terça-feira, 8 de julho de 2014

Catedral de AACHEN (Aquisgrão): “nossa conversação está no Céu”


O que dizer dessa catedral?

O melhor comentário é: Oh!

O que significa esse oh!?

Significa: Oh!, preciosidade! Oh!, tesouro!

Oh!, símbolo de alguma coisa que eleva minha alma para os mais altos píncaros!

Oh!, catedral!

Analisando-a, parece ela um amontoado de torres, de capelas e de cúpulas, colocadas mais ou menos sem reflexão.

Mas de seu conjunto se desprende uma tal harmonia, que fico verdadeiramente maravilhado!

Harmonia que tem isto de curioso: tudo aponta para cima. Dir-se-ia que a catedral exclama: "Conversatio nostra in cœlo est" (Nossa conversação está no Céu).

Aponta para cima a torre, como que erguendo os braços a Deus.

Aponta para cima a cúpula, que, não satisfeita de se elevar com toda sua massa rumo ao alto, ainda ostenta uma cupulazinha, que é uma espécie de tentativa de alcançar com a ponta do dedo aquilo que a palma da mão não consegue tocar.

Aponta para cima a forma ogival das janelas que estão encrustradas na torre, e cuja extremidade parece refletir a tendência para subir, para subir...

Cada um dos torreõezinhos embaixo lembra-me aquelas palavras da Missa:  

"Sursum corda! Habemus ad Dominum" (Elevai vossos corações ao alto. A resposta é: "Nós os temos voltados para o Senhor").

Veja vídeo
Vídeo:
a catedral imperial
de Carlos Magno

Todo O conjunto é um imenso, um maravilhoso sursum corda!

* * *

Entretanto, como pode uma pessoa, hoje em dia, possuir uma alma tão dura ou tão vil, que não se comova e não se entusiasme olhando essa catedral?

Imaginemos que se interrompesse uma novela pornográfica de televisão para se exibir, de repente, um filme sobre essa catedral.

Não haveria uma série de pessoas que ficariam com mau humor? E que prefeririam a pornografia a isso?

Que alma é essa de alguém rejeitante de tal maravilha, e que prefere a pornografia?

Entretanto, a alma humana foi criada para tais elevações e tal dignidade.

E que o primeiro movimento de uma alma visando ausentar-se desses panoramas já a coloca à beira do abismo em que cairá!


(Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 22 de fevereiro de 1986. Sem revisão do autor.)
Retirado de Catedrais Medievais.

Constituição Apostólica Fidei Depositum

Para a publicação do Catecismo da Igreja Católica redigido depois do Concilio Vaticano II

