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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Importante passo rumo ao modelo venezuelano

COMUNICADO — Importante passo rumo ao modelo venezuelano
IPCO


COMUNICADO

Importante passo rumo ao modelo venezuelano


O País atravessa momentos de turbulência político-social, inéditos e perplexitantes. Tensões, boa parte delas induzidas, marcam o dia a dia do noticiário. A atmosfera psicológica do Brasil está saturada e nem sequer o clima, habitualmente distendido que cerca uma Copa do Mundo, ainda mais realizada em território nacional, escapou a tais deletérias influências.
A população tem assistido, estupefata, à realização de greves em serviços essenciais, muitas delas declaradas abusivas pela própria Justiça, que impõem graves inconvenientes e perturbações aos brasileiros ordeiros, que labutam e produzem nos grandes centros urbanos; tais greves têm gerado insegurança, que se traduz em depredações de bens públicos e privados e até em saques.
Grupos de chamados “sem-teto”, altamente treinados e organizados, inclusive com a presença de estrangeiros, invadem terrenos e prédios urbanos, sendo recebidos, após seus atos criminosos, por autoridades – até mesmo pela Presidente da República – tornando assim o poder público e a sociedade refém de seus desígnios ideológicos.
Marchas do MST e de reais ou fictícios indígenas, manipulados por ONGs ou instituições como o Conselho Indigenista Missionário-CIMI ou similares, fazem encenações de enfrentamentos com policiais, registradas em fotografias que percorrem o mundo, transmitindo a falsa idéia de um Brasil que se contorce em estertores sociais e raciais.
Por outro lado, grupos extremistas anti-sistema, estilo “Black Bloc”, promovem atos de protesto – por causas poucos definidas – espalhando a violência urbana, planejada e calculada, de modo a lançar o caos e atacar símbolos do capitalismo, no exercício do que qualificam como “ilegalidade democrática”.
Por fim, diante do alastrar-se de fatores de incompreensão e de indignação, nas camadas profundas da população, em relação ao governo da Presidente Dilma Rousseff e ao Partido dos Trabalhadores, vozes como a do ex-Presidente Lula tentam disseminar um clima de luta e de ódio de classes, tão avesso ao sentir do brasileiro comum.
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É neste contexto tumultuado que surge um gravíssimo ataque às instituições e à ordem constitucional vigente, perpetrado através do Decreto presidencial nº 8.243, cuja efetivação poderia ser qualificada com uma tentativa de golpe de Estado incruento.
Editado pela Presidência da República no dia 23 de maio p.p., e publicado no Diário Oficial três dias depois, estabelece ele a “Política Nacional de Participação Social” e o “Sistema Nacional de Participação Social”.
Sob o disfarce de tratar da organização e funcionamento da administração pública – invocando para tal até dispositivos constitucionais – e alegando que o sistema representativo contém falhas, o governo do Partido dos Trabalhadores, via decreto, tenta implementar um novo regime de organização do Estado, o qual visa “consolidar a participação social como método de governo”.
Manejando habilmente sofismas e falácias sobre a “democracia direta”, valendo-se de definições e disposições vagas, o Decreto submete a Administração Pública, em seus diversos níveis, aos “mecanismos de participação social”.
Os “conflitos sociais”, como, por exemplo, invasões de terras, de imóveis urbanos, de demarcação de terras indígenas, – tantos deles gerados artificialmente – serão mediados por elementos do governo e setores da sociedade civil, controlados por “coletivos, movimentos sociais, suas redes e suas organizações”.
E a Secretaria-Geral da Presidência da República dirigirá uma burocrática e coletivista estrutura de conselhos, conferências, comissões, ouvidorias, mesas de diálogo, etc.
O Decreto 8.243 – que já chegou a ser comparado a um decreto bolivariano ou bolchevique – torna obsoletas as instituições do Estado de Direito, criando organismos informais (ou quase tanto) que condicionarão o Judiciário, o Legislativo ou o próprio Executivo.
Como é de conhecimento público, em grande medida tais “movimentos sociais”, “coletivos” ou grupos da dita sociedade civil são influenciados, orientados e financiados pelo Partido dos Trabalhadores, pela “esquerda católica”, bem como pelo próprio governo.
