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terça-feira, 1 de julho de 2014

Xingamento padrão FIFA ou O Legado de Lula.

Interessante a análise de alguns, estilo Juca Kfouri sobre o palavreado, digamos assim, da torcida ontem na Abertura da Copa para a Presidente Dilma Rousseff.

Dizem eles que foi um absurdo, que não se faz aquilo, que é uma grosseria, que ela é legitimamente eleita, que foi um elite que não gosta do que ela faz pelo povo que a xingou e outras coisas mais.

Sobre ela ser legitimamente eleita podemos falar disso depois. Trata-se de um assunto muito mais profundo.... e sórdido.

Sobre ser uma elite que a xingou, penso que a desonestidade intelectual desses donos da mídia e militantes petistas, já chegou a um ponto que os tornou não humanos na acepção da palavra. Viraram robôs, pra não falar mulas (aquelas mesmas que levam e trazem drogas em seu próprio corpo para contrabando, aqui nesse caso trazem ideologias espúrias)

Bom, se você chegou até esse ponto do texto significa e sabe o que significa espúria, quer dizer que não é militante petista, eles não tem condições de ler e entender argumentos sem atacarem raivosamente a pessoa do interlocutor no lugar de atacarem os argumentos. Parabéns!

Pois bem, sobre a elite, penso que esse pessoal nunca entrou em um estádio de futebol. Não conheço um jogo, mesmo que seja daqueles de 300 pagantes, que não se xinga ou solta um palavreado de baixo calão. O padrão FIFA nunca vai chegar nesse ponto.

Quanto a não fazer isso em um local com crianças, famílias e demais elementos que não merecem ficar ouvindo esses palavrões, tenho pra mim que ir a um estádio que já se sabe que essas coisas acontecem, são escolha individual, já ouvir certas músicas com incentivo de verba federal que andam circulando por aí não são devido a altura que ouvem e isso destrói muito mais.

Em outro argumento, se não for no estádio, então que marquem uma audiência com a presidente (presidenta não) para xingá-la em particular. Quem sabe ela não os atende.

Ainda quanto a ser elites a xingá-la, já que o povo está ao lado dela, o que me dizem desses indivíduos de manifestações, formada por gente que eles chamam de povo, está fazendo nas ruas? E quanto as greves de professores, metroviários, motoristas rodoviários urbanos, saúde, segurança pública e até o judiciário vem fazendo? Todos são elite? Eu, na minha humilde opinião, acho que todos SÃO elite, afinal o PT rebaixou tanto esse critério pra não termos mais pobreza no Brasil que agora até o favelado (que não se chama mais assim, agora é membro da comunidade), passou a ser "das elite".


A verdade é que já encheu essa história de defesa a todo custo. Já encheu essa história de intocáveis, manipulação de mídia, manipulação de opinião pública, uso da máquina e tanto outros casos. Que xinguem muito nessa Copa em todos os Estádios, seja em jogos do Brasil, seja de outros países. Pelo menos assim ela ouve as notícias, já que duvido que volte ao Estádio mesmo que o Brasil vá à final.

Então Dilma, vai tomar caju ou vai comprar shampoo! E contente-se com o carinho do seu povo, queira ou não.
Retirado de Blog do Emanuel Jr.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Importante passo rumo ao modelo venezuelano