JOÃO PAULO II, BISPO SERVO DOS SERVOS DE DEUS PARA PERPÉTUA MEMÓRIA
INTRODUÇÃO

GUARDAR O DEPÓSITO DA FÉ é a missão que o Senhor confiou à sua Igreja e que ela cumpre em todos os tempos. O Concílio Ecumênico Vaticano II, aberto há trinta anos por meu predecessor João XXIII, de feliz memória, tinha como intenção e como finalidade por em evidência a missão apostólica e pastoral da Igreja e, fazendo resplandecer a verdade do Evangelho, levar todos os homens a procurar e acolher o amor de Cristo, que excede toda a ciência (cf. Ef 3,19).
Ao Concílio, o Papa João XXIII tinha confiado como tarefa principal guardar e apresentar melhor o precioso depósito da doutrina cristã, para o tomar mais acessível aos fiéis de Cristo e a todos os homens de boa vontade. Portanto, o Concílio não devia, em primeiro lugar, condenar os erros da época, mas sobretudo empenhar-se por mostrar serenamente a força e a beleza da doutrina da fé. "Iluminada pela luz deste Concílio dizia o Papa a Igreja... crescerá em riquezas espirituais...e, recebendo a força de novas energias, olhar intrépida para o futuro... E nosso dever... dedicar-nos, com vontade pronta e sem temor, àquele trabalho que o nosso tempo exige, prosseguindo assim o caminho que a Igreja percorre há vinte séculos."'
Com a ajuda de Deus, os Padres conciliares puderam elaborar, em quatro anos de trabalho, um conjunto considerável de exposições doutrinais e de diretrizes pastorais oferecidas a toda a Igreja. Pastores e fiéis encontram ali orientações para aquela "renovação de pensamentos, de atividades, de costumes e de força moral, de alegria e de esperança, que foi o objetivo do Concílio"
Depois de sua conclusão, o Concílio não deixou de inspirar a vida da Igreja. Em 1985 pude afirmar: "Para mim que tive a graça especial de nele participar e colaborar ativamente em seu desenvolvimento o Vaticano II foi sempre, e é de modo particular nestes anos de meu Pontificado, o constante ponto de referência de toda a minha ação pastoral, no consciente empenho de traduzir suas diretrizes em aplicação concreta e fiel, no âmbito de cada Igreja e da Igreja inteira. E preciso incessantemente recomeçar daquela fonte"
Neste espírito, em 25 de janeiro de 1985, convoquei uma Assembléia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, por ocasião do vigésimo aniversário do encerramento do Concílio. A finalidade dessa Assembléia era celebrar as graças e os frutos espirituais do Concílio Vaticano II, aprofundar seu ensinamento para aderir melhor a ele e promover seu conhecimento e sua aplicação.
Nessa ocasião, os Padres sinodais manifestaram o desejo "de que seja composto um Catecismo ou compêndio de toda a doutrina católica, tanto em matéria de fé como de moral, para que seja como um texto de referência para os catecismos ou compêndios que venham a ser preparados nas diversas regiões. A apresentação da doutrina deve ser bíblica e litúrgica, oferecendo ao mesmo tempo uma doutrina sã e adaptada à vida atual dos cristãos". Depois do encerramento do Sínodo, fiz meu este desejo, considerando que ele "corresponde à verdadeira necessidade da Igreja universal e das Igrejas particulares".
Como não havemos de agradecer de todo o coração ao Senhor, neste dia em que podemos oferecer a toda a Igreja, com o título de Catecismo da Igreja Católica, este "texto de referência" para uma catequese renovada nas fontes vivas da fé?
Depois da renovação da Liturgia e da nova codificação do Direito Canônico da Igreja Latina e dos cânones das Igrejas Orientais Católicas, este Catecismo trará um contributo muito importante àquela obra de renovação da vida eclesial inteira, querida e iniciada pelo Concílio Vaticano II.
ITINERÁRIO E ESPÍRITO DA REDAÇÃO DO TEXTO
O Catecismo da Igreja Católica é fruto de uma vastíssima colaboração: foi elaborado em seis anos de intenso trabalho, conduzido num espírito de atenta abertura e com apaixonado ardor.
Em 1986, confiei a uma Comissão de doze Cardeais e Bispos, presidida pelo senhor Cardeal Joseph Ratzinger, o encargo de preparar um projeto para o Catecismo requerido pelos Padres do Sínodo. Uma Comissão de redação, composta por sete Bispos diocesanos, peritos em teologia e em catequese, coadjuvou a Comissão em seu trabalho.
A Comissão, encarregada de dar as diretrizes e de vigiar o desenvolvimento dos trabalhos, seguiu atentamente todas as etapas da redação das nove sucessivas composições. A Comissão de redação, por seu lado, assumiu a responsabilidade de escrever o texto e inserir nele as modificações pedidas pela Comissão e de examinar as observações de numerosos teólogos, exegetas e catequistas, e sobretudo dos Bispos do mundo inteiro, a fim de melhorar o texto. A Comissão foi sede de intercâmbios frutuosos e enriquecedores para assegurar a unidade e a homogeneidade do texto.
O projeto tornou-se objeto de vasta consulta de todos os Bispos católicos, de suas Conferências Episcopais ou de seus Sínodos, dos Institutos de teologia e de catequética. Em seu conjunto, ele teve um acolhimento amplamente favorável da parte do Episcopado. E justo afirmar que este Catecismo é fruto de uma colaboração de todo o Episcopado da Igreja Católica, o qual acolheu com generosidade meu convite a assumir a própria parte de responsabilidade numa iniciativa que diz respeito, intimamente, à vida eclesial. Tal resposta suscita em mim um profundo sentimento de alegria, porque o concurso de tantas vozes exprime verdadeiramente aquela a que se pode chamar a "sinfonia" da fé. A realização deste Catecismo reflete, deste modo, a natureza colegial do Episcopado: estemunha a catolicidade da Igreja.

