Missionários devem ser como Maria
Roma (Quarta-feira, 29-03-2012, Gaudium Press) A Festa da Anunciação do Senhor significa para a Universidade Pontifícia Urbaniana, localizada em Roma, a celebração de suas festas patronais. Como parte da mensagem do anúncio do Anjo a Maria e sua resposta: "Faça-se em mim segundo a tua palavra", o Cardeal Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos e Grã Chanceler da Universidade, presidiu uma solene Eucaristia.
Para Dom Filoni a obra salvadora de Cristo depende também do nosso "sim"
Nela, destacou o chamado, expressado na saudação do Anjo: "Alegra-te".
Dom Filoni explicou que "desde o momento da Anunciação, o advento de Jesus é presenteado com um convite à alegria". Segundo o prelado, esta alegria cristã deve ser a nota caracteristica da evangelização. "Quem se faz portador da boa nova, que é Cristo, deve revestir-se de entusiasmo e alegria e ser como Maria, artífice de consolação e de graça em todas as situações de angústia".
Meditando sobre a perplexidade de Nossa Senhora, Dom Filoni disse que é um mistério que Deus queria nos associar a sua missão salvadora. Sua vontade de condicionar a Encarnação de seu Filho a Maria "nos recorda que Deus confia em nós, apesar de tudo, quer que sejamos colaboradores e servidores. A execução da obra salvadora de Cristo depende também de nós, do nosso "sim", de nossos esforços, de nossa iniciativa".
O prelado comparou também o impulso da Santíssima Virgem de sair para a casa de Isabel com a mesma identidade da Igreja. Maria não leva "somente a sua ajuda e sim o mesmo Jesus, enviado a nós pelo Pai para salvar a humanidade". Dom Filoni diz ainda que "Maria se converte em um ícone da Igreja, que incansavelmente caminha pelo mundo, e com pressa, para levar a todos e em todas as partes, o Evangelho".
Fonte: Gaudium Press
Mostrando postagens com marcador Conversão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Conversão. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 29 de março de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Conversão da ex-protestante Rianne Spoon
Conversão da ex-protestante Rianne Spoon
http://www.opusdei.org.br/art.php?p=9339
Rianne Spoon, holandesa de 22 anos e estudante de medicina, foi recebida na Igreja Católica no dia 12 de dezembro de 2004, durante uma Missa solene celebrada na Catedral de Santa Catarina de Utrecht.
12 de janeiro de 2005
Fui a Utrecht para começar a universidade. Queria estudar medicina. Precisava de uma residência para morar e fui parar em Hogeland, conhecida por sua clara inspiração católica. Eu tinha sido educada com a idéia de que a fé católica era uma doutrina errônea, e por isso me perguntei se era razoável que fosse morar em Hogeland. Coisas da juventude, escolhi a vantagem da dúvida e descobri rapidamente que as coisas não eram como as havia imaginado. Encontrei um ambiente de grande liberdade e respeito.
Há um ano e meio uma companheira universitária se converteu e isso me fez pensar muito. Dava-me conta de que acreditávamos no mesmo Deus. Apesar de ter uma forte sensação de unidade com a fé católica, havia dois pontos de desunião: a Eucaristia e a maneira de ver Maria, a Mãe de Deus. Depois de um período de estudo sobre estes e outros temas, decidi fazer a profissão de fé na comunidade protestante a que pertence a minha família, ainda que tivesse dificuldades em alguns pontos, como por exemplo o modo como viam a Igreja Católica.
Esta decisão de parar de procurar e abandonar tudo nas mãos de Deus não me deu a paz. As dúvidas não saíam da minha cabeça e estava intranqüila. Na residência de Hogeland há um oratório, onde muitas estudantes vão rezar ou assistem à Missa que um sacerdote do Opus Dei celebra todos os dias.
Recordo que não podia passar perto do oratório sem sentir a necessidade de entrar. É difícil explicar os sentimentos. Na situação em que me encontrava, dava-me conta de que se me decidisse a entrar no oratório e me ajoelhasse diante da Sua Presença no sacrário, não poderia continuar sendo protestante. Naquele momento não queria comprometer-me a fazê-lo: não tinha a motivação nem a segurança de poder tomar essa decisão. Não queria desobedecer nem à minha comunidade cristã nem à minha família, de modo que decidi deixar passar o tempo com a esperança de que todos os meus “problemas” desaparecessem.
Hogeland“Deus não se cansa de esperar”
Depois veio o Natal e a claridade que esperava encontrar nesse tempo de felicidade e descanso não se produziu. A leitura de uma passagem do livro “Por fim em casa”, de Henri Nouwen, voltou a dar-me esperança. Fez-me muito bem ler que Deus nos quer infinitamente, tanto que não deseja de nós um amor obrigado, mas livre. Ele sabe esperar. Não se cansa de esperar.
Mas o que teve um papel decisivo na minha conversão foi a Eucaristia. Tinha inveja das pessoas que iam todos os dias à Missa. Não podia imaginar a minha vida como católica sem ir diariamente à Missa. Também foi importante, sem dúvida, encontrar no Papa a figura de um pai, e ver brilhar o rosto de Cristo nos sacerdotes e nos católicos que conheci.
Olhando para trás, não deixa de surpreender-me como Deus atuou comigo. Por um lado, porque a maior parte da fé católica eu aprendi tomando um copo de chocolate quente com a minha amiga Agnes. Por outro lado, e refletindo seriamente, porque comprovei na minha própria pele que Cristo vive. Se escrevo estas coisas, é somente para compartilhar o meu agradecimento. Como diz um sacerdote que me ajudou neste caminho em direção à fé plena, “não só devo estar agradecida pelo que recebi, mas também pelo que a partir de agora posso significar para outros, se sou fiel”.
Hogeland é uma residência para universitárias de Utrecht, em que as atividades de formação espiritual estão encomendadas à Prelazia do Opus Dei.
Mais informações em: www.instudo.nl/hogeland/index.html
Fonte: Exsurge Domini
http://www.opusdei.org.br/art.php?p=9339
Rianne Spoon, holandesa de 22 anos e estudante de medicina, foi recebida na Igreja Católica no dia 12 de dezembro de 2004, durante uma Missa solene celebrada na Catedral de Santa Catarina de Utrecht.
12 de janeiro de 2005
Fui a Utrecht para começar a universidade. Queria estudar medicina. Precisava de uma residência para morar e fui parar em Hogeland, conhecida por sua clara inspiração católica. Eu tinha sido educada com a idéia de que a fé católica era uma doutrina errônea, e por isso me perguntei se era razoável que fosse morar em Hogeland. Coisas da juventude, escolhi a vantagem da dúvida e descobri rapidamente que as coisas não eram como as havia imaginado. Encontrei um ambiente de grande liberdade e respeito.
Há um ano e meio uma companheira universitária se converteu e isso me fez pensar muito. Dava-me conta de que acreditávamos no mesmo Deus. Apesar de ter uma forte sensação de unidade com a fé católica, havia dois pontos de desunião: a Eucaristia e a maneira de ver Maria, a Mãe de Deus. Depois de um período de estudo sobre estes e outros temas, decidi fazer a profissão de fé na comunidade protestante a que pertence a minha família, ainda que tivesse dificuldades em alguns pontos, como por exemplo o modo como viam a Igreja Católica.
Esta decisão de parar de procurar e abandonar tudo nas mãos de Deus não me deu a paz. As dúvidas não saíam da minha cabeça e estava intranqüila. Na residência de Hogeland há um oratório, onde muitas estudantes vão rezar ou assistem à Missa que um sacerdote do Opus Dei celebra todos os dias.
Recordo que não podia passar perto do oratório sem sentir a necessidade de entrar. É difícil explicar os sentimentos. Na situação em que me encontrava, dava-me conta de que se me decidisse a entrar no oratório e me ajoelhasse diante da Sua Presença no sacrário, não poderia continuar sendo protestante. Naquele momento não queria comprometer-me a fazê-lo: não tinha a motivação nem a segurança de poder tomar essa decisão. Não queria desobedecer nem à minha comunidade cristã nem à minha família, de modo que decidi deixar passar o tempo com a esperança de que todos os meus “problemas” desaparecessem.
Hogeland“Deus não se cansa de esperar”
Depois veio o Natal e a claridade que esperava encontrar nesse tempo de felicidade e descanso não se produziu. A leitura de uma passagem do livro “Por fim em casa”, de Henri Nouwen, voltou a dar-me esperança. Fez-me muito bem ler que Deus nos quer infinitamente, tanto que não deseja de nós um amor obrigado, mas livre. Ele sabe esperar. Não se cansa de esperar.
Mas o que teve um papel decisivo na minha conversão foi a Eucaristia. Tinha inveja das pessoas que iam todos os dias à Missa. Não podia imaginar a minha vida como católica sem ir diariamente à Missa. Também foi importante, sem dúvida, encontrar no Papa a figura de um pai, e ver brilhar o rosto de Cristo nos sacerdotes e nos católicos que conheci.
Olhando para trás, não deixa de surpreender-me como Deus atuou comigo. Por um lado, porque a maior parte da fé católica eu aprendi tomando um copo de chocolate quente com a minha amiga Agnes. Por outro lado, e refletindo seriamente, porque comprovei na minha própria pele que Cristo vive. Se escrevo estas coisas, é somente para compartilhar o meu agradecimento. Como diz um sacerdote que me ajudou neste caminho em direção à fé plena, “não só devo estar agradecida pelo que recebi, mas também pelo que a partir de agora posso significar para outros, se sou fiel”.
Hogeland é uma residência para universitárias de Utrecht, em que as atividades de formação espiritual estão encomendadas à Prelazia do Opus Dei.
Mais informações em: www.instudo.nl/hogeland/index.html
Fonte: Exsurge Domini
Testemunho de menina ante o câncer gera conversões ao catolicismo
Testemunho de menina ante o câncer gera conversões ao catolicismo
Autor: ACI - Digital
Fonte: http://www.miguelmartini.com/release/ver.php?id=171
11/08/09
Testemunho de menina católica ante o câncer gera conversões ao catolicismo nos EUA
ampliar
Seattle, 10 Ago. 09 / 09:02 am (ACI).- A breve vida de uma menina devota católica em Seattle, Washington, permitiu o retorno à Igreja de muitos católicos e a conversão pelo menos dez americanos. O testemunho de fé que deu ao lutar contra um doloroso câncer deu numerosos frutos e inclusive permitiu a fundação de uma organização dedicada a apoiar a famílias com membros doentes.
Glorifica Strauss nasceu em 1996, tinha seis irmãos e levou uma vida completamente normal até cumprir os 7 anos de idade. Era amável, alegre, carinhosa e muito piedosa. Gostava de muito da oração do Terço.
Em uma entrevista à CatholicNewsAgency.com, seu pai Doug Strauss, recordou que no ano 2003 Glória recebeu um acidental golpe de bola no rosto e quando a lesão desapareceu ficou um vulto suspeito.
Os médicos lhe diagnosticaram um câncer avançado conhecido como neuroblastoma e lhe deram entre três meses e três anos de vida. Glória foi submetida a uma cirurgia e recebeu tratamentos de quimioterapia.
Um colunista do Seattle Times se interessou pela história da família e seu primeiro artigo atraiu a muitos leitores. O caso chegou aos meios de todo o país, unindo milhares de pessoas em uma grande cadeia de oração.
Quando a saúde de Glória piorou no ano 2007, a família começou a receber a dezenas de pessoas em sua casa para rezar o Terço e entoar canções religiosas com a menina. Quando aumentou a afluência de pessoas, cinco membros da comunidade abriram seus lares para continuar com as orações.
Glória foi submetida a novas sessões de quimioterapia e inclusive tentaram um transplante de células mãe extraídas de sua própria medula. Ante a dor de sua filha alguns questionaram o seu pai sobre a "qualidade de vida" que levava a menor.
Doug Strauss estava confundido e decidiu perguntar a Glória se ela tinha "qualidade de vida". A menina lhe respondeu: "Sim papai!" e emocionada acrescentou que muitas pessoas estavam começando a rezar por causa da sua enfermidade.
"Ela ensinou a todos a maneira de levar uma cruz. Deu-nos como presente seu próprio compromisso em uma relação constante com Deus através da oração. Ela sempre disse, ‘sim’", recorda Doug.
O testemunho de Glória atraiu a pessoas de todas as religiões. "Todo mundo sabia que somos católicos –não tivemos que professar nossa fé– e queríamos orações de todos", assinalou.
O câncer seguiu avançando e a pequena Glória faleceu em 21 de setembro de 2007. Tinha onze anos.
Mais de três mil pessoas assistiram a seu funeral, a família começou a receber histórias de como o testemunho de sua filha tinha mudado vidas e tem conhecimento de pelo menos dez pessoas que se converteram ao catolicismo por conhecer a história de Glória. Uma família de luteranos que compartilhou um acampamento com a família Strauss decidiu converter-se ao catolicismo antes da morte da menina. Glória soube desta conversão e manifestou sua alegria.
Com a ajuda de um empresário local, a família Strauss iniciou uma organização em memória de sua filha. Chama-se Glória’s angels e se dedica a assistir a famílias que têm algum membro com uma enfermidade grave.