Fica assim instituído um sistema paralelo de poder, que consagra na prática uma ditadura do Executivo, na pessoa do Secretário-Geral da Presidência da República, atualmente o ex-seminarista Gilberto Carvalho, quem habitualmente faz a ponte entre o governo e a CNBB.
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 A Presidente da República tenta desta forma impor ao País metas político-ideológicas do PT – alimentadas nos Fóruns Sociais Mundiais – e sempre repudiadas pela maioria dos brasileiros.
Desde há muito, certo tipo de esquerda – e sobremaneira a esquerda petista no poder, influenciada em maior ou menor grau pelo progressismo católico – tenta subverter o exercício do regime “democrático”. Fiel a suas velhas convicções socialo-comunistas, eriça-se contra as instituições do que qualifica de “democracia burguesa”, tentando vender a idéia de uma democracia direta e participativa, como mais autêntica e popular.
Já no primeiro mandato do Presidente Lula, enquanto o País estava embalado pela pseudo-moderação do projeto político de mudança do Brasil, expresso na Carta ao Povo brasileiro, o programa “Fome Zero” fazia uma primeira tentativa de instaurar no Brasil “conselhos populares” que, como alertaram certas vozes na época, mais não eram de que uma reedição dos conselhos da revolução cubanos ou dos coletivos chavistas.
Mais à frente veio a tentativa de controlar a imprensa pelo mesmo mecanismo de conselhos, manipulados por “movimentos sociais”.
O PNDH3, baseado numa vaga e abrangente política de Direitos Humanos, constituiu nova tentativa de impor ao País um controle da sociedade e das instituições do Estado, por conselhos.
Por ocasião das manifestações de junho de 2013, a Presidente Dilma Rousseff em discurso televisionado a todo o País, voltou a acenar com o tema da democracia direta e a “voz das ruas”. Veio, logo em seguida, a tentativa de impor ao País uma Constituinte específica para a reforma política.
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De todos os quadrantes da sociedade se têm erguido vozes que apontam o grave perigo criado ao futuro político do Brasil pelo Decreto presidencial nº 8.243. No Congresso Nacional há movimentos pronunciados para inviabilizar ou derrubar o referido Decreto. Outros setores ensaiam movimentos para recorrer ao Supremo Tribunal Federal, reclamando da inconstitucionalidade de tal Decreto.
O governo veio a público defender a medida, sempre baseado em subterfúgios e, segundo informa a imprensa, não está disposto a recuar. Aproveitando-se do período em que as atenções de muitas pessoas estão voltadas para a Copa do Mundo, contando ainda com já tão próxima campanha eleitoral, Dilma Rousseff e seus assessores no Planalto e no PT, parecem decididos a apostar no golpe institucional.
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Quando dos trabalhos da Constituinte de 1988, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira publicou a obra “Projeto de Constituição angustia o País”. Nele alertava para o fato de que elementos de nossa classe política, divorciados dos verdadeiros anseios do Brasil profundo, iriam arrastando inexoravelmente o Brasil para o esquerdismo radical.
E admoestava ainda que cada vez mais raros seriam os partícipes da farândola reformista da esquerda, “ganhos gradualmente pelo sentimento de inconformidade e apreensão nascido, a justo título, das camadas mais profundas da população”.
O Decreto nº 8243 é, por certo, um grave exemplo dessa obstinação ideológica. A inconformidade, ainda que silenciosa, é também uma realidade que cresce, apesar das máquinas de propaganda tentarem menosprezá-la ou distorcer-lhe o sentido.
O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira faz um apelo às forças vivas da Nação para que, num concerto geral dos espíritos clarividentes, alertem para o perigoso rumo ao qual nos encaminha o Decreto 8.243, obstruindo-lhe legalmente o caminho.
Caso não seja derrubado, o Decreto nº 8.243 terá operado uma transformação radical nas instituições do Estado de Direito, esvaziando o regime de democracia representativa, deixando o País refém de minorias radicais de esquerda e de ativistas, abrindo as portas para a tão almejada fórmula do atropelo e do arbítrio, típica dos regimes bolivarianos.

