá ser aplicada no futuro”, diz um documento da OMS (Organização Mundial da Saúde) aludido por Mons. Sanahuja, que surpreendeu o público presente com diversas outras citações extraídas de textos oficiais de órgãos ligados à ONU.
O conhecido Pe. Luis Carlos Lodi, presidente da associação Pró-Vida, de Anápolis (GO), pronunciou excelente conferência sobre os principais erros a serem evitados por aqueles que lutam contra o aborto. Destacou a importância do uso de uma linguagem correta, não utilizando termos próprios aos abortistas. Ele se referiu também às principais armas que devemos utilizar nesse apostolado em defesa da família.
A exiguidade de espaço não permite infelizmente dar o merecido destaque aos demais ilustres oradores. O Dr. Jorge Scala abordou a “ideologia de gênero”; o Dr. Piero Tozzi ressaltou que o termo aborto nunca foi citado em Tratados Internacionais; o Pe. Paulo Ricardo explicou como o marxismo cultural se infiltrou na Igreja; o Sr. Raymond de Souza discorreu sobre os três pontos fundamentais de combate à “cultura da morte”: “rezar, estudar e agir”; e finalmente o Dr. Mario Rojas alertou para a assustadora queda demográfica mundial.
O II Congresso Internacional pela Verdade e Pela Vida atingiu assim seus objetivos de apresentar um panorama completo da “cultura da morte”, salientando como tal “cultura” está ao nosso lado em muitos aspectos e esclarecendo como combatê-la eficazmente.
Veja:
Revista Catolicismo
Fonte: Fundadores
23/12/2011
Edson Carlos de Oliveira
Pe. Paulo Ricardo
Fotos: Diogo Waki
A Human Life International (HLI) promoveu em São Paulo, de 3 a 6 de novembro, no auditório do Colégio de São Bento, o II Congresso Internacional pela Verdade e Pela Vida, que reuniu oradores pró-vida de diversas partes do mundo.
Após a abertura, feita pelo Prof. Felipe Néri, do Colégio São Bento, o Pe. Shenan Boquet, presidente da HLI, alertou os participantes do evento para o fato de que a questão-chave por detrás da “cultura da morte” é a rejeição de Deus e a falta de prática dos Mandamentos. Numa clara referência ao aborto de anencefálicos e à eutanásia, disse que muitas pessoas não são militantes conscientes dessa cultura anti-vida, mas de alguma forma participam dela ao utilizar métodos anticoncepcionais ou ter uma falsa compaixão ao pensar que se pode tirar a vida de quem sofre.
O Pe. Shenan destacou que o controle de natalidade é contrário ao sacramento do matrimônio, tema este que outro conferencista, Matthew Hoffman, correspondente para a América Latina da agência de notícias LifeSiteNews, tratou com mais detalhes. Para Hoffman, a origem do movimento homossexual se encontra no estilo de vida promíscuo entre aqueles que não o são e que excluem da prática sexual a procriação como finalidade primeira. Esse desregramento facilitou o êxito da propaganda homossexual.
A palestra de Mons. Dr. Juan Carlos Sanahuja, formado em jornalismo pela Universidade de Navarra e doutor em Teologia, versou sobre a nova “Religião Universal”, de fundo ecológico, a qual tenta impor uma uniformização política e um mesmo regime de pensamento para todas as nações. “A ética judeu-cristã não poderá ser aplicada no futuro”, diz um documento da OMS (Organização Mundial da Saúde) aludido por Mons. Sanahuja, que surpreendeu o público presente com diversas outras citações extraídas de textos oficiais de órgãos ligados à ONU.
O conhecido Pe. Luis Carlos Lodi, presidente da associação Pró-Vida, de Anápolis (GO), pronunciou excelente conferência sobre os principais erros a serem evitados por aqueles que lutam contra o aborto. Destacou a importância do uso de uma linguagem correta, não utilizando termos próprios aos abortistas. Ele se referiu também às principais armas que devemos utilizar nesse apostolado em defesa da família.
A exiguidade de espaço não permite infelizmente dar o merecido destaque aos demais ilustres oradores. O Dr. Jorge Scala abordou a “ideologia de gênero”; o Dr. Piero Tozzi ressaltou que o termo aborto nunca foi citado em Tratados Internacionais; o Pe. Paulo Ricardo explicou como o marxismo cultural se infiltrou na Igreja; o Sr. Raymond de Souza discorreu sobre os três pontos fundamentais de combate à “cultura da morte”: “rezar, estudar e agir”; e finalmente o Dr. Mario Rojas alertou para a assustadora queda demográfica mundial.
O II Congresso Internacional pela Verdade e Pela Vida atingiu assim seus objetivos de apresentar um panorama completo da “cultura da morte”, salientando como tal “cultura” está ao nosso lado em muitos aspectos e esclarecendo como combatê-la eficazmente.
Veja:
Revista Catolicismo
Fonte: Fundadores
terça-feira, 20 de março de 2012
Um católico com cara de protestante.
Um católico com cara de protestante.
Trechos da entrevista concedida ontem por Gabriel Chalita, pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, ao portal Terra (em vídeo aqui):
Dois dias antes da entrevista em que defende a união civil entre homossexuais, Chalita faz uma das leituras na Missa da Paróquia São José, no bairro do Belém, em São Paulo.
Dois dias antes da entrevista em que defende a união civil entre homossexuais, Chalita faz uma das leituras na Missa da Paróquia São José, no bairro do Belém, em São Paulo.
Sobre o aborto e a polêmica a este respeito na corrida presidencial de 2010:
“Eu acho que foi muito feio o que aconteceu na eleição presidencial. Eu não tenho problema em responder questão de nenhuma ordem. Mas o que aconteceu na eleição presidencial [...] de repente teve um reducionismo na eleição presidencial de uma discussão religisoa que nasceu de boataria de internet.”
“Eu sou um candidato, eu sou uma pessoa religiosa, nunca escondi isso de ninguém, eu frequento a Igreja, sou católico, tive num evento nos evangélicos nessa semana, e uma evangélica falou assim: nossa, você tem a cara dos evangélicos.”
“Eu sou contra o aborto, porque eu acho que você vai diretamente contra a vida. Eu não mudei, eu continuei defendendo isso, mas a presidenta Dilma disse o seguinte: ‘no meu governo não terá aborto’. E não tem. Ah, agora ela colocou uma ministra que é favorável ao aborto; sim, mas uma pessoa no governo ser favorável ao aborto não significa que o governo vai nessa linha, nessa direção. Eu não tive nenhuma mudança de percurso nessa minha trajetória política, o que houve foi essa quantidade de boatos que tentou colar nela a imagem de uma pessoa que era contra a vida.”
O Fratres in Unum gostaria de refrescar a memória do pré-candidato Chalita:
Sobre a união civil entre homossexuais:
“Maria, acho que esse é um tema fundamental. Eu fico muito à vontade para falar sobre isso porque em todos os meus livros, aí vem a questão do afeto ou os livros sobre a ética, livros que foram traduzidos. Eu tenho uma visão que eu acredito profundamente que a dignidade da pessoa humana, o respeito ao ser humano devem nortear todas as ações na área pública e na área privada. Então, é inadimissível que uma sociedade não consiga conviver com uma pessoa que seja diferente. Qualquer tipo de preconceito, qualquer tipo de intolerância deve ser perseguido, devem ser banido da área pública. Eu tenho o maior respeito pelas pessoas que tenham uma orientação sexual diferente. Acho que o Supremo já decidiu a esse respeito, dando o direito da união civil de pessoas do mesmo sexo.
- O senhor é favorável a isso?”
“Sou favorável a isso. Acho que isso já está decidido, discutido. Agora a questão do casamento religioso em igrejas, nem me parece que isso seja alguma coisa que essa comunidade queira, que os homossexuais queiram. Aí tem que respeitar a Igreja”.
* * *
Aproveitamos a oportunidade para recordar alguns princípios que deveriam ser seguidos por todos os católicos — o que incluiria o senhor Chalita, apesar de ser a cara dos “evangélicos” — e enunciados pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, atualmente Bento XVI:
“Onde o Estado assume uma política de tolerância de facto, sem implicar a existência de uma lei que explicitamente conceda um reconhecimento legal de tais formas de vida, há que discernir bem os diversos aspectos do problema. É imperativo da consciência moral dar, em todas as ocasiões, testemunho da verdade moral integral, contra a qual se opõem tanto a aprovação das relações homossexuais como a injusta discriminação para com as pessoas homossexuais. São úteis, portanto, intervenções discretas e prudentes, cujo conteúdo poderia ser, por exemplo, o seguinte: desmascarar o uso instrumental ou ideológico que se possa fazer de dita tolerância; afirmar com clareza o carácter imoral desse tipo de união; advertir o Estado para a necessidade de conter o fenómeno dentro de limites que não ponham em perigo o tecido da moral pública e que, sobretudo, não exponham as jovens gerações a uma visão errada da sexualidade e do matrimónio, que os privaria das defesas necessárias e, ao mesmo tempo, contribuiria para difundir o próprio fenómeno. Àqueles que, em nome dessa tolerância, entendessem chegar à legitimação de específicos direitos para as pessoas homossexuais conviventes, há que lembrar que a tolerância do mal é muito diferente da aprovação ou legalização do mal.
Em presença do reconhecimento legal das uniões homossexuais ou da equiparação legal das mesmas ao matrimónio, com acesso aos direitos próprios deste último, é um dever opor-se-lhe de modo claro e incisivo. Há que abster-se de qualquer forma de cooperação formal na promulgação ou aplicação de leis tão gravemente injustas e, na medida do possível, abster-se também da cooperação material no plano da aplicação. Nesta matéria, cada qual pode reivindicar o direito à objecção de consciência.
Fonte: Frates in Unum
Trechos da entrevista concedida ontem por Gabriel Chalita, pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, ao portal Terra (em vídeo aqui):
Dois dias antes da entrevista em que defende a união civil entre homossexuais, Chalita faz uma das leituras na Missa da Paróquia São José, no bairro do Belém, em São Paulo.
Dois dias antes da entrevista em que defende a união civil entre homossexuais, Chalita faz uma das leituras na Missa da Paróquia São José, no bairro do Belém, em São Paulo.
Sobre o aborto e a polêmica a este respeito na corrida presidencial de 2010:
“Eu acho que foi muito feio o que aconteceu na eleição presidencial. Eu não tenho problema em responder questão de nenhuma ordem. Mas o que aconteceu na eleição presidencial [...] de repente teve um reducionismo na eleição presidencial de uma discussão religisoa que nasceu de boataria de internet.”
“Eu sou um candidato, eu sou uma pessoa religiosa, nunca escondi isso de ninguém, eu frequento a Igreja, sou católico, tive num evento nos evangélicos nessa semana, e uma evangélica falou assim: nossa, você tem a cara dos evangélicos.”
“Eu sou contra o aborto, porque eu acho que você vai diretamente contra a vida. Eu não mudei, eu continuei defendendo isso, mas a presidenta Dilma disse o seguinte: ‘no meu governo não terá aborto’. E não tem. Ah, agora ela colocou uma ministra que é favorável ao aborto; sim, mas uma pessoa no governo ser favorável ao aborto não significa que o governo vai nessa linha, nessa direção. Eu não tive nenhuma mudança de percurso nessa minha trajetória política, o que houve foi essa quantidade de boatos que tentou colar nela a imagem de uma pessoa que era contra a vida.”
O Fratres in Unum gostaria de refrescar a memória do pré-candidato Chalita:
Sobre a união civil entre homossexuais:
“Maria, acho que esse é um tema fundamental. Eu fico muito à vontade para falar sobre isso porque em todos os meus livros, aí vem a questão do afeto ou os livros sobre a ética, livros que foram traduzidos. Eu tenho uma visão que eu acredito profundamente que a dignidade da pessoa humana, o respeito ao ser humano devem nortear todas as ações na área pública e na área privada. Então, é inadimissível que uma sociedade não consiga conviver com uma pessoa que seja diferente. Qualquer tipo de preconceito, qualquer tipo de intolerância deve ser perseguido, devem ser banido da área pública. Eu tenho o maior respeito pelas pessoas que tenham uma orientação sexual diferente. Acho que o Supremo já decidiu a esse respeito, dando o direito da união civil de pessoas do mesmo sexo.
- O senhor é favorável a isso?”
“Sou favorável a isso. Acho que isso já está decidido, discutido. Agora a questão do casamento religioso em igrejas, nem me parece que isso seja alguma coisa que essa comunidade queira, que os homossexuais queiram. Aí tem que respeitar a Igreja”.
* * *
Aproveitamos a oportunidade para recordar alguns princípios que deveriam ser seguidos por todos os católicos — o que incluiria o senhor Chalita, apesar de ser a cara dos “evangélicos” — e enunciados pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, atualmente Bento XVI:
“Onde o Estado assume uma política de tolerância de facto, sem implicar a existência de uma lei que explicitamente conceda um reconhecimento legal de tais formas de vida, há que discernir bem os diversos aspectos do problema. É imperativo da consciência moral dar, em todas as ocasiões, testemunho da verdade moral integral, contra a qual se opõem tanto a aprovação das relações homossexuais como a injusta discriminação para com as pessoas homossexuais. São úteis, portanto, intervenções discretas e prudentes, cujo conteúdo poderia ser, por exemplo, o seguinte: desmascarar o uso instrumental ou ideológico que se possa fazer de dita tolerância; afirmar com clareza o carácter imoral desse tipo de união; advertir o Estado para a necessidade de conter o fenómeno dentro de limites que não ponham em perigo o tecido da moral pública e que, sobretudo, não exponham as jovens gerações a uma visão errada da sexualidade e do matrimónio, que os privaria das defesas necessárias e, ao mesmo tempo, contribuiria para difundir o próprio fenómeno. Àqueles que, em nome dessa tolerância, entendessem chegar à legitimação de específicos direitos para as pessoas homossexuais conviventes, há que lembrar que a tolerância do mal é muito diferente da aprovação ou legalização do mal.
Em presença do reconhecimento legal das uniões homossexuais ou da equiparação legal das mesmas ao matrimónio, com acesso aos direitos próprios deste último, é um dever opor-se-lhe de modo claro e incisivo. Há que abster-se de qualquer forma de cooperação formal na promulgação ou aplicação de leis tão gravemente injustas e, na medida do possível, abster-se também da cooperação material no plano da aplicação. Nesta matéria, cada qual pode reivindicar o direito à objecção de consciência.
Fonte: Frates in Unum
sábado, 10 de março de 2012
Uma "Audiência pública", que não foi pública nem democrática, mas sim uma "Audiência passa-moleque"
Uma "Audiência pública", que não foi pública nem democrática, mas sim uma "Audiência passa-moleque"
A "Audiência publica", realizada no dia 24 p.p. no Tribunal de Justiça de São Paulo (vide post abaixo: "Contra a opinião pública pretende-se reformar (na marra) o Código Penal a fim de despenalizar o crime do aborto"), foi, EM TESE, um evento realizado a fim de se ouvir setores da sociedade e se debater democraticamente eventuais mudanças no Código Penal no tocante ao aborto. Entretanto, foi, NA PRÁTICA, uma audiência para se cumprir exigências de abortistas e feministas. [foto à direita]
O Cel. Paes de Lira participou dessa audiência manipulada e fez oportunas declarações num, por assim dizer, "jornal falado" de como transcorreu a sessão. Como o leitor poderá tomar conhecimento assistindo o vídeo abaixo -- publicado originalmente no site "A Voz do Brasil pela Vida" --, o que se pretendia debater já estava previamente decidido... Ou seja, tal "audiência" foi, na realidade, uma vergonhosa encenação e uma grande fraude para se tentar despenalizar o crime do aborto e da eutanásia no Brasil.
Fonte: Família Católica
A "Audiência publica", realizada no dia 24 p.p. no Tribunal de Justiça de São Paulo (vide post abaixo: "Contra a opinião pública pretende-se reformar (na marra) o Código Penal a fim de despenalizar o crime do aborto"), foi, EM TESE, um evento realizado a fim de se ouvir setores da sociedade e se debater democraticamente eventuais mudanças no Código Penal no tocante ao aborto. Entretanto, foi, NA PRÁTICA, uma audiência para se cumprir exigências de abortistas e feministas. [foto à direita]
O Cel. Paes de Lira participou dessa audiência manipulada e fez oportunas declarações num, por assim dizer, "jornal falado" de como transcorreu a sessão. Como o leitor poderá tomar conhecimento assistindo o vídeo abaixo -- publicado originalmente no site "A Voz do Brasil pela Vida" --, o que se pretendia debater já estava previamente decidido... Ou seja, tal "audiência" foi, na realidade, uma vergonhosa encenação e uma grande fraude para se tentar despenalizar o crime do aborto e da eutanásia no Brasil.
Fonte: Família Católica
sexta-feira, 9 de março de 2012
Contra a opinião pública pretende-se reformar ("na marra") o Código Penal a fim de despenalizar o crime do aborto
Contra a opinião pública pretende-se reformar ("na marra") o Código Penal a fim de despenalizar o crime do aborto
No Tribunal de Justiça de São Paulo, durante a audiência pública do 24 último, o Prof. Hermes Rodrigues Nery, rebateu os "argumentos" de feministas abortistas, que defendem mudanças no Código Penal
Hermes Rodrigues Nery
Coordenador do Movimento Legislação e Vida e da Comissão Diocesana em Defesa da Vida da Diocese de Taubaté. Diretor-Executivo do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida - Brasil Sem Aborto. Especialista em Bioética, pós-graduado pela PUC-RJ
O nome não podia ser mais sugestivo: Salão dos Passos Perdidos. “Tenebroso”, comentei com José Roberto, que me acompanhou no início da tarde de 24 de fevereiro, até o local aonde começaram a aglomerar pessoas para a audiência pública que iria debater o anteprojeto da reforma do Código Penal, que o relator ministro Gilson Dipp entregará ao Senado Federal, em 31 de maio próximo.
Sentamos na 6ª fileira e ficamos aguardando. Aos poucos, o imponente salão foi se enchendo de advogados, estudantes, profissionais liberais, funcionários públicos, professores, magistrados, autoridades públicas, etc. E as feministas, muitas delas, por toda a parte, contentes com a recente nomeação da ministra Eleonora Menicucci. Próximo de nós, sentaram-se alguns poucos pró-vidas, grupo minoritário que teria de se posicionar em meio às feras dilmistas: Dr. Hugo Barroso Uelze, de São Paulo; Adelice Godoy, de Campinas; Lorena Leandro, de Santos e Cel. Jairo Paes de Lira. E também Maria Célia Silva de Oliveira, Diogo Waki, Fernando Tossunian e Marcos Gregório Borges.
De 100 inscritos, apenas 5 se posicionaram em defesa da vida. Todos os que se pronunciaram – a esmagadora maioria dos presentes – estavam afinados com o discurso abortista. Foi um massacre, uma avalanche implacável. Todos os argumentos abortistas foram discorridos.
Cada inscrito tinha teoricamente 3 minutos para expor seu pensamento. Como a imensa maioria era de representantes de OnGs abortistas, cada uma delas (porque eram sempre as feministas que faziam uso da palavra) falavam três, quatro, cinco, e até dez minutos cada, beneficiadas pela generosidade da mesa condutora da audiência pública. Uma a uma foram avançando, cada vez mais com ousadia. E o tema do aborto prevaleceu.
Mais do que uma impressão, foi uma constatação: a audiência não foi para debater os tantos tópicos da reforma do Código Penal, mas para reunir todas as OnGs abortistas do País, todas juntas num único momento, para em voz uníssona, dizer ao relator do anteprojeto, que elas representavam a sociedade brasileira e queriam a legalização do aborto já.
Depois de 2 horas e meia de eufóricos e inflamados discursos pró-aborto, alguns deles em tom bem agressivo: “Ninguém vai nos impor a maternidade, somos donas do nosso próprio corpo!” E os magistrados presentes corroboravam: “O nosso Código Penal tem que acompanhar os avanços da sociedade!” Em seus impecáveis ternos e cabeleiras brancas, se sentiam gratificados com os aplausos efusivos das feministas. Eram homens bem-sucedidos, bem alinhados com a ideologia dos atuais donos do poder, muitos deles prestadores de serviços e até comissionados na administração pública.