Fonte: Exsurge Domini
Autor: ACI - Digital
Fonte: http://www.miguelmartini.com/release/ver.php?id=171
11/08/09
Testemunho de menina católica ante o câncer gera conversões ao catolicismo nos EUA
ampliar
Seattle, 10 Ago. 09 / 09:02 am (ACI).- A breve vida de uma menina devota católica em Seattle, Washington, permitiu o retorno à Igreja de muitos católicos e a conversão pelo menos dez americanos. O testemunho de fé que deu ao lutar contra um doloroso câncer deu numerosos frutos e inclusive permitiu a fundação de uma organização dedicada a apoiar a famílias com membros doentes.
Glorifica Strauss nasceu em 1996, tinha seis irmãos e levou uma vida completamente normal até cumprir os 7 anos de idade. Era amável, alegre, carinhosa e muito piedosa. Gostava de muito da oração do Terço.
Em uma entrevista à CatholicNewsAgency.com, seu pai Doug Strauss, recordou que no ano 2003 Glória recebeu um acidental golpe de bola no rosto e quando a lesão desapareceu ficou um vulto suspeito.
Os médicos lhe diagnosticaram um câncer avançado conhecido como neuroblastoma e lhe deram entre três meses e três anos de vida. Glória foi submetida a uma cirurgia e recebeu tratamentos de quimioterapia.
Um colunista do Seattle Times se interessou pela história da família e seu primeiro artigo atraiu a muitos leitores. O caso chegou aos meios de todo o país, unindo milhares de pessoas em uma grande cadeia de oração.
Quando a saúde de Glória piorou no ano 2007, a família começou a receber a dezenas de pessoas em sua casa para rezar o Terço e entoar canções religiosas com a menina. Quando aumentou a afluência de pessoas, cinco membros da comunidade abriram seus lares para continuar com as orações.
Glória foi submetida a novas sessões de quimioterapia e inclusive tentaram um transplante de células mãe extraídas de sua própria medula. Ante a dor de sua filha alguns questionaram o seu pai sobre a "qualidade de vida" que levava a menor.
Doug Strauss estava confundido e decidiu perguntar a Glória se ela tinha "qualidade de vida". A menina lhe respondeu: "Sim papai!" e emocionada acrescentou que muitas pessoas estavam começando a rezar por causa da sua enfermidade.
"Ela ensinou a todos a maneira de levar uma cruz. Deu-nos como presente seu próprio compromisso em uma relação constante com Deus através da oração. Ela sempre disse, ‘sim’", recorda Doug.
O testemunho de Glória atraiu a pessoas de todas as religiões. "Todo mundo sabia que somos católicos –não tivemos que professar nossa fé– e queríamos orações de todos", assinalou.
O câncer seguiu avançando e a pequena Glória faleceu em 21 de setembro de 2007. Tinha onze anos.
Mais de três mil pessoas assistiram a seu funeral, a família começou a receber histórias de como o testemunho de sua filha tinha mudado vidas e tem conhecimento de pelo menos dez pessoas que se converteram ao catolicismo por conhecer a história de Glória. Uma família de luteranos que compartilhou um acampamento com a família Strauss decidiu converter-se ao catolicismo antes da morte da menina. Glória soube desta conversão e manifestou sua alegria.
Com a ajuda de um empresário local, a família Strauss iniciou uma organização em memória de sua filha. Chama-se Glória’s angels e se dedica a assistir a famílias que têm algum membro com uma enfermidade grave.
Fonte: Exsurge Domini
Testemunho do Ex-Pastor Gilberto Albuquerque
Testemunho do Ex-Pastor Gilberto Albuquerque
A moeda perdida - Testemunho de conversão de ex-pastor Gilberto Albuquerque
Testemunho gentilmente cedido por Gilberto ao site e blog Exsurge Domini
Se alguém me pergunta-se a que religião pertencia, católico era a resposta, afinal todos que vão uma vez por ano na igreja assim respondem. De repente comecei a me interessar por Deus, assim, de um momento, comecei a participar de missas, de celebrações, passei a ser um fervoroso católico. Comprei minha primeira bíblia, e pela primeira vez comecei a estudar a palavra de Deus. Comecei em Genesis e fui a Apocalipse, sem interrupção. Lia no sofá, no ônibus, no banheiro, nas folgas, no trabalho, e não entendia nada. Ler a bíblia inteira uma vez não resolveu, simples, leio de novo. Agora sim, comecei a entender principalmente que a igreja , os padres e os bispos não cumpriam o que estava na bíblia. Pronto, nasceu mais um protestante.
Após este período, mudei para outra cidade, meu relacionamento com o povo católico era muito frio e distante. Comecei a freqüentar a Igreja Quadrangular, fui bem acolhido, e aquilo que eu entendia ser a religião certa era exatamente o que se praticava na Quadrangular. Como se diz popularmente, entrei com tudo. Meu crescimento foi meteórico. Em um ano já era diácono, professor , fazia parte do conselho, missionário, eu estava em todas. Ingressei na formação para Obreiros Credenciados, esta é a porta para ser um pastor. Nesta fase meu coração católico voltava a se manifestar, com muito custo me formei. Dos 22 alunos, somente eu cheguei a condição de assumir uma igreja como pastor. O coração católico continuava falando. Também a contra gosto acabei assumindo o ministério em uma igreja, onde fiquei por 7 meses. Após este período entreguei a igreja e retornei para a cidade de origem, de onde havia saído. Entrei como pastor auxiliar, e comecei a buscar conhecer o catolicismo.
Busquei saber o porque da igreja católica não praticar os ensinos bíblicos, o porque dos padres e dos bispos e até do papa serem tão errados. Que frustração. Todos estavam certos, eu é que estava errado. A doutrina que eu pregava era a errada, o que eu ensinava era o errado. O erro já era tão claro que eu o via até quando eu saía de casa para ir a igreja protestante. O coração já não falava, ele ria da minha cara.
Certo dia estava conversando com um amigo católico, ele sabendo que estava diante de um pastor evangélico, nossa conversa acabou indo para o campo religioso, senti nele um ar de inferioridade por ser um católico diante de um pastor evangélico. Meu coração voltou a falar e disse : ta vendo, você é o errado e no entanto é o certo que esta envergonhado. Sai dizendo para mim mesmo: chega , acabou.
Busquei o pároco da Igreja , fui acolhido durante uma grande missa, a verdadeira festa, o prodigo esta de volta a casa do pai. Que este testemunho resumido ajude a outros a ouvir o Espírito Santo quando ele usar o teu coração como o instrumento de Deus.
QUE DEUS NOS ABENÇOE
Fonte: Exsurge Domini
A moeda perdida - Testemunho de conversão de ex-pastor Gilberto Albuquerque
Testemunho gentilmente cedido por Gilberto ao site e blog Exsurge Domini
Se alguém me pergunta-se a que religião pertencia, católico era a resposta, afinal todos que vão uma vez por ano na igreja assim respondem. De repente comecei a me interessar por Deus, assim, de um momento, comecei a participar de missas, de celebrações, passei a ser um fervoroso católico. Comprei minha primeira bíblia, e pela primeira vez comecei a estudar a palavra de Deus. Comecei em Genesis e fui a Apocalipse, sem interrupção. Lia no sofá, no ônibus, no banheiro, nas folgas, no trabalho, e não entendia nada. Ler a bíblia inteira uma vez não resolveu, simples, leio de novo. Agora sim, comecei a entender principalmente que a igreja , os padres e os bispos não cumpriam o que estava na bíblia. Pronto, nasceu mais um protestante.
Após este período, mudei para outra cidade, meu relacionamento com o povo católico era muito frio e distante. Comecei a freqüentar a Igreja Quadrangular, fui bem acolhido, e aquilo que eu entendia ser a religião certa era exatamente o que se praticava na Quadrangular. Como se diz popularmente, entrei com tudo. Meu crescimento foi meteórico. Em um ano já era diácono, professor , fazia parte do conselho, missionário, eu estava em todas. Ingressei na formação para Obreiros Credenciados, esta é a porta para ser um pastor. Nesta fase meu coração católico voltava a se manifestar, com muito custo me formei. Dos 22 alunos, somente eu cheguei a condição de assumir uma igreja como pastor. O coração católico continuava falando. Também a contra gosto acabei assumindo o ministério em uma igreja, onde fiquei por 7 meses. Após este período entreguei a igreja e retornei para a cidade de origem, de onde havia saído. Entrei como pastor auxiliar, e comecei a buscar conhecer o catolicismo.
Busquei saber o porque da igreja católica não praticar os ensinos bíblicos, o porque dos padres e dos bispos e até do papa serem tão errados. Que frustração. Todos estavam certos, eu é que estava errado. A doutrina que eu pregava era a errada, o que eu ensinava era o errado. O erro já era tão claro que eu o via até quando eu saía de casa para ir a igreja protestante. O coração já não falava, ele ria da minha cara.
Certo dia estava conversando com um amigo católico, ele sabendo que estava diante de um pastor evangélico, nossa conversa acabou indo para o campo religioso, senti nele um ar de inferioridade por ser um católico diante de um pastor evangélico. Meu coração voltou a falar e disse : ta vendo, você é o errado e no entanto é o certo que esta envergonhado. Sai dizendo para mim mesmo: chega , acabou.
Busquei o pároco da Igreja , fui acolhido durante uma grande missa, a verdadeira festa, o prodigo esta de volta a casa do pai. Que este testemunho resumido ajude a outros a ouvir o Espírito Santo quando ele usar o teu coração como o instrumento de Deus.
QUE DEUS NOS ABENÇOE
Fonte: Exsurge Domini
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Acreditar e converter-se
Acreditar e converter-se
Os israelitas esperavam ansiosamente a vinda do Messias prometido pelos profetas, que lhes restituísse a consolação. Ora, no Evangelho deste domingo, S. Marcos, apresenta Jesus como o encarregado de anunciar aos israelitas, e aos homens de todos os tempos, o Evangelho, ou seja, a «boa notícia» da chegada do Reino que acabaria com esse tempo de espera e proporcionaria imensa alegria àqueles que a ouvissem: «Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».
Será que isso já aconteceu?
Olhando à nossa volta constatamos que o mundo vive em contínuo desassossego. Não existe paz, a justiça não se realiza muitas vezes, os pobres são em maior número, a fome continua a crescer em todo o planeta e a ambicionada alegria não aparece.
Mas, para se poder fazer a experiência desta alegria são exigidas duas condições propostas por Jesus: arrepender-se e acreditar no Evangelho, nessa «boa notícia» trazida por Ele.
O arrependimento ou conversão, implica uma mudança radical do modo de pensar dos homens. Ao converter-se, a sua lógica, regida pelos próprios interesses, começa a seguir o pensamento de Deus e não se coloca a si mesmo como o centro das atenções, mas sim nas necessidades dos irmãos.
Depois desta conversão, é necessário acreditar. Ter fé não consiste em intelectualizar aquilo que Jesus disse, ou simplesmente conhecer o que Ele fez, mas exige uma adesão ousada e absoluta à sua proposta de vida.
Vemos grande parte de nós, os cristãos, sairmos tristes das celebrações. O que nos impede de ter essa explosão de alegria que a «boa notícia» de Jesus trouxe? Talvez o fato de ainda não termos conseguido a coragem suficiente para nos convertermos e acreditarmos no Evangelho e no chamamento do Mestre.
No Evangelho de hoje nos é apresentado o seguimento dos discípulos ao chamamento de Jesus. Tal convocação continua a ser dirigida permanentemente a cada homem para que seja seu discípulo. O nosso batismo foi o início e sinal desse caminho vocacional, que não se destina apenas a padres e freiras, mas a todos os cristãos. O caminho não se apresenta fácil, pois o Senhor exige que seja constante a disposição do discípulo para amar e sacrificar-se pelos irmãos.
Assim como o chamamento dos primeiros discípulos não foi feito enquanto eles rezavam mas no decurso normal das suas ocupações diárias, também a nossa chamada se verifica nas ocasiões mais banais da vida quotidiana. Tomar consciência desse fato é motivo de agradecimento e louvor por tão grande honra alcançada sem mérito algum de nossa parte, mas por dom gratuito de Deus.
Jesus procura os discípulos e convida-os a ficarem com Ele, não para que aprendam uma lição, mas para experimentarem, em Sua companhia, como se doa a própria vida pelos irmãos.
Para ser cristão não basta conhecer as fórmulas do catecismo e apenas recitar orações. É necessário averiguar-se a capacidade de seguir Cristo em todos os momentos: quando nos é exigida paciência, quando devemos ser humildes, quando nos comprometemos a amar um nosso inimigo, quando nos é ordenado deixar o nosso egoísmo para ajudar os demais nesta vida de tão curta duração no tempo.
Pedro, André, Tiago e João responderam logo à chamada, deixando tudo para O seguir. Aos ninivitas, de que nos fala a primeira leitura, foram dados quarenta dias para receberem ou rejeitarem o convite à conversão. Aos seus discípulos, Jesus não concede prazo algum. A resposta tem de ser pronta e materializada em renúncias concretas daquilo que são as realidades terrenas, a que se deve dar o justo valor, como nos adverte S. Paulo na segunda leitura. É por isso que os cristãos devem estar dispostos a aceitar renúncias corajosas por amor dos irmãos, pois esse amor vale mais que todos os bens materiais que são caducos, apenas o amor permanece para sempre.
A todo o discípulo é exigido este desapego total e imediato. Nada o pode impedir de seguir a Cristo. Até os afetos mais sagrados, como o tido pelos familiares, pela profissão, pela garantia econômica e social, ou desejo de não perder os amigos devem ser abandonados se estiverem em confronto com a vida a que Jesus chama.