COMUNICADO — Importante passo rumo ao modelo venezuelano
IPCO


COMUNICADO

Importante passo rumo ao modelo venezuelano


O País atravessa momentos de turbulência político-social, inéditos e perplexitantes. Tensões, boa parte delas induzidas, marcam o dia a dia do noticiário. A atmosfera psicológica do Brasil está saturada e nem sequer o clima, habitualmente distendido que cerca uma Copa do Mundo, ainda mais realizada em território nacional, escapou a tais deletérias influências.
A população tem assistido, estupefata, à realização de greves em serviços essenciais, muitas delas declaradas abusivas pela própria Justiça, que impõem graves inconvenientes e perturbações aos brasileiros ordeiros, que labutam e produzem nos grandes centros urbanos; tais greves têm gerado insegurança, que se traduz em depredações de bens públicos e privados e até em saques.
Grupos de chamados “sem-teto”, altamente treinados e organizados, inclusive com a presença de estrangeiros, invadem terrenos e prédios urbanos, sendo recebidos, após seus atos criminosos, por autoridades – até mesmo pela Presidente da República – tornando assim o poder público e a sociedade refém de seus desígnios ideológicos.
Marchas do MST e de reais ou fictícios indígenas, manipulados por ONGs ou instituições como o Conselho Indigenista Missionário-CIMI ou similares, fazem encenações de enfrentamentos com policiais, registradas em fotografias que percorrem o mundo, transmitindo a falsa idéia de um Brasil que se contorce em estertores sociais e raciais.
Por outro lado, grupos extremistas anti-sistema, estilo “Black Bloc”, promovem atos de protesto – por causas poucos definidas – espalhando a violência urbana, planejada e calculada, de modo a lançar o caos e atacar símbolos do capitalismo, no exercício do que qualificam como “ilegalidade democrática”.
Por fim, diante do alastrar-se de fatores de incompreensão e de indignação, nas camadas profundas da população, em relação ao governo da Presidente Dilma Rousseff e ao Partido dos Trabalhadores, vozes como a do ex-Presidente Lula tentam disseminar um clima de luta e de ódio de classes, tão avesso ao sentir do brasileiro comum.
*  *  *
É neste contexto tumultuado que surge um gravíssimo ataque às instituições e à ordem constitucional vigente, perpetrado através do Decreto presidencial nº 8.243, cuja efetivação poderia ser qualificada com uma tentativa de golpe de Estado incruento.
Editado pela Presidência da República no dia 23 de maio p.p., e publicado no Diário Oficial três dias depois, estabelece ele a “Política Nacional de Participação Social” e o “Sistema Nacional de Participação Social”.
Sob o disfarce de tratar da organização e funcionamento da administração pública – invocando para tal até dispositivos constitucionais – e alegando que o sistema representativo contém falhas, o governo do Partido dos Trabalhadores, via decreto, tenta implementar um novo regime de organização do Estado, o qual visa “consolidar a participação social como método de governo”.
Manejando habilmente sofismas e falácias sobre a “democracia direta”, valendo-se de definições e disposições vagas, o Decreto submete a Administração Pública, em seus diversos níveis, aos “mecanismos de participação social”.
Os “conflitos sociais”, como, por exemplo, invasões de terras, de imóveis urbanos, de demarcação de terras indígenas, – tantos deles gerados artificialmente – serão mediados por elementos do governo e setores da sociedade civil, controlados por “coletivos, movimentos sociais, suas redes e suas organizações”.
E a Secretaria-Geral da Presidência da República dirigirá uma burocrática e coletivista estrutura de conselhos, conferências, comissões, ouvidorias, mesas de diálogo, etc.
O Decreto 8.243 – que já chegou a ser comparado a um decreto bolivariano ou bolchevique – torna obsoletas as instituições do Estado de Direito, criando organismos informais (ou quase tanto) que condicionarão o Judiciário, o Legislativo ou o próprio Executivo.
Como é de conhecimento público, em grande medida tais “movimentos sociais”, “coletivos” ou grupos da dita sociedade civil são influenciados, orientados e financiados pelo Partido dos Trabalhadores, pela “esquerda católica”, bem como pelo próprio governo.
Fica assim instituído um sistema paralelo de poder, que consagra na prática uma ditadura do Executivo, na pessoa do Secretário-Geral da Presidência da República, atualmente o ex-seminarista Gilberto Carvalho, quem habitualmente faz a ponte entre o governo e a CNBB.
*  *  *
 A Presidente da República tenta desta forma impor ao País metas político-ideológicas do PT – alimentadas nos Fóruns Sociais Mundiais – e sempre repudiadas pela maioria dos brasileiros.
Desde há muito, certo tipo de esquerda – e sobremaneira a esquerda petista no poder, influenciada em maior ou menor grau pelo progressismo católico – tenta subverter o exercício do regime “democrático”. Fiel a suas velhas convicções socialo-comunistas, eriça-se contra as instituições do que qualifica de “democracia burguesa”, tentando vender a idéia de uma democracia direta e participativa, como mais autêntica e popular.
Já no primeiro mandato do Presidente Lula, enquanto o País estava embalado pela pseudo-moderação do projeto político de mudança do Brasil, expresso na Carta ao Povo brasileiro, o programa “Fome Zero” fazia uma primeira tentativa de instaurar no Brasil “conselhos populares” que, como alertaram certas vozes na época, mais não eram de que uma reedição dos conselhos da revolução cubanos ou dos coletivos chavistas.
Mais à frente veio a tentativa de controlar a imprensa pelo mesmo mecanismo de conselhos, manipulados por “movimentos sociais”.
O PNDH3, baseado numa vaga e abrangente política de Direitos Humanos, constituiu nova tentativa de impor ao País um controle da sociedade e das instituições do Estado, por conselhos.
Por ocasião das manifestações de junho de 2013, a Presidente Dilma Rousseff em discurso televisionado a todo o País, voltou a acenar com o tema da democracia direta e a “voz das ruas”. Veio, logo em seguida, a tentativa de impor ao País uma Constituinte específica para a reforma política.
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De todos os quadrantes da sociedade se têm erguido vozes que apontam o grave perigo criado ao futuro político do Brasil pelo Decreto presidencial nº 8.243. No Congresso Nacional há movimentos pronunciados para inviabilizar ou derrubar o referido Decreto. Outros setores ensaiam movimentos para recorrer ao Supremo Tribunal Federal, reclamando da inconstitucionalidade de tal Decreto.
O governo veio a público defender a medida, sempre baseado em subterfúgios e, segundo informa a imprensa, não está disposto a recuar. Aproveitando-se do período em que as atenções de muitas pessoas estão voltadas para a Copa do Mundo, contando ainda com já tão próxima campanha eleitoral, Dilma Rousseff e seus assessores no Planalto e no PT, parecem decididos a apostar no golpe institucional.
*  *  *
Quando dos trabalhos da Constituinte de 1988, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira publicou a obra “Projeto de Constituição angustia o País”. Nele alertava para o fato de que elementos de nossa classe política, divorciados dos verdadeiros anseios do Brasil profundo, iriam arrastando inexoravelmente o Brasil para o esquerdismo radical.
E admoestava ainda que cada vez mais raros seriam os partícipes da farândola reformista da esquerda, “ganhos gradualmente pelo sentimento de inconformidade e apreensão nascido, a justo título, das camadas mais profundas da população”.
O Decreto nº 8243 é, por certo, um grave exemplo dessa obstinação ideológica. A inconformidade, ainda que silenciosa, é também uma realidade que cresce, apesar das máquinas de propaganda tentarem menosprezá-la ou distorcer-lhe o sentido.
O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira faz um apelo às forças vivas da Nação para que, num concerto geral dos espíritos clarividentes, alertem para o perigoso rumo ao qual nos encaminha o Decreto 8.243, obstruindo-lhe legalmente o caminho.
Caso não seja derrubado, o Decreto nº 8.243 terá operado uma transformação radical nas instituições do Estado de Direito, esvaziando o regime de democracia representativa, deixando o País refém de minorias radicais de esquerda e de ativistas, abrindo as portas para a tão almejada fórmula do atropelo e do arbítrio, típica dos regimes bolivarianos.