E não foram poucos a lembrar que estamos no século 21, e a lei deve acompanhar a modernização dos tempos. A audiência pública foi uma overdose de apologia ao aborto como direito da mulher. A cada fala de uma delas, ouvia-se ressoar por todo o salão: “bravo! bravo!, viva!”, como num espetáculo de ópera. Uma após outra foi discorrendo: “Queremos que substituam o termo ‘gestante’ por mulher”, pois a hora e a vez agora é da mulher, da sua total emancipação”.
E mais vivas ecoavam pelo plenário. “… a libertação da mulher é o núcleo de toda atividade de libertação. Aqui se ultrapassou, por assim dizer, a teologia da libertação política com uma antropológica. Não se pensa apenas na libertação dos vínculos próprios ao papel da mulher, mas na libertação da condição biológica do ser humano”.(1)
A cada instante, ficava cada vez mais evidente a exiguidade de espaço para a afirmação da cultura da vida. Foi quando então, depois de muitas intervenções, o relator proferiu o meu nome, dando-me o uso da palavra. Afinal, eu estava inscrito e ele mesmo dissera no começo da audiência pública, que todos os que se inscreveram teria o direito de se pronunciar, no tempo de 3 minutos.
Assim que peguei o microfone, disse aos presentes de que depois de tantas exposições, enfim, teria de apresentar um posicionamento divergente. Ao que veio a primeira vaia. “Mas, graças a Deus, estamos numa democracia! Não é assim sr. ministro?”, pois ouvimos todos eles, fiz o apelo para que respeitassem a nossa posição, em nome daquilo que eles tanto dizem apreciar: a liberdade de expressão.
Feito o pequeno preâmbulo e novamente em silêncio o plenário, tirei do meu paletó um bebê de 10 semanas, de gesso, e o ergui para a visão de todos ali presentes, indagando: “Quem defenderá o indefeso?" Emergiu então por todo o salão uma imensa vaia, algumas feministas, em estado de histeria, pediam: “Abaixo o feto!”, e houve um início de tumulto porque elas queriam nos impedir de entregar o bebê de 10 semanas ao relator do anteprojeto do Código Penal. Quando entreguei a pequena imagem em gesso de um feto nas mãos dele, prossegui: “Gostaria que Vossa Excelência visse o rosto dele, como já com 10 semanas o bebê já tem um rosto, uma identidade. Já é um ser humano.” E reforcei dizendo: “A vida deve ser protegida, amada e valorizada desde o seu início, na concepção, para que a proteção da vida seja de modo integral, para o bem de toda pessoa humana!” E destaquei com ênfase: “O direito a vida é o primeiro e o principal de todos os direitos humanos”, pois “colocar o direito ao aborto no catálogo dos direitos humanos seria contradizer o direito natural à vida, que ocupa um dos postos mais importantes em tal catálogo e é um dos direitos fundamentais”.(2)
Ressaltei a constatação científica do início da vida humana com a concepção e a ardilosidade do ministro do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Brito, em ter recorrido ao argumento jurídico da teoria natalista (ancorado no positivismo de Hans Kelsen) para justificar a proteção do ser humano somente depois do seu nascimento, por causa do mutismo constitucional sobre o “desde quando” a vida deve ser amparada.
Meu pronunciamento portanto foi a de ser voz aos que não tem voz nem vez, aos que hoje estão sendo inteiramente desprezados e vítimas da pior de todas as violências, por aqueles que deveriam ser os primeiros a tutelá-los. E então, lembrei ao senador Eduardo Suplicy, que estava sentado próximo ao senador Aloysio Nunes, dizendo que no México, 18 estados daquele País incluíram o direito a vida desde a concepção em suas constituições estaduais, cujas iniciativas foram validadas pela Suprema Corte mexicana. “Estamos trabalhando para fazer o mesmo na Constituição do Estado de São Paulo”.
Não foi possível então continuar a minha fala, porque esgotaram-se os três minutos exatos concedidos, enquanto que outras feministas tiveram tempo muito maior para repetir à exaustão de que é preciso descriminalizar o aborto, não aceitando de modo algum o dado científico do início da vida humana com a fecundação, muito menos ainda qualquer recorrência de justificativa religiosa.
“Chega de Deus!”, vociferou uma delas, com os punhos erguidos e olhos esbugalhantes. Por mais de uma hora após a minha fala, outras líderes feministas vieram como rolo compressor para defender o direito ao aborto, o direito da mulher assassinar as crianças em seu ventre, no afã desmesurado pela nova matança dos inocentes.
O ambiente ficou cada vez mais carregado de olhares raivosos e sentimentos hostis à defesa da vida, quando finalmente uma mulher pró-vida pode se manifestar.
De modo sereno e seguro, Lorena Leandro expos as consequências danosas do aborto para a mulher, enquanto iradas, as feministas vaiavam com mais força. Também foram nos poucos três minutos.
Para ela, o que houve naquele Salão dos Passos Perdidos, foi “o triste espetáculo da velha ladainha sobre liberdade feminina. Não que as feministas não possam se superar. Houve indignação porque a mulher grávida é chamada de gestante. Uma mulher, com aparência claramente indígena, incluía-se no grupo ‘pobres e negras’ e reclamava do preconceito. Teve mulher estrangeira dando pitaco na legislação. Houve proposta de criminalizar o preconceito contra as mulheres que abortam (trocando em miúdos: coloquem quem for contra o aborto na prisão). Teve até defesa do infanticídio, e tudo isso temperado pela tão famigerada comparação: se não podemos abortar, então não comamos ovo, que estamos a matar o filho da galinha!”
De fato, “ovo não é galinha”, foi o que gritou uma das feministas para justificar que o embrião humano nada mais é que um amontoado de células.
Dulce Xavier, a representante das “Católicas pelo Direito de Decidir” estava sorridente e também foi muito aplaudida, bem como outras líderes que se disseram católicas e defensoras dos direitos das lésbicas, da total autonomia das mulheres, “para que ninguém mais tenha que dizer a elas o que devem fazer”.
Mais duas vozes pró-vida se manifestaram: o Cel. Jairo Paes de Lira, ex-deputado-federal, também vaiado pelas feministas, mas que se manteve firme em sua posição.
E também se pronunciou com ardor pró-vida, o advogado, Dr. Hugo Barroso Uelze, afirmando que “o anteprojeto do Código Penal é inconstitucional no que diz respeito ao aborto, porque a inviolabilidade do direito à vida é um conceito magno [art. 5º, caput e § 2º c./c. art. 60, § 4º, inciso IV da Constituição Federal (CF)] e que, por isso, não pode ser reduzido pelas definições legais – e, dentre elas, aquelas constantes do Código Penal ou de seu respectivo anteprojeto”.
Enfim, tivemos outra voz feminina pró-vida: Adelice Godoy, de Campinas, que ainda em tempo destacou que a maioria do povo brasileiro é pela vida e contra o aborto.
Houve um jovem advogado que chegou a tentar discorrer uma defesa da dignidade do embrião humano a partir do pensamento de Aristóteles, enquanto as feministas riam dele, mesmo assim ele conseguiu desenvolver seu raciocínio, mas assim que acabou sua fala, foi abraçado por uma delas que lhe disse: “Vem cá meu menino, preciso lhe ensinar algumas coisas!” E o levou até Dulce Xavier, e o rapaz ficou lá por algum tempo rodeado por elas, que certamente lhe disseram que ele estava equivocado naquela linha linha de raciocínio, e que se ele quisesse ter sucesso na sua carreira, teria logo que mudar o discurso e assumir a bandeira libertária.
A questão do aborto é ponta do iceberg. A estratégia de
despenalizar o aborto em casos de anencefalia, é apenas o primeiro passo, para depois, num movimento crescente, chegar a sua completa legalização, até o 9º mês.
Numa hora como esta, como cristãos, não podemos nos omitir nem nos calar. É sinal de bem-aventurança defender a causa do Reino até mesmo nos tribunais, diante dos poderosos. “O cristianismo oferecerá, de um modo novo, modelos de vida e apresentar-se-à outra vez, na desolação da existência técnica, como um lugar de uma verdadeira humanidade”.(3)
A história comprova que “é exigente o ideal cristão e, ao mesmo tempo, demonstra de maneira concreta e convincente que tal ideal não pode ser alcançado sem autêntico heroismo”.(4)
Ao sair da audiência pública lembrei-me de que “Herodes foi ardiloso”(5) em sua decisão de massacrar “todas as crianças”.(6) E que os primeiríssimos perseguidos foram os inocentes, como hoje são martirizados os fecundados e não nascidos, na tortura e crueldade mais atroz, no holocausto silencioso, a vitimar milhares de seres humanos, em todo o mundo.
Por isso, por saber a quem defendemos e o que defendemos, continuaremos a militar em favor da vida, sendo voz dos que não tem voz nem vez, dos que estão impedidos do direito à vida, o primeiro e principal de todos os direitos humanos, motivado portanto por quem nos une e nos dá força: “para que todos tenham vida e a tenham em abundância!” (Jo 10, 10).
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Notas:
1. Joseph Ratzinger, O Sal da terra – O Cristianismo e a Igreja Católica no limiar do terceiro milênio, p. 108, Ed. Imago, 1997.
2. Alicja Grzeskowiak, Direito ao Aborto, no Lexicon – termos ambiguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas, do Pontifício Conselho para a Família, p. 201; Edições CNBB, 2007.
3. Joseph Ratzinger, O Sal da terra – O Cristianismo e a Igreja Católica no limiar do terceiro milênio, pp. 103-104, Ed. Imago, 1997.
4. Stefano de Fiores e Tullo Goffi, Dicionário de Espiritualidade, Heroismo, Paulus, 2ª edição, 1993, p. 476.
5. Anna Catharina Emmerich, Santíssima Virgem Maria, Mir Editora, 2ª edição, 2004, São Paulo, p. 337. 6. Ibidem.
Fonte: Família Católica
No Tribunal de Justiça de São Paulo, durante a audiência pública do 24 último, o Prof. Hermes Rodrigues Nery, rebateu os "argumentos" de feministas abortistas, que defendem mudanças no Código Penal
Hermes Rodrigues Nery
Coordenador do Movimento Legislação e Vida e da Comissão Diocesana em Defesa da Vida da Diocese de Taubaté. Diretor-Executivo do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida - Brasil Sem Aborto. Especialista em Bioética, pós-graduado pela PUC-RJ
O nome não podia ser mais sugestivo: Salão dos Passos Perdidos. “Tenebroso”, comentei com José Roberto, que me acompanhou no início da tarde de 24 de fevereiro, até o local aonde começaram a aglomerar pessoas para a audiência pública que iria debater o anteprojeto da reforma do Código Penal, que o relator ministro Gilson Dipp entregará ao Senado Federal, em 31 de maio próximo.
Sentamos na 6ª fileira e ficamos aguardando. Aos poucos, o imponente salão foi se enchendo de advogados, estudantes, profissionais liberais, funcionários públicos, professores, magistrados, autoridades públicas, etc. E as feministas, muitas delas, por toda a parte, contentes com a recente nomeação da ministra Eleonora Menicucci. Próximo de nós, sentaram-se alguns poucos pró-vidas, grupo minoritário que teria de se posicionar em meio às feras dilmistas: Dr. Hugo Barroso Uelze, de São Paulo; Adelice Godoy, de Campinas; Lorena Leandro, de Santos e Cel. Jairo Paes de Lira. E também Maria Célia Silva de Oliveira, Diogo Waki, Fernando Tossunian e Marcos Gregório Borges.
De 100 inscritos, apenas 5 se posicionaram em defesa da vida. Todos os que se pronunciaram – a esmagadora maioria dos presentes – estavam afinados com o discurso abortista. Foi um massacre, uma avalanche implacável. Todos os argumentos abortistas foram discorridos.
Cada inscrito tinha teoricamente 3 minutos para expor seu pensamento. Como a imensa maioria era de representantes de OnGs abortistas, cada uma delas (porque eram sempre as feministas que faziam uso da palavra) falavam três, quatro, cinco, e até dez minutos cada, beneficiadas pela generosidade da mesa condutora da audiência pública. Uma a uma foram avançando, cada vez mais com ousadia. E o tema do aborto prevaleceu.
Mais do que uma impressão, foi uma constatação: a audiência não foi para debater os tantos tópicos da reforma do Código Penal, mas para reunir todas as OnGs abortistas do País, todas juntas num único momento, para em voz uníssona, dizer ao relator do anteprojeto, que elas representavam a sociedade brasileira e queriam a legalização do aborto já.
Depois de 2 horas e meia de eufóricos e inflamados discursos pró-aborto, alguns deles em tom bem agressivo: “Ninguém vai nos impor a maternidade, somos donas do nosso próprio corpo!” E os magistrados presentes corroboravam: “O nosso Código Penal tem que acompanhar os avanços da sociedade!” Em seus impecáveis ternos e cabeleiras brancas, se sentiam gratificados com os aplausos efusivos das feministas. Eram homens bem-sucedidos, bem alinhados com a ideologia dos atuais donos do poder, muitos deles prestadores de serviços e até comissionados na administração pública.
E não foram poucos a lembrar que estamos no século 21, e a lei deve acompanhar a modernização dos tempos. A audiência pública foi uma overdose de apologia ao aborto como direito da mulher. A cada fala de uma delas, ouvia-se ressoar por todo o salão: “bravo! bravo!, viva!”, como num espetáculo de ópera. Uma após outra foi discorrendo: “Queremos que substituam o termo ‘gestante’ por mulher”, pois a hora e a vez agora é da mulher, da sua total emancipação”.
E mais vivas ecoavam pelo plenário. “… a libertação da mulher é o núcleo de toda atividade de libertação. Aqui se ultrapassou, por assim dizer, a teologia da libertação política com uma antropológica. Não se pensa apenas na libertação dos vínculos próprios ao papel da mulher, mas na libertação da condição biológica do ser humano”.(1)
A cada instante, ficava cada vez mais evidente a exiguidade de espaço para a afirmação da cultura da vida. Foi quando então, depois de muitas intervenções, o relator proferiu o meu nome, dando-me o uso da palavra. Afinal, eu estava inscrito e ele mesmo dissera no começo da audiência pública, que todos os que se inscreveram teria o direito de se pronunciar, no tempo de 3 minutos.
Assim que peguei o microfone, disse aos presentes de que depois de tantas exposições, enfim, teria de apresentar um posicionamento divergente. Ao que veio a primeira vaia. “Mas, graças a Deus, estamos numa democracia! Não é assim sr. ministro?”, pois ouvimos todos eles, fiz o apelo para que respeitassem a nossa posição, em nome daquilo que eles tanto dizem apreciar: a liberdade de expressão.
Feito o pequeno preâmbulo e novamente em silêncio o plenário, tirei do meu paletó um bebê de 10 semanas, de gesso, e o ergui para a visão de todos ali presentes, indagando: “Quem defenderá o indefeso?" Emergiu então por todo o salão uma imensa vaia, algumas feministas, em estado de histeria, pediam: “Abaixo o feto!”, e houve um início de tumulto porque elas queriam nos impedir de entregar o bebê de 10 semanas ao relator do anteprojeto do Código Penal. Quando entreguei a pequena imagem em gesso de um feto nas mãos dele, prossegui: “Gostaria que Vossa Excelência visse o rosto dele, como já com 10 semanas o bebê já tem um rosto, uma identidade. Já é um ser humano.” E reforcei dizendo: “A vida deve ser protegida, amada e valorizada desde o seu início, na concepção, para que a proteção da vida seja de modo integral, para o bem de toda pessoa humana!” E destaquei com ênfase: “O direito a vida é o primeiro e o principal de todos os direitos humanos”, pois “colocar o direito ao aborto no catálogo dos direitos humanos seria contradizer o direito natural à vida, que ocupa um dos postos mais importantes em tal catálogo e é um dos direitos fundamentais”.(2)
Ressaltei a constatação científica do início da vida humana com a concepção e a ardilosidade do ministro do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Brito, em ter recorrido ao argumento jurídico da teoria natalista (ancorado no positivismo de Hans Kelsen) para justificar a proteção do ser humano somente depois do seu nascimento, por causa do mutismo constitucional sobre o “desde quando” a vida deve ser amparada.
Meu pronunciamento portanto foi a de ser voz aos que não tem voz nem vez, aos que hoje estão sendo inteiramente desprezados e vítimas da pior de todas as violências, por aqueles que deveriam ser os primeiros a tutelá-los. E então, lembrei ao senador Eduardo Suplicy, que estava sentado próximo ao senador Aloysio Nunes, dizendo que no México, 18 estados daquele País incluíram o direito a vida desde a concepção em suas constituições estaduais, cujas iniciativas foram validadas pela Suprema Corte mexicana. “Estamos trabalhando para fazer o mesmo na Constituição do Estado de São Paulo”.
Não foi possível então continuar a minha fala, porque esgotaram-se os três minutos exatos concedidos, enquanto que outras feministas tiveram tempo muito maior para repetir à exaustão de que é preciso descriminalizar o aborto, não aceitando de modo algum o dado científico do início da vida humana com a fecundação, muito menos ainda qualquer recorrência de justificativa religiosa.
“Chega de Deus!”, vociferou uma delas, com os punhos erguidos e olhos esbugalhantes. Por mais de uma hora após a minha fala, outras líderes feministas vieram como rolo compressor para defender o direito ao aborto, o direito da mulher assassinar as crianças em seu ventre, no afã desmesurado pela nova matança dos inocentes.
O ambiente ficou cada vez mais carregado de olhares raivosos e sentimentos hostis à defesa da vida, quando finalmente uma mulher pró-vida pode se manifestar.
De modo sereno e seguro, Lorena Leandro expos as consequências danosas do aborto para a mulher, enquanto iradas, as feministas vaiavam com mais força. Também foram nos poucos três minutos.
Para ela, o que houve naquele Salão dos Passos Perdidos, foi “o triste espetáculo da velha ladainha sobre liberdade feminina. Não que as feministas não possam se superar. Houve indignação porque a mulher grávida é chamada de gestante. Uma mulher, com aparência claramente indígena, incluía-se no grupo ‘pobres e negras’ e reclamava do preconceito. Teve mulher estrangeira dando pitaco na legislação. Houve proposta de criminalizar o preconceito contra as mulheres que abortam (trocando em miúdos: coloquem quem for contra o aborto na prisão). Teve até defesa do infanticídio, e tudo isso temperado pela tão famigerada comparação: se não podemos abortar, então não comamos ovo, que estamos a matar o filho da galinha!”
De fato, “ovo não é galinha”, foi o que gritou uma das feministas para justificar que o embrião humano nada mais é que um amontoado de células.
Dulce Xavier, a representante das “Católicas pelo Direito de Decidir” estava sorridente e também foi muito aplaudida, bem como outras líderes que se disseram católicas e defensoras dos direitos das lésbicas, da total autonomia das mulheres, “para que ninguém mais tenha que dizer a elas o que devem fazer”.
Mais duas vozes pró-vida se manifestaram: o Cel. Jairo Paes de Lira, ex-deputado-federal, também vaiado pelas feministas, mas que se manteve firme em sua posição.
E também se pronunciou com ardor pró-vida, o advogado, Dr. Hugo Barroso Uelze, afirmando que “o anteprojeto do Código Penal é inconstitucional no que diz respeito ao aborto, porque a inviolabilidade do direito à vida é um conceito magno [art. 5º, caput e § 2º c./c. art. 60, § 4º, inciso IV da Constituição Federal (CF)] e que, por isso, não pode ser reduzido pelas definições legais – e, dentre elas, aquelas constantes do Código Penal ou de seu respectivo anteprojeto”.
Enfim, tivemos outra voz feminina pró-vida: Adelice Godoy, de Campinas, que ainda em tempo destacou que a maioria do povo brasileiro é pela vida e contra o aborto.
Houve um jovem advogado que chegou a tentar discorrer uma defesa da dignidade do embrião humano a partir do pensamento de Aristóteles, enquanto as feministas riam dele, mesmo assim ele conseguiu desenvolver seu raciocínio, mas assim que acabou sua fala, foi abraçado por uma delas que lhe disse: “Vem cá meu menino, preciso lhe ensinar algumas coisas!” E o levou até Dulce Xavier, e o rapaz ficou lá por algum tempo rodeado por elas, que certamente lhe disseram que ele estava equivocado naquela linha linha de raciocínio, e que se ele quisesse ter sucesso na sua carreira, teria logo que mudar o discurso e assumir a bandeira libertária.