Fonte: Encontro com o Bispo
Os israelitas esperavam ansiosamente a vinda do Messias prometido pelos profetas, que lhes restituísse a consolação. Ora, no Evangelho deste domingo, S. Marcos, apresenta Jesus como o encarregado de anunciar aos israelitas, e aos homens de todos os tempos, o Evangelho, ou seja, a «boa notícia» da chegada do Reino que acabaria com esse tempo de espera e proporcionaria imensa alegria àqueles que a ouvissem: «Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».
Será que isso já aconteceu?
Olhando à nossa volta constatamos que o mundo vive em contínuo desassossego. Não existe paz, a justiça não se realiza muitas vezes, os pobres são em maior número, a fome continua a crescer em todo o planeta e a ambicionada alegria não aparece.
Mas, para se poder fazer a experiência desta alegria são exigidas duas condições propostas por Jesus: arrepender-se e acreditar no Evangelho, nessa «boa notícia» trazida por Ele.
O arrependimento ou conversão, implica uma mudança radical do modo de pensar dos homens. Ao converter-se, a sua lógica, regida pelos próprios interesses, começa a seguir o pensamento de Deus e não se coloca a si mesmo como o centro das atenções, mas sim nas necessidades dos irmãos.
Depois desta conversão, é necessário acreditar. Ter fé não consiste em intelectualizar aquilo que Jesus disse, ou simplesmente conhecer o que Ele fez, mas exige uma adesão ousada e absoluta à sua proposta de vida.
Vemos grande parte de nós, os cristãos, sairmos tristes das celebrações. O que nos impede de ter essa explosão de alegria que a «boa notícia» de Jesus trouxe? Talvez o fato de ainda não termos conseguido a coragem suficiente para nos convertermos e acreditarmos no Evangelho e no chamamento do Mestre.
No Evangelho de hoje nos é apresentado o seguimento dos discípulos ao chamamento de Jesus. Tal convocação continua a ser dirigida permanentemente a cada homem para que seja seu discípulo. O nosso batismo foi o início e sinal desse caminho vocacional, que não se destina apenas a padres e freiras, mas a todos os cristãos. O caminho não se apresenta fácil, pois o Senhor exige que seja constante a disposição do discípulo para amar e sacrificar-se pelos irmãos.
Assim como o chamamento dos primeiros discípulos não foi feito enquanto eles rezavam mas no decurso normal das suas ocupações diárias, também a nossa chamada se verifica nas ocasiões mais banais da vida quotidiana. Tomar consciência desse fato é motivo de agradecimento e louvor por tão grande honra alcançada sem mérito algum de nossa parte, mas por dom gratuito de Deus.
Jesus procura os discípulos e convida-os a ficarem com Ele, não para que aprendam uma lição, mas para experimentarem, em Sua companhia, como se doa a própria vida pelos irmãos.
Para ser cristão não basta conhecer as fórmulas do catecismo e apenas recitar orações. É necessário averiguar-se a capacidade de seguir Cristo em todos os momentos: quando nos é exigida paciência, quando devemos ser humildes, quando nos comprometemos a amar um nosso inimigo, quando nos é ordenado deixar o nosso egoísmo para ajudar os demais nesta vida de tão curta duração no tempo.
Pedro, André, Tiago e João responderam logo à chamada, deixando tudo para O seguir. Aos ninivitas, de que nos fala a primeira leitura, foram dados quarenta dias para receberem ou rejeitarem o convite à conversão. Aos seus discípulos, Jesus não concede prazo algum. A resposta tem de ser pronta e materializada em renúncias concretas daquilo que são as realidades terrenas, a que se deve dar o justo valor, como nos adverte S. Paulo na segunda leitura. É por isso que os cristãos devem estar dispostos a aceitar renúncias corajosas por amor dos irmãos, pois esse amor vale mais que todos os bens materiais que são caducos, apenas o amor permanece para sempre.
A todo o discípulo é exigido este desapego total e imediato. Nada o pode impedir de seguir a Cristo. Até os afetos mais sagrados, como o tido pelos familiares, pela profissão, pela garantia econômica e social, ou desejo de não perder os amigos devem ser abandonados se estiverem em confronto com a vida a que Jesus chama.
Fonte: Encontro com o Bispo
sábado, 11 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Açougueiro: Te darei tanta carne, quanto pesar a Missa
Açougueiro: Te darei tanta carne, quanto pesar a Missa
Eucaristia: Qual é o seu valor ?
“Então a senhora vai à Missa por mim e quando voltar eu lhe darei tanta carne quanto o valor da Missa”.
Você sabe qual é o valor de uma missa?
Um testemunho baseado em um fato da vida real.
Há muitos anos, na cidade de Luxemburgo, um capitão da guarda florestal se entretinha numa animada conversação com um açougueiro quando uma senhora já idosa entrou no açougue. Ela explicou ao açougueiro que queria um pedaço de carne, porém não tinha o dinheiro para pagá-lo. Enquanto isso, o capitão observava o diálogo entre os dois e achava muito interessante, “um pedaço de carne, mas, quando a senhora vai me pagar?” perguntou o açougueiro. A senhora respondeu, “perdoe-me, não tenho condições, mas irei à Missa pelo senhor e rezarei por suas intenções”.
O açougueiro e o capitão eram boas pessoas porém indiferentes à religião e começaram a zombar da resposta da mulher.
“Está bem” disse o açougueiro, “então a senhora vai à Missa por mim, e quando voltar eu lhe darei tanta carne quanto o valor da Missa”. A mulher foi à Missa e voltou. Quando o açougueiro a viu chegando pegou um pedaço de papel e anotou a frase “ela foi à Missa por ti”, e o colocou num dos pratos da balança, e no outro prato colocou um pequeno osso. De repente o osso se transformou num pedaço de carne. E a balança abaixou para o lado onde estava o pedaço de papel. O papel pesou mais!
Os dois homens começaram a envergonharem-se diante do que viam, porém continuaram. Colocaram um grande pedaço de carne em um dos pratos da balança, mas o papel continuou pesando mais. Entrando em desespero, o açougueiro verificou a balança, mas tudo estava em perfeito estado. “O que é que a senhora quer dona, é necessário que eu lhe dê uma perna inteira do porco?”, perguntou. Enquanto falava, colocou uma perna inteira de carne de porco na balança, mas o papel continuou pesando mais. Depois colocou um pedaço maior ainda no prato, porém o papel continuou pesando mais.
A impressão do açougueiro foi tamanha que ele acabou se convertendo naquele mesmo instante e prometeu à pobre senhora que todos os dias lhe daria carne sem cobrar nada. O capitão deixou o açougue completamente transformado e se converteu num fiel participante da Missa todos os dias. Dois de seus filhos mais tarde se tornaram sacerdotes, um deles jesuíta e o outro Padre do Sagrado Coração. O capitão os educou de acordo com a sua própria experiência de fé. Um dia ordenou a seus filhos: “vocês deverão celebrar a Santa Missa todos os dias corretamente e nunca deverão deixar o sacrifício da Missa por algo pessoal”.
O Padre Stanislau, que foi quem me contou este fato verídico, acabou dizendo-me: “Eu sou o sacerdote do Sagrado Coração, e o capitão era meu pai”.
Fonte: Dicionário da Fé
Eucaristia: Qual é o seu valor ?
“Então a senhora vai à Missa por mim e quando voltar eu lhe darei tanta carne quanto o valor da Missa”.
Você sabe qual é o valor de uma missa?
Um testemunho baseado em um fato da vida real.
Há muitos anos, na cidade de Luxemburgo, um capitão da guarda florestal se entretinha numa animada conversação com um açougueiro quando uma senhora já idosa entrou no açougue. Ela explicou ao açougueiro que queria um pedaço de carne, porém não tinha o dinheiro para pagá-lo. Enquanto isso, o capitão observava o diálogo entre os dois e achava muito interessante, “um pedaço de carne, mas, quando a senhora vai me pagar?” perguntou o açougueiro. A senhora respondeu, “perdoe-me, não tenho condições, mas irei à Missa pelo senhor e rezarei por suas intenções”.
O açougueiro e o capitão eram boas pessoas porém indiferentes à religião e começaram a zombar da resposta da mulher.
“Está bem” disse o açougueiro, “então a senhora vai à Missa por mim, e quando voltar eu lhe darei tanta carne quanto o valor da Missa”. A mulher foi à Missa e voltou. Quando o açougueiro a viu chegando pegou um pedaço de papel e anotou a frase “ela foi à Missa por ti”, e o colocou num dos pratos da balança, e no outro prato colocou um pequeno osso. De repente o osso se transformou num pedaço de carne. E a balança abaixou para o lado onde estava o pedaço de papel. O papel pesou mais!
Os dois homens começaram a envergonharem-se diante do que viam, porém continuaram. Colocaram um grande pedaço de carne em um dos pratos da balança, mas o papel continuou pesando mais. Entrando em desespero, o açougueiro verificou a balança, mas tudo estava em perfeito estado. “O que é que a senhora quer dona, é necessário que eu lhe dê uma perna inteira do porco?”, perguntou. Enquanto falava, colocou uma perna inteira de carne de porco na balança, mas o papel continuou pesando mais. Depois colocou um pedaço maior ainda no prato, porém o papel continuou pesando mais.
A impressão do açougueiro foi tamanha que ele acabou se convertendo naquele mesmo instante e prometeu à pobre senhora que todos os dias lhe daria carne sem cobrar nada. O capitão deixou o açougue completamente transformado e se converteu num fiel participante da Missa todos os dias. Dois de seus filhos mais tarde se tornaram sacerdotes, um deles jesuíta e o outro Padre do Sagrado Coração. O capitão os educou de acordo com a sua própria experiência de fé. Um dia ordenou a seus filhos: “vocês deverão celebrar a Santa Missa todos os dias corretamente e nunca deverão deixar o sacrifício da Missa por algo pessoal”.
O Padre Stanislau, que foi quem me contou este fato verídico, acabou dizendo-me: “Eu sou o sacerdote do Sagrado Coração, e o capitão era meu pai”.
Fonte: Dicionário da Fé
Ir. Themis: Cura e conversão
Ir. Themis: Cura e conversão
Desde criança fui membro da igreja Presbiteriana e era muito feliz. Trabalhava como superintendente em uma escola dominical e tinha um único filho de meu casamento, que não foi bem sucedido. Meu esposo era doente mental e logo no primeiro ano de casamento precisou afastar-se. Aos quatorze anos, meu filho começou a ficar doente: tratava-se de uma anemia que não sarava, até que o médico descobriu que não era anemia o que ele tinha, mas uma leucemia que estava muito adiantada e que não tinha mais cura.
Nesse tempo eu tinha onze crianças carentes em casa e achava que isso já era uma obra bastante grande. Não imaginava que muitas outras coisas ainda aconteceriam. Então comecei o tratamento do meu filho com o Dr. Simbra Neli, um cientista muito importante no Brasil. O meu filho tinha tumores pelo corpo todo, inclusive no olho e no ouvido direito e não enxergava nem ouvia mais.
Quando chegamos perto da Páscoa ele disse: "Mãe, eu queria que você fosse ao colégio em que estudo - eu lecionava nesse colégio pela manhã; no fundo do quintal tem uma gruta e tem uma imagem que eu não sei de quem é, mas os meninos católicos acendem velas perto dessa imagem para passar de ano e a imagem está muito suja". Eu pintava pequenas peças de gesso durante a noite para dar conta do sustento das onze crianças e do tratamento dele. Então ele continuou: "Você pega aquela imagem e pinta para eu deixar de lembrança para o colégio".
Naquele momento eu senti emoções muito contraditórias, porque o meu filho estava morrendo e eu não podia negar-lhe nada, mas pintar uma imagem era realmente muito desagradável para mim, sendo protestante, de princípios muito bem plantados. Mas fui buscar a imagem.
Era uma imagem grande, tinha mais de 80 cm, tinha as mãos abertas e estava muito suja. Eu a peguei pela cabeça e pus embaixo do braço; a diretora disse: "Ah! Themis, você não pode levar a Nossa Senhora das Graças debaixo do braço!". Então fiquei sabendo que era uma imagem de Nossa Senhora das Graças. Para mim, pouca diferença fazia, eu queria mais que a imagem caísse e quebrasse. Cheguei em casa, pus a imagem em cima da mesa e comecei a limpá-la.
Meia-noite eu devia dar remédio para o meu filho. Ele tinha uma febre que subia muito e caía de repente. Então, de duas em duas horas eu tinha que lhe dar remédio, de dia e de noite. Quando o toquei percebi que estava queimando de febre. Ele olhou para a imagem em cima da mesa e disse: "Puxa, como essa imagem está linda!" E eu pensei que estivesse delirando por causa da febre, porque era um menino criado na igreja Presbiteriana, que nunca tinha entrado numa Igreja Católica.
E continuou: "Vou fazer um voto para Nossa Senhora". Eu senti todo o meu ser se revoltar porque protestantes não fazem votos. Mas o fato é que meu filho fez o seguinte voto: "Pelo tempo em que viver, seja muito ou pouco, quero que a minha vida sirva a Deus e quero ter uma imagem igual a essa em casa para eu me lembrar disso". Ele voltou a dormir, porque quando tomava o remédio a febre baixava e ele dormia de novo. Foi então que entrei num grande conflito de fé, porque não poderia ser fiel à minha fé e deixar que meu filho fizesse um voto a Nossa Senhora, e muito menos ter uma imagem dela em casa, se eu era a primeira a fazer grandes palestras sobre a inutilidade de se olhar para Nossa Senhora.