Adolpho Lindenberg
Presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira

Fonte: http://ipco.org.br/ipco/noticias/comunicado-decreto-presidencial#.U68HFLFftLM

quinta-feira, 19 de junho de 2014

[Vídeo]: Entrevista do Papa Francisco em canal de televisão europeu foi vista por mais de 2 milhões de pessoas


MADRI, 17 Jun. 14 / 06:38 pm (ACI/EWTN Noticias).- A entrevista que o jornalista Henrique Cymerman realizou ao Papa Francisco –publicada no jornal La Vanguarda-, foi vista no domingo passado por 2.203.000 pessoas através da cadeia de televisão ‘Cuatro’, do grupo italiano Mediaset.
Segundo pesquisas de audiência, durante os 50 minutos que durou a transmissão, a entrevista foi vista por 18.992.000 pessoas, na semana anterior, quando foi ao ar pela primeira vez, foi vista por 19.135.000.
A entrevista foi realizada após a visita do Papa à Terra Santa e o encontro que manteve no Vaticano com o presidente de Israel Shimon Peres e o líder palestino Mahmud Abas. O conteúdo da entrevista foi muito similar ao publicado no jornal espanhol “La Vanguardia” dias antes.
O Papa Francisco sublinhou a esperança que aprecia nos políticos jovens "sejam de centro, esquerda ou direita" -que definiu como uma "nova música"-, e destacou a importância da política para mudar o mundo e contribuir "ao bem comum".
Entretanto, advertiu que “estamos em um sistema econômico que não é bom”, pois antepõe o amor ao dinheiro ao amor às pessoas. “Está provado que com a comida que sobra poderíamos alimentar às pessoas que tem fome”, assinalou.
Nesse sentido o Papa alertou que “toda economia se move descartando: descarta-se as crianças, descarta-se os idosos... já não servem, não produzem. E agora está de moda descartar os jovens com o desemprego. São 75 milhões na Europa, isto é uma barbaridade, ou seja, descartamos toda uma geração”.
Trechos da entrevista, recolhidos pela agência Europa Press, podem ser lidos em: http://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-concede-entrevista-ao-jornal-espanhol-la-vanguardia-20211/
Retirado de ACI Digital.

terça-feira, 20 de março de 2012

Um católico com cara de protestante.

Um católico com cara de protestante.

Trechos da entrevista concedida ontem por Gabriel Chalita, pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, ao portal Terra (em vídeo aqui):
Dois dias antes da entrevista em que defende a união civil entre homossexuais, Chalita faz uma das leituras na Missa da Paróquia São José, no bairro do Belém, em São Paulo.


Dois dias antes da entrevista em que defende a união civil entre homossexuais, Chalita faz uma das leituras na Missa da Paróquia São José, no bairro do Belém, em São Paulo.

Sobre o aborto e a polêmica a este respeito na corrida presidencial de 2010:

“Eu acho que foi muito feio o que aconteceu na eleição presidencial. Eu não tenho problema em responder questão de nenhuma ordem. Mas o que aconteceu na eleição presidencial [...] de repente teve um reducionismo na eleição presidencial de uma discussão religisoa que nasceu de boataria de internet.”