DISTRIBUIÇÃO DA MATÉRIA

Um catecismo deve apresentar, com fidelidade e de modo orgânico, o ensinamento da Sagrada Escritura, da Tradição viva na Igreja e do Magistério autêntico, bem como a herança espiritual dos Padres, dos Santos e das Santas da Igreja, para permitir conhecer melhor o mistério cristão e reavivar a fé do povo de Deus. Deve ter em conta as explicitações da doutrina que, no decurso dos tempos, o Espírito Santo sugeriu à Igreja. E também necessário que ajude a iluminar, com a luz da fé, as novas situações e os problemas que ainda não tinham surgido no passado.
O Catecismo incluirá, portanto, coisas novas e velhas (cf. Mt 13,52), porque a fé é sempre a mesma e simultaneamente é fonte de luzes sempre novas.
Para responder a esta dupla exigência, o Catecismo da Igreja Católica por um lado retoma a "antiga" ordem, a tradicional, já seguida pelo Catecismo de São Pio V, articulando o conteúdo em quatro partes: o Credo; a sagrada Liturgia, com os sacramentos em primeiro plano; o agir cristão, exposto a partir dos mandamentos; e, por fim, a oração cristã. Mas, ao
mesmo tempo, o conteúdo é com freqüência expresso de modo "novo", para responder às interrogações de nossa época.
As quatro partes estão ligadas entre si: o mistério cristão é o objeto da fé (primeira parte); é celebrado e comunicado nos atos litúrgicos (segunda parte); está presente para iluminar e amparar os filhos de Deus em seu agir (terceira parte); fundamenta nossa oração, cuja expressão privilegiada é o "Pai-Nosso", e constitui o objeto de nossa súplica, de nosso louvor e de nossa intercessão (quarta parte).
A Liturgia é ela própria oração; a confissão da fé encontra seu justo lugar na celebração do culto. A graça, fruto dos sacramentos, é a condição insubstituível do agir cristão, tal como a participação na liturgia da Igreja requer a fé. Se a fé não se desenvolve nas obras, está morta (cf. Tg 2,14-16) e não pode dar frutos de vida eterna.
Lendo o Catecismo da Igreja Católica, pode-se captar a maravilhosa unidade do mistério de Deus, de seu desígnio de salvação, bem como a centralidade de Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, enviado pelo Pai, feito homem no seio da Santíssima Virgem Maria por obra do Espírito Santo, para ser nosso Salvador. Morto e ressuscitado, ele está sempre presente em sua Igreja, particularmente nos sacramentos; ele é a fonte da fé, o modelo do agir cristão e o Mestre de nossa oração.
VALOR DOUTRINAL DO TEXTO
O Catecismo da Igreja Católica, que aprovei no passado dia 25 de o junho e cuja publicação hoje ordeno em virtude da autoridade apostólica, é uma exposição da fé da Igreja e da doutrina católica, testemunhadas ou iluminadas pela Sagrada Escritura, pela Tradição apostólica e pelo Magistério da Igreja. Vejo-o como um instrumento válido e legítimo a serviço da comunhão eclesial e como uma norma segura para o ensino da fé. Sirva ele para a renovação, à qual o Espírito Santo chama incessantemente a Igreja de Deus, Corpo de Cristo, peregrina rumo à luz sem sombras do Reino!
A aprovação e a publicação do Catecismo da Igreja Católica constituem um serviço que o Sucessor de Pedro quer prestar á Santa Igreja Católica, a todas as Igrejas particulares em paz e em comunhão com a Sé a Apostólica de Roma: o serviço de sustentar e confirmar a fé de todos os, discípulos do Senhor Jesus (cf. Lc 22,32), como também de reforçar os laços da unidade na mesma fé apostólica.
Peço, portanto, aos Pastores da Igreja e aos fiéis que acolham este Catecismo em espírito de comunhão e que o usem assiduamente ao cumprir sua missão de anunciar a fé e de convocar para a vida evangélica. Este Catecismo lhes é dado a fim de que sirva de texto de referência, seguro e autêntico, para o ensino da doutrina católica e, de modo muito particular, para a elaboração dos catecismos locais. E também e oferecido a todos os fiéis que desejam aprofundar o conhecimento das riquezas inexauríveis da salvação (cf. Jo 8,32). Pretende dar um apoio aos esforços ecumênicos animados pelo santo desejo da unidade de todos os cristãos, mostrando com exatidão o conteúdo e a harmoniosa coerência da fé católica. O Catecismo da Igreja Católica, por fim, é oferecido a todo o homem que nos pergunte a razão de nossa esperança (cf. lPd 3,15) e queira conhecer aquilo em que a Igreja Católica crê.
Este Catecismo não se destina a substituir os Catecismos locais devidamente aprovados pelas autoridades eclesiásticas, os Bispos diocesanos e as Conferências Episcopais, sobretudo se receberam a aprovação da Sé Apostólica. Destina-se a encorajar e ajudar a redação de novos catecismos locais, que tenham em conta as diversas situações e culturas,  as que conservem cuidadosamente a unidade da fé e a fidelidade à doutrina católica.