A questão do aborto é ponta do iceberg. A estratégia de
despenalizar o aborto em casos de anencefalia, é apenas o primeiro passo, para depois, num movimento crescente, chegar a sua completa legalização, até o 9º mês.
Numa hora como esta, como cristãos, não podemos nos omitir nem nos calar. É sinal de bem-aventurança defender a causa do Reino até mesmo nos tribunais, diante dos poderosos. “O cristianismo oferecerá, de um modo novo, modelos de vida e apresentar-se-à outra vez, na desolação da existência técnica, como um lugar de uma verdadeira humanidade”.(3)
A história comprova que “é exigente o ideal cristão e, ao mesmo tempo, demonstra de maneira concreta e convincente que tal ideal não pode ser alcançado sem autêntico heroismo”.(4)
Ao sair da audiência pública lembrei-me de que “Herodes foi ardiloso”(5) em sua decisão de massacrar “todas as crianças”.(6) E que os primeiríssimos perseguidos foram os inocentes, como hoje são martirizados os fecundados e não nascidos, na tortura e crueldade mais atroz, no holocausto silencioso, a vitimar milhares de seres humanos, em todo o mundo.
Por isso, por saber a quem defendemos e o que defendemos, continuaremos a militar em favor da vida, sendo voz dos que não tem voz nem vez, dos que estão impedidos do direito à vida, o primeiro e principal de todos os direitos humanos, motivado portanto por quem nos une e nos dá força: “para que todos tenham vida e a tenham em abundância!” (Jo 10, 10).
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Notas:
1. Joseph Ratzinger, O Sal da terra – O Cristianismo e a Igreja Católica no limiar do terceiro milênio, p. 108, Ed. Imago, 1997.
2. Alicja Grzeskowiak, Direito ao Aborto, no Lexicon – termos ambiguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas, do Pontifício Conselho para a Família, p. 201; Edições CNBB, 2007.
3. Joseph Ratzinger, O Sal da terra – O Cristianismo e a Igreja Católica no limiar do terceiro milênio, pp. 103-104, Ed. Imago, 1997.
4. Stefano de Fiores e Tullo Goffi, Dicionário de Espiritualidade, Heroismo, Paulus, 2ª edição, 1993, p. 476.
5. Anna Catharina Emmerich, Santíssima Virgem Maria, Mir Editora, 2ª edição, 2004, São Paulo, p. 337. 6. Ibidem.
Fonte: Família Católica
Eleonora Menicucci — haveria nome mais impróprio para fazer parte do governo?
Eleonora Menicucci — haveria nome mais impróprio para fazer parte do governo?
A nova ministra, Eleonora Menicucci, e a ex-ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes
Paulo Roberto Campos
prccampos@terra.com.br
Não foi desmentida a estarrecedora e repugnante entrevista que Eleonora Menicucci de Oliveira (a nova Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres) concedeu à Profa. Joana Maria Pedro em 14-10-2004, mas que somente veio a público no dia 13 último, pela postagem do jornalista Reinaldo Azevedo em seu blog na revista VEJA: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-ministerio-dilma-nova-ministra-da-mulher-confessa-que-ja-treinou-abortos-por-succao-mesmo-nao-sendo-medica-mais-ela-se-considera-avo-de-um-neto-mas-tambem-do-aborto/
Quando tomei conhecimento de tal entrevista, quase não podia acreditar, pois parecia um filme de terror. Pensei com meus botões: “Será real coisa tão asquerosa? Bom, se não for verídico, evidentemente, a ministra vai desmentir”.
A entrevista foi publicada antes do carnaval. A folia acabou, já estamos na primeira semana da Quaresma e nada de desmentido. Então resolvi transcrever aqui o texto publicado no mencionado blog. A íntegra da entrevista, feita pela referida professora – que é pesquisadora e Doutora em História Social pela USP – encontrava-se no site da Universidade Federal de Santa Catarina (http://www.ieg.ufsc.br/admin/downloads/entrevistas/29092009-111002menicucci.pdf), mas foi retirada por pedido expresso da nova ministra. Entretanto, o Reinaldo Azevedo tinha guardado uma cópia do texto, agora off-line.
A recém-empossada Ministra das Mulheres — melhor qualificação seria Ministra do Aborto — militou no Partido Operário Comunista (POC), que pretendia implantar no Brasil a ditadura comunista nos moldes da revolução cubana. Eleonora Menicucci deseja passar sua imagem como se tivesse sido uma heroína que em sua luta por um “ideal” fora encarcerada no presídio Tiradentes (na chamada “Torre das Donzelas”) em 1971, juntamente com Dilma Rousseff e outras guerrilheiras. Mas é preciso desmistificar tal “ideal”, pois não passava de um plano sórdido para levar o Brasil a ser dominado pelo tirânico regime comunista, cujo modelo de ação era o do bando covarde e assassino constituído pelos guerrilheiros Fidel Castro, Ché Guevara et caterva.
Devido às afirmações da nova Ministra — de ter-se submetido a dois abortos, de ter sido aborteira (usando o sistema “Aspiração Manual Intrauterina”, um método de sucção, como admitiu), e de ter-se relacionado com homens e mulheres (sic) — o deputado carioca Eduardo Cunha afirmou: “Quando a gente lê várias declarações dessa nova ministra, ela está no lugar e na época errada, devia estar em Sodoma e Gomorra”.
Como foi grande a indignação produzida pela referida entrevista, sem desmenti-la Menicucci declarou: “Essa é uma questão [do aborto] que não diz respeito ao Executivo, mas sim ao Congresso. Há um projeto de lei em tramitação e sabemos da responsabilidade de prevenir mortes femininas e maternas” (“O Estado de S. Paulo”, 17-2-12).
Certamente uma declaração feita para não afastar eleitores do PT, pois, como é público e notório, Dilma Rousseff não foi eleita no primeiro turno devido às suas anteriores declarações pró-aborto. E só conseguiu vencer no segundo com a promessa de não dar nenhum passo que favorecesse a legalização do aborto no Brasil.
Segue a sinistra entrevista da nova ministra. Mas, leitor, cuidado! Escolha um bom momento para fazer sua leitura, pois poderá ficar enojado...
Dilma Rousseff e algumas amigas convidadas para fazer parte de seu governo. No meio, à esquerda, nova ministra Eleonora Menicucci e, à direita, a ex-ministra Iriny Lopes (que deixou a pasta da Secretaria de Políticas para as Mulheres a fim de disputar a prefeitura de Vitória
“ESTIVE TAMBÉM FAZENDO UM TREINAMENTO DE ABORTO NA COLÔMBIA, POR ASPIRAÇÃO”
Eleonora — Dois anos. Aí, em São Paulo, eu integrei um grupo do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde. ( ). E, nesse período, estive também pelo Coletivo fazendo um treinamento de aborto na Colômbia.
Joana — Certo.
Eleonora — O Coletivo nós críamos em 95.
Joana — Como é que era esse curso de aborto?
Eleonora — Era nas Clínicas de Aborto. A gente aprendia a fazer aborto.
Joana — Aprendia a fazer aborto?
Eleonora — Com aspiração AMIU.
Joana — Com aquele…
Eleonora — Com a sucção.
Joana — Com a sucção. Imagino.
Eleonora — Que eu chamo de AMIU. Porque a nossa perspectiva no Coletivo, a nossa base…
Joana — é que as pessoas se auto auto-fizessem!
Eleonora — Autocapacitassem! E que pessoas não médicas podiam…
Joana — Claro! Eleonora — Lidar com o aborto.
Joana — Claro!.
Eleonora — Então vieram duas feministas que eram clientes, usuárias do Coletivo, as quais fizeram o primeiro auto-exame comigo. Então é uma coisa muito linda.
Joana — Hum.
Eleonora — Muito bonita! Descobrirem o colo do útero e…
Joana — Hum. Eleonora — Ter uma pessoa que segura na mão.
Joana — Certo. “NÓS DECIDIMOS, EU E O PARTIDO, QUE EU DEVERIA FAZER UM ABORTO” Num outro trecho, Eleonora conta como ela e o seu partido, o POC (Partido Operário Comunista), tomaram uma decisão: ela deveria fazer um aborto. Tratava-se apenas de uma questão… política!
Eleonora — Porque a minha avaliação era que eu tinha que fazer
Joana — a luta armada aqui.
Eleonora — a luta armada aqui. E um detalhe importante nessa trajetória é que, seis meses depois de essa minha filha ter nascido, eu fiquei grávida outra vez. Aí junto com a organização nós decidimos, a organização, nós, que eu deveria fazer aborto porque não era possível.
Joana — Certo.
Eleonora — Na situação ter mais de uma criança, né? E eu não segurava também. Aí foi o segundo aborto que eu fiz.
“EU TIVE MINHA PRIMEIRA RELAÇÃO COM MULHER. E TRANSAVA COM HOMEM; ESTAVA COM MEU MARIDO”
Falastrona e ególatra, como já apontei aqui, ela faz questão de contar na entrevista que teve a sua primeira relação homossexual quando ainda estava casada. Era o seu mergulho no que ela entende por feminismo.
Eleonora — Aí já nessa época eu radicalizei meu feminismo. Eu comecei a militar.
Joana — Onde?
Eleonora — Em Belo Horizonte, eu comecei a militar neste grupo.
Joana — Neste mesmo grupo?
Eleonora — É
Joana — O que se fazia além de discutir?
Eleonora — Nós discutíamos o corpo.
Joana — Certo.
Eleonora — Discutíamos a sexualidade. Eu tive a minha primeira relação com mulher também.
Joana — Hum.
Eleonora — Quer dizer que foi bastante precoce pra essa E transava com homem.
Joana — Certo.
Eleonora — Pra minha trajetória
Joana — Mesmo porque tu também estavas com o teu marido eu acho, não estavas?
Eleonora — Sim, sim.
Joana — Estavas. Ah
Eleonora — Mas nós nunca tivemos esse E ele era um cara muito libertário. Nós nunca tivemos essa questão de relação
Joana — Certo.
“SOU MUITO AMIGA DO FREI BETTO. ELE ME PÔS NO CENTRO DE DIREITOS HUMANOS DA DIOCESE DE JOÃO PESSOA”
Ora, qual é o lugar ideal para uma humanista desse quilate trabalhar? Frei Betto — sim, aquele… — deu um jeito de arrumar para ela um emprego na Arquidiocese de João Pessoa:
Eleonora — E aí, no início de 78, eu já tinha me separado do meu ex-marido e resolvo sair de Belo Horizonte. Aí quando eu saio de Belo Horizonte eu busco um lugar bem longe porque eu não queria mais ser referência para a esquerda. ( )
Eleonora — E eu não podia. Então eu procurei isso. Sou muito amiga, por incrível que pareça, a vida inteira, do Frei Betto e pedi a ele pra me encontrar um lugar o mais longe possível de Belo Horizonte. Aí ele falou “Eu tenho dois lugares onde a Diocese é muito aberta: em Vitória, com Dom Luís, ou em João Pessoa, com Dom José Maria Pires. Eu falei: “Eu quero João Pessoa”, quanto mais longe melhor. ( )
Eleonora — É Mas, assim, eu cheguei, eu. Eu tive que construir minha vida.
Joana — Hum. Foste trabalhar?
Eleonora — No Centro de Direitos Humanos da Arquidiocese da Paraíba.
Joana — Tá legal.
Eleonora — E aí eu comecei a trabalhar com as mulheres rurais de Alagamar, que era o que eu queria ( ) Logo depois, retomei um grupo, a minha atividade de grupo de reflexão feminista com algumas mulheres em João Pessoa. A maioria de fora de João Pessoa e duas de dentro Então nós criamos o primeiro grupo feminista lá em João Pessoa. Chamado Maria Mulher. ( )
Eleonora — É. “Quem ama não mata” e “O silêncio é cúmplice da violência”, e aí começamos a nos articular dentro do Nordeste.
Joana — Tá.
Eleonora — Era o SOS Mulher. O SOS Corpo e um grupo de reflexão que tinha em Natal
Joana — Hum.
Eleonora — De auto-reflexão. E no Maria Mulher, o que é que nós fazíamos? Nós fazíamos auto-exame de colo de útero, auto-exame de mama. ( )
Eleonora — Depois, em 84, eu venho pra São Paulo fazer doutorado em Ciência Política, já articuladíssima…
Joana — Imagino…
Eleonora — com o feminismo e com linhas de pesquisa bem definidas do ponto de vista feminista.
Joana — Quem é que te orientou em São Paulo?
Eleonora — Em São Paulo, foi a Maria Lúcia Montes, uma antropóloga. Embora, na época, ela fosse da Ciência Política. E, em 84, eu entro para o doutorado com uma tese que era sobre Direitos Reprodutivos e Direitos Sexuais a partir É a construção da cidadania a partir do conhecimento sobre o próprio corpo.
Joana — Isso por conta do teu trabalho com as mulheres?
Eleonora — Por conta do meu trabalho com as mulheres em uma favela chamada Favela Beira-Rio.
Joana — Certo.
Eleonora — Lá em João Pessoa.
Joana — Hum.
Eleonora — Que hoje é um bairro. Então nesta época eu fiquei quatro anos em São Paulo fazendo a tese e voltando a João Pessoa. ( ) E aí fui coordenadora do grupo de Mulher e Política da ANPOCS, do GT.
Joana — Hum.
“EU TINHA ATITUDES MASCULINAS ( ) ERA DECIDIDA, DETERMINADA, FORTE, SABIA ATIRAR”
Neste trecho, ela revela como enxergava — enxergará ainda? — os papéis masculino e feminino. Ah, sim: ela sabia “atirar”. Afinal, não se tenta impor uma ditadura comunista no país só com bons sentimentos, não é?
Joana — Já. E com relação às organizações das quais tu participavas?
Eleonora — Ah, primeiro que as mulheres dificilmente chegavam a um cargo de poder
Joana — Mas tu eras a chefe?
Eleonora — Eu era. Fui uma das poucas. Por quê? Eu me travesti de masculino
Joana — É? Como era?
Eleonora — Eu tinha atitudes masculinas ( ) Era decidida, determinada, forte, sabia atirar
Joana — Huuunnnn.
Eleonora — Entendeu?
Joana — Entendi.
Eleonora — Sendo que muitas mulheres sabiam isso tudo.
Joana — Certo.
Eleonora — Transava com vários homens.
Joana — Certo.
Eleonora — Essa questão do desejo e do prazer sempre foi uma coisa muito libertária pra mim, e por isso eu fui muito questionada dentro da esquerda.
Joana — É?
Eleonora — É.
Joana — Dentro do mesmo grupo do qual tu eras a líder?
Eleonora — Sim. Porque o próprio Por questões de segurança, eu só poderia ter relação sexual com os companheiros da minha organização.
Joana — Certo.
Eleonora — Num determinado momento, sim, mas na história do movimento estudantil, também já existia isso.
“EU TIVE MUITAS REFLEXÕES COM MINHAS AMIGAS NA CADEIA; UMA DELAS, A DILMA”
Neste outro trecho, a gente fica sabendo que Dilma Rousseff foi sua companheira também nas reflexões sobre o feminismo.
Eleonora — E, depois, imediatamente eu quis ter outro filho
Joana — Hum.
Eleonora — E muito no sentido de pra provar para os torturadores, mesmo que fosse simbolicamente, que o que eles tinham feito comigo não tinha me tirado a possibilidade de reproduzir e de ter uma escolha sobre meu próprio corpo
Joana — Hum.
Eleonora — Então eu tive mais um filho e logo que ele nasceu também de cesária eu me laqueei.
Joana — Certo.
Eleonora — Então Eu tinha, Eu fui presa com 24 para 25 mais ou menos.
Joana — Nossa Senhora!.
Eleonora — E sai com 30.
Joana — Certo.
Eleonora — Assim, da história toda e com 30 para 31, tive o meu segundo filho e fiz a laqueadura de trompas ( )
Joana — E então, tu saíste da cadeia em 74.
Eleonora — Certo.
Joana — Tu tiveste algum contato com o feminismo dentro da cadeia, com leituras feministas.
Eleonora — Não.
Joana — Ou depois?
Eleonora — Não, não. Ao longo da cadeia eu tive Durante a cadeia? Eu tive muitas reflexões com as minhas companheiras de cadeia
Joana — Tá.
Eleonora — Uma delas é a Dilma Roussef. ( )
Joana — Fizeram uma espécie de grupo de consciência?
Eleonora — Grupo de reflexão lá dentro.
Joana — Grupo de reflexão. ( )
Eleonora — Porque eu já saí É.. Eu já saí em 74, eu saí em outubro.
Joana — Certo.
Eleonora — No dia 12, Dia da Criança, eu saí já bem claro que eu era feminista.
Joana — Certo.
Eleonora — E, logo que eu saí da cadeia, eu em Belo Horizonte, fui procurar um grupo de mulheres.
Joana — Esses grupos de consciência?
Eleonora — É, só que era um grupo de lésbicas.
Joana — Certo.
Eleonora — E eu não sabia. Era um grupo de pessoas amigas minhas. ( )
Eleonora — Porque eu voltei a estudar!
Joana — Ah, legal!
Eleonora — Eu parei de estudar em 68.
Joana — Huuummm.
Eleonora — Eu parei no quarto ano de Medicina e no quarto de Ciências Sociais.
Joana — Foste concluir?
Eleonora — Fui, aí eu voltei pra concluir.
Joana — Certo.
Eleonora — Na UFMG, e optei por acabar Sociologia.
“SOU AVÓ DE UMA CRIANÇA NASCIDA POR INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL NA MÃE LÉSBICA; E TAMBÉM SOU AVÓ DO ABORTO”
Finalmente, destaco outro momento de grande indignidade na fala desta senhora. Ao se dizer avó de um neto gerado por inseminação numa filha lésbica e também “avó do aborto”, não só expõe a sua vida privada e a de seus familiares como, é inescapável constatar, demonstra não saber a exata diferença entre a vida e a morte.
Eleonora — E eu digo que a questão feminista é tão dentro de mim, e a questão dos Direitos Reprodutivos também, que eu sou avó de uma criança que foi gerada por inseminação artificial na mãe lésbica.
Joana — Hum, hum.
Eleonora — Então eu digo que sou avó da inseminação artificial.
Joana — (risos)
Eleonora — Alta tecnologia reprodutiva. E aí eu queria colocar a importância dessa discussão que o feminismo coloca no sentido do acesso às tecnologias reprodutivas.
Joana — Certo.
Eleonora — Entendeu? E eu diria: “Eu fiz dois abortos e também digo que sou avó do aborto também porque por mim já passou.
Joana — Sim.
Eleonora — Também já passou nesse sentido. E diria que eu sou uma mulher muito feliz e muito realizada. E eu pauto em duas questões: na minha militância política e no feminismo.
* * *
Comentar? Creio que não precisa... as fotos aqui publicadas "falam" por si... Comente o leitor...
Em todo caso, deixo aqui registradas algumas perguntas para a Dona Dilma Rousseff:
Não haveria uma mulher mais inadequada para fazer parte de seu governo? Alguém que melhor representasse as mulheres? Alguém que não tivesse a “ficha sujíssima”? Ao menos, que não tivesse as mãos sujas de sangue inocente de nascituros por ter sido aborteira? Por que escolher alguém assim? Praticar aborto não é crime? Exercer a medicina ilegalmente não é crime? Como então colocar num Ministério uma aborteira assumida?
Fonte: Família Católica
A nova ministra, Eleonora Menicucci, e a ex-ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes
Paulo Roberto Campos
prccampos@terra.com.br
Não foi desmentida a estarrecedora e repugnante entrevista que Eleonora Menicucci de Oliveira (a nova Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres) concedeu à Profa. Joana Maria Pedro em 14-10-2004, mas que somente veio a público no dia 13 último, pela postagem do jornalista Reinaldo Azevedo em seu blog na revista VEJA: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-ministerio-dilma-nova-ministra-da-mulher-confessa-que-ja-treinou-abortos-por-succao-mesmo-nao-sendo-medica-mais-ela-se-considera-avo-de-um-neto-mas-tambem-do-aborto/
Quando tomei conhecimento de tal entrevista, quase não podia acreditar, pois parecia um filme de terror. Pensei com meus botões: “Será real coisa tão asquerosa? Bom, se não for verídico, evidentemente, a ministra vai desmentir”.