Comecei então a caminhar pela casa, muito nervosa, até que chegou duas horas da manhã e fui dar o remédio para o meu filho; mas, quando pus a mão nele, de novo, tomei um susto: pensei que estava morrendo, porque a temperatura estava normal e tinham sumido todos os tumores do corpo, até o tumor do olho e do ouvido. Ele abriu os olhos, enxergou bem e disse: "Estou ouvindo, não sinto dor, estou curado". E sem dúvida nenhuma, lá no céu Nossa Senhora deve ter feito naquela noite por mim como fez nas bodas de Caná. Deve ter dito para Jesus: "Jesus, o vinho da vida dessa mulher ignorante acabou e ela não sabe pedir". E Jesus derramou o vinho da vida.
Então eu peguei o meu filho, sem entender nada, e levei-o de volta para o médico. Ele fez todos os exames e ao final me chamou numa sala com os seus assessores e disse: "Você tem que me dizer que remédio deu para ele, porque esse menino estava morto quando saiu daqui". Eu disse: "Eu dei o seu remédio. A única coisa diferente foi que meu filho fez um voto a Nossa Senhora e quis que rezássemos uma Ave-Maria, mas eu não sei a Ave-Maria, por isso rezamos um Pai-Nosso". O médico deu uma grande risada e falou: "A reza não tem nada a ver com isso".
Logo depois fui à minha igreja. Eu tinha um cargo muito importante, eu deveria dar satisfações do meu cargo ao pastor e ao conselho da Igreja, então fui e disse: "Eu quero ficar na igreja Presbiteriana porque gosto muito daqui. Não quero sair, faço um bom trabalho, mas tenho um pedido: no domingo quero pegar o microfone e dizer para os nossos irmãos protestantes que Maria Santíssima quer e pode interceder por nós. Ela não só faz isso porque não pedimos ela. Ela é mãe dos católicos, é mãe dos evangélicos, é mãe dos espíritas, é mãe dos ateus. Maria Santíssima é a mãe de Jesus e Ele quis, na última hora da sua vida, dividir sua mãe com todos nós. Acontece que alguns filhos têm os corações mais duros e ingratos e passam por ela sem perceber. E isso fazemos nós os evangélicos. Mas eu quero dizer para eles no domingo que nós devemos voltar para nossa Mãe do Céu". Eles não concordaram que eu dissesse isso e me falaram: "Você vai para casa e fica lá dois ou três meses, lê a Bíblia novamente e depois a gente esquece tudo isso". Aceitei, porque de fato eu precisava de um tempo.
Fui, portanto, para casa, li a Bíblia de novo e, naquela mesma Bíblia onde eu já havia decorado grandes trechos, encontrei e entendi a Eucaristia. No Evangelho de São João Jesus dizia para mim: "O meu corpo é verdadeira comida, o meu sangue é verdadeira bebida, quem come da minha carne e bebe do meu sangue viverá para sempre. Eu fiquei muito mais apaixonada por Jesus. Foi então que fui correndo para a Igreja e disse aos meus irmãos do conselho: "Eu quero ficar na igreja Evangélica, não quero sair, mas agora em vez de um problema nós temos dois, porque eu quero ficar com Maria Santíssima e com a Eucaristia. Eu quero colocar um sacrário na nossa igreja e que nós aprendamos alguma coisa sobre o Cristo maravilhoso que é vida, que vem fazer parte do meu corpo, do meu sangue, da minha alma, da minha humanidade e vem me transformar em verdadeiro sacrário. Posso carregá-lo no meio dos outros homens". Evidentemente eles não aceitaram, porque se aceitassem converter-se-iam todos ao catolicismo.
Nós nos retiramos da igreja Presbiteriana, fomos batizados na Igreja Católica, fizemos a Primeira Comunhão, eu, meu filho e as onze crianças que moravam comigo. O colégio nos deu de presente aquela imagem que eu havia pintado. O meu filho esteve num seminário onde fez até o segundo ano de Teologia, mas depois, de acordo com o bispo, voltou para casa. Hoje é casado, tem três filhos e me ajuda na casa, dirigindo o carro, levando as crianças para todo lugar.
Atualmente temos um orfanato com trezentas crianças. A partir do momento em que eu consagrei a casa a Nossa Senhora, deixei-me levar de fato por Jesus e pedi ao bispo para colocar um sacrário dentro de casa, fazendo com que Jesus passasse a viver com a gente, aquelas onze crianças se transformaram em trezentas. Graças a Deus! Agora estamos aumentando o trabalho, estendendo o orfanato para um asilo de sessenta velhinhos desabrigados.
Fonte: Site Agnus Dei - retirado de Dicionário da Fé
Desde criança fui membro da igreja Presbiteriana e era muito feliz. Trabalhava como superintendente em uma escola dominical e tinha um único filho de meu casamento, que não foi bem sucedido. Meu esposo era doente mental e logo no primeiro ano de casamento precisou afastar-se. Aos quatorze anos, meu filho começou a ficar doente: tratava-se de uma anemia que não sarava, até que o médico descobriu que não era anemia o que ele tinha, mas uma leucemia que estava muito adiantada e que não tinha mais cura.
Nesse tempo eu tinha onze crianças carentes em casa e achava que isso já era uma obra bastante grande. Não imaginava que muitas outras coisas ainda aconteceriam. Então comecei o tratamento do meu filho com o Dr. Simbra Neli, um cientista muito importante no Brasil. O meu filho tinha tumores pelo corpo todo, inclusive no olho e no ouvido direito e não enxergava nem ouvia mais.
Quando chegamos perto da Páscoa ele disse: "Mãe, eu queria que você fosse ao colégio em que estudo - eu lecionava nesse colégio pela manhã; no fundo do quintal tem uma gruta e tem uma imagem que eu não sei de quem é, mas os meninos católicos acendem velas perto dessa imagem para passar de ano e a imagem está muito suja". Eu pintava pequenas peças de gesso durante a noite para dar conta do sustento das onze crianças e do tratamento dele. Então ele continuou: "Você pega aquela imagem e pinta para eu deixar de lembrança para o colégio".
Naquele momento eu senti emoções muito contraditórias, porque o meu filho estava morrendo e eu não podia negar-lhe nada, mas pintar uma imagem era realmente muito desagradável para mim, sendo protestante, de princípios muito bem plantados. Mas fui buscar a imagem.
Era uma imagem grande, tinha mais de 80 cm, tinha as mãos abertas e estava muito suja. Eu a peguei pela cabeça e pus embaixo do braço; a diretora disse: "Ah! Themis, você não pode levar a Nossa Senhora das Graças debaixo do braço!". Então fiquei sabendo que era uma imagem de Nossa Senhora das Graças. Para mim, pouca diferença fazia, eu queria mais que a imagem caísse e quebrasse. Cheguei em casa, pus a imagem em cima da mesa e comecei a limpá-la.
Meia-noite eu devia dar remédio para o meu filho. Ele tinha uma febre que subia muito e caía de repente. Então, de duas em duas horas eu tinha que lhe dar remédio, de dia e de noite. Quando o toquei percebi que estava queimando de febre. Ele olhou para a imagem em cima da mesa e disse: "Puxa, como essa imagem está linda!" E eu pensei que estivesse delirando por causa da febre, porque era um menino criado na igreja Presbiteriana, que nunca tinha entrado numa Igreja Católica.
E continuou: "Vou fazer um voto para Nossa Senhora". Eu senti todo o meu ser se revoltar porque protestantes não fazem votos. Mas o fato é que meu filho fez o seguinte voto: "Pelo tempo em que viver, seja muito ou pouco, quero que a minha vida sirva a Deus e quero ter uma imagem igual a essa em casa para eu me lembrar disso". Ele voltou a dormir, porque quando tomava o remédio a febre baixava e ele dormia de novo. Foi então que entrei num grande conflito de fé, porque não poderia ser fiel à minha fé e deixar que meu filho fizesse um voto a Nossa Senhora, e muito menos ter uma imagem dela em casa, se eu era a primeira a fazer grandes palestras sobre a inutilidade de se olhar para Nossa Senhora.
Comecei então a caminhar pela casa, muito nervosa, até que chegou duas horas da manhã e fui dar o remédio para o meu filho; mas, quando pus a mão nele, de novo, tomei um susto: pensei que estava morrendo, porque a temperatura estava normal e tinham sumido todos os tumores do corpo, até o tumor do olho e do ouvido. Ele abriu os olhos, enxergou bem e disse: "Estou ouvindo, não sinto dor, estou curado". E sem dúvida nenhuma, lá no céu Nossa Senhora deve ter feito naquela noite por mim como fez nas bodas de Caná. Deve ter dito para Jesus: "Jesus, o vinho da vida dessa mulher ignorante acabou e ela não sabe pedir". E Jesus derramou o vinho da vida.
Então eu peguei o meu filho, sem entender nada, e levei-o de volta para o médico. Ele fez todos os exames e ao final me chamou numa sala com os seus assessores e disse: "Você tem que me dizer que remédio deu para ele, porque esse menino estava morto quando saiu daqui". Eu disse: "Eu dei o seu remédio. A única coisa diferente foi que meu filho fez um voto a Nossa Senhora e quis que rezássemos uma Ave-Maria, mas eu não sei a Ave-Maria, por isso rezamos um Pai-Nosso". O médico deu uma grande risada e falou: "A reza não tem nada a ver com isso".
Logo depois fui à minha igreja. Eu tinha um cargo muito importante, eu deveria dar satisfações do meu cargo ao pastor e ao conselho da Igreja, então fui e disse: "Eu quero ficar na igreja Presbiteriana porque gosto muito daqui. Não quero sair, faço um bom trabalho, mas tenho um pedido: no domingo quero pegar o microfone e dizer para os nossos irmãos protestantes que Maria Santíssima quer e pode interceder por nós. Ela não só faz isso porque não pedimos ela. Ela é mãe dos católicos, é mãe dos evangélicos, é mãe dos espíritas, é mãe dos ateus. Maria Santíssima é a mãe de Jesus e Ele quis, na última hora da sua vida, dividir sua mãe com todos nós. Acontece que alguns filhos têm os corações mais duros e ingratos e passam por ela sem perceber. E isso fazemos nós os evangélicos. Mas eu quero dizer para eles no domingo que nós devemos voltar para nossa Mãe do Céu". Eles não concordaram que eu dissesse isso e me falaram: "Você vai para casa e fica lá dois ou três meses, lê a Bíblia novamente e depois a gente esquece tudo isso". Aceitei, porque de fato eu precisava de um tempo.
Fui, portanto, para casa, li a Bíblia de novo e, naquela mesma Bíblia onde eu já havia decorado grandes trechos, encontrei e entendi a Eucaristia. No Evangelho de São João Jesus dizia para mim: "O meu corpo é verdadeira comida, o meu sangue é verdadeira bebida, quem come da minha carne e bebe do meu sangue viverá para sempre. Eu fiquei muito mais apaixonada por Jesus. Foi então que fui correndo para a Igreja e disse aos meus irmãos do conselho: "Eu quero ficar na igreja Evangélica, não quero sair, mas agora em vez de um problema nós temos dois, porque eu quero ficar com Maria Santíssima e com a Eucaristia. Eu quero colocar um sacrário na nossa igreja e que nós aprendamos alguma coisa sobre o Cristo maravilhoso que é vida, que vem fazer parte do meu corpo, do meu sangue, da minha alma, da minha humanidade e vem me transformar em verdadeiro sacrário. Posso carregá-lo no meio dos outros homens". Evidentemente eles não aceitaram, porque se aceitassem converter-se-iam todos ao catolicismo.
Nós nos retiramos da igreja Presbiteriana, fomos batizados na Igreja Católica, fizemos a Primeira Comunhão, eu, meu filho e as onze crianças que moravam comigo. O colégio nos deu de presente aquela imagem que eu havia pintado. O meu filho esteve num seminário onde fez até o segundo ano de Teologia, mas depois, de acordo com o bispo, voltou para casa. Hoje é casado, tem três filhos e me ajuda na casa, dirigindo o carro, levando as crianças para todo lugar.
Atualmente temos um orfanato com trezentas crianças. A partir do momento em que eu consagrei a casa a Nossa Senhora, deixei-me levar de fato por Jesus e pedi ao bispo para colocar um sacrário dentro de casa, fazendo com que Jesus passasse a viver com a gente, aquelas onze crianças se transformaram em trezentas. Graças a Deus! Agora estamos aumentando o trabalho, estendendo o orfanato para um asilo de sessenta velhinhos desabrigados.
Fonte: Site Agnus Dei - retirado de Dicionário da Fé
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Deus nos chama
Deus nos chama
II Tm. 1,6-9
Que a paz de Jesus e todo o amor de Maria esteja em seu coração.
A você irmão que esta lendo este texto, desejo que, em nome de Jesus você, seja reavivado no Espírito Santo.
Neste mês de agosto em que, temos a graça de celebrar em nossa igreja o mês das vocações, quero dizer a você que sua vida é preciosa para Deus e para tantos irmãos que precisam do seu sim e do seu comprometimento, com o reino de Deus, pois Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de força e moderação (II Tm. 1,6-9), e este mesmo espírito quer te encorajar a viver fazendo em tudo a vontade de Deus.