“Eu sou um candidato, eu sou uma pessoa religiosa, nunca escondi isso de ninguém, eu frequento a Igreja, sou católico, tive num evento nos evangélicos nessa semana, e uma evangélica falou assim: nossa, você tem a cara dos evangélicos.”

“Eu sou contra o aborto, porque eu acho que você vai diretamente contra a vida. Eu não mudei, eu continuei defendendo isso, mas a presidenta Dilma disse o seguinte: ‘no meu governo não terá aborto’. E não tem. Ah, agora ela colocou uma ministra que é favorável ao aborto; sim, mas uma pessoa no governo ser favorável ao aborto não significa que o governo vai nessa linha, nessa direção. Eu não tive nenhuma mudança de percurso nessa minha trajetória política, o que houve foi essa quantidade de boatos que tentou colar nela a imagem de uma pessoa que era contra a vida.”

O Fratres in Unum gostaria de refrescar a memória do pré-candidato Chalita:

Sobre a união civil entre homossexuais:

“Maria, acho que esse é um tema fundamental. Eu fico muito à vontade para falar sobre isso porque em todos os meus livros, aí vem a questão do afeto ou os livros sobre a ética, livros que foram traduzidos. Eu tenho uma visão que eu acredito profundamente que a dignidade da pessoa humana, o respeito ao ser humano devem nortear todas as ações na área pública e na área privada. Então, é inadimissível que uma sociedade não consiga conviver com uma pessoa que seja diferente. Qualquer tipo de preconceito, qualquer tipo de intolerância deve ser perseguido, devem ser banido da área pública. Eu tenho o maior respeito pelas pessoas que tenham uma orientação sexual diferente. Acho que o Supremo já decidiu a esse respeito, dando o direito da união civil de pessoas do mesmo sexo.

- O senhor é favorável a isso?”

“Sou favorável a isso. Acho que isso já está decidido, discutido. Agora a questão do casamento religioso em igrejas, nem me parece que isso seja alguma coisa que essa comunidade queira, que os homossexuais queiram. Aí tem que respeitar a Igreja”.

* * *

Aproveitamos a oportunidade para recordar alguns princípios que deveriam ser seguidos por todos os católicos — o que incluiria o senhor Chalita, apesar de ser a cara dos “evangélicos” — e enunciados pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, atualmente Bento XVI:

“Onde o Estado assume uma política de tolerância de facto, sem implicar a existência de uma lei que explicitamente conceda um reconhecimento legal de tais formas de vida, há que discernir bem os diversos aspectos do problema. É imperativo da consciência moral dar, em todas as ocasiões, testemunho da verdade moral integral, contra a qual se opõem tanto a aprovação das relações homossexuais como a injusta discriminação para com as pessoas homossexuais. São úteis, portanto, intervenções discretas e prudentes, cujo conteúdo poderia ser, por exemplo, o seguinte: desmascarar o uso instrumental ou ideológico que se possa fazer de dita tolerância; afirmar com clareza o carácter imoral desse tipo de união; advertir o Estado para a necessidade de conter o fenómeno dentro de limites que não ponham em perigo o tecido da moral pública e que, sobretudo, não exponham as jovens gerações a uma visão errada da sexualidade e do matrimónio, que os privaria das defesas necessárias e, ao mesmo tempo, contribuiria para difundir o próprio fenómeno. Àqueles que, em nome dessa tolerância, entendessem chegar à legitimação de específicos direitos para as pessoas homossexuais conviventes, há que lembrar que a tolerância do mal é muito diferente da aprovação ou legalização do mal.

Em presença do reconhecimento legal das uniões homossexuais ou da equiparação legal das mesmas ao matrimónio, com acesso aos direitos próprios deste último, é um dever opor-se-lhe de modo claro e incisivo. Há que abster-se de qualquer forma de cooperação formal na promulgação ou aplicação de leis tão gravemente injustas e, na medida do possível, abster-se também da cooperação material no plano da aplicação. Nesta matéria, cada qual pode reivindicar o direito à objecção de consciência.
Fonte: Frates in Unum

sexta-feira, 9 de março de 2012

Recuo na defesa da saúde da gestante e do nascituro

Recuo na defesa da saúde da gestante e do nascituro
No dia 26 de dezembro de 2011, a Presidente Dilma baixou uma Medida Provisória (MP), pretensamente em defesa da saúde da gestante e do nascituro.


Houve protestos por parte daqueles que são contrários ao aborto — devido à centralização pelo SUS do controle de gestações, que, posteriormente, poderia ser usado para forçar o aborto. Como também protestaram aqueles que são abortistas — como as ditas “Católicas pelo direito de decidir” e outros grupos feministas, exigindo que fosse retirada da MP a referência à proteção do nascituro.


A Presidente cede à pressão abortista e retira da MP um direito que é garantido por Lei. Entenda melhor o que aconteceu no vídeo abaixo, no qual o Coronel Paes de Lira bem explica a questão.