A entrevista foi publicada antes do carnaval. A folia acabou, já estamos na primeira semana da Quaresma e nada de desmentido. Então resolvi transcrever aqui o texto publicado no mencionado blog. A íntegra da entrevista, feita pela referida professora – que é pesquisadora e Doutora em História Social pela USP – encontrava-se no site da Universidade Federal de Santa Catarina (http://www.ieg.ufsc.br/admin/downloads/entrevistas/29092009-111002menicucci.pdf), mas foi retirada por pedido expresso da nova ministra. Entretanto, o Reinaldo Azevedo tinha guardado uma cópia do texto, agora off-line.
A recém-empossada Ministra das Mulheres — melhor qualificação seria Ministra do Aborto — militou no Partido Operário Comunista (POC), que pretendia implantar no Brasil a ditadura comunista nos moldes da revolução cubana. Eleonora Menicucci deseja passar sua imagem como se tivesse sido uma heroína que em sua luta por um “ideal” fora encarcerada no presídio Tiradentes (na chamada “Torre das Donzelas”) em 1971, juntamente com Dilma Rousseff e outras guerrilheiras. Mas é preciso desmistificar tal “ideal”, pois não passava de um plano sórdido para levar o Brasil a ser dominado pelo tirânico regime comunista, cujo modelo de ação era o do bando covarde e assassino constituído pelos guerrilheiros Fidel Castro, Ché Guevara et caterva.
Devido às afirmações da nova Ministra — de ter-se submetido a dois abortos, de ter sido aborteira (usando o sistema “Aspiração Manual Intrauterina”, um método de sucção, como admitiu), e de ter-se relacionado com homens e mulheres (sic) — o deputado carioca Eduardo Cunha afirmou: “Quando a gente lê várias declarações dessa nova ministra, ela está no lugar e na época errada, devia estar em Sodoma e Gomorra”.
Como foi grande a indignação produzida pela referida entrevista, sem desmenti-la Menicucci declarou: “Essa é uma questão [do aborto] que não diz respeito ao Executivo, mas sim ao Congresso. Há um projeto de lei em tramitação e sabemos da responsabilidade de prevenir mortes femininas e maternas” (“O Estado de S. Paulo”, 17-2-12).
Certamente uma declaração feita para não afastar eleitores do PT, pois, como é público e notório, Dilma Rousseff não foi eleita no primeiro turno devido às suas anteriores declarações pró-aborto. E só conseguiu vencer no segundo com a promessa de não dar nenhum passo que favorecesse a legalização do aborto no Brasil.
Segue a sinistra entrevista da nova ministra. Mas, leitor, cuidado! Escolha um bom momento para fazer sua leitura, pois poderá ficar enojado...
Dilma Rousseff e algumas amigas convidadas para fazer parte de seu governo. No meio, à esquerda, nova ministra Eleonora Menicucci e, à direita, a ex-ministra Iriny Lopes (que deixou a pasta da Secretaria de Políticas para as Mulheres a fim de disputar a prefeitura de Vitória
“ESTIVE TAMBÉM FAZENDO UM TREINAMENTO DE ABORTO NA COLÔMBIA, POR ASPIRAÇÃO”
Eleonora — Dois anos. Aí, em São Paulo, eu integrei um grupo do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde. ( ). E, nesse período, estive também pelo Coletivo fazendo um treinamento de aborto na Colômbia.
Joana — Certo.
Eleonora — O Coletivo nós críamos em 95.
Joana — Como é que era esse curso de aborto?
Eleonora — Era nas Clínicas de Aborto. A gente aprendia a fazer aborto.
Joana — Aprendia a fazer aborto?
Eleonora — Com aspiração AMIU.
Joana — Com aquele…
Eleonora — Com a sucção.
Joana — Com a sucção. Imagino.
Eleonora — Que eu chamo de AMIU. Porque a nossa perspectiva no Coletivo, a nossa base…
Joana — é que as pessoas se auto auto-fizessem!
Eleonora — Autocapacitassem! E que pessoas não médicas podiam…
Joana — Claro! Eleonora — Lidar com o aborto.
Joana — Claro!.
Eleonora — Então vieram duas feministas que eram clientes, usuárias do Coletivo, as quais fizeram o primeiro auto-exame comigo. Então é uma coisa muito linda.
Joana — Hum.
Eleonora — Muito bonita! Descobrirem o colo do útero e…
Joana — Hum. Eleonora — Ter uma pessoa que segura na mão.
Joana — Certo. “NÓS DECIDIMOS, EU E O PARTIDO, QUE EU DEVERIA FAZER UM ABORTO” Num outro trecho, Eleonora conta como ela e o seu partido, o POC (Partido Operário Comunista), tomaram uma decisão: ela deveria fazer um aborto. Tratava-se apenas de uma questão… política!
Eleonora — Porque a minha avaliação era que eu tinha que fazer
Joana — a luta armada aqui.
Eleonora — a luta armada aqui. E um detalhe importante nessa trajetória é que, seis meses depois de essa minha filha ter nascido, eu fiquei grávida outra vez. Aí junto com a organização nós decidimos, a organização, nós, que eu deveria fazer aborto porque não era possível.
Joana — Certo.
Eleonora — Na situação ter mais de uma criança, né? E eu não segurava também. Aí foi o segundo aborto que eu fiz.
“EU TIVE MINHA PRIMEIRA RELAÇÃO COM MULHER. E TRANSAVA COM HOMEM; ESTAVA COM MEU MARIDO”
Falastrona e ególatra, como já apontei aqui, ela faz questão de contar na entrevista que teve a sua primeira relação homossexual quando ainda estava casada. Era o seu mergulho no que ela entende por feminismo.
Eleonora — Aí já nessa época eu radicalizei meu feminismo. Eu comecei a militar.
Joana — Onde?
Eleonora — Em Belo Horizonte, eu comecei a militar neste grupo.
Joana — Neste mesmo grupo?
Eleonora — É
Joana — O que se fazia além de discutir?
Eleonora — Nós discutíamos o corpo.
Joana — Certo.
Eleonora — Discutíamos a sexualidade. Eu tive a minha primeira relação com mulher também.
Joana — Hum.
Eleonora — Quer dizer que foi bastante precoce pra essa E transava com homem.
Joana — Certo.
Eleonora — Pra minha trajetória
Joana — Mesmo porque tu também estavas com o teu marido eu acho, não estavas?
Eleonora — Sim, sim.
Joana — Estavas. Ah
Eleonora — Mas nós nunca tivemos esse E ele era um cara muito libertário. Nós nunca tivemos essa questão de relação
Joana — Certo.
“SOU MUITO AMIGA DO FREI BETTO. ELE ME PÔS NO CENTRO DE DIREITOS HUMANOS DA DIOCESE DE JOÃO PESSOA”
Ora, qual é o lugar ideal para uma humanista desse quilate trabalhar? Frei Betto — sim, aquele… — deu um jeito de arrumar para ela um emprego na Arquidiocese de João Pessoa:
Eleonora — E aí, no início de 78, eu já tinha me separado do meu ex-marido e resolvo sair de Belo Horizonte. Aí quando eu saio de Belo Horizonte eu busco um lugar bem longe porque eu não queria mais ser referência para a esquerda. ( )
Eleonora — E eu não podia. Então eu procurei isso. Sou muito amiga, por incrível que pareça, a vida inteira, do Frei Betto e pedi a ele pra me encontrar um lugar o mais longe possível de Belo Horizonte. Aí ele falou “Eu tenho dois lugares onde a Diocese é muito aberta: em Vitória, com Dom Luís, ou em João Pessoa, com Dom José Maria Pires. Eu falei: “Eu quero João Pessoa”, quanto mais longe melhor. ( )
Eleonora — É Mas, assim, eu cheguei, eu. Eu tive que construir minha vida.
Joana — Hum. Foste trabalhar?
Eleonora — No Centro de Direitos Humanos da Arquidiocese da Paraíba.
Joana — Tá legal.
Eleonora — E aí eu comecei a trabalhar com as mulheres rurais de Alagamar, que era o que eu queria ( ) Logo depois, retomei um grupo, a minha atividade de grupo de reflexão feminista com algumas mulheres em João Pessoa. A maioria de fora de João Pessoa e duas de dentro Então nós criamos o primeiro grupo feminista lá em João Pessoa. Chamado Maria Mulher. ( )
Eleonora — É. “Quem ama não mata” e “O silêncio é cúmplice da violência”, e aí começamos a nos articular dentro do Nordeste.
Joana — Tá.
Eleonora — Era o SOS Mulher. O SOS Corpo e um grupo de reflexão que tinha em Natal
Joana — Hum.
Eleonora — De auto-reflexão. E no Maria Mulher, o que é que nós fazíamos? Nós fazíamos auto-exame de colo de útero, auto-exame de mama. ( )
Eleonora — Depois, em 84, eu venho pra São Paulo fazer doutorado em Ciência Política, já articuladíssima…
Joana — Imagino…
Eleonora — com o feminismo e com linhas de pesquisa bem definidas do ponto de vista feminista.
Joana — Quem é que te orientou em São Paulo?
Eleonora — Em São Paulo, foi a Maria Lúcia Montes, uma antropóloga. Embora, na época, ela fosse da Ciência Política. E, em 84, eu entro para o doutorado com uma tese que era sobre Direitos Reprodutivos e Direitos Sexuais a partir É a construção da cidadania a partir do conhecimento sobre o próprio corpo.
Joana — Isso por conta do teu trabalho com as mulheres?
Eleonora — Por conta do meu trabalho com as mulheres em uma favela chamada Favela Beira-Rio.
Joana — Certo.
Eleonora — Lá em João Pessoa.
Joana — Hum.
Eleonora — Que hoje é um bairro. Então nesta época eu fiquei quatro anos em São Paulo fazendo a tese e voltando a João Pessoa. ( ) E aí fui coordenadora do grupo de Mulher e Política da ANPOCS, do GT.
Joana — Hum.
“EU TINHA ATITUDES MASCULINAS ( ) ERA DECIDIDA, DETERMINADA, FORTE, SABIA ATIRAR”
Neste trecho, ela revela como enxergava — enxergará ainda? — os papéis masculino e feminino. Ah, sim: ela sabia “atirar”. Afinal, não se tenta impor uma ditadura comunista no país só com bons sentimentos, não é?
Joana — Já. E com relação às organizações das quais tu participavas?
Eleonora — Ah, primeiro que as mulheres dificilmente chegavam a um cargo de poder
Joana — Mas tu eras a chefe?
Eleonora — Eu era. Fui uma das poucas. Por quê? Eu me travesti de masculino
Joana — É? Como era?
Eleonora — Eu tinha atitudes masculinas ( ) Era decidida, determinada, forte, sabia atirar
Joana — Huuunnnn.
Eleonora — Entendeu?
Joana — Entendi.
Eleonora — Sendo que muitas mulheres sabiam isso tudo.
Joana — Certo.
Eleonora — Transava com vários homens.
Joana — Certo.
Eleonora — Essa questão do desejo e do prazer sempre foi uma coisa muito libertária pra mim, e por isso eu fui muito questionada dentro da esquerda.
Joana — É?
Eleonora — É.
Joana — Dentro do mesmo grupo do qual tu eras a líder?
Eleonora — Sim. Porque o próprio Por questões de segurança, eu só poderia ter relação sexual com os companheiros da minha organização.
Joana — Certo.
Eleonora — Num determinado momento, sim, mas na história do movimento estudantil, também já existia isso.
“EU TIVE MUITAS REFLEXÕES COM MINHAS AMIGAS NA CADEIA; UMA DELAS, A DILMA”
Neste outro trecho, a gente fica sabendo que Dilma Rousseff foi sua companheira também nas reflexões sobre o feminismo.
Eleonora — E, depois, imediatamente eu quis ter outro filho
Joana — Hum.
Eleonora — E muito no sentido de pra provar para os torturadores, mesmo que fosse simbolicamente, que o que eles tinham feito comigo não tinha me tirado a possibilidade de reproduzir e de ter uma escolha sobre meu próprio corpo
Joana — Hum.
Eleonora — Então eu tive mais um filho e logo que ele nasceu também de cesária eu me laqueei.
Joana — Certo.
Eleonora — Então Eu tinha, Eu fui presa com 24 para 25 mais ou menos.
Joana — Nossa Senhora!.
Eleonora — E sai com 30.
Joana — Certo.
Eleonora — Assim, da história toda e com 30 para 31, tive o meu segundo filho e fiz a laqueadura de trompas ( )
Joana — E então, tu saíste da cadeia em 74.
Eleonora — Certo.
Joana — Tu tiveste algum contato com o feminismo dentro da cadeia, com leituras feministas.
Eleonora — Não.
Joana — Ou depois?
Eleonora — Não, não. Ao longo da cadeia eu tive Durante a cadeia? Eu tive muitas reflexões com as minhas companheiras de cadeia
Joana — Tá.
Eleonora — Uma delas é a Dilma Roussef. ( )
Joana — Fizeram uma espécie de grupo de consciência?
Eleonora — Grupo de reflexão lá dentro.
Joana — Grupo de reflexão. ( )
Eleonora — Porque eu já saí É.. Eu já saí em 74, eu saí em outubro.
Joana — Certo.
Eleonora — No dia 12, Dia da Criança, eu saí já bem claro que eu era feminista.
Joana — Certo.
Eleonora — E, logo que eu saí da cadeia, eu em Belo Horizonte, fui procurar um grupo de mulheres.
Joana — Esses grupos de consciência?
Eleonora — É, só que era um grupo de lésbicas.
Joana — Certo.
Eleonora — E eu não sabia. Era um grupo de pessoas amigas minhas. ( )
Eleonora — Porque eu voltei a estudar!
Joana — Ah, legal!
Eleonora — Eu parei de estudar em 68.
Joana — Huuummm.
Eleonora — Eu parei no quarto ano de Medicina e no quarto de Ciências Sociais.
Joana — Foste concluir?
Eleonora — Fui, aí eu voltei pra concluir.
Joana — Certo.
Eleonora — Na UFMG, e optei por acabar Sociologia.
“SOU AVÓ DE UMA CRIANÇA NASCIDA POR INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL NA MÃE LÉSBICA; E TAMBÉM SOU AVÓ DO ABORTO”
Finalmente, destaco outro momento de grande indignidade na fala desta senhora. Ao se dizer avó de um neto gerado por inseminação numa filha lésbica e também “avó do aborto”, não só expõe a sua vida privada e a de seus familiares como, é inescapável constatar, demonstra não saber a exata diferença entre a vida e a morte.
Eleonora — E eu digo que a questão feminista é tão dentro de mim, e a questão dos Direitos Reprodutivos também, que eu sou avó de uma criança que foi gerada por inseminação artificial na mãe lésbica.
Joana — Hum, hum.
Eleonora — Então eu digo que sou avó da inseminação artificial.
Joana — (risos)
Eleonora — Alta tecnologia reprodutiva. E aí eu queria colocar a importância dessa discussão que o feminismo coloca no sentido do acesso às tecnologias reprodutivas.
Joana — Certo.
Eleonora — Entendeu? E eu diria: “Eu fiz dois abortos e também digo que sou avó do aborto também porque por mim já passou.
Joana — Sim.
Eleonora — Também já passou nesse sentido. E diria que eu sou uma mulher muito feliz e muito realizada. E eu pauto em duas questões: na minha militância política e no feminismo.
* * *
Comentar? Creio que não precisa... as fotos aqui publicadas "falam" por si... Comente o leitor...
Em todo caso, deixo aqui registradas algumas perguntas para a Dona Dilma Rousseff:
Não haveria uma mulher mais inadequada para fazer parte de seu governo? Alguém que melhor representasse as mulheres? Alguém que não tivesse a “ficha sujíssima”? Ao menos, que não tivesse as mãos sujas de sangue inocente de nascituros por ter sido aborteira? Por que escolher alguém assim? Praticar aborto não é crime? Exercer a medicina ilegalmente não é crime? Como então colocar num Ministério uma aborteira assumida?
Fonte: Família Católica
Uma das chefes da conspiração abortista faz palhaçadas para zombar da Igreja Católica
Uma das chefes da conspiração abortista faz palhaçadas para zombar da Igreja Católica
Esta aí do lado é a Mónica Roa, fanática agitadora abortista. Advogada colombiana, que viaja por diversas nações fazendo conferências para incentivar a prática abortiva.
Nesta foto, ela recentemente fantasiada de “bispa” para zombar da Santa Igreja e de nossa fé, mostra bem qual é sua cara. Ela atua com diversas ONGs abortistas (como as — nada católicas — “Católicas pelo Direito de Decidir”) formando uma verdadeira internacional abortista, numa conspiração anti-família.
Mónica Roa é especialista em ensinar táticas para se obter a legalização do assassinado do nascituro, indefeso no ventre materno, fraudando as leis de cada país e enganando a opinião pública — por exemplo, não tratando da questão do aborto como se fosse uma questão moral, mas sim “uma questão de saúde pública”. (como, aliás, disse recentemente a nova “ministra das mulheres” do governo Dilma, Eleonora Menicucci). Foi assim que se obteve na Colômbia a despenalização do aborto. A esse respeito, quem desejar aprofundar no assunto, recomendo o extenso artigo disponível no seguinte link:
http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=93AFC0BA-3048-560B-1C767FBA178E3810&mes=Julho2007&pag=1
Explicação da foto acima:
Conforme matéria divulga pela agência “ACI/EWTN Noticias” de ontem (22-2-2012), intitulada “Famosa promotora do aborto na Colômbia se disfarça de ‘bispa’ e se burla da Igreja”, a abortista Mónica Roa se burla da fé dos católicos colombianos no facebook:
“A famosa abortista Mónica Roa,uma das protagonistas que junto a transnacionais anti-vida conseguiram a despenalização do aborto na Colômbia em 2006, disfarçou-se de "bispa" burlando-se da Igreja Católica e da fé que professam milhões de colombianos.
Roa, também dirigente da ONG abortista Women’s Link International, publicou em sua conta de Facebook uma foto na que usa uma mitra e algo parecido a uma casula de cor roxa. Na publicação da imagem pediu opiniões de seus seguidores e nomes para sua ‘fantasia’. Nos comentários só há insultos contra o Vaticano e o Papa”.
Ainda na mesma notícia, a ACI divulga uma informação muito interessante — sobre um admirável defensor dos valores da família na Colômbia, o corajoso Procurador Geral Alejandro Ordónez [foto acima] — que aqui transcrevo:
Em sua campanha pela imposição do aborto como um "direito" na Colômbia, em que apoiada pelos principais meios de comunicação do país, Mónica Roa agora tem uma campanha contra o Procurador geral da Nação, Alejandro Ordóñez Maldonado.
Roa não tolera que Ordónez tenha se manifestado a favor da vida e contra do aborto em repetidas oportunidades, assim como a favor do matrimônio e da família tradicional, e portanto contra as uniões homossexuais.
Esta postura valeu ao procurador reiterados ataques de Roa e de outros grupos abortistas na Colômbia, que junto de diversos membros da esquerda iniciaram uma campanha titulada "Procura", para evitar que Ordóñez seja reeleito no cargo.
"Procura", que também tem um site criado pelo Women’s Link, recolhe os testemunhos de alguns colombianos que agridem o procurador por sua defesa da vida.
A respeito, Alejandro Ordóñez Maldonado disse ao jornal colombiano "El País" que os ataques pessoais e contra sua gestão são produto de uma espécie de "cristianofobia”.
O procurador Ordóñez foi fortemente criticado por uma minoria que ignora que em agosto do ano passado mais de 5 milhões de colombianos manifestaram sua posição contrária ao aborto, acompanhando com sua assinatura uma proposta legislativa que procurava uma mudança constitucional à lei que agora permite o aborto seja despenalizado – que ao final rechaçada – para tentar proteger o direito fundamental à vida da concepção.
Ordóñez Maldonado explicou que, segundo a lógica dos seus críticos, "os católicos não poderiam aspirar a cargos públicos e só poderiam pagar impostos e prestar serviço militar, porque não poderiam pronunciar um pensamento jurídico ou político que seja eticamente correto".
Fonte: Família Católica
Esta aí do lado é a Mónica Roa, fanática agitadora abortista. Advogada colombiana, que viaja por diversas nações fazendo conferências para incentivar a prática abortiva.