Talvez temos sido covardes diante das coisas de Deus porque o mundo hoje me seu liberalismo nos ensina a sermos covardes e a fugir dos planos de Deus, mostrando para nós outros planos, e aonde vamos deixando-nos levar e quando nos damos conta percebemos que a nossa vida não tem mais sentido, que buscamos nos preencher com tantas coisas e no fundo estamos vazios. Irmãos, quero que você reconheça a presença de Deus em sua vida, acredite no poder e na força do Espírito Santo de Deus que esta em você, você não foi criado para ser um covarde mas sim para ser de Deus, e quem aceita ser de Deus, não é covarde, mas sim corajoso, não te envergonhes de testemunhar Jesus Cristo e de mostrar que você é cristão, que você é uma pessoa diferente e que segue Jesus.
“Deus nos salvou e nos chamou com uma vocação santa” (II Tm. 1,6-9), Deus em sua misericórdia nos chamou a vida, e esta vida precisa ser vivida de uma forma santa, e esta santidade consiste na vivencia do plano de Deus em nosso dia-a-dia. Deus nos chama a viver seu plano de amor e nossa vida só vai ter sentido quando responder-mos com nossa vida a este plano. Convido você, não importa o estado de vida em que você se encontra hoje, diga sim a Deus, diga sim a este plano de amor que o Senhor tem para você, e não tenha medo de doar sua vida pelo reino e pelo próximo, talvez a sua vida esteja vazia e sem sentido, mas é porque você ainda não disse sim a Deus. Faça essa experiência e vera que tudo tem sentido. Não se deixe levar pela covardia que o mundo oferece mas seja corajoso e aceite a vontade de Deus em sua vida, saia do lugar, tome consciência de que Deus quer precisar de você. Pare de olhar somente para suas vontades, seus caprichos, seus prazeres, pois o Senhor esta contigo. Seja fiel a Ele, sua vida é preciosa para Deus e para tantos irmãos.
Não podemos mais ter medo de sofrer pelo evangelho, vamos olhar para Jesus e reconhecer tudo o que ele fez por nós. Doe sua vida para Deus, invista no céu, seja qual for a sua idade, ou estado de vida, entregue-se ao Senhor e comprometa-se com o reino de Deus e com tantas almas que precisam ser salvas.
Que a exemplo de Maria Santíssima possamos dizer: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo tua palavra (Lc 1,38)
“Viver a vocação é viver o amor que gera Vida Nova”
Célia Marcia Torres
Comunidade Vida Nova
Fonte: Comunidade Shalom
II Tm. 1,6-9
Que a paz de Jesus e todo o amor de Maria esteja em seu coração.
A você irmão que esta lendo este texto, desejo que, em nome de Jesus você, seja reavivado no Espírito Santo.
Neste mês de agosto em que, temos a graça de celebrar em nossa igreja o mês das vocações, quero dizer a você que sua vida é preciosa para Deus e para tantos irmãos que precisam do seu sim e do seu comprometimento, com o reino de Deus, pois Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de força e moderação (II Tm. 1,6-9), e este mesmo espírito quer te encorajar a viver fazendo em tudo a vontade de Deus.
Talvez temos sido covardes diante das coisas de Deus porque o mundo hoje me seu liberalismo nos ensina a sermos covardes e a fugir dos planos de Deus, mostrando para nós outros planos, e aonde vamos deixando-nos levar e quando nos damos conta percebemos que a nossa vida não tem mais sentido, que buscamos nos preencher com tantas coisas e no fundo estamos vazios. Irmãos, quero que você reconheça a presença de Deus em sua vida, acredite no poder e na força do Espírito Santo de Deus que esta em você, você não foi criado para ser um covarde mas sim para ser de Deus, e quem aceita ser de Deus, não é covarde, mas sim corajoso, não te envergonhes de testemunhar Jesus Cristo e de mostrar que você é cristão, que você é uma pessoa diferente e que segue Jesus.
“Deus nos salvou e nos chamou com uma vocação santa” (II Tm. 1,6-9), Deus em sua misericórdia nos chamou a vida, e esta vida precisa ser vivida de uma forma santa, e esta santidade consiste na vivencia do plano de Deus em nosso dia-a-dia. Deus nos chama a viver seu plano de amor e nossa vida só vai ter sentido quando responder-mos com nossa vida a este plano. Convido você, não importa o estado de vida em que você se encontra hoje, diga sim a Deus, diga sim a este plano de amor que o Senhor tem para você, e não tenha medo de doar sua vida pelo reino e pelo próximo, talvez a sua vida esteja vazia e sem sentido, mas é porque você ainda não disse sim a Deus. Faça essa experiência e vera que tudo tem sentido. Não se deixe levar pela covardia que o mundo oferece mas seja corajoso e aceite a vontade de Deus em sua vida, saia do lugar, tome consciência de que Deus quer precisar de você. Pare de olhar somente para suas vontades, seus caprichos, seus prazeres, pois o Senhor esta contigo. Seja fiel a Ele, sua vida é preciosa para Deus e para tantos irmãos.
Não podemos mais ter medo de sofrer pelo evangelho, vamos olhar para Jesus e reconhecer tudo o que ele fez por nós. Doe sua vida para Deus, invista no céu, seja qual for a sua idade, ou estado de vida, entregue-se ao Senhor e comprometa-se com o reino de Deus e com tantas almas que precisam ser salvas.
Que a exemplo de Maria Santíssima possamos dizer: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo tua palavra (Lc 1,38)
“Viver a vocação é viver o amor que gera Vida Nova”
Célia Marcia Torres
Comunidade Vida Nova
Fonte: Comunidade Shalom
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
O Reino de Deus está aí. Convertei-vos
O Reino de Deus está aí. Convertei-vos
O Batismo de Jesus por João Batista é o ato inaugural do seu ministério. Em outras palavras, poderíamos dizer que é a Epifania histórica de Jesus. Atraido pela mensagem de João Batista, Jesus abandona a sua vida em Nazaré da Galileia, procura o batismo de João na região do além Jordão e começa a formar o grupo de seus discípulos para iniciar seu ministério.
João Batista anunciava a conversão à prática da justiça como caminho para remover o pecado do mundo. Com seu convite ao batismo e à conversão, atraiu discípulos, no grupo dos quais se inseriu Jesus.
Após a prisão de João, Jesus decide levar o seu anúncio da conversão ao Reino de Deus à Galileia. Jesus inova no sentido se que, em vez de aguardar a afluência de pessoas na região desértica e à margem do Jordão, decide dirigir-se, com discípulos, às regiões povoadas do norte.
Os evangelhos sinóticos são completados com o evangelho de João (evangelista) na caracterização dos primeiros discípulos reunidos em torno de Jesus. Nos sinóticos, as narrativas do chamado de Jesus se caracterizam pelo esquema: Jesus passa e chama, o discípulo deixa tudo e o segue. Esta é uma forma literária de apresentar todo um processo de relações de conhecimento e amizade entre Jesus e o discípulo e a adesão final. No evangelho de João, é destacado que Jesus chama seus primeiros discípulos em um convívio com os discípulos de João Batista.
O que caracteriza a formação dos discípulos é a conversão. A Boa Nova do Reino que está próximo, perto de nós, é a revelação de uma nova realidade. A conversão é o processo de mudança e a construção dessa nova realidade. O mundo nos oferece uma realidade ainda não totalmente humanizada. Ocorrem até absurdos de violência e desumanidade maciças, causadas pela ambição do dinheiro e do poder e pela guerra. Contudo, este não passa de um mundo frágil.
A conversão se faz a partir do olhar para Jesus e deixar-se contagiar pelo seu amor misericordioso e por suas palavras. Assim, vamos nos libertando das ideologias de sucesso, riqueza e poder, para incorporarmos valores de comunhão com o próximo, na mansidão e no carinho, construindo um mundo novo possível, na justiça e na fraternidade.
***
Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)
Fonte: Cleofás
O Batismo de Jesus por João Batista é o ato inaugural do seu ministério. Em outras palavras, poderíamos dizer que é a Epifania histórica de Jesus. Atraido pela mensagem de João Batista, Jesus abandona a sua vida em Nazaré da Galileia, procura o batismo de João na região do além Jordão e começa a formar o grupo de seus discípulos para iniciar seu ministério.
João Batista anunciava a conversão à prática da justiça como caminho para remover o pecado do mundo. Com seu convite ao batismo e à conversão, atraiu discípulos, no grupo dos quais se inseriu Jesus.
Após a prisão de João, Jesus decide levar o seu anúncio da conversão ao Reino de Deus à Galileia. Jesus inova no sentido se que, em vez de aguardar a afluência de pessoas na região desértica e à margem do Jordão, decide dirigir-se, com discípulos, às regiões povoadas do norte.
Os evangelhos sinóticos são completados com o evangelho de João (evangelista) na caracterização dos primeiros discípulos reunidos em torno de Jesus. Nos sinóticos, as narrativas do chamado de Jesus se caracterizam pelo esquema: Jesus passa e chama, o discípulo deixa tudo e o segue. Esta é uma forma literária de apresentar todo um processo de relações de conhecimento e amizade entre Jesus e o discípulo e a adesão final. No evangelho de João, é destacado que Jesus chama seus primeiros discípulos em um convívio com os discípulos de João Batista.
O que caracteriza a formação dos discípulos é a conversão. A Boa Nova do Reino que está próximo, perto de nós, é a revelação de uma nova realidade. A conversão é o processo de mudança e a construção dessa nova realidade. O mundo nos oferece uma realidade ainda não totalmente humanizada. Ocorrem até absurdos de violência e desumanidade maciças, causadas pela ambição do dinheiro e do poder e pela guerra. Contudo, este não passa de um mundo frágil.
A conversão se faz a partir do olhar para Jesus e deixar-se contagiar pelo seu amor misericordioso e por suas palavras. Assim, vamos nos libertando das ideologias de sucesso, riqueza e poder, para incorporarmos valores de comunhão com o próximo, na mansidão e no carinho, construindo um mundo novo possível, na justiça e na fraternidade.
***
Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)
Fonte: Cleofás
A conversão do hebreu Ratisbonne: obra sobrenatural que vai além das ciências humanas
A conversão do hebreu Ratisbonne: obra sobrenatural que vai além das ciências humanas
Um dos fenômenos mais específicos da vida religiosa é o da conversão interior, espiritual, que para ser autêntica e sincera só pode acontecer pela graça de Deus.
É precisamente por causa disto que a conversão religiosa não é suscetível de uma explicação das ciências físicas. Os tentativos de dar uma explicação por vias psicológicas que deliberadamente abstraem do fator divino jamais produziram algo convincente ou concludente.
Tal vez a conversão do hebreu banqueiro Afonso Ratisbonne seja uma das mais rumorosas dos últimos séculos. Seu caso é digno de especial análise pois foi acompanhado muito de perto por várias pessoas qualificadas para descrevé-la.
É para compreender essa ação de Deus nas almas que reproduzimos a continuação a longa descrição desse caso histórico, tirada do blog "Luzes de Esperança".
Um jovem judeu, de uma família de banqueiros de Estrasburgo, de notável projeção social pelas riquezas e pelo parentesco com os banqueiros Rothschild, pelo meio-dia do dia 20 de janeiro de 1842, caminhava despreocupado, na aparência, por uma rua do centro histórico de Roma.
Seu nome era Afonso Ratisbonne.
Seu irmão mais velho, Teodoro, em 1827 converteu-se ao catolicismo e se fez sacerdote, rompendo com a família. As esperanças dos Ratisbonne se concentraram então em Afonso, nascido em 1814.
Ele completara o curso de Direito e pensava em casar com uma jovem judia. Contava 27 anos e, antes de casar, fez uma viagem pela Itália e pelo Oriente.
Afonso era judeu de religião, embora não praticante, e nutria pela Igreja Católica entranhado ódio, sobretudo pelo ressentimento da família por causa da conversão do primogênito. Ele dizia que se algum dia mudasse de religião far-se-ia protestante, jamais católico.
Em Roma, visitou por curiosidade cultural algumas igrejas católicas, e saiu mais consolidado em seu anticatolicismo.
Encontrou também um antigo colega seu, de nome Gustavo de Bussières. Gustavo era protestante e tentava convencer Afonso de suas convicções religiosas, porém sem sucesso.
Na casa de Gustavo, Afonso conheceu um irmão deste, o Barão Teodoro de Bussières, havia pouco convertido ao catolicismo e amigo íntimo do Pe. Teodoro Ratisbonne. Tudo isso o tornava sumamente detestável aos olhos de Afonso.
Na véspera de sua partida da Cidade Eterna, Afonso foi deixar um cartão de visitas na casa do Barão, como ardil de despedida e assim evitar um encontro.
Porém, o criado italiano do Barão não entendeu o francês e o fez entrar no salão. Na conversa, o Barão procurou atraí-lo para a Fé católica. Conseguiu apenas, e com muita dificuldade, que Afonso Ratisbonne aceitasse uma Medalha Milagrosa e prometesse copiar o “Lembrai-Vos”, bela oração a Nossa Senhora.
O judeu não cabia em si de raiva, pela ousadia das iniciativas do Barão, mas resolveu tomar tudo com civilidade. Ele pensava escrever um livro com o relato da viagem onde o Barão seria um personagem singular.
A 18 de janeiro, faleceu em Roma um amigo íntimo do Barão de Bussières, o Conde de La Ferronays, ex-embaixador da França junto à Santa Sé e homem de grande virtude e piedade.
Na véspera da morte, La Ferronays conversou com Bussières sobre Ratisbonne e rezou cem vezes o “Lembrai-Vos” por sua conversão, a pedido de Bussières.
Esses eram os antecedentes em volta de Afonso Ratisbonne naquele dia 20 de janeiro.