Fonte: Família Católica

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Nova ministra, velho problema

Nova ministra, velho problema

09/02/2012 por Everth Queiroz Oliveira

Quando as ministras da presidente Dilma Rousseff revelaram – a maioria – ser a favor da descriminalização do aborto, não houve muito estardalhaço. Passadas as eleições, não era mais necessário mascarar a luta do Partido dos Trabalhadores e de seus aliados pela conquista dos “direitos reprodutivos da mulher”. Recentemente, porém, uma das ministras deixou o cargo, a fim de disputar eleições municipais este ano. O nome da mulher é Iriny Lopes. Segundo ela, “ninguém defende o aborto, trata-se de respeitar uma decisão que, individualmente, a mulher venha a tomar”.

A posição dela é problemática. Sim, mas a da nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres também – o que significa que a situação lá na Esplanada dos Ministérios não mudou muito de figura. Eleonora Menicucci é mais uma das que consideram o aborto “uma questão de saúde pública”.

http://www.overbo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/eleonora_menicucci.jpgAqui, neste vídeo, a prática é comparada às drogas, à dengue, à AIDS e a todas as doenças infecto-contagiosas. No fim do vídeo, a ministra fala das estatísticas de mulheres que morrem todos os dias por não terem o serviço do aborto oferecido com higiene (hoje nós sabemos que esta coisa de “milhares morrendo em clínicas de aborto clandestino” não passa de exagero de números)… E é esta a “questão de saúde pública” da qual ela está a tratar. A vida do feto, porém, que é o que sempre vai encontrar o fim na prática de um aborto bem-sucedido, não é objeto de discussão, porque, afinal, estão todos muito preocupados com as mulheres, com a dignidade das mulheres, com a saúde das mulheres, com o corpo das mulheres…

Como lembrou Reinaldo Azevedo, “uma das características principais, se não for a principal, dos defensores da legalização do aborto é a DESUMANIZAÇÃO DO FETO, a transformação da VIDA que está no ventre da mulher em COISA, para que ele possa ser então, sugado, curetado”. Parece ser esta a visão alimentada pela nova ministra do governo Dilma. Ela sequer sente vergonha de comparar um crime de homicídio ao combate do mosquito Aedes Aegypti.

Permaneçamos em oração pelo Brasil. Que a Virgem de Aparecida livre nossa nação da maldição do aborto.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!
Fonte: Ecclesia Una

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

De Deus não se zomba! (II)

De Deus não se zomba! (II)

Padre David Francisquini

Ao comentar o infausto ensaio do governo brasileiro de promover a distribuição de preservativos a estudantes de Ensino Médio, mostramos que em vez de resolver o problema dos jovens, tal medida somente os agravará. Ressalto de passagem que “experiências” do gênero são sempre levadas a cabo em nome da “ciência”, a qual fica assim desvirtuada de seu sentido original, tornando-se uma palavra-talismã.

É, pois, ancorado na nova religião da “ciência e na técnica” que o Estado interfere em tudo, legisla e tenta regular a conduta do cidadão em campos nunca antes imaginados, para assim “redimir” os homens e a sociedade de todos os seus males presentes e futuros. Para citar um exemplo, lembro aos leitores a ridícula “lei da palmada”...
A propósito, acabo de ler estarrecedora notícia publicada no The Telegraph, de Londres, segundo a qual 38% da população da União Européia sofrem de distúrbios mentais e doenças cerebrais. O jornal inglês se baseia num estudo do Colégio Europeu de Neuro-psicofarmacologia. Para os estudiosos, as desordens mentais se tornam o maior desafio à saúde na Europa do século XXI.

Comentando a referida notícia, Luís Dufaur (http://www.ipco.org.br/home/) afirma que a causa desses males pode bem estar na tentativa de construir uma super-organização em bases puramente materiais que ignoram – e até hostilizam – o lado espiritual e a religião do homem. E indaga: “Não será uma das causas mais profundas desses desarranjos mentais?”.

Atentar contra os fundamentos cristãos da civilização constitui um dos maiores fatores de enlouquecimento. O pior é quando tal ataque é perpetrado metodicamente pelo Estado em nome da ciência. No caso concreto da distribuição de preservativos a estudantes, a iniciativa conta com o auxílio de pesquisadores de dois órgãos da ONU.
O cuidado com os jovens deve começar pelos pais e ser complementado pelos professores. É na juventude que se forma o caráter, o qual, por sua vez, influenciará no destino de cada um. Os pensamentos se transformarão em palavras, as palavras em atos, e estes em hábitos que formarão ou deformarão seu modo de ser.

O que nossas autoridades semearem nas escolas, a sociedade colherá no final do ciclo. A imoralidade vem ceifando mais vidas que a própria guerra e está na origem da violência, da criminalidade, do desajuste familiar e das separações; está na raiz da pior das epidemias, além de um incontável número de doenças. Através dos frutos pode-se saber se as sementes têm sido boas ou não.