Nesta foto, ela recentemente fantasiada de “bispa” para zombar da Santa Igreja e de nossa fé, mostra bem qual é sua cara. Ela atua com diversas ONGs abortistas (como as — nada católicas — “Católicas pelo Direito de Decidir”) formando uma verdadeira internacional abortista, numa conspiração anti-família.
Mónica Roa é especialista em ensinar táticas para se obter a legalização do assassinado do nascituro, indefeso no ventre materno, fraudando as leis de cada país e enganando a opinião pública — por exemplo, não tratando da questão do aborto como se fosse uma questão moral, mas sim “uma questão de saúde pública”. (como, aliás, disse recentemente a nova “ministra das mulheres” do governo Dilma, Eleonora Menicucci). Foi assim que se obteve na Colômbia a despenalização do aborto. A esse respeito, quem desejar aprofundar no assunto, recomendo o extenso artigo disponível no seguinte link:
http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=93AFC0BA-3048-560B-1C767FBA178E3810&mes=Julho2007&pag=1
Explicação da foto acima:
Conforme matéria divulga pela agência “ACI/EWTN Noticias” de ontem (22-2-2012), intitulada “Famosa promotora do aborto na Colômbia se disfarça de ‘bispa’ e se burla da Igreja”, a abortista Mónica Roa se burla da fé dos católicos colombianos no facebook:
“A famosa abortista Mónica Roa,uma das protagonistas que junto a transnacionais anti-vida conseguiram a despenalização do aborto na Colômbia em 2006, disfarçou-se de "bispa" burlando-se da Igreja Católica e da fé que professam milhões de colombianos.
Roa, também dirigente da ONG abortista Women’s Link International, publicou em sua conta de Facebook uma foto na que usa uma mitra e algo parecido a uma casula de cor roxa. Na publicação da imagem pediu opiniões de seus seguidores e nomes para sua ‘fantasia’. Nos comentários só há insultos contra o Vaticano e o Papa”.
Ainda na mesma notícia, a ACI divulga uma informação muito interessante — sobre um admirável defensor dos valores da família na Colômbia, o corajoso Procurador Geral Alejandro Ordónez [foto acima] — que aqui transcrevo:
Em sua campanha pela imposição do aborto como um "direito" na Colômbia, em que apoiada pelos principais meios de comunicação do país, Mónica Roa agora tem uma campanha contra o Procurador geral da Nação, Alejandro Ordóñez Maldonado.
Roa não tolera que Ordónez tenha se manifestado a favor da vida e contra do aborto em repetidas oportunidades, assim como a favor do matrimônio e da família tradicional, e portanto contra as uniões homossexuais.
Esta postura valeu ao procurador reiterados ataques de Roa e de outros grupos abortistas na Colômbia, que junto de diversos membros da esquerda iniciaram uma campanha titulada "Procura", para evitar que Ordóñez seja reeleito no cargo.
"Procura", que também tem um site criado pelo Women’s Link, recolhe os testemunhos de alguns colombianos que agridem o procurador por sua defesa da vida.
A respeito, Alejandro Ordóñez Maldonado disse ao jornal colombiano "El País" que os ataques pessoais e contra sua gestão são produto de uma espécie de "cristianofobia”.
O procurador Ordóñez foi fortemente criticado por uma minoria que ignora que em agosto do ano passado mais de 5 milhões de colombianos manifestaram sua posição contrária ao aborto, acompanhando com sua assinatura uma proposta legislativa que procurava uma mudança constitucional à lei que agora permite o aborto seja despenalizado – que ao final rechaçada – para tentar proteger o direito fundamental à vida da concepção.
Ordóñez Maldonado explicou que, segundo a lógica dos seus críticos, "os católicos não poderiam aspirar a cargos públicos e só poderiam pagar impostos e prestar serviço militar, porque não poderiam pronunciar um pensamento jurídico ou político que seja eticamente correto".
Fonte: Família Católica
Recuo na defesa da saúde da gestante e do nascituro
Recuo na defesa da saúde da gestante e do nascituro
No dia 26 de dezembro de 2011, a Presidente Dilma baixou uma Medida Provisória (MP), pretensamente em defesa da saúde da gestante e do nascituro.
Houve protestos por parte daqueles que são contrários ao aborto — devido à centralização pelo SUS do controle de gestações, que, posteriormente, poderia ser usado para forçar o aborto. Como também protestaram aqueles que são abortistas — como as ditas “Católicas pelo direito de decidir” e outros grupos feministas, exigindo que fosse retirada da MP a referência à proteção do nascituro.
A Presidente cede à pressão abortista e retira da MP um direito que é garantido por Lei. Entenda melhor o que aconteceu no vídeo abaixo, no qual o Coronel Paes de Lira bem explica a questão.
Fonte: Família Católica
No dia 26 de dezembro de 2011, a Presidente Dilma baixou uma Medida Provisória (MP), pretensamente em defesa da saúde da gestante e do nascituro.
Houve protestos por parte daqueles que são contrários ao aborto — devido à centralização pelo SUS do controle de gestações, que, posteriormente, poderia ser usado para forçar o aborto. Como também protestaram aqueles que são abortistas — como as ditas “Católicas pelo direito de decidir” e outros grupos feministas, exigindo que fosse retirada da MP a referência à proteção do nascituro.
A Presidente cede à pressão abortista e retira da MP um direito que é garantido por Lei. Entenda melhor o que aconteceu no vídeo abaixo, no qual o Coronel Paes de Lira bem explica a questão.
Fonte: Família Católica
quinta-feira, 8 de março de 2012
Fundação Susan G. Komen deixa de contribuir com a maior rede de clínicas de aborto, a IPPF
Fundação Susan G. Komen deixa de contribuir com a maior rede de clínicas de aborto, a IPPF
O Cel. Paes de Lira — pugnaz defensor da instituição familiar no Brasil — faz um pedido de ação imediata e muito conveniente à causa anti-aborto no mundo inteiro. Seu e-mail explica claramente como devemos proceder. Ei-lo:
Caros amigos,
Depois de muitos anos de incessantes pedidos dos grupos Pela Vida, a Fundação Susan G. Komen, a maior financiadora mundial de pesquisas de câncer de mama, parou de doar dinheiro à infame International Planned Parenthood Foundation (IPPF), conhecida como “multinacional da morte”, a maior rede de clínicas de aborto do mundo ocidental.
Feito o anúncio, passou a ser pressionada pela máquina de propaganda abortista, que lhe remeteu centenas de milhares de mensagens eletrônicas para tentar reverter a decisão de parar de financiar a matança de nenês no ventre materno. É preciso que a Komen receba mensagens de apoio à sua mudança de posição em favor da vida.
Peço-lhe que envie, sem perda de tempo, um “e-mail” para a Fundação Susan G. Komen. Nem precisa de texto no corpo da mensagem. Basta escrever no campo “assunto” o seguinte:
Thanks for defunding IPPF.
O endereço eletrônico é: news@komen.org
A vida agradece.
Abraço do
PAES DE LIRA
Postado por Paulo Roberto Campos
Fonte: Família Católica
O Cel. Paes de Lira — pugnaz defensor da instituição familiar no Brasil — faz um pedido de ação imediata e muito conveniente à causa anti-aborto no mundo inteiro. Seu e-mail explica claramente como devemos proceder. Ei-lo:
Caros amigos,
Depois de muitos anos de incessantes pedidos dos grupos Pela Vida, a Fundação Susan G. Komen, a maior financiadora mundial de pesquisas de câncer de mama, parou de doar dinheiro à infame International Planned Parenthood Foundation (IPPF), conhecida como “multinacional da morte”, a maior rede de clínicas de aborto do mundo ocidental.
Feito o anúncio, passou a ser pressionada pela máquina de propaganda abortista, que lhe remeteu centenas de milhares de mensagens eletrônicas para tentar reverter a decisão de parar de financiar a matança de nenês no ventre materno. É preciso que a Komen receba mensagens de apoio à sua mudança de posição em favor da vida.
Peço-lhe que envie, sem perda de tempo, um “e-mail” para a Fundação Susan G. Komen. Nem precisa de texto no corpo da mensagem. Basta escrever no campo “assunto” o seguinte:
Thanks for defunding IPPF.
O endereço eletrônico é: news@komen.org
A vida agradece.
Abraço do
PAES DE LIRA
Postado por Paulo Roberto Campos
Fonte: Família Católica
A “March For Life”, a mídia brasileira e o binóculo invertido
A “March For Life”, a mídia brasileira e o binóculo invertido
Paulo Roberto Campos
prccampos@terra.com.br
Como já é uma tradição, anualmente realiza-se em Washington, sempre nos meses de janeiro, a March For Life, organizada por diversos movimentos contrários ao aborto nos Estados Unidos.
Apesar da chuva e do frio intensíssimo, no dia 23 último, pelo menos 300 MIL pessoas participaram da Marcha Pela Vida, já em sua 39ª edição, pelas avenidas próximas à sede da Suprema Corte, em protesto contra o aborto e pedindo a anulação da lei abortiva (Roe v. Wade) aprovada em 1973.
Tenho a impressão de que a mídia brasileira tem um binóculo invertido, utilizado sempre do lado oposto para diminuir os grandes acontecimentos contrários aos interesses midiáticos e esquerdistas, como as manifestações contrárias ao aborto, ao “casamento” homossexual, à imoralidade na TV, etc. Assim, as 300 MIL pessoas, ficam reduzidas e vistas como se fossem apenas 3 — portanto sem motivo para se noticiar. Se fosse uma manifestação de meia dúzia de abortistas, ou de homossexuais, a mídia utilizaria, não apenas o binóculo do lado certo, mas um potentíssimo telescópio para ampliar ao máximo. Assim, os 6 manifestantes seriam multiplicados e vistos como se fossem 600 MIL — portanto, motivo arqui suficiente para grandes manchetes nos jornais, rádios, TVs.
A mídia tupiniquim, agindo e vendo as coisas desse modo torto, impediu que os brasileiros vissem a impressionante manifestação em Washington. Mas um leitor do Blog da Família, Antonio Fragelli, participou da Marcha e enviou-me um CD com muitas e excelentes fotos da gigantesca March For Life.
A mídia “não viu”, mas nós poderemos ver, e poderemos "furar" o bloqueio midiático, recomendando a nossos amigos, por meio da Internet, que também vejam e divulguem o que a mídia "NUNCA VÊ", ou SEMPRE CENSURA: aquilo que é favor dos interesses da instituição familiar!
Fonte: Família Católica
Paulo Roberto Campos
prccampos@terra.com.br
Como já é uma tradição, anualmente realiza-se em Washington, sempre nos meses de janeiro, a March For Life, organizada por diversos movimentos contrários ao aborto nos Estados Unidos.
Apesar da chuva e do frio intensíssimo, no dia 23 último, pelo menos 300 MIL pessoas participaram da Marcha Pela Vida, já em sua 39ª edição, pelas avenidas próximas à sede da Suprema Corte, em protesto contra o aborto e pedindo a anulação da lei abortiva (Roe v. Wade) aprovada em 1973.
Tenho a impressão de que a mídia brasileira tem um binóculo invertido, utilizado sempre do lado oposto para diminuir os grandes acontecimentos contrários aos interesses midiáticos e esquerdistas, como as manifestações contrárias ao aborto, ao “casamento” homossexual, à imoralidade na TV, etc. Assim, as 300 MIL pessoas, ficam reduzidas e vistas como se fossem apenas 3 — portanto sem motivo para se noticiar. Se fosse uma manifestação de meia dúzia de abortistas, ou de homossexuais, a mídia utilizaria, não apenas o binóculo do lado certo, mas um potentíssimo telescópio para ampliar ao máximo. Assim, os 6 manifestantes seriam multiplicados e vistos como se fossem 600 MIL — portanto, motivo arqui suficiente para grandes manchetes nos jornais, rádios, TVs.
A mídia tupiniquim, agindo e vendo as coisas desse modo torto, impediu que os brasileiros vissem a impressionante manifestação em Washington. Mas um leitor do Blog da Família, Antonio Fragelli, participou da Marcha e enviou-me um CD com muitas e excelentes fotos da gigantesca March For Life.
A mídia “não viu”, mas nós poderemos ver, e poderemos "furar" o bloqueio midiático, recomendando a nossos amigos, por meio da Internet, que também vejam e divulguem o que a mídia "NUNCA VÊ", ou SEMPRE CENSURA: aquilo que é favor dos interesses da instituição familiar!
Fonte: Família Católica
MARCHA PELA VIDA 2012 EM PARIS
MARCHA PELA VIDA 2012 EM PARIS
Fonte: Blog "Luzes de Esperança"
http://luzesdeesperanca.blogspot.com/
O apoio à Marcha pela Vida 2012 em Paris não teve precedentes. A “guerra dos números” oscilou entre 7.000 e 40.000, segundo as fontes. Porém, para as estimativas ponderadas, a participação, já nutrida do ano passado, neste ano foi duplicada em número e entusiasmo.
No dia 8 de janeiro, a passeata – composta majoritariamente por jovens – partiu da central Place de la République em direção à Opera, percorrendo famosos bulevares parisienses. Os organizadores aguardam que com a crescente manifestação de força dos defensores da vida, os políticos não finjam ignorar o tema nos debates eleitorais.
Um dos sinais mais esperançosos deste ano foi o aumento da participação no evento dos bispos católicos, ainda propensos ao “progressismo” e relutantes em se opor à Revolução Cultural.
Segundo a agência canadense LifeSiteNews, a maior surpresa foi a reviravolta do cardeal arcebispo de Paris, D. André Vingt-Trois, que em 2009 se dissociou publicamente da Marcha. Ele chegou então a declarar na Rádio Notre-Dame, pertencente à arquidiocese: “Eu não acho que se deva gritar aos quatro ventos”. Como se Jesus Cristo não tivesse ordenado aos cristãos de “pregar o Evangelho de cima dos telhados” (cfr. Mat, 10, 26-27).
Em novembro, falando diante da plenária do episcopado francês, o Cardeal Vingt-Trois qualificou a Marcha pela Vida como “um dos meios de ação que os cristãos têm para escolher”. Algo muito pobre diante da magnitude do massacre dos inocentes, mas que já foi algo na linha da inversão percebida.
Veja vídeo
Marcha pela Vida Paris 2012
Segundo a agência canadense, a pressão crescente de católicos pela vida fez com que 32 bispos apoiassem a Marcha. O Cardeal Barbarin – Arcebispo de Lyon e Primaz da França – mandou sua bênção, e três bispos participaram pessoalmente da marcha. Também foi sem precedentes e de muito peso a participação de jovens sacerdotes de Paris e de todo país. Os jovens que animavam a Marcha ainda não haviam nascido quando foi aprovada a lei do aborto em 1975, época em que por esses mesmos bulevares desfilavam passeatas feministas. Estas hoje estão quase desaparecidas da rua, mas ocupam posições nos governos, na mídia e nos partidos de diversas tendências. Sobretudo nos ecologistas e de esquerda.
Os protestos visavam também à eutanásia e às ações anti-familiares do governo francês – como a distribuição gratuita de preservativos nas escolas secundárias, reembolso pela Segurança Social da pílula do dia seguinte, o favorecimento da “ideologia de gênero” nas escolas públicas e o “casamento” homossexual. Mais de 220.000 abortos legais são realizados anualmente na França e os números estão crescendo. É urgente fazer cessar esse massacre, e tanto os jovens como as famílias francesas o estão dizendo cada vez mais desinibida e corajosamente. Paris está sendo o palco privilegiado para essa reação católica na Europa.
Video: Marcha pela Vida, Paris 2012
Postado por Paulo Roberto Campos
Fonte: Família Católica
Fonte: Blog "Luzes de Esperança"
http://luzesdeesperanca.blogspot.com/
O apoio à Marcha pela Vida 2012 em Paris não teve precedentes. A “guerra dos números” oscilou entre 7.000 e 40.000, segundo as fontes. Porém, para as estimativas ponderadas, a participação, já nutrida do ano passado, neste ano foi duplicada em número e entusiasmo.
No dia 8 de janeiro, a passeata – composta majoritariamente por jovens – partiu da central Place de la République em direção à Opera, percorrendo famosos bulevares parisienses. Os organizadores aguardam que com a crescente manifestação de força dos defensores da vida, os políticos não finjam ignorar o tema nos debates eleitorais.
Um dos sinais mais esperançosos deste ano foi o aumento da participação no evento dos bispos católicos, ainda propensos ao “progressismo” e relutantes em se opor à Revolução Cultural.
Segundo a agência canadense LifeSiteNews, a maior surpresa foi a reviravolta do cardeal arcebispo de Paris, D. André Vingt-Trois, que em 2009 se dissociou publicamente da Marcha. Ele chegou então a declarar na Rádio Notre-Dame, pertencente à arquidiocese: “Eu não acho que se deva gritar aos quatro ventos”. Como se Jesus Cristo não tivesse ordenado aos cristãos de “pregar o Evangelho de cima dos telhados” (cfr. Mat, 10, 26-27).
Em novembro, falando diante da plenária do episcopado francês, o Cardeal Vingt-Trois qualificou a Marcha pela Vida como “um dos meios de ação que os cristãos têm para escolher”. Algo muito pobre diante da magnitude do massacre dos inocentes, mas que já foi algo na linha da inversão percebida.
Veja vídeo
Marcha pela Vida Paris 2012
Segundo a agência canadense, a pressão crescente de católicos pela vida fez com que 32 bispos apoiassem a Marcha. O Cardeal Barbarin – Arcebispo de Lyon e Primaz da França – mandou sua bênção, e três bispos participaram pessoalmente da marcha. Também foi sem precedentes e de muito peso a participação de jovens sacerdotes de Paris e de todo país. Os jovens que animavam a Marcha ainda não haviam nascido quando foi aprovada a lei do aborto em 1975, época em que por esses mesmos bulevares desfilavam passeatas feministas. Estas hoje estão quase desaparecidas da rua, mas ocupam posições nos governos, na mídia e nos partidos de diversas tendências. Sobretudo nos ecologistas e de esquerda.
Os protestos visavam também à eutanásia e às ações anti-familiares do governo francês – como a distribuição gratuita de preservativos nas escolas secundárias, reembolso pela Segurança Social da pílula do dia seguinte, o favorecimento da “ideologia de gênero” nas escolas públicas e o “casamento” homossexual. Mais de 220.000 abortos legais são realizados anualmente na França e os números estão crescendo. É urgente fazer cessar esse massacre, e tanto os jovens como as famílias francesas o estão dizendo cada vez mais desinibida e corajosamente. Paris está sendo o palco privilegiado para essa reação católica na Europa.
Video: Marcha pela Vida, Paris 2012
Postado por Paulo Roberto Campos
Fonte: Família Católica
sexta-feira, 2 de março de 2012
A Origem do Movimento a favor do aborto no Brasil
A Origem do Movimento a favor do aborto no Brasil
Fonte: Lista Exsurge Domini
Autor: Situação da defesa da vida
Transmissão: Rogério Hirota em 03/Nov/2009
================================================
DE ONDE VEM O MOVIMENTO A FAVOR DO
ABORTO NO BRASIL?
================================================
APRESENTAÇÃO E RESENHA
Sempre houve uma minoria muito reduzida de pessoas que eram a favor da legalização do aborto, mas o movimento só ganhou a força que possui hoje graças à iniciativa do mega-bilionário americano John Rockefeller III, que através do Conselho Populacional, fundado em Williansburg em 1952 e hoje sediado em Nova York, desencadeou o movimento internacional para o controle populacional.
Atualmente o maior aliado no Brasil deste projeto é o Partido dos Trabalhadores, que acaba de suspender a atividade legislativa de dois de seus parlamentares, Luis Bassuma (PT-BA) e Afonso Henrique (PT-AC), condenados por violarem a Ética Partidária ao terem militado contra a legalização do aborto e por haverem criado no Congresso a Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o Aborto para investigar quem está financiando a promoção da prática no Brasil.
A mensagem a seguir expõe como e por que, desde o final dos anos 80, o movimento internacional pela promoção do aborto entrou no Brasil e infiltrou-se nos quadros governamentais. Tudo isto e muito mais deverá ser explicado à população brasileira através da CPI sobre o Aborto, a qual, embora já criada, só não foi instalada devido ao forte lobby das organizações que promovem o aborto no Brasil e que seriam investigados caso a CPI se instalasse.