Mas, eis que na rua encontra o Barão de Bussières que estava indo para a Igreja de Sant'Andrea delle Fratte para combinar as exéquias do falecido conde de La Ferronays.
Ratisbonne decidiu acompanhá-lo, mas de mau humor, criticando violentamente a Igreja e zombando das coisas católicas.
Na igreja, o Barão entrou brevemente na sacristia para tratar do assunto das exéquias.
Afonso ficou percorrendo uma das naves laterais, impedido que estava de passar para o outro lado da igreja, pelos preparativos em curso para as exéquias do Conde na nave central.
E eis o que aconteceu segundo o diário do próprio Barão Teodoro de Bussières:
Quinta-feira, 20 de janeiro de 1842:
Ratisbonne não deu sequer um passo rumo à verdade, sua vontade permanece como sempre, ele não deixa de ridiculizar tudo e parece se importar somente das coisas terrenas. Perto do meio-dia ele entrou em um café na Piazza di Spagna para ler os jornais.
Lá ele encontrou o meu cunhado, Edmund Humann, eles conversaram sobre as notícias do dia, com uma irreverência e uma facilidade que excluía qualquer preocupação séria.
Parece que a Providência queria dispor as coisas de modo a excluir até a possibilidade de dúvida quanto ao estado de espírito de Ratisbonne pouco antes de a graça inesperada de sua conversão.
Cerca de meio-dia e meia, saindo do café, ele encontrou seu amigo de escola, o barão A. de Lotzbeck e começou a conversar com ele sobre os assuntos mais frívolos.
Ele falou da dança, do prazer, da esplêndida festa dada pelo príncipe T. Em verdade, se alguém tivesse dito a ele naquele momento: dentro de duas horas você vai ser católico, ele certamente o teria julgado louco.
Por volta de uma hora. Eu tinha de combinar algumas coisas na igreja de S. Andrea delle Fratte para a cerimônia fúnebre do dia seguinte. Mas encontrei Ratisbonne descendo pela Via Condotti.
Ele aceitou vir comigo, iria me aguardar alguns minutos e, em seguida, iríamos passear juntos. Entramos na igreja. Ratisbonne percebeu os preparativos para um funeral, e perguntou para quem seria feito.
“Para um amigo que acabo de perder, e que eu amava muito, M. de Laferronnays”, respondi.
Ele então começou a andar pela nave e seu olhar frio e indiferente parecia dizer: “Esta é certamente uma igreja muito feia.” Deixei-o do lado da epístola na igreja, à direita de um pequeno compartimento destinado a receber o caixão, e fui para o mosteiro.
Quando voltei para a igreja, de início não achei Ratisbonne. Mas logo o vi ajoelhado em frente ao altar lateral de São Miguel Arcanjo. Fui até ele, toquei-lhe três ou quatro vezes sem que ele percebesse minha presença. Finalmente, ele se virou para mim, o rosto banhado em lágrimas, com as mãos juntas, e me disse com uma expressão que nenhuma palavra vai render: “Oh, como este senhor [M. de Laferronnays] orou por mim!”
Fiquei petrificado de espanto, naquele momento senti aquilo que as pessoas sentem na presença de um milagre. Eu levantei Ratisbonne, acompanhei-o, ou melhor, quase o levei para fora da igreja, e perguntei-lhe qual era o problema, e onde ele queria ir.
“Leva-me onde quiserdes”, respondeu ele, “depois que eu vi, eu obedeço”.
Insisti para que me explicasse o que queria dizer, mas não conseguia por causa de uma emoção forte demais. Ele tirou de seu peito a Medalha Milagrosa, e a cobriu de beijos e lágrimas. Eu tentei trazê-lo de volta para si, e não obstante as minhas insistentes perguntas, não recebia dele senão exclamações interrompidas por soluços:
“Oh, como eu sou feliz! Oh, como é bom o Senhor! Que plenitude de graça e felicidade! Como é lamentável o lote daqueles que não sabem!” Então ele começou a chorar ao pensar em hereges e descrentes.
Finalmente, ele se perguntou se não estava louco. “Mas não”, acrescentou ele, “eu estou em meu perfeito juízo. Meu Deus, meu Deus, eu não estou louco, não. Todo mundo sabe que eu não sou louco!”
Quando a delirante agitação foi se acalmando, com um olhar sereno e eu diria quase transfigurado, Ratisbonne estendeu seus braços em volta de mim e me abraçou, me pediu para levá-lo a um confessor; queria saber quando ele poderia receber o Santo Batismo sem o qual ele não podia viver, suspirava de felicidade pelos mártires, cujos tormentos ele tinha visto retratados nas paredes da igreja de S. Stefano Rotondo.
Ele me disse que não poderia dar explicação alguma sem a permissão de um padre, “porque aquilo que eu tenho a dizer”, acrescentou, “é algo que não posso dizer nem devo dizer senão de joelhos”.
Levei-o imediatamente à igreja do Gesù para ver o Pe. Villefort, que he pediu para se explicar. Então Ratisbonne, estendeu a medalha, beijou-a, mostrou-nos, e exclamou: “Eu a vi, eu a vi!”
E a emoção voltou a embargá-lo. Mas logo ele recuperou a calma e se exprimiu nestes termos:
Eu passei um breve tempo na igreja, quando de repente eu senti uma agitação de espírito indescritível. Ergui os olhos: diante de mim o prédio todo tinha desaparecido, só tinha uma capela, por assim dizer, onde se concentrou toda a luz. E no meio desse esplendor apareceu para mim em pé sobre o altar, grande, cheio de majestade e de doçura, a Virgem Maria, tal como ela é representada na minha Medalha.
Uma força irresistível me atraiu para ela. A Virgem me fez sinal com a mão que deveria ajoelhar e, em seguida, ela parecia dizer: assim esta bem! Ela não falou uma palavra, mas eu entendi tudo.
Ratisbonne fez esta breve narração parando com freqüência como para tomar fôlego e reprimir a emoção que tomava conta dele. Ouvimos com uma reverência sagrada, misturada com alegria e gratidão, maravilhados com a profundidade das vias do Senhor e os tesouros inefáveis de Sua misericórdia.
Uma frase nos impressionou mais do que as outras pela profundidade do mistério: “Ela não falou uma palavra, mas eu entendi tudo”.
Aliás, agora basta ouvir a Ratisbonne. A fé católica emana de seu coração como um perfume precioso do vaso que a contém, mas não pode confiná-la. Ele falou da Presença Real como um homem que acreditava que com toda a energia de seu ser, mas a expressão é muito fraca, ele falava como aquele que teve uma percepção direta.
Ao deixar o Padre Villefort, fomos dar graças a Deus, em primeiro lugar em Santa Maria Maggiore, nossa cara basílica da Santíssima Virgem, e depois na de São Pedro.
É impossível transmitir uma idéia do transporte de Ratisbonne quando esteve nessas igrejas.
“Ah”, dizia ele, apertando minhas mãos, “agora eu entendo o amor dos católicos por suas igrejas, e a devoção que os leva a embelezá-las e adorná-las! Como é bom estar aqui! Querer-se-ia nunca deixá-las! Aqui não estamos mais na terra, é o vestíbulo do céu ...”
Diante do altar do Santíssimo Sacramento, a Presença Real de Jesus o impressionava de tal maneira que ele ficaria quase fora de si se não fosse afastado logo e levado para longe. Ficava aterrorizado pela idéia de comparecer perante o Deus vivo maculado como estava pelo pecado original. Apressou-se a se refugiar na capela da Virgem.
‒ “Aqui”, ele me disse: “não posso ter medo. Sinto-me sob a proteção de uma misericórdia ilimitada”.
Ele rezou com grande fervor diante do túmulo dos santos Apóstolos. A história da conversão de Paulo, que eu lhe narrei, o fez derramar lágrimas abundantes.
Ele ficou admirado pelo poderoso afeto, aliás póstumo, para usar sua própria expressão, que o unia a M. de Laferronnays, e pretendia passar a noite ao lado de seus restos mortais, pois, dizia ele, este era seu dever imposto pela gratidão. Mas o padre Villefort, vendo que ele estava exausto de fadiga, contrariando este desejo piedoso, aconselhou-o prudentemente a não permanecer além das 22 horas.
Em seguida, Ratisbonne nos disse que na noite anterior não havia sido capaz de dormir, que ele tinha sempre diante dos olhos uma grande cruz, de uma forma peculiar, sem a imagem de Cristo que ficava constantemente diante dele.
‒ “Eu fiz”, disse ele, “esforços incríveis para afastar essa visão, mas todos foram infrutíferos”.
Algumas horas depois, observando casualmente o reverso da Medalha Milagrosa, ele reconheceu a mesma Cruz!
Enquanto isso, eu estava muito impaciente querendo voltar a ver a família Laferronnays. Eu levava notícias consoladoras para eles no momento em que se despediam dos restos venerados daquele que eles choravam.
Entrei na câmara mortuária em um estado de agitação, quase se poderia dizer de alegria, que chamou a atenção de todos os presentes porque compreenderam que eu tinha algo gravemente importante para comunicar. Todos eles me acompanharam até uma sala adjacente, e eu às pressas relatei o acontecimento.
Eu tinha trazido boas novas do Céu. As lágrimas de dor em um momento foram transformadas em lágrimas de gratidão. Aqueles pobres corações aflitos podiam agora suportar com perfeita resignação cristã o mais cruel dos sacrifícios que cobra a morte, o último adeus aos restos daquele que eles tinham amado...
Mas eu estava ansioso para voltar a ver o filho que o Céu tinha acabado de me dar. Ele me implorou para não deixá-lo sozinho porque precisava de um amigo em cujo coração derramar as profundas emoções daquele dia.
Perguntei-lhe uma e outra vez as circunstâncias da visão milagrosa. Ele próprio não sabia explicar como ele passou do lado direito da igreja para a capela que está à esquerda, sendo que entre a capela e o local onde estava se encontravam os preparativos para o serviço fúnebre.
Tudo o que ele sabia era que se viu de repente de joelhos, prostrado diante desse altar.
De início, ele pôde ver claramente a Rainha do Céu em todo o esplendor de sua beleza imaculada, mas seu olhar não conseguiu suportar o brilho daquela luz divina.
Três vezes ele tentou olhar mais uma vez a Mãe de Misericórdia, e três vezes só foi capaz de elevar seus olhos até suas mãos abençoadas, a partir das quais brotava uma torrente de graças em forma de feixes luminosos.
‒ “Ó meu Deus”, exclamou ele, “mas eu, que meia hora antes estava blasfemando ainda! Eu, que sentia um ódio tão violento contra a religião católica!... Mas todos os que me conhecem sabem muito bem que, humanamente falando, eu tinha os mais soberbos motivos para continuar a ser um judeu... Minha família é judaica, minha noiva é judia, meu tio é um judeu... Ao me tornar católico, eu rompo com todos os interesses e todas as esperanças que tenho na terra e, entretanto, eu não sou louco, vê-se claramente que eu não sou louco, que eu nunca fui louco! Portanto, devem acreditar em meu testemunho”.
(Fonte: Theodore de Bussières, “La conversione di Alfonso Maria Ratisbonne”, Ed. Amicizia Cristiana, 2008, Chieti, 63 p., páginas 18-25.)
Fonte: Ciência Confirma a Igreja
Um dos fenômenos mais específicos da vida religiosa é o da conversão interior, espiritual, que para ser autêntica e sincera só pode acontecer pela graça de Deus.
É precisamente por causa disto que a conversão religiosa não é suscetível de uma explicação das ciências físicas. Os tentativos de dar uma explicação por vias psicológicas que deliberadamente abstraem do fator divino jamais produziram algo convincente ou concludente.
Tal vez a conversão do hebreu banqueiro Afonso Ratisbonne seja uma das mais rumorosas dos últimos séculos. Seu caso é digno de especial análise pois foi acompanhado muito de perto por várias pessoas qualificadas para descrevé-la.
É para compreender essa ação de Deus nas almas que reproduzimos a continuação a longa descrição desse caso histórico, tirada do blog "Luzes de Esperança".
Um jovem judeu, de uma família de banqueiros de Estrasburgo, de notável projeção social pelas riquezas e pelo parentesco com os banqueiros Rothschild, pelo meio-dia do dia 20 de janeiro de 1842, caminhava despreocupado, na aparência, por uma rua do centro histórico de Roma.
Seu nome era Afonso Ratisbonne.
Seu irmão mais velho, Teodoro, em 1827 converteu-se ao catolicismo e se fez sacerdote, rompendo com a família. As esperanças dos Ratisbonne se concentraram então em Afonso, nascido em 1814.
Ele completara o curso de Direito e pensava em casar com uma jovem judia. Contava 27 anos e, antes de casar, fez uma viagem pela Itália e pelo Oriente.
Afonso era judeu de religião, embora não praticante, e nutria pela Igreja Católica entranhado ódio, sobretudo pelo ressentimento da família por causa da conversão do primogênito. Ele dizia que se algum dia mudasse de religião far-se-ia protestante, jamais católico.
Em Roma, visitou por curiosidade cultural algumas igrejas católicas, e saiu mais consolidado em seu anticatolicismo.
Encontrou também um antigo colega seu, de nome Gustavo de Bussières. Gustavo era protestante e tentava convencer Afonso de suas convicções religiosas, porém sem sucesso.
Na casa de Gustavo, Afonso conheceu um irmão deste, o Barão Teodoro de Bussières, havia pouco convertido ao catolicismo e amigo íntimo do Pe. Teodoro Ratisbonne. Tudo isso o tornava sumamente detestável aos olhos de Afonso.