Enquanto sacerdote, eu me reporto ao ensinamento da Igreja, que condena a liberação do sexo na adolescência, ou mesmo antes do matrimônio: “Bem aventurados os puros de coração porque possuirão o reino dos céus.” A união carnal só pode ser legítima quando se estabelece uma definitiva comunidade de vida entre um homem e uma mulher.

As relações sexuais pré-matrimoniais excluem, o mais das vezes, a prole e o que se apresenta como amor conjugal não pode se desenvolver como deveria, ou seja, num amor paterno e materno.

Caso eventualmente se desenvolva será em prejuízo dos filhos, que se verão privados da convivência estável da qual havia de poder realizar-se como convém e encontrar o caminho e os meios necessários para se integrarem na sociedade. (Declaração da Santa Sé nº 7).

Fonte: http://www.padredavidfrancisquini.com/

De Deus não se zomba!

De Deus não se zomba!


*Padre David Francisquini


Patrocinada pelo Ministério da Saúde, a experiência da distribuição gratuita de preservativos a estudantes do Ensino Médio em quatro capitais deverá ser estendida a 400 escolas públicas de todo o Brasil através da instalação de máquinas distribuidoras. A propósito e enquanto sacerdote, eu me julgo na obrigação de dizer uma palavra sobre o assunto.

Reporto-me a um dos modelos apontados pela Santa Igreja para a edificação de seus membros, São Pedro Julião Eymard, fundador da Congregação do Santíssimo Sacramento ou Sacramentinos. Como grande conhecedor de almas, ele considerou a transição da infância para a adolescência como a fase mais crítica da vida de um jovem, pois seu futuro dependerá do que ele foi nesse confronto decisivo da vida.

Ao não se deixar capitular pelos impulsos sexuais, a personalidade fica para sempre impregnada pela alegria de ter vencido aquela primeira batalha da vida. Falando certa vez para um público jovem, aquele santo francês assegurou: Se vedes em mim decisão e coragem, é porque eu soube vencer tal ímpeto da paixão e isso se expressa em minha própria voz.

Com efeito, nada rompe mais a personalidade de um moço do que se enveredar pelo caminho tortuoso da impureza. São Paulo nos advertiu: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba. Aquilo que o homem semear, isto também colherá: aquele que semeia na sua carne, da carne colherá corrupção; mas o que semeia no espírito, colherá do espírito a vida eterna.

“Andai segundo o espírito e não satisfazei o desejo da carne. Efetivamente, a carne tem desejos contrários ao espírito e o espírito desejos contrários à carne; essas coisas são contrárias entre si para que não façais tudo aquilo que quereis... As obras da carne são manifestas: o adultério, a fornicação, a impureza, a luxúria...”.

Existe um princípio regulador da função sexual que se obtém apenas dentro do matrimônio legítimo, pois só este proporciona o verdadeiro sentido de sua retidão moral no relacionamento homem e mulher. Não havendo tal formalidade, as relações sexuais se tornam imorais e, portanto, constituem sempre e em qualquer circunstância, pecado mortal inescusável.

Os defensores das relações pré-matrimoniais costumam alegar como obstáculos para a realização do casamento a prazo longo ou curto, as dificuldades para a obtenção de uma casa, a compra de móveis, a necessidade de conservar o amor, o desabafo do organismo, problemas de saúde, ou ainda a necessidade de maior conhecimento recíproco.

Contudo, tais alegações são feitas para abafar a própria consciência, pois como não querem ter filhos – para eles a grande tragédia da vida –, procuram eliminar todos os entraves que os impedem de se relacionarem e, ao mesmo tempo, gozarem de reputação ilibada perante a sociedade. Outra corrente quer fazer deste relacionamento uma coisa tão banal que julga ser melhor trazê-lo para a luz do dia.

Espero mostrar brevemente que os preservativos não vão solucionar os problemas dos jovens, mas agravá-los. Nosso governo, ao promover tal iniciativa, está semeando a cizânia no campo primaveril de nossa juventude. Contudo, a sociedade não tardará a colher o fruto desse infausto trabalho.

Fonte:http://www.padredavidfrancisquini.com/

sábado, 17 de setembro de 2011

O exemplo vem da Hungria

O exemplo vem da Hungria

Gregório Vivanco Lopes

A nova Constituição da Hungria foi aprovada em abril, pelo voto da esmagadora maioria dos legisladores.

A nova Carta Magna salienta quanto a Nação se sente orgulhosa pelo fato de o Estado húngaro ter sido criado há mil anos por Santo Estêvão, como parte da gloriosa Europa cristã. Com a coroa húngara — presente do Papa Silvestre II ao Rei Santo Estêvão — foram coroados nada menos do que 55 reis.