Para que a CPI seja instalada, os líderes das bancadas na Câmara devem indicar os nomes dos deputados que comporão a Comissão, e é justamente esta indicação que o lobby dos promotores do aborto está impedindo.
Segundo a organização Provida Familia de Brasília,
"A MAIS IMPORTANTE ATIVIDADE EM DEFESA
DA VIDA NO MOMENTO DIZ RESPEITO À
INSTALAÇÃO DA CPI DO ABORTO NA CÂMARA
DOS DEPUTADOS.
OS PROMOTORES DO ABORTO TEMEM TORNAR
PÚBLICO O QUANTO ESTÃO A SERVIÇO DE
INTERESSES INTERNACIONAIS DE CONTROLE
POPULACIONAL E QUE PARA ISSO SÃO
INVESTIDOS MILHÕES DE DÓLARES PARA
LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO PAIS. UMA VEZ
INSTALADA ESSA CPI ESTARÃO PARALIZADOS
E ARQUIVADOS OS PROJETOS DE LEI DO
ABORTO NO CONGRESSO NACIONAL.
É IMPORTANTE QUE VOCÊ CONTACTE OS
LÍDERES (ENDEREÇOS ABAIXO) ATRAVÉS DE
E-MAILS, FAXES, TELEFONEMAS, CARTAS,
CONTATO PESSOAL E PEÇA-LHES PARA
INDICAREM OS MEMBROS DESSA CPI".
================================================
DE ONDE VEM O MOVIMENTO A FAVOR DO
ABORTO NO BRASIL?
================================================
Desde os anos 50 até a década de 90, o movimento mundial pelo controle populacional foi coordenado basicamente pelas organizações Rockefeller e pela Fundação Ford, com grandíssima participação da USAID (United States Agency for Internacional
Development) a qual, nos anos 70, trabalhou exaustivamente na promoção mundial da esterilização forçada e do aborto clandestino.
Todo este trabalho, já reformulado pela Fundação Ford sob o prisma dos Direitos Sexuais e Reprodutivos, assistiu, a partir dos anos 90, em grande parte por iniciativa desta mesma Fundação, à entrada de muitas outras organizações internacionais que vieram somar-se a este empreendimento, incluindo a própria ONU.
Na América Latina, até o final dos anos 80, não era possível promover a legalização do aborto, basicamente por causa dos governos militares. A técnica da promoção da legalização do aborto exigia a criação de numerosas organizações não governamentais financiadas por capital estrangeiro que, simulando uma origem nativa e uma falsa independência de iniciativa, obedecessem a uma estratégia unificada formulada desde o estrangeiro, o que era impossível de se conseguir sob as ditaduras militares. No final dos anos 80, porém, extintas as ditaduras, algumas comissões enviadas pelas grandes fundações internacionais percorreram a América Latina para determinar quais fossem os melhores lugares por onde começar a pressionar os governos para que o aborto fosse legalizado. Estas comissões chegaram à conclusão que, por dois motivos, o local ideal seria o Brasil. Os dois motivos foram os seguintes.
Em primeiro lugar, porque tratava-se do país que apresentava maiores facilidades para estabelecer uma rede de organizações não governamentais feministas.
Em segundo lugar, porque as leis brasileiras davam facilidades especiais para que estas ONGs pudessem monitorar e pressionar as políticas públicas do país. De acordo com o Programa Populacional da Fundação MacArthur para o Brasil, uma das numerosas organizações atraídas pela Fundação Ford no final dos anos 80 para o financiamento internacional de políticas populacionais,
"no Brasil, as disposições da Constituição de 1988, que estabeleceram o Sistema Único de Saúde, incluíam, como elemento intrínseco, conselhos operando em todos os níveis, nacional, estadual e municipal. Mais de cem mil pessoas participam de conselhos em todo o país. As forças inovadoras da sociedade brasileira podem contar com uma estrutura de mecanismos institucionais permanentes através dos quais a implementação das políticas podem ser monitoradas em todos os níveis. À medida em que as mulheres forem capazes de exercer suas escolhas mais amplamente, um novo padrão de fecundidade irá se tornar explícito no Brasil".
[MacArthur Foundation: Population Program In Brazil - Lessons Learned.
http://www.pesquisasedocumentos.com.br/macarthur.pdf]
As grandes Fundações souberam aproveitar-se das novas informações e aproveitaram-se da especial situação cultural e política brasileira para desencadear a promoção do aborto na América Latina. A idéia era, através de organizações não governamentais a serem criadas no próprio Brasil, mas financiadas desde o exterior, pressionar desde dentro, através dos órgãos de monitoração criados pelo próprio governo brasileiro, as autoridades civis para que fosse montada uma extensa rede de serviços de abortos em casos de estupro, ampliando gradativamente tanto a oferta dos serviços como o próprio conceito do que seriam tais abortos, até que população amadurecesse suficientemente para que se pudesse propor a total legalização do aborto, retirando-a completamente, em todos os casos, do Código Penal.
Há uma quantidade enorme de documentos mostrando detalhadamente como todo este esquema foi implantado. Um deles é uma amostra suficiente para se ter uma idéia do conjunto. Trata-se do relatório "Programa de População no Brasil", redigido por Sonia Correia e Peter McIntyre em 2002, que mostra uma parte do trabalho da Fundação MacArthur no Brasil entre 1990 e 2002, período em que a Fundação gastou 36 milhões de dólares com a promoção do aborto no Brasil.
O relatório inicia-se com a descrição da reunião inicial da Fundação no Brasil, ocorrida em maio de 1990, com as figuras mais badaladas da política e da sociedade brasileira, para definir as principais estratégias a serem adotadas. O documento mostra, em seguida, como a Fundação financiou a criação da filial brasileira das Católicas pelo Direito de Decidir, com a missão de "questionar a base ideológica das posições religiosas ao aborto, tornando-as mais tolerantes"; como a MacArthur trouxe para o Brasil o IPAS, uma organização que hoje treina em técnicas de aborto mais de mil novos médicos por ano nas várias maternidades brasileiras; como financiou o CFEMEA, uma organização que trabalha em tempo integral no Congresso brasileiro assessorando os parlamentares na apresentar projetos de lei a favor do aborto; como financiou a organização da Rede Nacional de Saúde Sexual e Direitos Reprodutivos, que chegou a "congregar mais de duas centenas de ONGs a favor do aborto em todo o Brasil"; como financiou o treinamento de milhares de ativistas que, através da Rede, "tem hoje assento em vários conselhos de saúde, comitês e comissões nos âmbitos municipal, estadual e federal"; como financiou, entre 2000 e 2002, a professora Débora Diniz para que "pudesse iniciar uma série de pesquisas projetos de advocacy junto à mídia", da qual resultou a apresentação, em 2004, junto ao Supremo Tribunal federal do Brasil, da ADPF 54, que pretende legalizar o aborto em casos de anencefalia, como precedente para a total legalização do aborto; como financiou também as principais produtoras de material pedagógico sobre educação sexual liberal, atingindo cerca de 50 mil professores e dois milhões de alunos, e vários outros projetos similares dentro de um plano maior de conjunto.
Terminados os trabalhos em 2002, a Fundação MacArthur comissionou o CEBRAP e a CCR (Comissão de Cidadania e
Reprodução) para continuar, com os fundos deixados pela MacArthur, os trabalhos iniciados em 1990. O relatório conclui, na seção intitulada "Os Desafios Restantes"
(Challenges Ahead) que, tal como estava a situação populacional do Brasil em 2002, após mais de uma década de trabalho da Fundação,
"o exercício dos direitos sexuais e reprodutivos no Brasil é hoje consideravelmente mais amplo do que quando a Fundação MacArthur iniciou seu investimento no país. Isso se deve, no caso brasileiro, porque pode-se contar com uma estrutura de mecanismos institucionais permanentes, através dos quais as definições e a implementação de políticas de saúde podem ser monitoradas em todos os níveis. A Fundação MacArthur decidiu em 1988 trabalhar no Brasil com questões populacionais e de saúde reprodutiva porque seu ambiente político permitiria que as ONGs influenciassem a política e a prática. A MacArthur identificou as ONGs que poderiam utilizar-se do financiamento externo para desenvolver sua capacidade de produzir mudanças. Estas atividades se concentraram em alguns pontos, entre os quais a criação de um conjunto de leis que permitisse às mulheres obter abortos e outros serviços necessários.
A maioria dos estudiosos consideram um dos grandes sucessos neste sentido foi a expansão dos serviços para vítimas de violência de gênero. O primeiro grande salto foi dado em 1989, com o estabelecimento em São Paulo do primeiro serviço público que oferecia o aborto nos dois casos previstos pela lei. Depois disso outro grande salto ocorreu em 1998, quando o Ministro da Saúde, apesar da grande oposição, aprovou as Normas Técnicas do aborto legal em casos de estupro ou risco de vida para a mãe. Embora a lei do aborto não tenha sido alterada, a prática evoluiu. Houve grandes progressos no debate sobre o aborto. Criou-se um ambiente para uma aceitação progressiva de uma legislação mais liberal que incluiria outras circunstâncias em que o aborto seria permitido. A Norma Técnica para o aborto em casos de estupro e risco de vida para a mãe é considerada por muitos como o principal avanço da década em termos de saúde e direitos reprodutivos. Até o momento, no Brasil, a lei do aborto mudou pouco, mas os serviços de aborto em casos de estupro e risco de vida da mulher expandiram-se rapidamente. A maioria dos estudiosos considera que, agora, SOMENTE EXISTE UMA ÚNICA REFORMA PRINCIPAL QUE DEVE SER
TENTADA: A COMPLETA LEGALIZAÇÃO DO
ABORTO. À medida em que as mulheres se tornem mais capazes de exercer suas escolhas, um novo quadro de mudanças populacionais irá surgir no Brasil, sua população provavelmente estabilizando-se no nível de reposição ou mesmo abaixo dele".
Baixe o documento completo neste endereço:
http://www.pesquisasedocumentos.com.br/macarthur.pdf
Todo este trabalho, tal como se encontra descrito no Relatório sobre População no Brasil, realizado pela Fundação MacArthur em conjunto com inúmeros outros organismos internacionais, e do qual restava apenas "UMA ÚNICA REFORMA PRINCIPAL QUE DEVE SER TENTADA: A COMPLETA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO", deveria ser o estopim de reformas semelhantes em toda a América Latina. Ele seria retomado, a partir da posse do governo Lula, pelo próprio Partido dos Trabalhadores como seu principal impulsionador.
O governo Lula comprometeu-se inequivocamente, desde o início de seu mandato, a nível nacional e internacional, com a completa legalização do aborto, para mais além do que havia sido alcançado, inclusive nos Estados Unidos, com a decisão Roe x Wade. Em caso de sucesso, o governo brasileiro seria imediatamente apresentado como modelo internacional de progressismo para o restante do mundo, da América Latina e dos demais países em desenvolvimento.
Fonte: Exsurge Domini
Fonte: Lista Exsurge Domini
Autor: Situação da defesa da vida
Transmissão: Rogério Hirota em 03/Nov/2009
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DE ONDE VEM O MOVIMENTO A FAVOR DO
ABORTO NO BRASIL?
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APRESENTAÇÃO E RESENHA
Sempre houve uma minoria muito reduzida de pessoas que eram a favor da legalização do aborto, mas o movimento só ganhou a força que possui hoje graças à iniciativa do mega-bilionário americano John Rockefeller III, que através do Conselho Populacional, fundado em Williansburg em 1952 e hoje sediado em Nova York, desencadeou o movimento internacional para o controle populacional.
Atualmente o maior aliado no Brasil deste projeto é o Partido dos Trabalhadores, que acaba de suspender a atividade legislativa de dois de seus parlamentares, Luis Bassuma (PT-BA) e Afonso Henrique (PT-AC), condenados por violarem a Ética Partidária ao terem militado contra a legalização do aborto e por haverem criado no Congresso a Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o Aborto para investigar quem está financiando a promoção da prática no Brasil.
A mensagem a seguir expõe como e por que, desde o final dos anos 80, o movimento internacional pela promoção do aborto entrou no Brasil e infiltrou-se nos quadros governamentais. Tudo isto e muito mais deverá ser explicado à população brasileira através da CPI sobre o Aborto, a qual, embora já criada, só não foi instalada devido ao forte lobby das organizações que promovem o aborto no Brasil e que seriam investigados caso a CPI se instalasse.
Para que a CPI seja instalada, os líderes das bancadas na Câmara devem indicar os nomes dos deputados que comporão a Comissão, e é justamente esta indicação que o lobby dos promotores do aborto está impedindo.
Segundo a organização Provida Familia de Brasília,
"A MAIS IMPORTANTE ATIVIDADE EM DEFESA
DA VIDA NO MOMENTO DIZ RESPEITO À
INSTALAÇÃO DA CPI DO ABORTO NA CÂMARA
DOS DEPUTADOS.
OS PROMOTORES DO ABORTO TEMEM TORNAR
PÚBLICO O QUANTO ESTÃO A SERVIÇO DE
INTERESSES INTERNACIONAIS DE CONTROLE
POPULACIONAL E QUE PARA ISSO SÃO
INVESTIDOS MILHÕES DE DÓLARES PARA
LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO PAIS. UMA VEZ
INSTALADA ESSA CPI ESTARÃO PARALIZADOS
E ARQUIVADOS OS PROJETOS DE LEI DO
ABORTO NO CONGRESSO NACIONAL.
É IMPORTANTE QUE VOCÊ CONTACTE OS
LÍDERES (ENDEREÇOS ABAIXO) ATRAVÉS DE
E-MAILS, FAXES, TELEFONEMAS, CARTAS,
CONTATO PESSOAL E PEÇA-LHES PARA
INDICAREM OS MEMBROS DESSA CPI".
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DE ONDE VEM O MOVIMENTO A FAVOR DO
ABORTO NO BRASIL?
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Desde os anos 50 até a década de 90, o movimento mundial pelo controle populacional foi coordenado basicamente pelas organizações Rockefeller e pela Fundação Ford, com grandíssima participação da USAID (United States Agency for Internacional
Development) a qual, nos anos 70, trabalhou exaustivamente na promoção mundial da esterilização forçada e do aborto clandestino.
Todo este trabalho, já reformulado pela Fundação Ford sob o prisma dos Direitos Sexuais e Reprodutivos, assistiu, a partir dos anos 90, em grande parte por iniciativa desta mesma Fundação, à entrada de muitas outras organizações internacionais que vieram somar-se a este empreendimento, incluindo a própria ONU.
Na América Latina, até o final dos anos 80, não era possível promover a legalização do aborto, basicamente por causa dos governos militares. A técnica da promoção da legalização do aborto exigia a criação de numerosas organizações não governamentais financiadas por capital estrangeiro que, simulando uma origem nativa e uma falsa independência de iniciativa, obedecessem a uma estratégia unificada formulada desde o estrangeiro, o que era impossível de se conseguir sob as ditaduras militares. No final dos anos 80, porém, extintas as ditaduras, algumas comissões enviadas pelas grandes fundações internacionais percorreram a América Latina para determinar quais fossem os melhores lugares por onde começar a pressionar os governos para que o aborto fosse legalizado. Estas comissões chegaram à conclusão que, por dois motivos, o local ideal seria o Brasil. Os dois motivos foram os seguintes.
Em primeiro lugar, porque tratava-se do país que apresentava maiores facilidades para estabelecer uma rede de organizações não governamentais feministas.
Em segundo lugar, porque as leis brasileiras davam facilidades especiais para que estas ONGs pudessem monitorar e pressionar as políticas públicas do país. De acordo com o Programa Populacional da Fundação MacArthur para o Brasil, uma das numerosas organizações atraídas pela Fundação Ford no final dos anos 80 para o financiamento internacional de políticas populacionais,
"no Brasil, as disposições da Constituição de 1988, que estabeleceram o Sistema Único de Saúde, incluíam, como elemento intrínseco, conselhos operando em todos os níveis, nacional, estadual e municipal. Mais de cem mil pessoas participam de conselhos em todo o país. As forças inovadoras da sociedade brasileira podem contar com uma estrutura de mecanismos institucionais permanentes através dos quais a implementação das políticas podem ser monitoradas em todos os níveis. À medida em que as mulheres forem capazes de exercer suas escolhas mais amplamente, um novo padrão de fecundidade irá se tornar explícito no Brasil".
[MacArthur Foundation: Population Program In Brazil - Lessons Learned.
http://www.pesquisasedocumentos.com.br/macarthur.pdf]
As grandes Fundações souberam aproveitar-se das novas informações e aproveitaram-se da especial situação cultural e política brasileira para desencadear a promoção do aborto na América Latina. A idéia era, através de organizações não governamentais a serem criadas no próprio Brasil, mas financiadas desde o exterior, pressionar desde dentro, através dos órgãos de monitoração criados pelo próprio governo brasileiro, as autoridades civis para que fosse montada uma extensa rede de serviços de abortos em casos de estupro, ampliando gradativamente tanto a oferta dos serviços como o próprio conceito do que seriam tais abortos, até que população amadurecesse suficientemente para que se pudesse propor a total legalização do aborto, retirando-a completamente, em todos os casos, do Código Penal.
Há uma quantidade enorme de documentos mostrando detalhadamente como todo este esquema foi implantado. Um deles é uma amostra suficiente para se ter uma idéia do conjunto. Trata-se do relatório "Programa de População no Brasil", redigido por Sonia Correia e Peter McIntyre em 2002, que mostra uma parte do trabalho da Fundação MacArthur no Brasil entre 1990 e 2002, período em que a Fundação gastou 36 milhões de dólares com a promoção do aborto no Brasil.
O relatório inicia-se com a descrição da reunião inicial da Fundação no Brasil, ocorrida em maio de 1990, com as figuras mais badaladas da política e da sociedade brasileira, para definir as principais estratégias a serem adotadas. O documento mostra, em seguida, como a Fundação financiou a criação da filial brasileira das Católicas pelo Direito de Decidir, com a missão de "questionar a base ideológica das posições religiosas ao aborto, tornando-as mais tolerantes"; como a MacArthur trouxe para o Brasil o IPAS, uma organização que hoje treina em técnicas de aborto mais de mil novos médicos por ano nas várias maternidades brasileiras; como financiou o CFEMEA, uma organização que trabalha em tempo integral no Congresso brasileiro assessorando os parlamentares na apresentar projetos de lei a favor do aborto; como financiou a organização da Rede Nacional de Saúde Sexual e Direitos Reprodutivos, que chegou a "congregar mais de duas centenas de ONGs a favor do aborto em todo o Brasil"; como financiou o treinamento de milhares de ativistas que, através da Rede, "tem hoje assento em vários conselhos de saúde, comitês e comissões nos âmbitos municipal, estadual e federal"; como financiou, entre 2000 e 2002, a professora Débora Diniz para que "pudesse iniciar uma série de pesquisas projetos de advocacy junto à mídia", da qual resultou a apresentação, em 2004, junto ao Supremo Tribunal federal do Brasil, da ADPF 54, que pretende legalizar o aborto em casos de anencefalia, como precedente para a total legalização do aborto; como financiou também as principais produtoras de material pedagógico sobre educação sexual liberal, atingindo cerca de 50 mil professores e dois milhões de alunos, e vários outros projetos similares dentro de um plano maior de conjunto.
Terminados os trabalhos em 2002, a Fundação MacArthur comissionou o CEBRAP e a CCR (Comissão de Cidadania e
Reprodução) para continuar, com os fundos deixados pela MacArthur, os trabalhos iniciados em 1990. O relatório conclui, na seção intitulada "Os Desafios Restantes"
(Challenges Ahead) que, tal como estava a situação populacional do Brasil em 2002, após mais de uma década de trabalho da Fundação,
"o exercício dos direitos sexuais e reprodutivos no Brasil é hoje consideravelmente mais amplo do que quando a Fundação MacArthur iniciou seu investimento no país. Isso se deve, no caso brasileiro, porque pode-se contar com uma estrutura de mecanismos institucionais permanentes, através dos quais as definições e a implementação de políticas de saúde podem ser monitoradas em todos os níveis. A Fundação MacArthur decidiu em 1988 trabalhar no Brasil com questões populacionais e de saúde reprodutiva porque seu ambiente político permitiria que as ONGs influenciassem a política e a prática. A MacArthur identificou as ONGs que poderiam utilizar-se do financiamento externo para desenvolver sua capacidade de produzir mudanças. Estas atividades se concentraram em alguns pontos, entre os quais a criação de um conjunto de leis que permitisse às mulheres obter abortos e outros serviços necessários.