Na véspera de sua partida da Cidade Eterna, Afonso foi deixar um cartão de visitas na casa do Barão, como ardil de despedida e assim evitar um encontro.
Porém, o criado italiano do Barão não entendeu o francês e o fez entrar no salão. Na conversa, o Barão procurou atraí-lo para a Fé católica. Conseguiu apenas, e com muita dificuldade, que Afonso Ratisbonne aceitasse uma Medalha Milagrosa e prometesse copiar o “Lembrai-Vos”, bela oração a Nossa Senhora.
O judeu não cabia em si de raiva, pela ousadia das iniciativas do Barão, mas resolveu tomar tudo com civilidade. Ele pensava escrever um livro com o relato da viagem onde o Barão seria um personagem singular.
A 18 de janeiro, faleceu em Roma um amigo íntimo do Barão de Bussières, o Conde de La Ferronays, ex-embaixador da França junto à Santa Sé e homem de grande virtude e piedade.
Na véspera da morte, La Ferronays conversou com Bussières sobre Ratisbonne e rezou cem vezes o “Lembrai-Vos” por sua conversão, a pedido de Bussières.
Esses eram os antecedentes em volta de Afonso Ratisbonne naquele dia 20 de janeiro.
Mas, eis que na rua encontra o Barão de Bussières que estava indo para a Igreja de Sant'Andrea delle Fratte para combinar as exéquias do falecido conde de La Ferronays.
Ratisbonne decidiu acompanhá-lo, mas de mau humor, criticando violentamente a Igreja e zombando das coisas católicas.
Na igreja, o Barão entrou brevemente na sacristia para tratar do assunto das exéquias.
Afonso ficou percorrendo uma das naves laterais, impedido que estava de passar para o outro lado da igreja, pelos preparativos em curso para as exéquias do Conde na nave central.
E eis o que aconteceu segundo o diário do próprio Barão Teodoro de Bussières:
Quinta-feira, 20 de janeiro de 1842:
Ratisbonne não deu sequer um passo rumo à verdade, sua vontade permanece como sempre, ele não deixa de ridiculizar tudo e parece se importar somente das coisas terrenas. Perto do meio-dia ele entrou em um café na Piazza di Spagna para ler os jornais.
Lá ele encontrou o meu cunhado, Edmund Humann, eles conversaram sobre as notícias do dia, com uma irreverência e uma facilidade que excluía qualquer preocupação séria.
Parece que a Providência queria dispor as coisas de modo a excluir até a possibilidade de dúvida quanto ao estado de espírito de Ratisbonne pouco antes de a graça inesperada de sua conversão.
Cerca de meio-dia e meia, saindo do café, ele encontrou seu amigo de escola, o barão A. de Lotzbeck e começou a conversar com ele sobre os assuntos mais frívolos.
Ele falou da dança, do prazer, da esplêndida festa dada pelo príncipe T. Em verdade, se alguém tivesse dito a ele naquele momento: dentro de duas horas você vai ser católico, ele certamente o teria julgado louco.
Por volta de uma hora. Eu tinha de combinar algumas coisas na igreja de S. Andrea delle Fratte para a cerimônia fúnebre do dia seguinte. Mas encontrei Ratisbonne descendo pela Via Condotti.
Ele aceitou vir comigo, iria me aguardar alguns minutos e, em seguida, iríamos passear juntos. Entramos na igreja. Ratisbonne percebeu os preparativos para um funeral, e perguntou para quem seria feito.
“Para um amigo que acabo de perder, e que eu amava muito, M. de Laferronnays”, respondi.
Ele então começou a andar pela nave e seu olhar frio e indiferente parecia dizer: “Esta é certamente uma igreja muito feia.” Deixei-o do lado da epístola na igreja, à direita de um pequeno compartimento destinado a receber o caixão, e fui para o mosteiro.
Quando voltei para a igreja, de início não achei Ratisbonne. Mas logo o vi ajoelhado em frente ao altar lateral de São Miguel Arcanjo. Fui até ele, toquei-lhe três ou quatro vezes sem que ele percebesse minha presença. Finalmente, ele se virou para mim, o rosto banhado em lágrimas, com as mãos juntas, e me disse com uma expressão que nenhuma palavra vai render: “Oh, como este senhor [M. de Laferronnays] orou por mim!”
Fiquei petrificado de espanto, naquele momento senti aquilo que as pessoas sentem na presença de um milagre. Eu levantei Ratisbonne, acompanhei-o, ou melhor, quase o levei para fora da igreja, e perguntei-lhe qual era o problema, e onde ele queria ir.
“Leva-me onde quiserdes”, respondeu ele, “depois que eu vi, eu obedeço”.
Insisti para que me explicasse o que queria dizer, mas não conseguia por causa de uma emoção forte demais. Ele tirou de seu peito a Medalha Milagrosa, e a cobriu de beijos e lágrimas. Eu tentei trazê-lo de volta para si, e não obstante as minhas insistentes perguntas, não recebia dele senão exclamações interrompidas por soluços:
“Oh, como eu sou feliz! Oh, como é bom o Senhor! Que plenitude de graça e felicidade! Como é lamentável o lote daqueles que não sabem!” Então ele começou a chorar ao pensar em hereges e descrentes.
Finalmente, ele se perguntou se não estava louco. “Mas não”, acrescentou ele, “eu estou em meu perfeito juízo. Meu Deus, meu Deus, eu não estou louco, não. Todo mundo sabe que eu não sou louco!”
Quando a delirante agitação foi se acalmando, com um olhar sereno e eu diria quase transfigurado, Ratisbonne estendeu seus braços em volta de mim e me abraçou, me pediu para levá-lo a um confessor; queria saber quando ele poderia receber o Santo Batismo sem o qual ele não podia viver, suspirava de felicidade pelos mártires, cujos tormentos ele tinha visto retratados nas paredes da igreja de S. Stefano Rotondo.
Ele me disse que não poderia dar explicação alguma sem a permissão de um padre, “porque aquilo que eu tenho a dizer”, acrescentou, “é algo que não posso dizer nem devo dizer senão de joelhos”.
Levei-o imediatamente à igreja do Gesù para ver o Pe. Villefort, que he pediu para se explicar. Então Ratisbonne, estendeu a medalha, beijou-a, mostrou-nos, e exclamou: “Eu a vi, eu a vi!”
E a emoção voltou a embargá-lo. Mas logo ele recuperou a calma e se exprimiu nestes termos:
Eu passei um breve tempo na igreja, quando de repente eu senti uma agitação de espírito indescritível. Ergui os olhos: diante de mim o prédio todo tinha desaparecido, só tinha uma capela, por assim dizer, onde se concentrou toda a luz. E no meio desse esplendor apareceu para mim em pé sobre o altar, grande, cheio de majestade e de doçura, a Virgem Maria, tal como ela é representada na minha Medalha.
Uma força irresistível me atraiu para ela. A Virgem me fez sinal com a mão que deveria ajoelhar e, em seguida, ela parecia dizer: assim esta bem! Ela não falou uma palavra, mas eu entendi tudo.
Ratisbonne fez esta breve narração parando com freqüência como para tomar fôlego e reprimir a emoção que tomava conta dele. Ouvimos com uma reverência sagrada, misturada com alegria e gratidão, maravilhados com a profundidade das vias do Senhor e os tesouros inefáveis de Sua misericórdia.
Uma frase nos impressionou mais do que as outras pela profundidade do mistério: “Ela não falou uma palavra, mas eu entendi tudo”.
Aliás, agora basta ouvir a Ratisbonne. A fé católica emana de seu coração como um perfume precioso do vaso que a contém, mas não pode confiná-la. Ele falou da Presença Real como um homem que acreditava que com toda a energia de seu ser, mas a expressão é muito fraca, ele falava como aquele que teve uma percepção direta.
Ao deixar o Padre Villefort, fomos dar graças a Deus, em primeiro lugar em Santa Maria Maggiore, nossa cara basílica da Santíssima Virgem, e depois na de São Pedro.
É impossível transmitir uma idéia do transporte de Ratisbonne quando esteve nessas igrejas.
“Ah”, dizia ele, apertando minhas mãos, “agora eu entendo o amor dos católicos por suas igrejas, e a devoção que os leva a embelezá-las e adorná-las! Como é bom estar aqui! Querer-se-ia nunca deixá-las! Aqui não estamos mais na terra, é o vestíbulo do céu ...”
Diante do altar do Santíssimo Sacramento, a Presença Real de Jesus o impressionava de tal maneira que ele ficaria quase fora de si se não fosse afastado logo e levado para longe. Ficava aterrorizado pela idéia de comparecer perante o Deus vivo maculado como estava pelo pecado original. Apressou-se a se refugiar na capela da Virgem.
‒ “Aqui”, ele me disse: “não posso ter medo. Sinto-me sob a proteção de uma misericórdia ilimitada”.
Ele rezou com grande fervor diante do túmulo dos santos Apóstolos. A história da conversão de Paulo, que eu lhe narrei, o fez derramar lágrimas abundantes.
Ele ficou admirado pelo poderoso afeto, aliás póstumo, para usar sua própria expressão, que o unia a M. de Laferronnays, e pretendia passar a noite ao lado de seus restos mortais, pois, dizia ele, este era seu dever imposto pela gratidão. Mas o padre Villefort, vendo que ele estava exausto de fadiga, contrariando este desejo piedoso, aconselhou-o prudentemente a não permanecer além das 22 horas.
Em seguida, Ratisbonne nos disse que na noite anterior não havia sido capaz de dormir, que ele tinha sempre diante dos olhos uma grande cruz, de uma forma peculiar, sem a imagem de Cristo que ficava constantemente diante dele.
‒ “Eu fiz”, disse ele, “esforços incríveis para afastar essa visão, mas todos foram infrutíferos”.
Algumas horas depois, observando casualmente o reverso da Medalha Milagrosa, ele reconheceu a mesma Cruz!
Enquanto isso, eu estava muito impaciente querendo voltar a ver a família Laferronnays. Eu levava notícias consoladoras para eles no momento em que se despediam dos restos venerados daquele que eles choravam.
Entrei na câmara mortuária em um estado de agitação, quase se poderia dizer de alegria, que chamou a atenção de todos os presentes porque compreenderam que eu tinha algo gravemente importante para comunicar. Todos eles me acompanharam até uma sala adjacente, e eu às pressas relatei o acontecimento.
Eu tinha trazido boas novas do Céu. As lágrimas de dor em um momento foram transformadas em lágrimas de gratidão. Aqueles pobres corações aflitos podiam agora suportar com perfeita resignação cristã o mais cruel dos sacrifícios que cobra a morte, o último adeus aos restos daquele que eles tinham amado...
Mas eu estava ansioso para voltar a ver o filho que o Céu tinha acabado de me dar. Ele me implorou para não deixá-lo sozinho porque precisava de um amigo em cujo coração derramar as profundas emoções daquele dia.
Perguntei-lhe uma e outra vez as circunstâncias da visão milagrosa. Ele próprio não sabia explicar como ele passou do lado direito da igreja para a capela que está à esquerda, sendo que entre a capela e o local onde estava se encontravam os preparativos para o serviço fúnebre.
Tudo o que ele sabia era que se viu de repente de joelhos, prostrado diante desse altar.
De início, ele pôde ver claramente a Rainha do Céu em todo o esplendor de sua beleza imaculada, mas seu olhar não conseguiu suportar o brilho daquela luz divina.
Três vezes ele tentou olhar mais uma vez a Mãe de Misericórdia, e três vezes só foi capaz de elevar seus olhos até suas mãos abençoadas, a partir das quais brotava uma torrente de graças em forma de feixes luminosos.
‒ “Ó meu Deus”, exclamou ele, “mas eu, que meia hora antes estava blasfemando ainda! Eu, que sentia um ódio tão violento contra a religião católica!... Mas todos os que me conhecem sabem muito bem que, humanamente falando, eu tinha os mais soberbos motivos para continuar a ser um judeu... Minha família é judaica, minha noiva é judia, meu tio é um judeu... Ao me tornar católico, eu rompo com todos os interesses e todas as esperanças que tenho na terra e, entretanto, eu não sou louco, vê-se claramente que eu não sou louco, que eu nunca fui louco! Portanto, devem acreditar em meu testemunho”.
(Fonte: Theodore de Bussières, “La conversione di Alfonso Maria Ratisbonne”, Ed. Amicizia Cristiana, 2008, Chieti, 63 p., páginas 18-25.)
Fonte: Ciência Confirma a Igreja
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
A conversão é fonte de alegria
A conversão é fonte de alegria
Salmo 32(31)
Feliz aquele cuja ofensa é absolvida,
cujo pecado é coberto.
Feliz o homem a quem Javé
Não aponta nenhum delito.
Enquanto me calei,
Os meus ossos consumiam-se,
Rugindo durante todo o dia,
Porque dia e noite a tua mão
Pesava sobre mim.
O meu coração
Tornou-se como feixe de palha
Em pleno calor de Verão.
Confessei-Te o meu pecado,
não Te encobri o meu delito.
Eu disse: «Vou ter com Javé
E confessar a minha culpa!»
E Tu absolveste o meu delito,
Perdoaste o meu pecado.
Por isso, que todo o fiel Te suplique
No tempo de angústia:
Se as águas caudalosas transbordarem,
Jamais te atingirão.
Tu és o meu refúgio,
Tu me libertas da angústia
E me envolves com cantos de libertação.