Adolpho Lindenberg
Presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira

Fonte: http://ipco.org.br/ipco/noticias/comunicado-decreto-presidencial#.U68HFLFftLM

quarta-feira, 21 de março de 2012

Cancros e a Fortuna que rege a História

Cancros e a Fortuna que rege a História
Sou tentado também. Claro que sou. Se Satanás tentou Jesus Cristo, por que não me tentaria? Não precisa nem ser o Príncipe dos Anjos Caídos, qualquer demoniozinho de sétima ordem me faz suar na virtude. As vezes eles levam a melhor e volto arrasado para os confessionários, desta vez de confessor a penitente, lamentando meus erros. As vezes, com a ajuda do Divino Espírito Santo, este Davi vence estes Golias angélicos e sai vitorioso.

Sou tentando a duvidar da Existência de Deus. Pela ciência! Sim, a ciência sem consciência, este arremedo de ciência, assim como o Diabo é o arremedo de Deus. Mas não é pela soberba da Fìsica, é pela sutileza da Estatística. A Estatística, meus caros, me tenta a duvidar da existência de Deus. Já abordei o poder da Estatística em outros posts, ela me fascina. Se não fosse meu estado consagrado, se fosse leigo e dono de meu nariz, derramaria meu dinheiro em Las Vegas apenas pela fascinação de ver as roletas rodarem as probabilidades.

A Probabilidade, o Acaso (um ramo da estatística) é algo tão forte na nossa vida que os gregos tinham uma deusa, Tique, e os romanos tinham dois, deusa e deusa, Fors e Fortuna. Na Carmina Burana, em seu primeiro e mais famoso verso, diz "O Acaso governa o mundo" - FORTUNA IMPERATRIX MUNDI. É inevitável pensar numa deusa cega atirando dardos a esmo na terra e mudando a História.

Alguém dirá "Frei Rojão, o senhor estava falando da ciência sem consciência e agora fala de deuses pagãos, de ídolos?" Tout le meme!!! Ciência sem consciência também é um deus pagão, também é um ídolo, também é um pecado contra o primeiro mandamento.

O acaso é omnipotente porque tudo é possível nas baixas probabilidades. A vida na Terra foi gerada sem Deus, porque foi gerada num evento de baixíssima probabilidade, mas ainda assim possível. As curas de Lourdes são inexplicáveis porque foram reações bioqúimicas de baixíssima probabilidade, mas ainda assim possíveis. Os Impérios Assírio, Persa e Romano ascenderam e caíram numa equação de probabilidades geopolíticas únicas e felizes, a despeito dos oráculos dos profetas. Vê-se que pode-se usar a Estatística para tirar Deus do universo. Pela Estatística e o efeito borboleta (combinações de acasos combinando em grandes conseqüências) pode-se descartar o Altíssimo da História. É uma tentação.

Câncer... faz parte também da roleta das probabilidades. Até hoje por mais que se estude, a maioria dos cancros são dardos da malvada Fortuna que acertam a algumas pessoas em alguns órgãos. Mesmo quem está no grupo de risco não está livre do acaso. Sim, nem todos os fumantes pagarão seus pecados num câncer de pulmão. Nem todos os não-fumantes estarão isentos de câncer de laringe. Há uma certa associação estatística entre cigarro e câncer nestes órgãos, mas não suficiente para apostar seu dinheiro nisso se houvesse uma roleta do câncer em Monte Carlo. Sendo assim, o câncer afeta bons e maus, justos e injustos, como a torre citada por Nosso Senhor que caiu e matou os galileus, justos e injustos.

As doenças mudam a História quando acertam nos líderes. Poderia Marco Aurélio governar estavelmente o Império e lutar contra os germanos se seu intempestivo irmão, Lúcio Vero, não tivesse morrido de peste? Não haveria uma guerra civil abrindo os flancos da Germânia antes? César Bórgia estava prestes a conquistar a Itália e adiantar a unificação do pais em 400 anos, se não estivesse doente e para morrer. Ninguém sabe bem do que ele estava doente, dizem até que ele e o papa Alexandre VI beberam do próprio veneno - literalmente. Assim a probabilidade da saúde mudou a História da Itália. Assim como o derrame de Stálin salvou a pele de Béria, Molotov e Mikoyan, que caíram no desagrado do comunista homicida (pleonasmo!). O câncer de Tancredo Neves, finalmente, fez a ascensão de José Sarney, um político até então inexpressivo que nunca galgaria a presidência por votos. Se João Paulo I não tivesse morrido, o cardeal Woytila poderia no papado jogar areia no comunismo polonês? A História está cheia de doenças que mudaram o mundo, ora matando em massa, ora matando quem estava no comando.