A Constituição tem ainda outros méritos. Define o casamento como “união entre um homem e uma mulher”, protege a vida do nascituro contra o aborto desde a concepção até a morte natural, proíbe a eugenia e rechaça o comunismo.

Numa situação normal, toda a Europa deveria alegrar-se com essa aprovação. Mas se há algo a respeito do qual não se pode falar atualmente é em “situação normal”.

As ondas mefíticas da Revolução igualitária e imoral que desde fins da Idade Média vêm assolando o Velho Continente — e todo o Ocidente ex-cristão — acabaram por modelar um tipo de União Européia (UE) inspirada num laicismo agressivo e persecutório das boas tradições e da moralidade.

Por isso, os dirigentes da UE se “escandalizaram” com a nova constituição húngara, a qual provocou ademais as iras de abortistas e ativistas homossexuais de todos os quadrantes.

Diversos grupos a favor do aborto e da prática homossexual promoveram nos meios de comunicação uma campanha contra essa constituição. Por exemplo, a associação Human Rights Watch, conhecida defensora do aborto, disse estar preocupada pelas cláusulas a favor da vida.

Em declarações à Associated Press, o porta-voz do Parlamento húngaro, Laszlo Kover, salientou que a constituição está modelada para ser o passo final da tomada de distância do estilo de governo comunista e declarar-se ex-país do bloco soviético. “Participamos de um momento histórico”, disse ele. “A nova constituição baseia-se em nosso passado e em nossas tradições, mas procura e contém respostas para os problemas atuais, ao mesmo tempo em que se volta para o futuro”.

Para Steven W. Mosher, presidente do conhecido Population Research Institute, dos EUA, os princípios que regem a nova constituição “são precisamente aqueles de que a Europa precisa para impedir a crise demográfica, econômica e cultural que está enfrentando atualmente; por isso é admirável a vontade dos húngaros de construir uma cultura de vida em meio à atitude dominante europeia de obscurantismo” (ACI, 19-7-11).

Ao manter-se firme ante os ataques que recebe, a nação húngara segue o glorioso exemplo do baluarte contra o comunismo soviético a ela imposto durante décadas pela força: o Cardeal Mindszenty, cujos restos mortais se veneram na catedral de Erztergom.

Aos citados dispositivos da nova constituição húngara poder-se-ia aplicar, com as devidas adaptações, o elogio que em Mensagem encabeçada pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira foi dirigido ao Cardeal Mindszenty por sua firmeza em não se dobrar ante o comunismo:

“O non possumus firme de Vossa Eminência, repercutindo no mundo inteiro, vale por uma lição e por um exemplo próprios a manter os católicos na via da fidelidade aos ensinamentos tradicionais imprescrití¬veis, emanados da Cátedra de Pedro em antigos dias de luta e de glória. E é por esta razão que, a par da admiração, tributamos a Vossa Emi¬nência um agradecimento profundo. [...] O Reino Apostólico da Hungria re¬cebeu desde Santo Estêvão a missão gloriosa de ser baluarte da Igreja e da Cristandade. Esta missão, ele a cumpre por inteiro em nossos dias, na Pessoa augusta de Vossa Eminência” (Revista Catolicismo, maio/1974).

Fonte: Instituto Plínio Corrêa de Oliveira

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Hungria retira reconhecimento oficial de centenas de seitas

Hungria retira reconhecimento oficial de centenas de seitas
Nova lei prevê esta drástica diminuição para evitar fraudes

BUDAPESTE, quarta-feira, 14 de setembro de 2011 – No próximo dia 1º de janeiro, entrará em vigor na Hungria uma nova lei que reduz, de 358 a 14, o número de denominações confessionais reconhecidas pelo Estado.
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A nova lei reconhece a Igreja Católica, cujos fiéis representam mais da metade da população, mas deixa “fora do jogo”, ainda que com a possibilidade de voltar a ser reconhecidas, inclusive comunidades conhecidas como a islâmica e a metodista, segundo destacou o L’Osservatore Romano ontem.

Um grupo de intelectuais, ex-dissidentes políticos durante os anos do comunismo, criticou a medida saneadora, lançando um apelo à União Europeia para que se se pronuncie sobre este acontecimento da vida política húngara.

Os bispos católicos abordaram a questão em sua reunião nos dias 6 e 7 de setembro. O núncio, o arcebispo Alberto Bottari de Castello, precisando o aspecto prático da medida, destacou que “se trata de uma lei que costuma ser chamada de liberdade religiosa, mas que, na realidade, se refere unicamente à personalidade jurídica das comunidades religiosas”. A Igreja Católica vê a nova lei com uma atitude de “atenção e respeito”, explicou.

De fato, a lei tem o objetivo declarado de deter a notável proliferação de associações que, nos últimos vinte anos – isto é, desde o final do regime totalitário –, se beneficiaram com a ajuda econômica pública, fazendo-se passar por comunidades religiosas.