A maioria dos estudiosos consideram um dos grandes sucessos neste sentido foi a expansão dos serviços para vítimas de violência de gênero. O primeiro grande salto foi dado em 1989, com o estabelecimento em São Paulo do primeiro serviço público que oferecia o aborto nos dois casos previstos pela lei. Depois disso outro grande salto ocorreu em 1998, quando o Ministro da Saúde, apesar da grande oposição, aprovou as Normas Técnicas do aborto legal em casos de estupro ou risco de vida para a mãe. Embora a lei do aborto não tenha sido alterada, a prática evoluiu. Houve grandes progressos no debate sobre o aborto. Criou-se um ambiente para uma aceitação progressiva de uma legislação mais liberal que incluiria outras circunstâncias em que o aborto seria permitido. A Norma Técnica para o aborto em casos de estupro e risco de vida para a mãe é considerada por muitos como o principal avanço da década em termos de saúde e direitos reprodutivos. Até o momento, no Brasil, a lei do aborto mudou pouco, mas os serviços de aborto em casos de estupro e risco de vida da mulher expandiram-se rapidamente. A maioria dos estudiosos considera que, agora, SOMENTE EXISTE UMA ÚNICA REFORMA PRINCIPAL QUE DEVE SER
TENTADA: A COMPLETA LEGALIZAÇÃO DO
ABORTO. À medida em que as mulheres se tornem mais capazes de exercer suas escolhas, um novo quadro de mudanças populacionais irá surgir no Brasil, sua população provavelmente estabilizando-se no nível de reposição ou mesmo abaixo dele".
Baixe o documento completo neste endereço:
http://www.pesquisasedocumentos.com.br/macarthur.pdf
Todo este trabalho, tal como se encontra descrito no Relatório sobre População no Brasil, realizado pela Fundação MacArthur em conjunto com inúmeros outros organismos internacionais, e do qual restava apenas "UMA ÚNICA REFORMA PRINCIPAL QUE DEVE SER TENTADA: A COMPLETA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO", deveria ser o estopim de reformas semelhantes em toda a América Latina. Ele seria retomado, a partir da posse do governo Lula, pelo próprio Partido dos Trabalhadores como seu principal impulsionador.
O governo Lula comprometeu-se inequivocamente, desde o início de seu mandato, a nível nacional e internacional, com a completa legalização do aborto, para mais além do que havia sido alcançado, inclusive nos Estados Unidos, com a decisão Roe x Wade. Em caso de sucesso, o governo brasileiro seria imediatamente apresentado como modelo internacional de progressismo para o restante do mundo, da América Latina e dos demais países em desenvolvimento.
Fonte: Exsurge Domini
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Leonardo Sakamoto, o jornalista a favor do aborto
Leonardo Sakamoto, o jornalista a favor do aborto
Artigo de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo da santa Igreja Católica
Emérito de Guarulhos
O jornalista, Leonardo Sakamoto, escreveu o artigo A "defesa do direito ao aborto" e a "defesa do aborto", no qual diz que aborto não é um tema religioso e que não não deve passar pelo crivo dos "iluminados guardiões dos celeiros de almas", referindo-se a nós sacerdotes.
Consta que o escritor é professor da PUC-SP. O nome da PUC é Pontifícia Universidade Católica. Pontifício significa próprio ou que provém do Papa. Bento XVI vem, diuturnamente, travando uma gigantesca batalha em defesa da vida e condenando a CULTURA DA MORTE. Impensável, para nós que dedicamos a vida a Jesus Cristo, ao Evangelho e à Igreja Católica, a existência de um professor que defende e propaga ideias totalmente contrárias às de Bento XVI e ao cristianismo, dentro de uma instituição de ensino católica. "Não Matarás" é um mandamento a ser seguido por todos os cristãos e por todas as entidades católicas, entre elas a PUC, onde agora estudam seminaristas, futuros sacerdotes.
Antes de comentarmos o texto, vamos mostrar o método utilizado pelos abortistas, criado pelo médico Bernard N. Nathanson, o "Rei do Aborto", para fazer as pessoas de bem concordarem com o aborto:
"As táticas que vou explicar são seguras e além disso são as mesmas que se estabeleceram em outros países e também as que se utilizam na Espanha e nas demais nações.
Serviram-nos de base duas grandes mentiras: a falsificação de estatísticas e pesquisas que dizíamos haver feito e a escolha de uma vítima que afirmasse que o mal do aborto não se aprovaria na América do Norte.
Essa vítima foi a Igreja Católica, ou melhor dizendo, sua hierarquia de bispos e cardeais. ("Rei do Aborto")
Depois de tanta desgraça causada ao mundo e às pessoas, o "Rei do Aborto" tornou-se católico.
Esclarecidos os métodos dos abortistas, agora, vamos aos comentários sobre o texto do professor, que defende o aborto. Comentaremos o texto do professor, em partes, para melhor entendimento.
Professor da PUC. "Defesa ao direito do aborto é diferente de defesa do aborto".
Nosso comentário. Fazer jogo de palavras não muda o objetivo dos abortistas. Defesa do direito ao aborto, defesa do aborto, interrupção da gravidez ou descriminalização do aborto tem o mesmo resultado: o assassinato de um ser humano inocente e indefeso em gestação.
Professor da PUC. "A interrupção de uma gravidez é um ato traumático para o corpo e a cabeça da mulher, tomada após uma reflexão sobre uma gravidez indesejada ou de risco."
Nosso comentário. As sequelas físicas e psicológicas mencionadas, por si só, pelos efeitos nocivos que causam na vida da mulher, já deveriam ser motivos para impedir qualquer aborto. Mas não é só! O professor fala em gravidez "indesejada" para qualificar todas as gravidezes.
A gravidez indesejada somente acontece nos casos de estupro, quando a mulher é forçada, de alguma forma, e sofre uma ação criminosa contra ela.
As demais gravidezes, nas quais a mulher consente e participa do ato sexual, por livre e espontânea vontade, só pode ser considerada uma gravidez inesperada. O aborto não é permitido na gravides inesperada, resultante do ato sexual praticado consensualmente entre homem e mulher.
Nós e a Igreja, atentos aos direitos naturais irrevogáveis e imutáveis, não concordamos com nenhum tipo de aborto, porque há um ser humano inocente e indefeso que tem direito à vida.
Professor da PUC. "Defender o direito ao aborto não é defender que toda gestação deva ser interrompida (nem sei porque estou gastando pixels explicando algo que deveria ser óbvio, mas vá lá).
Nosso comentário. O obvio é o contrário, senhor professor da PUC: defender a liberação total do aborto é autorizar a eliminação de todo e qualquer ser humano em gestação. Não significa que todas as mulheres tomarão a decisão de eliminar seus bebês, mas fica aberta a possibilidade de tomarem essa decisão. Com o aborto liberado, se, por exemplo, as feministas resolverem eliminar todos os bebês do sexo masculino, elas poderão executar esse plano, como aconteceu com os 117 milhões de bebês do sexo feminino abortados na Índia.
Professor da PUC. "A discussão não é quando começa a vida, sobre isso dificilmente chegaremos ao um consenso, mas as mulheres que estão morrendo nesse processo.
Nosso comentário. É verdade que não há discussão sobre quando começa a vida. Ela começa no ato da fecundação do óvulo. No primeiro instante, o ser humano já está com todas as características biológicas que o acompanharão durante toda a vida, apenas mudando as fases: de embrião para feto, para bebê, para criança, para jovem, para adulto, para idoso, até a morte na velhice.
Quanto às mulheres que estão morrendo nesse processo, o professor precisa verificar melhor suas informações e apontar as verdadeiras causas das mortes maternas. A causa principal das mortes das mulheres pobres, de todas as cores, é a falta de um sistema de saúde e de assistência médica especializada e adequada para atender as mulheres grávidas.
Os abortistas usam os números dos abortos espontâneos e suas consequências para propagar a liberação do aborto. Em entrevista ao Dr. Dráusio Varella, o Dr. Mário Burlacchini, especialista em Medicina Fetal, do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital das Clínicas da USP, explicou que até 40% das gravidezes não chegam ao final, ocorrendo abortos espontâneos nesses casos.
Em Belo Horizonte, uma capital de estado brasileiro, de 22 mulheres que morreram em partos em 2010, 95,5% ou 21 poderiam ter sido salvas se existisse um atendimento médico adequado. Em Brasília, capital do país, uma grávida ficou com o bebê morto no útero durante oito dias e outra recebeu o feto num vidro.
Por absurdo que se possa imaginar, as mulheres grávidas morrem até por falta de verificação de pressão arterial. Os abortistas devem combater as causas das mortes das mulheres e não matar os bebês para encobrir a falta de assistência médica e a ineficiência dos governantes.
Professor da PUC. Negar o “direito ao aborto” não vai o diminuir o número de intervenções irregulares, eles vão acontecer legal ou ilegalmente. Abortos mal feitos causam 9% das mortes de mulheres grávidas, 25% dos casos de esterilidade e são a quinta causa de internação hospitalar de mulheres, e acordo com dados da própria Secretaria de Políticas para as Mulheres".
Nosso comentário. Negar o direito ao aborto implica em salvar seress humanos inocentes e indefesos. Concordar e apoiar o assassinato de crianças inocentes e indefesas é ser tão cruel e assassino quanto Hitler e Stalin, que assassinaram milhões de pessoas indefesas.
Como dissemos acima, o médico "Rei do Aborto" explicou o método mentiroso utilizado pelos abortistas para amedrontar as pessoas e fazê-las concordar com o aborto.
Professor da PUC. "É uma vergonha ainda considerarmos que a mulher não deve ter poder de decisão sobre a sua vida, que a sua autodeterminação e seu livre-arbítrio devem passar primeiro pelo crivo do poder público e ou de iluminados guardiões dos celeiros de almas, que decidirão quais os limites dessa liberdade dentro de parâmetros."
Nosso comentário. O professor da PUC, à falta de argumentos, como sempre acontece com os defensores do aborto, parte para o ataque à Igreja Católica. O "Rei do Aborto" já relatou que faz parte do método dos abortistas atacar a Igreja Católica e sua hierarquia.
Não somos "iluminados guardiões dos celeiros das almas". Somos guardiões da vida! A vida não é uma questão religiosa, mas uma questão de humanidade. Nós, que já nascemos, devemos respeitar os direitos dos outros que estão ou estarão em gestação. O ser humano que se forma no útero da mulher não é parte do corpo dela, como um braço, um fígado, uma perna. O bebê é um ser humano inocente e indefeso. É uma vergonha, uma covardia, defender o assassinato de um bebê.
Professor da PUC. "É extremamente salutar que todos os credos tenham liberdade de expressão e possam defender este ou aquele ponto de vista. Mas o Estado brasileiro, laico, não pode se basear em argumentos religiosos para tomar decisões de saúde pública ou que não garantam direitos individuais."
Nosso comentário. O professor mistura tudo. Um estado laico é um estado sem religião ou, ao contrário, um estado religioso é regido por uma religião, como os estados islâmicos do oriente. O estado brasileiro é laico, mas os governantes não tem permissão para legislar contra o direito natural. Além disso, o povo tem religião: mais de 90% do povo brasileiro é cristão. Há que ser, sim, respeitada a crença do povo. O estado, na verdade os governantes de turno, não podem fazer o que bem entendem. Os governantes e legisladores não podem aprovar o assassinato de pessoas, que é contra a lei natural. E a Igreja tem o dever de fazer política.
Professor da PUC. "A justificativa de que o embrião tem os mesmos direitos de uma cidadã nascida é, no mínimo, patético. Dá vontade de fazer cafuné em quem defende isso e explicar, pausadamente, que não se pode defender que minhas crenças, físicas ou metafísicas, se sobreponham à dignidade dos outros."
Nosso comentário. O professor poderia ler o artigo 2o. do Código Civil, com esta redação: "A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro".
Sugerimos, também, que o professor leia em nosso blog, na aba ANENCÉFALO, os artigos dos juristas, em especial o do ex-ministro do STF Grau, Eros Grau, Pequena nota sobre o direito a viver, onde esclarece que o nascituro tem direitos. Pela lógica, um ex-ministro do STF entende mais de direito do que um jornalista...
Professor da PUC. “Ah, e o corpo do embrião/feto que está dentro dela, seu japonês endemoniado do capeta?” Na minha opinião – e na de vários outros países que reconheceram esse direito, ela tem sim prevalência a ele.
Nosso comentário. Mais uma vez o professor da PUC está enganando seus leitores. O Tribunal Europeu, numa sentença, proibiu a utilização de embriões e, noutra sentença, declarou que não há um direito humano ao aborto.
Então, ao contrário do que escreveu o professor, o embrião deve ser protegido e garantido o direito à vida do ser humano em formação.
Para concluir, repetimos a frase final do texto do professor: Perdoe-os, eles não sabem o que falam.
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Jornalista - MTb 123
Bispo Emérito de Guarulhos
www.domluizbergonzini.com.br
Fonte: Encontro com o Bispo
Artigo de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo da santa Igreja Católica
Emérito de Guarulhos
O jornalista, Leonardo Sakamoto, escreveu o artigo A "defesa do direito ao aborto" e a "defesa do aborto", no qual diz que aborto não é um tema religioso e que não não deve passar pelo crivo dos "iluminados guardiões dos celeiros de almas", referindo-se a nós sacerdotes.
Consta que o escritor é professor da PUC-SP. O nome da PUC é Pontifícia Universidade Católica. Pontifício significa próprio ou que provém do Papa. Bento XVI vem, diuturnamente, travando uma gigantesca batalha em defesa da vida e condenando a CULTURA DA MORTE. Impensável, para nós que dedicamos a vida a Jesus Cristo, ao Evangelho e à Igreja Católica, a existência de um professor que defende e propaga ideias totalmente contrárias às de Bento XVI e ao cristianismo, dentro de uma instituição de ensino católica. "Não Matarás" é um mandamento a ser seguido por todos os cristãos e por todas as entidades católicas, entre elas a PUC, onde agora estudam seminaristas, futuros sacerdotes.
Antes de comentarmos o texto, vamos mostrar o método utilizado pelos abortistas, criado pelo médico Bernard N. Nathanson, o "Rei do Aborto", para fazer as pessoas de bem concordarem com o aborto:
"As táticas que vou explicar são seguras e além disso são as mesmas que se estabeleceram em outros países e também as que se utilizam na Espanha e nas demais nações.
Serviram-nos de base duas grandes mentiras: a falsificação de estatísticas e pesquisas que dizíamos haver feito e a escolha de uma vítima que afirmasse que o mal do aborto não se aprovaria na América do Norte.
Essa vítima foi a Igreja Católica, ou melhor dizendo, sua hierarquia de bispos e cardeais. ("Rei do Aborto")
Depois de tanta desgraça causada ao mundo e às pessoas, o "Rei do Aborto" tornou-se católico.
Esclarecidos os métodos dos abortistas, agora, vamos aos comentários sobre o texto do professor, que defende o aborto. Comentaremos o texto do professor, em partes, para melhor entendimento.
Professor da PUC. "Defesa ao direito do aborto é diferente de defesa do aborto".
Nosso comentário. Fazer jogo de palavras não muda o objetivo dos abortistas. Defesa do direito ao aborto, defesa do aborto, interrupção da gravidez ou descriminalização do aborto tem o mesmo resultado: o assassinato de um ser humano inocente e indefeso em gestação.
Professor da PUC. "A interrupção de uma gravidez é um ato traumático para o corpo e a cabeça da mulher, tomada após uma reflexão sobre uma gravidez indesejada ou de risco."
Nosso comentário. As sequelas físicas e psicológicas mencionadas, por si só, pelos efeitos nocivos que causam na vida da mulher, já deveriam ser motivos para impedir qualquer aborto. Mas não é só! O professor fala em gravidez "indesejada" para qualificar todas as gravidezes.
A gravidez indesejada somente acontece nos casos de estupro, quando a mulher é forçada, de alguma forma, e sofre uma ação criminosa contra ela.
As demais gravidezes, nas quais a mulher consente e participa do ato sexual, por livre e espontânea vontade, só pode ser considerada uma gravidez inesperada. O aborto não é permitido na gravides inesperada, resultante do ato sexual praticado consensualmente entre homem e mulher.
Nós e a Igreja, atentos aos direitos naturais irrevogáveis e imutáveis, não concordamos com nenhum tipo de aborto, porque há um ser humano inocente e indefeso que tem direito à vida.
Professor da PUC. "Defender o direito ao aborto não é defender que toda gestação deva ser interrompida (nem sei porque estou gastando pixels explicando algo que deveria ser óbvio, mas vá lá).
Nosso comentário. O obvio é o contrário, senhor professor da PUC: defender a liberação total do aborto é autorizar a eliminação de todo e qualquer ser humano em gestação. Não significa que todas as mulheres tomarão a decisão de eliminar seus bebês, mas fica aberta a possibilidade de tomarem essa decisão. Com o aborto liberado, se, por exemplo, as feministas resolverem eliminar todos os bebês do sexo masculino, elas poderão executar esse plano, como aconteceu com os 117 milhões de bebês do sexo feminino abortados na Índia.
Professor da PUC. "A discussão não é quando começa a vida, sobre isso dificilmente chegaremos ao um consenso, mas as mulheres que estão morrendo nesse processo.
Nosso comentário. É verdade que não há discussão sobre quando começa a vida. Ela começa no ato da fecundação do óvulo. No primeiro instante, o ser humano já está com todas as características biológicas que o acompanharão durante toda a vida, apenas mudando as fases: de embrião para feto, para bebê, para criança, para jovem, para adulto, para idoso, até a morte na velhice.
Quanto às mulheres que estão morrendo nesse processo, o professor precisa verificar melhor suas informações e apontar as verdadeiras causas das mortes maternas. A causa principal das mortes das mulheres pobres, de todas as cores, é a falta de um sistema de saúde e de assistência médica especializada e adequada para atender as mulheres grávidas.
Os abortistas usam os números dos abortos espontâneos e suas consequências para propagar a liberação do aborto. Em entrevista ao Dr. Dráusio Varella, o Dr. Mário Burlacchini, especialista em Medicina Fetal, do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital das Clínicas da USP, explicou que até 40% das gravidezes não chegam ao final, ocorrendo abortos espontâneos nesses casos.
Em Belo Horizonte, uma capital de estado brasileiro, de 22 mulheres que morreram em partos em 2010, 95,5% ou 21 poderiam ter sido salvas se existisse um atendimento médico adequado. Em Brasília, capital do país, uma grávida ficou com o bebê morto no útero durante oito dias e outra recebeu o feto num vidro.
Por absurdo que se possa imaginar, as mulheres grávidas morrem até por falta de verificação de pressão arterial. Os abortistas devem combater as causas das mortes das mulheres e não matar os bebês para encobrir a falta de assistência médica e a ineficiência dos governantes.
Professor da PUC. Negar o “direito ao aborto” não vai o diminuir o número de intervenções irregulares, eles vão acontecer legal ou ilegalmente. Abortos mal feitos causam 9% das mortes de mulheres grávidas, 25% dos casos de esterilidade e são a quinta causa de internação hospitalar de mulheres, e acordo com dados da própria Secretaria de Políticas para as Mulheres".
Nosso comentário. Negar o direito ao aborto implica em salvar seress humanos inocentes e indefesos. Concordar e apoiar o assassinato de crianças inocentes e indefesas é ser tão cruel e assassino quanto Hitler e Stalin, que assassinaram milhões de pessoas indefesas.
Como dissemos acima, o médico "Rei do Aborto" explicou o método mentiroso utilizado pelos abortistas para amedrontar as pessoas e fazê-las concordar com o aborto.
Professor da PUC. "É uma vergonha ainda considerarmos que a mulher não deve ter poder de decisão sobre a sua vida, que a sua autodeterminação e seu livre-arbítrio devem passar primeiro pelo crivo do poder público e ou de iluminados guardiões dos celeiros de almas, que decidirão quais os limites dessa liberdade dentro de parâmetros."
Nosso comentário. O professor da PUC, à falta de argumentos, como sempre acontece com os defensores do aborto, parte para o ataque à Igreja Católica. O "Rei do Aborto" já relatou que faz parte do método dos abortistas atacar a Igreja Católica e sua hierarquia.