Ficou doente Lula, o titã petista. E seu partido se desarticula a olhos vistos. Ele que seria o condestável da República, o Pinheiro Machado do século XXI, que elegeu um poste presidente, que faria um ministro da educação notadamente incompetente prefeito de São Paulo... ele que tudo podia... ele que voltaria triunfante em 2014, ele que seria o novo Getúlio, o novo Stálin da República Popular do Brasil, o novo Fidel das Américas... eis prostrado por uma doença, eis o PT decapitado e se estertorando... eis a História sendo mudada pelos dardos da Fortuna e do câncer.
Fonte: Blog do Frei Clemente Rojão

terça-feira, 20 de março de 2012

A viagem do Papa ao México e Cuba. Fidel Castro sim, vítimas do Padre Marcial Maciel não.

A viagem do Papa ao México e Cuba. Fidel Castro sim, vítimas do Padre Marcial Maciel não.



Cubanos rezam em preparação para a viagem do Papa.

“Fidel Castro sim, vítimas do Padre Marcial Maciel não”. Assim Giacomo Galeazzi inicia sua coluna do último sábado no La Stampa, tratando da próxima viagem do Papa Bento XVI a Cuba e México, de 23 de 28 de março.

O encontro com o líder revolucionário cubano apresentaria menos problemas à Santa Sé do que com as vítimas do Padre fundador dos Legionários de Cristo, um “falso profeta, que levava uma vida imoral e deformada”, como qualificou o próprio Bento XVI.

O episcopado do México, onde Marcial fundou e consolidou sua obra, não programou nenhum encontro entre as vítimas e o Papa, como já se tornou habitual nos países visitados pelo sucessor de Pedro mais afetados pelo escândalo de homossexualismo e pedofilia entre clérigos.

O que testemunha o embaraço criado no México por conta do assunto, depois de décadas de poder ilimitado da ordem graças a ligações com expoentes da cúria romana, como os Cardeais Sodano e Dziwisz, e com milionários como Carlos Slim e Orio Muñoz. “Os Legionários ‘esvaziaram’ a América Latina da teologia da libertação e agora apresentam a conta à hierarquia eclesiástica local”, comenta-se com tristeza em Roma.

Falando aos jornais sobre a viagem papal, o porta-voz da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, SJ, informou que pode sim haver um encontro entre o Papa e Fidel Castro, antigo aluno de colégio de jesuítas, enquanto é quase certo que não haverá nenhum contato com os dissidentes cubanos e, seguramente, no México, nenhum momento com as vítimas de Marcial Maciel.

Sobre um encontro com os dissidentes políticos, que na última semana chegaram inclusive a invadir a Catedral de Havana para reivindicar um encontro com o Papa, Lombardi esclarece: “não está no programa e não o prevejo: nem mesmo João Paulo II teve encontros do gênero”.

Já um encontro com Castro “é uma eventualidade, algo possível”. Não está na programação, mas, se Fidel assim o quiser, “o Santo Padre estará disponível”.

Com relação às vítimas de Maciel, Lombardi é taxativo: “Não está previsto, os bispos não o pediram. Nos outros países em que esses encontros aconteceram, os bispos solicitaram porque o problema era sentido na sociedade e na Igreja. Neste caso não, não está no programa e não se deve esperá-lo”.

Segundo Lombardi, o Papa “está muito bem [de saúde], como demonstra essa fatigante viagem”.

Por sua vez, os grupos criminosos de Guanajuato, no México, declararam uma “trégua” virtual para o período em que o Papa Bento XVI estiver passando pelo estado. Jornais locais afirmam que alguns dos integrantes das quadrilhas teriam sido convidados a participarem das fileiras que cuidarão da segurança do Papa, o que não foi confirmado nem pelas autoridades civis e muito menos pela Arquidiocese de León.

A programação da viagem:



A Basílica de Nossa Senhora de Guanajuato, México, onde o Papa abençoará as crianças no dia 24.

23 de março: Chegada a León, Guanajuato, México;

24 de março: Benção das crianças de Guanajuato;

25 de março: Missa no Parque Bicentenário de León;

26 de março: Cuba – Missa em Santiago;

27 de março: Em Havana, encontro com Raul Castro;

28 de março: Encerramento da viagem com Missa em Havana.
Fonte: Frates in Unum