Vou instruir-te e indicar o caminho a seguir.
Com os olhos sobre ti,
Eu serei o teu conselheiro.
Não sejas como o cavalo ou o jumento,
Que não compreende
Nem rédea nem freio:
Deve-se avançar para os domar
Sem que se aproximem de ti.
Os injustos sofrem muitos tormentos,
Mas o amor envolve
Quem confia em Javé.
Alegrai-vos em Javé, ó justos, e exultai.
Gritai de alegria, todos os de coração reto.
Fonte: Catequisar
Salmo 32(31)
Feliz aquele cuja ofensa é absolvida,
cujo pecado é coberto.
Feliz o homem a quem Javé
Não aponta nenhum delito.
Enquanto me calei,
Os meus ossos consumiam-se,
Rugindo durante todo o dia,
Porque dia e noite a tua mão
Pesava sobre mim.
O meu coração
Tornou-se como feixe de palha
Em pleno calor de Verão.
Confessei-Te o meu pecado,
não Te encobri o meu delito.
Eu disse: «Vou ter com Javé
E confessar a minha culpa!»
E Tu absolveste o meu delito,
Perdoaste o meu pecado.
Por isso, que todo o fiel Te suplique
No tempo de angústia:
Se as águas caudalosas transbordarem,
Jamais te atingirão.
Tu és o meu refúgio,
Tu me libertas da angústia
E me envolves com cantos de libertação.
Vou instruir-te e indicar o caminho a seguir.
Com os olhos sobre ti,
Eu serei o teu conselheiro.
Não sejas como o cavalo ou o jumento,
Que não compreende
Nem rédea nem freio:
Deve-se avançar para os domar
Sem que se aproximem de ti.
Os injustos sofrem muitos tormentos,
Mas o amor envolve
Quem confia em Javé.
Alegrai-vos em Javé, ó justos, e exultai.
Gritai de alegria, todos os de coração reto.
Fonte: Catequisar
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
O inacabado que há em mim
O inacabado que há em mim
Quem não se ama não sabe amar ninguém
Eu me experimento inacabado. Da obra, o rascunho. Do gesto, o que não termina. Sou como o rio em processo de vir a ser. A confluência de outras águas e o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas. Também recebo afluentes e com eles me transformo.
O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber. O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.
Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nessa hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.
Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil. Melhor mesmo é continuar na esperança de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão. Eu sou inacabado. Preciso continuar.
Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim.
Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas.
Quem sou eu? Eu, visto pelo outro, nem sempre sou eu mesmo... Quem sou eu? Eu vivo para saber. Interessante descoberta que passa o tempo todo pela experiência de ser e estar no mundo. Eu sou e me descubro ainda mais no que faço. Faço e me descubro ainda mais no que sou. Partes que se complementam.
O interessante é que a matriz de tudo é o "ser". É nele que a vida brota como fonte original. O ser confuso, precário, esboço imperfeito de uma perfeição querida, desejada, amada.
De vez em quando, eu me vejo no que os outros dizem e acham sobre mim. Uma manchete de jornal, um comentário na internet ou até mesmo um e-mail que chega com o poder de confidenciar impressões. É interessante. Tudo é mecanismo de descoberta. Para afirmar o que sou, mas também para confirmar o que não sou.
Há coisas que leio sobre mim que iluminam ainda mais as minhas opções, sobretudo quando dizem o absolutamente contrário do que sei sobre mim mesmo. Reduções simplistas, frases apressadas que são próprias dos dias em que vivemos.
O mundo e suas complexidades. As pessoas e suas necessidades de notícias, fatos novos, pessoas que se prestam a ocupar os espaços vazios, metáforas de almas que não buscam transcendências, mas que se aprisionam na imanência tortuosa do cotidiano. Tudo é vida a nos provocar reações.
Eu reajo. Fico feliz com o carinho que recebo, vozes ocultas que não publico, e faço das afrontas um ponto de recomeço. É neste equilíbrio que vou desvelando o que sou e o que ainda devo ser, pela força do aprimoramento.
Eu, visto pelo outro, nem sempre sou eu mesmo. Ou porque sou projetado melhor do que sou ou porque projetado pior. Não quero nenhum dos dois. Eu sei quem eu sou. Os outros me imaginam. Inevitável destino de ser humano, de estabelecer vínculos, cruzar olhares, estender as mãos, encurtar distâncias.
Somos vítimas, mas também vitimamos. Não estamos fora dos preconceitos do mundo. Costumamos habitar a indesejada guarita de onde vigiamos a vida. Protegidos, lançamos nossos olhos curiosos sobre os que se aproximam, sobre os que se destacam, e instintivamente preparamos reações, opiniões. O desafio é não apontar as armas, mas permitir que a aproximação nos permita uma visão aprimorada. No aparente inimigo pode estar um amigo em potencial. Regra simples, mas aprendizado duro.
Mas ninguém nos prometeu que seria fácil. Quem quiser fazer diferença na história da humanidade terá que ser purificado nesse processo. Sigamos juntos. Mesmo que não nos conheçamos. Sigamos, mas sem imaginar muito o que o outro é. A realidade ainda é base sólida do ser.
Eu tomo posse daquilo que sou. Quem não se ama não sabe amar ninguém. Ser pessoa é, antes de tudo, ter consciência: "Eu sei quem sou eu. Tenho diante de mim minhas dificuldades, mas eu me aceito!" Conversão é tomar posse daquilo que se é. Por isso, Deus não pode trabalhar com uma pessoa mascarada, que não se aceita.
Não existe cristão se ele não se aceitar do jeito que é. Você é o que é, e a sua conversão passará por aquilo que você é!
Jesus quando viu Maria Madalena fez com que ela voltasse a ver aquilo que ela era, não uma prostituta, mas uma filha de Deus projetada por Ele; não aquilo que a sociedade criou.
Nós caímos muito nos artifícios que nos são apresentados. Nossa vida se ilumina por novidades e gostamos muito do estético. E seguimos aquilo que é diferença, não somos fãs da disciplina. Corremos atrás de coisas e duas semanas depois vemos que realmente aquilo não era tão bom como parecia.
Por que os artistas não permanecem muito tempo casados? É por causa disso. Querem respostas rápidas, românticas, buscam o brilho eterno e acabam desanimando. Então, o outro começa a decidir por nós e ficamos perdidos. Muitas pessoas, ora dão um testemunho de que acreditam em Deus, ora, passado um tempo depois, já dizem acreditar em Buda, depois em Maomé, e mais tarde na energia [cósmica]... Não ficam presas a nada.
Cuidado para não seguir somente as vaidades. Somos vaidosos, mas não podemos ser levados pela vaidade. Não invente um personagem, seja aquilo que você é. Seja autêntico, assim você provoca autenticidade nas pessoas a seu redor. Procure ser aquilo que Deus o fez. Se você está correndo atrás de porcaria cuidado para não acabar deixando de ser aquilo que Deus fez de você.
Deus acontece plenamente no nosso coração quando nós nos permitimos ser aquilo que somos. A nossa divindade só acontece na participação.
Não seja aquilo que dizem que você é. Parece estranho, mas não podemos dar aquilo que não temos. Se você não descobrir que você é sagrado, você não vai perceber a sacralidade que o outro é!
Quem não se ama não sabe amar ninguém. É uma pessoa ausente de si mesma. Os amores estragados que passaram minaram aquilo que ela era. Há pessoas que vemos que não têm amor-próprio; mas nós não temos o direito de perder esse amor.
Tome posse do que você é para depois dar-se ao outro.
Padre Fábio de Melo
Padre Fábio de Melo é professor no curso de teologia, cantor, compositor, escritor e apresentador do programa "Direção espiritual" na TV Canção Nova.
09/01/2012 - 08h30
Fonte: Canção Nova
Quem não se ama não sabe amar ninguém
Eu me experimento inacabado. Da obra, o rascunho. Do gesto, o que não termina. Sou como o rio em processo de vir a ser. A confluência de outras águas e o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas. Também recebo afluentes e com eles me transformo.
O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber. O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.
Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nessa hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.
Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil. Melhor mesmo é continuar na esperança de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão. Eu sou inacabado. Preciso continuar.
Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim.
Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas.
Quem sou eu? Eu, visto pelo outro, nem sempre sou eu mesmo... Quem sou eu? Eu vivo para saber. Interessante descoberta que passa o tempo todo pela experiência de ser e estar no mundo. Eu sou e me descubro ainda mais no que faço. Faço e me descubro ainda mais no que sou. Partes que se complementam.
O interessante é que a matriz de tudo é o "ser". É nele que a vida brota como fonte original. O ser confuso, precário, esboço imperfeito de uma perfeição querida, desejada, amada.
De vez em quando, eu me vejo no que os outros dizem e acham sobre mim. Uma manchete de jornal, um comentário na internet ou até mesmo um e-mail que chega com o poder de confidenciar impressões. É interessante. Tudo é mecanismo de descoberta. Para afirmar o que sou, mas também para confirmar o que não sou.
Há coisas que leio sobre mim que iluminam ainda mais as minhas opções, sobretudo quando dizem o absolutamente contrário do que sei sobre mim mesmo. Reduções simplistas, frases apressadas que são próprias dos dias em que vivemos.
O mundo e suas complexidades. As pessoas e suas necessidades de notícias, fatos novos, pessoas que se prestam a ocupar os espaços vazios, metáforas de almas que não buscam transcendências, mas que se aprisionam na imanência tortuosa do cotidiano. Tudo é vida a nos provocar reações.
Eu reajo. Fico feliz com o carinho que recebo, vozes ocultas que não publico, e faço das afrontas um ponto de recomeço. É neste equilíbrio que vou desvelando o que sou e o que ainda devo ser, pela força do aprimoramento.
Eu, visto pelo outro, nem sempre sou eu mesmo. Ou porque sou projetado melhor do que sou ou porque projetado pior. Não quero nenhum dos dois. Eu sei quem eu sou. Os outros me imaginam. Inevitável destino de ser humano, de estabelecer vínculos, cruzar olhares, estender as mãos, encurtar distâncias.
Somos vítimas, mas também vitimamos. Não estamos fora dos preconceitos do mundo. Costumamos habitar a indesejada guarita de onde vigiamos a vida. Protegidos, lançamos nossos olhos curiosos sobre os que se aproximam, sobre os que se destacam, e instintivamente preparamos reações, opiniões. O desafio é não apontar as armas, mas permitir que a aproximação nos permita uma visão aprimorada. No aparente inimigo pode estar um amigo em potencial. Regra simples, mas aprendizado duro.
Mas ninguém nos prometeu que seria fácil. Quem quiser fazer diferença na história da humanidade terá que ser purificado nesse processo. Sigamos juntos. Mesmo que não nos conheçamos. Sigamos, mas sem imaginar muito o que o outro é. A realidade ainda é base sólida do ser.
Eu tomo posse daquilo que sou. Quem não se ama não sabe amar ninguém. Ser pessoa é, antes de tudo, ter consciência: "Eu sei quem sou eu. Tenho diante de mim minhas dificuldades, mas eu me aceito!" Conversão é tomar posse daquilo que se é. Por isso, Deus não pode trabalhar com uma pessoa mascarada, que não se aceita.
Não existe cristão se ele não se aceitar do jeito que é. Você é o que é, e a sua conversão passará por aquilo que você é!
Jesus quando viu Maria Madalena fez com que ela voltasse a ver aquilo que ela era, não uma prostituta, mas uma filha de Deus projetada por Ele; não aquilo que a sociedade criou.
Nós caímos muito nos artifícios que nos são apresentados. Nossa vida se ilumina por novidades e gostamos muito do estético. E seguimos aquilo que é diferença, não somos fãs da disciplina. Corremos atrás de coisas e duas semanas depois vemos que realmente aquilo não era tão bom como parecia.
Por que os artistas não permanecem muito tempo casados? É por causa disso. Querem respostas rápidas, românticas, buscam o brilho eterno e acabam desanimando. Então, o outro começa a decidir por nós e ficamos perdidos. Muitas pessoas, ora dão um testemunho de que acreditam em Deus, ora, passado um tempo depois, já dizem acreditar em Buda, depois em Maomé, e mais tarde na energia [cósmica]... Não ficam presas a nada.
Cuidado para não seguir somente as vaidades. Somos vaidosos, mas não podemos ser levados pela vaidade. Não invente um personagem, seja aquilo que você é. Seja autêntico, assim você provoca autenticidade nas pessoas a seu redor. Procure ser aquilo que Deus o fez. Se você está correndo atrás de porcaria cuidado para não acabar deixando de ser aquilo que Deus fez de você.
Deus acontece plenamente no nosso coração quando nós nos permitimos ser aquilo que somos. A nossa divindade só acontece na participação.
Não seja aquilo que dizem que você é. Parece estranho, mas não podemos dar aquilo que não temos. Se você não descobrir que você é sagrado, você não vai perceber a sacralidade que o outro é!
Quem não se ama não sabe amar ninguém. É uma pessoa ausente de si mesma. Os amores estragados que passaram minaram aquilo que ela era. Há pessoas que vemos que não têm amor-próprio; mas nós não temos o direito de perder esse amor.
Tome posse do que você é para depois dar-se ao outro.
Padre Fábio de Melo
Padre Fábio de Melo é professor no curso de teologia, cantor, compositor, escritor e apresentador do programa "Direção espiritual" na TV Canção Nova.
09/01/2012 - 08h30
Fonte: Canção Nova
Assinar:
Postagens (Atom)