As realidades excluídas da lista poderão solicitar um novo registro, com as aprovação de dois terços dos membros do Parlamento e o cumprimento de diversas condições, como explicitar os conteúdos do próprio credo, ilustrar a estrutura organizativa e demonstrar a presença na Hungria há pelo menos vinte anos.

Uma emenda ao projeto de lei, aprovada no último momento, cancelou o requisito de contar com pelo menos mil fiéis.

O Parlamento húngaro aprovou a lei no último dia 12 de julho, com 254 votos a favor e 43 contra, mas, apesar da maioria, alguns setores provocaram protestos e reações.

Dezesseis pequenas comunidades religiosas destinadas a perder seu reconhecimento oficial apelaram ao Tribunal Constitucional e enviaram uma carta às principais autoridades políticas do país.

Além disso, quinze escritores, intelectuais e políticos que, nos anos 70 e 80 participaram do movimento de oposição ao comunismo, dirigiram uma carta aberta a alguns altos cargos da União Europeia pedindo uma ação decidida contra a nova lei.

O secretário de Estado encarregado das comunicações do governo, Zoltán Kovács, respondeu destacando que a nova legislação reconhece “o direito inalienável dos indivíduos a escolher e praticar uma religião”.

Além disso, acrescentou, o Estado identificou 14 denominações para receber dele ajudas econômicas especiais por sua função desenvolvida no âmbito humanitário.

Com informações de Zenit.org.

Fonte: Voto Católico

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Fé e Política

Fé e Política
A Igreja insiste na participação dos fiéis


Os últimos Papas têm convocado os fiéis católicos para participar da política ativamente. Sabemos que a política correta é um meio forte de viver a caridade, pois visa ao bem comum, especialmente dos mais desamparados, doentes, pobres, desabrigados, sem escolas, entre outros. Na comemoração dos 150 anos de unidade da Itália o Papa Bento XVI fez um apelo para que os bispos incentivem os católicos a participar da vida pública. Disse: “A fé, de fato, não é alienação: são outras as experiências que contaminam a dignidade do homem e a qualidade da convivência social”.

O Santo Padre pediu aos bispos que estimulem os fiéis leigos a “vencer todo espírito de fechamento, distração e indiferença, e a participar em primeira pessoa na vida pública”, para construir uma sociedade que respeite plenamente a dignidade humana. Infelizmente criou-se entre nós católicos uma cultura perigosa de se afastar da política por ela ser exercida, muitas vezes, por corruptos e imorais. Ora, sabemos que há a boa política e também a politicagem; o político e o politiqueiro. Não podemos queimar a política por causa da politicagem, temos que afastá-los do poder por meio do voto. A Igreja insiste na participação dos fiéis na política, senão vejamos.

O Concílio Vaticano II declara na “Gaudium et Spes”:
"Lembrem-se, portanto, todos os cidadãos ao mesmo tempo do direito e do dever de usar livremente seu voto para promover o bem comum. A Igreja considera digno de louvor e consideração o trabalho daqueles que se dedicam ao bem da coisa pública a serviço dos homens e assumem os trabalhos deste cargo" (GS 75).

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) insiste:
CIC §899 - "A iniciativa dos cristãos leigos é particularmente necessária quando se trata de descobrir, de inventar meios para impregnar as realidades sociais, políticas e econômicas com as exigências da doutrina e da vida cristãs. Esta iniciativa é um elemento normal da vida da Igreja".

CIC §2442 - "Não cabe aos pastores da Igreja intervir diretamente na construção política e na organização da vida social. Essa tarefa faz parte da vocação dos fiéis leigos, que agem por própria iniciativa com seus concidadãos. A ação social pode implicar uma pluralidade de caminhos concretos. Terá sempre em vista o bem comum e se conformará com a mensagem evangélica e com a doutrina da Igreja. Cabe aos fiéis leigos "animar as realidades temporais com um zelo cristão e comportar-se como artesãos da paz e da justiça".

Noto que, por exemplo, nos Sites da internet, no Facebook e no Orkut muitos cristãos assumem com orgulho a identidade católica, mas desprezam a política, como se fosse apenas atividade dos maus. O povo precisa aprender a fazer política honesta; e para isso é preciso criar uma cultura sadia. É preciso ensinar o povo a não vender o voto por uma cesta básica, um emprego prometido, o agrado de um candidato, entre outros. Muitos, infelizmente, votam com a barriga ou com o coração, mas não com a consciência.

Esse é o problema do Brasil hoje. Os bons fogem da política e a deixam nas mãos dos maus, com exceções, é claro. Cada cristão está obrigado a esta tarefa.

Martin Luther King, aquele importante pastor negro americano que liderou a luta contra o racismo nos Estados Unidos da América, na década de 60, e que foi assassinado por isso, afirmava: “Não tenho medo dos maus, dos violentos, dos corruptos, só tenho medo do silêncio dos bons”.
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Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

Fonte: Canção Nova