Não somos "iluminados guardiões dos celeiros das almas". Somos guardiões da vida! A vida não é uma questão religiosa, mas uma questão de humanidade. Nós, que já nascemos, devemos respeitar os direitos dos outros que estão ou estarão em gestação. O ser humano que se forma no útero da mulher não é parte do corpo dela, como um braço, um fígado, uma perna. O bebê é um ser humano inocente e indefeso. É uma vergonha, uma covardia, defender o assassinato de um bebê.
Professor da PUC. "É extremamente salutar que todos os credos tenham liberdade de expressão e possam defender este ou aquele ponto de vista. Mas o Estado brasileiro, laico, não pode se basear em argumentos religiosos para tomar decisões de saúde pública ou que não garantam direitos individuais."
Nosso comentário. O professor mistura tudo. Um estado laico é um estado sem religião ou, ao contrário, um estado religioso é regido por uma religião, como os estados islâmicos do oriente. O estado brasileiro é laico, mas os governantes não tem permissão para legislar contra o direito natural. Além disso, o povo tem religião: mais de 90% do povo brasileiro é cristão. Há que ser, sim, respeitada a crença do povo. O estado, na verdade os governantes de turno, não podem fazer o que bem entendem. Os governantes e legisladores não podem aprovar o assassinato de pessoas, que é contra a lei natural. E a Igreja tem o dever de fazer política.
Professor da PUC. "A justificativa de que o embrião tem os mesmos direitos de uma cidadã nascida é, no mínimo, patético. Dá vontade de fazer cafuné em quem defende isso e explicar, pausadamente, que não se pode defender que minhas crenças, físicas ou metafísicas, se sobreponham à dignidade dos outros."
Nosso comentário. O professor poderia ler o artigo 2o. do Código Civil, com esta redação: "A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro".
Sugerimos, também, que o professor leia em nosso blog, na aba ANENCÉFALO, os artigos dos juristas, em especial o do ex-ministro do STF Grau, Eros Grau, Pequena nota sobre o direito a viver, onde esclarece que o nascituro tem direitos. Pela lógica, um ex-ministro do STF entende mais de direito do que um jornalista...
Professor da PUC. “Ah, e o corpo do embrião/feto que está dentro dela, seu japonês endemoniado do capeta?” Na minha opinião – e na de vários outros países que reconheceram esse direito, ela tem sim prevalência a ele.
Nosso comentário. Mais uma vez o professor da PUC está enganando seus leitores. O Tribunal Europeu, numa sentença, proibiu a utilização de embriões e, noutra sentença, declarou que não há um direito humano ao aborto.
Então, ao contrário do que escreveu o professor, o embrião deve ser protegido e garantido o direito à vida do ser humano em formação.
Para concluir, repetimos a frase final do texto do professor: Perdoe-os, eles não sabem o que falam.
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Jornalista - MTb 123
Bispo Emérito de Guarulhos
www.domluizbergonzini.com.br
Fonte: Encontro com o Bispo
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
"180" Movie 180 Video (legendado em português) ( Pense-Bem)
Um vídeo a meu ver fantástico, que desmonta, pela lógica, as opiniões favoráveis ao aborto.
Vale a pena divulga-lo!
Fonte: Encontro com o Bispo
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Pe. Roger: “O feto não é um mosquito”
Pe. Roger: “O feto não é um mosquito”
10/02/2012 por Everth Queiroz Oliveira
As manifestações de repúdio à declaração abortista da mais nova ministra do governo Dilma também partiram da Canção Nova. Segue vídeo com trecho de homilia do Padre Roger Luís, membro da comunidade.
http://wiki.cancaonova.com/images/thumb/f/f2/31_eventos-005-1-.jpg/165px-31_eventos-005-1-.jpg“O feto não é um mosquito, o feto não é uma infecção; é uma vida, é uma pessoa que está ali! (…) Nós precisamos nos despertar, nós, como povo católico, (…) não podemos ser um povo alienado. (…) ‘Ah, padre, vamos fazer uma campanha de oração para que o aborto não seja aprovado no Brasil’… Vamos rezar, mas vamos agir! (…) Eu gosto sempre de usar uma frase (…) de um homem chamado Martin Luther King Júnior: ‘Eu não temo o barulho dos maus, mas eu temo o silêncio dos bons. Eu me aterrorizo com o silêncio dos bons’. (…) Onde estão os bons? Onde estão os comprometidos com a fé?”
“Deixa eu dizer uma coisa: onde estão os senadores e os deputados católicos em Brasília, pra se levantar contra as atrocidades, e irem lá (…) subir no púlpito e defender a vida? Onde estão aqueles que você colocou lá, com o seu voto? É deles que você tem que cobrar! Eu glorifico a Deus pelo deputado Eros Biondini, que hoje subiu na tribuna pra defender a vida… Mas onde estão os outros? Onde estão os outros? Eu quero o nome de cada um, que subiu na tribuna, pra defender a vida, que se diz católico… Eu quero ver o nome de cada um… Onde estão? Porque, na hora de votar, vai na igreja, vai no salão das nossas paróquias, pedir voto… Agora, eu quero ver eles na tribuna… eu quero ver eles contradizendo essa ministra… Onde eles estão?
Fonte: Ecclesia Una
10/02/2012 por Everth Queiroz Oliveira
As manifestações de repúdio à declaração abortista da mais nova ministra do governo Dilma também partiram da Canção Nova. Segue vídeo com trecho de homilia do Padre Roger Luís, membro da comunidade.
http://wiki.cancaonova.com/images/thumb/f/f2/31_eventos-005-1-.jpg/165px-31_eventos-005-1-.jpg“O feto não é um mosquito, o feto não é uma infecção; é uma vida, é uma pessoa que está ali! (…) Nós precisamos nos despertar, nós, como povo católico, (…) não podemos ser um povo alienado. (…) ‘Ah, padre, vamos fazer uma campanha de oração para que o aborto não seja aprovado no Brasil’… Vamos rezar, mas vamos agir! (…) Eu gosto sempre de usar uma frase (…) de um homem chamado Martin Luther King Júnior: ‘Eu não temo o barulho dos maus, mas eu temo o silêncio dos bons. Eu me aterrorizo com o silêncio dos bons’. (…) Onde estão os bons? Onde estão os comprometidos com a fé?”
“Deixa eu dizer uma coisa: onde estão os senadores e os deputados católicos em Brasília, pra se levantar contra as atrocidades, e irem lá (…) subir no púlpito e defender a vida? Onde estão aqueles que você colocou lá, com o seu voto? É deles que você tem que cobrar! Eu glorifico a Deus pelo deputado Eros Biondini, que hoje subiu na tribuna pra defender a vida… Mas onde estão os outros? Onde estão os outros? Eu quero o nome de cada um, que subiu na tribuna, pra defender a vida, que se diz católico… Eu quero ver o nome de cada um… Onde estão? Porque, na hora de votar, vai na igreja, vai no salão das nossas paróquias, pedir voto… Agora, eu quero ver eles na tribuna… eu quero ver eles contradizendo essa ministra… Onde eles estão?
Fonte: Ecclesia Una
Nova ministra, velho problema
Nova ministra, velho problema
09/02/2012 por Everth Queiroz Oliveira
Quando as ministras da presidente Dilma Rousseff revelaram – a maioria – ser a favor da descriminalização do aborto, não houve muito estardalhaço. Passadas as eleições, não era mais necessário mascarar a luta do Partido dos Trabalhadores e de seus aliados pela conquista dos “direitos reprodutivos da mulher”. Recentemente, porém, uma das ministras deixou o cargo, a fim de disputar eleições municipais este ano. O nome da mulher é Iriny Lopes. Segundo ela, “ninguém defende o aborto, trata-se de respeitar uma decisão que, individualmente, a mulher venha a tomar”.
A posição dela é problemática. Sim, mas a da nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres também – o que significa que a situação lá na Esplanada dos Ministérios não mudou muito de figura. Eleonora Menicucci é mais uma das que consideram o aborto “uma questão de saúde pública”.
http://www.overbo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/eleonora_menicucci.jpgAqui, neste vídeo, a prática é comparada às drogas, à dengue, à AIDS e a todas as doenças infecto-contagiosas. No fim do vídeo, a ministra fala das estatísticas de mulheres que morrem todos os dias por não terem o serviço do aborto oferecido com higiene (hoje nós sabemos que esta coisa de “milhares morrendo em clínicas de aborto clandestino” não passa de exagero de números)… E é esta a “questão de saúde pública” da qual ela está a tratar. A vida do feto, porém, que é o que sempre vai encontrar o fim na prática de um aborto bem-sucedido, não é objeto de discussão, porque, afinal, estão todos muito preocupados com as mulheres, com a dignidade das mulheres, com a saúde das mulheres, com o corpo das mulheres…
Como lembrou Reinaldo Azevedo, “uma das características principais, se não for a principal, dos defensores da legalização do aborto é a DESUMANIZAÇÃO DO FETO, a transformação da VIDA que está no ventre da mulher em COISA, para que ele possa ser então, sugado, curetado”. Parece ser esta a visão alimentada pela nova ministra do governo Dilma. Ela sequer sente vergonha de comparar um crime de homicídio ao combate do mosquito Aedes Aegypti.
Permaneçamos em oração pelo Brasil. Que a Virgem de Aparecida livre nossa nação da maldição do aborto.
Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!
Fonte: Ecclesia Una
09/02/2012 por Everth Queiroz Oliveira
Quando as ministras da presidente Dilma Rousseff revelaram – a maioria – ser a favor da descriminalização do aborto, não houve muito estardalhaço. Passadas as eleições, não era mais necessário mascarar a luta do Partido dos Trabalhadores e de seus aliados pela conquista dos “direitos reprodutivos da mulher”. Recentemente, porém, uma das ministras deixou o cargo, a fim de disputar eleições municipais este ano. O nome da mulher é Iriny Lopes. Segundo ela, “ninguém defende o aborto, trata-se de respeitar uma decisão que, individualmente, a mulher venha a tomar”.
A posição dela é problemática. Sim, mas a da nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres também – o que significa que a situação lá na Esplanada dos Ministérios não mudou muito de figura. Eleonora Menicucci é mais uma das que consideram o aborto “uma questão de saúde pública”.
http://www.overbo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/eleonora_menicucci.jpgAqui, neste vídeo, a prática é comparada às drogas, à dengue, à AIDS e a todas as doenças infecto-contagiosas. No fim do vídeo, a ministra fala das estatísticas de mulheres que morrem todos os dias por não terem o serviço do aborto oferecido com higiene (hoje nós sabemos que esta coisa de “milhares morrendo em clínicas de aborto clandestino” não passa de exagero de números)… E é esta a “questão de saúde pública” da qual ela está a tratar. A vida do feto, porém, que é o que sempre vai encontrar o fim na prática de um aborto bem-sucedido, não é objeto de discussão, porque, afinal, estão todos muito preocupados com as mulheres, com a dignidade das mulheres, com a saúde das mulheres, com o corpo das mulheres…
Como lembrou Reinaldo Azevedo, “uma das características principais, se não for a principal, dos defensores da legalização do aborto é a DESUMANIZAÇÃO DO FETO, a transformação da VIDA que está no ventre da mulher em COISA, para que ele possa ser então, sugado, curetado”. Parece ser esta a visão alimentada pela nova ministra do governo Dilma. Ela sequer sente vergonha de comparar um crime de homicídio ao combate do mosquito Aedes Aegypti.
Permaneçamos em oração pelo Brasil. Que a Virgem de Aparecida livre nossa nação da maldição do aborto.
Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!
Fonte: Ecclesia Una
Unamo-nos aos bispos uruguaios contra a ameaça do aborto na América Latina
Unamo-nos aos bispos uruguaios contra a ameaça do aborto na América Latina
29/01/2012 por Everth Queiroz Oliveira
“Os bispos do Uruguai se manifestaram, não somente se manifestaram contra a aprovação do aborto, mas eles fizeram algo de único. Pela primeira vez na história, os bispos lançaram um documento em que eles mostram para os fiéis que todo este empenho de legalização do aborto não é uma coisa simplesmente de pessoas que estão preocupadas com a saúde pública, não são pessoas que estão preocupadas com algumas mulheres, não, trata-se de um esforço internacional bilionário – sim, é isso que vocês estão ouvindo. Esse negócio de legalização do aborto é abraçado por muitos dos nossos políticos, não porque eles estão preocupados com as mulheres ou com a saúde pública, como dizem, mas porque, por trás disso, existem bilhões de dólares.”
- Padre Paulo Ricardo em Manifestação de apoio aos bispos do Uruguai – Aborto Não!
QUANDO FALAMOS da tentativa que hoje é visível – não é possível não se mobilizar assistindo aos telejornais ou lendo periódicos e revistas – de se implantar, em nosso planeta, um modelo de civilização totalmente avesso aos princípios da moral judaico-cristã, não enunciamos simplesmente uma história da carochinha, uma mera teoria, um fato que mais se parece com teorias da conspiração que vez ou outra são divulgadas na Internet. Estamos falando do ensejo real de organizações internacionais que, preocupadas com seus próprios narizes, desejam fazer de tudo – tudo mesmo! – para impor seus projetos aos Estados nacionais ao redor do mundo.
Neste caso específico, falamos das arbitrárias intervenções destas referidas organizações em território latino-americano. O povo hegemonicamente católico deste continente vê ameaçada não somente a sua fé, mas o próprio direito de viver que todos os seres humanos possuem desde o momento em que são concebidos. Este direito é reconhecido não só pelas confissões religiosas abarcadas em nossa América Latina, como também pelo famoso Pacto internacional de San José da Costa Rica, que foi ratificado por praticamente todos os países de nosso vasto continente. “Toda pessoa – diz o tratado – tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente.”
A Conferência Episcopal Uruguaia, fiel ao mandamento do Senhor e antevendo os debates que resultariam na aprovação da descriminalização do aborto pelo Senado do país, enviou à Comissão de Saúde Pública do Senado uma carta, cujo conteúdo pode ser apreciado aqui. No documento, mais do que pedir que fosse respeitada a Convenção Americana de Direitos Humanos, os bispos uruguaios bradaram, com voz forte, contra as organizações internacionais que “olham para o crescimento populacional como um problema de segurança”: “Não é segredo para ninguém que instituições internacionais, para difundir suas ideologias, invistam suntuosas quantias de dinheiro, que condicionam as ajudas ao desenvolvimento, caso os países se adaptem ou não a seus interesses.”
Para quem deseja compreender melhor o que está se passando – e porque o problema que afeta o Uruguai é, sim, também, coisa de nossa responsabilidade – vale à pena ler esta página no site do Olavo de Carvalho. Os governos de esquerda da América Latina estão aliados ao capital internacional… e não desistirão tão facilmente da ideia de legalizar o aborto. Por isto, urge darmos nossas gratificações aos corajosos bispos uruguaios que, em um gesto de bravura, ousaram ir contra a corrente e denunciar a “cultura de morte” que vem se instalando neste lado do mundo.
Para fazer isto, basta ir ao site do Padre Paulo Ricardo, copiar os endereços eletrônicos dos bispos uruguaios, e enviar já a sua manifestação de solidariedade a eles.
Fonte: Ecclesia Una
29/01/2012 por Everth Queiroz Oliveira
“Os bispos do Uruguai se manifestaram, não somente se manifestaram contra a aprovação do aborto, mas eles fizeram algo de único. Pela primeira vez na história, os bispos lançaram um documento em que eles mostram para os fiéis que todo este empenho de legalização do aborto não é uma coisa simplesmente de pessoas que estão preocupadas com a saúde pública, não são pessoas que estão preocupadas com algumas mulheres, não, trata-se de um esforço internacional bilionário – sim, é isso que vocês estão ouvindo. Esse negócio de legalização do aborto é abraçado por muitos dos nossos políticos, não porque eles estão preocupados com as mulheres ou com a saúde pública, como dizem, mas porque, por trás disso, existem bilhões de dólares.”
- Padre Paulo Ricardo em Manifestação de apoio aos bispos do Uruguai – Aborto Não!
QUANDO FALAMOS da tentativa que hoje é visível – não é possível não se mobilizar assistindo aos telejornais ou lendo periódicos e revistas – de se implantar, em nosso planeta, um modelo de civilização totalmente avesso aos princípios da moral judaico-cristã, não enunciamos simplesmente uma história da carochinha, uma mera teoria, um fato que mais se parece com teorias da conspiração que vez ou outra são divulgadas na Internet. Estamos falando do ensejo real de organizações internacionais que, preocupadas com seus próprios narizes, desejam fazer de tudo – tudo mesmo! – para impor seus projetos aos Estados nacionais ao redor do mundo.
Neste caso específico, falamos das arbitrárias intervenções destas referidas organizações em território latino-americano. O povo hegemonicamente católico deste continente vê ameaçada não somente a sua fé, mas o próprio direito de viver que todos os seres humanos possuem desde o momento em que são concebidos. Este direito é reconhecido não só pelas confissões religiosas abarcadas em nossa América Latina, como também pelo famoso Pacto internacional de San José da Costa Rica, que foi ratificado por praticamente todos os países de nosso vasto continente. “Toda pessoa – diz o tratado – tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente.”
A Conferência Episcopal Uruguaia, fiel ao mandamento do Senhor e antevendo os debates que resultariam na aprovação da descriminalização do aborto pelo Senado do país, enviou à Comissão de Saúde Pública do Senado uma carta, cujo conteúdo pode ser apreciado aqui. No documento, mais do que pedir que fosse respeitada a Convenção Americana de Direitos Humanos, os bispos uruguaios bradaram, com voz forte, contra as organizações internacionais que “olham para o crescimento populacional como um problema de segurança”: “Não é segredo para ninguém que instituições internacionais, para difundir suas ideologias, invistam suntuosas quantias de dinheiro, que condicionam as ajudas ao desenvolvimento, caso os países se adaptem ou não a seus interesses.”
Para quem deseja compreender melhor o que está se passando – e porque o problema que afeta o Uruguai é, sim, também, coisa de nossa responsabilidade – vale à pena ler esta página no site do Olavo de Carvalho. Os governos de esquerda da América Latina estão aliados ao capital internacional… e não desistirão tão facilmente da ideia de legalizar o aborto. Por isto, urge darmos nossas gratificações aos corajosos bispos uruguaios que, em um gesto de bravura, ousaram ir contra a corrente e denunciar a “cultura de morte” que vem se instalando neste lado do mundo.
Para fazer isto, basta ir ao site do Padre Paulo Ricardo, copiar os endereços eletrônicos dos bispos uruguaios, e enviar já a sua manifestação de solidariedade a eles.
Fonte: Ecclesia Una
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Vídeo:: Manifestação de apoio aos bispos do Uruguai
Vídeo:: Manifestação de apoio aos bispos do Uruguai
4 02 2012
Hoje a tarde os católicos do Brasil com a tag #ApoioAosBisposdoUruguaiAbortoNao manifestaram-se a favor dos bispos do Uruguai que estão movimentando os católicos deste país contra a Lei do Aborto recentemente aprovada. Sobre isso, vale a pena assistir ao vídeo do Padre Paulo Ricardo. Sei que muitos não sabiam desse twittaço. Eu mesmo devido ao trabalho essa semana nem tive como ajudar na divulgação. Mas precisamos nos manifestar em apoio aos senhores bispos. Além de ser uma obrigação de todo cristão, é preciso lembrar que, se um dia essa praga do aborto bater em nossa porta, vamos precisar de todo apoio possível também.
Fonte: Dominus Vobiscum
4 02 2012
Hoje a tarde os católicos do Brasil com a tag #ApoioAosBisposdoUruguaiAbortoNao manifestaram-se a favor dos bispos do Uruguai que estão movimentando os católicos deste país contra a Lei do Aborto recentemente aprovada. Sobre isso, vale a pena assistir ao vídeo do Padre Paulo Ricardo. Sei que muitos não sabiam desse twittaço. Eu mesmo devido ao trabalho essa semana nem tive como ajudar na divulgação. Mas precisamos nos manifestar em apoio aos senhores bispos. Além de ser uma obrigação de todo cristão, é preciso lembrar que, se um dia essa praga do aborto bater em nossa porta, vamos precisar de todo apoio possível também.
Fonte: Dominus Vobiscum
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