CONCLUSÃO

No final deste documento que apresenta o Catecismo da Igreja Católica, peço à Santíssima Virgem Maria, Mãe do Verbo Encarnado e Mãe da Igreja, que ampare com sua poderosa intercessão o empenho catequético da Igreja inteira em todos os níveis, nestes tempos em que ela é chamada a um novo esforço de evangelização. Possa a luz da verdadeira fé libertar a humanidade da ignorância e da escravidão do pecado, para conduzi-la à única liberdade digna deste nome (cf. JO 8,32): a da vida em Jesus Cristo sob a guia do Espírito Santo, na terra e no Reino dos Céus, na plenitude da bem-aventurança da visão de Deus face a face (cf. 1 Cor 13,12; 2Cor 5,6-8)!
Dado no dia 11 de outubro de 1992, trigésimo aniversário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II, décimo quarto ano de meu pontificado.

Joannes Paulus II

sábado, 5 de julho de 2014

Papa fala sobre trabalho dominical em visita a Campobasso

Para o Pontífice, o domingo livre não é apenas para os crentes, mas para toda a sociedade
Da redação, com Rádio Vaticano
O Papa Francisco realiza mais uma visita pastoral, desta vez, a Campobasso e Isérinia, duas dioceses do Centro-Sul da Itália, 200 km ao sul de Roma. O helicóptero em que viajava chegou neste sábado, 5 por volta de 8h30 (horário italiano) ao heliporto da Universidade de Molise. Primeiro momento desta visita, foi um encontro com o mundo do trabalho, na Aula Magna desta Universidade de Campobasso.
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Papa participa de encontro com o mundo do trabalho e da indústria na Sala Magna da Universidade de Estudos de Molise. FOTO: Reprodução/CTV

Em suas palavras, o Papa destacou, primeiramente, o significado deste encontro numa Universidade. Para o Pontífice, “exprime a importância da investigação e da formação, também para dar resposta às complexas questões que a atual crise econômica coloca, tanto no plano local, como a nível nacional e internacional”.
Segundo o Santo Padre, um bom percurso formativo não oferece soluções fáceis, mas ajuda a ter um olhar mais aberto e criativo para valorizar melhor os recursos do território.
Francisco também reafirmou a necessidade de “proteger” a terra, um dos maiores desafios do tempo atual, para o Papa. “Convertermo-nos a um desenvolvimento que saiba respeitar a natureza criada”, pediu.
Comentando a intervenção de uma operária, mãe de família, o Papa agradeceu o seu testemunho e o apelo por esta lançado a favor do trabalho e da família.
“Trata-se de procurar conciliar os tempos do trabalho com os tempos da família. É um ponto crítico, um ponto que nos permite discernir, avaliar a qualidade humana do sistema econômico em que nos encontramos”.
Neste contexto, Francisco também colocou a questão do trabalho dominical, que, segundo ele, não diz respeito apenas aos crentes, mas a todos, como escolha ética.
“A pergunta é: a que queremos dar prioridade? O domingo livre do trabalho – exceto para os serviços necessários – está a afirmar que a prioridade não é o elemento econômico, mas o humano, o gratuito, as relações não comerciais, mas sim familiares, amigáveis; para os crentes, também a relação com Deus e com a comunidade. Chegou porventura o momento de nos perguntarmos se trabalhar ao domingo é uma verdadeira liberdade”, considerou o Pontífice.
O Papa concluiu propondo aos trabalhadores e empresários presentes um “pacto do trabalho” para responder ao “drama do desemprego e congregando as forças de modo construtivo”. Uma estratégia com as autoridades nacionais, tirando partido das normas nacionais e europeias.
Como habitual nas suas viagens, o Papa Francisco almoçará com pobres, assistidos pela Cáritas, na ‘Casa dos Anjos’, ainda na cidade de Campobasso.
À tarde, o Papa faz nova viagem de helicóptero, rumo a Castelpetroso, cerca de 30 quilômetros a leste de Campobasso, onde o Papa Francisco vai se encontrar com os jovens das dioceses de Abruzzo e do Molise. O programa inclui, às 16h00, uma viagem de carro até Isérnia, onde meia hora depois o Papa discursará para os detidos da prisão local.
Os dois últimos encontros desta viagem papal têm lugar na Catedral de Isérnia: um encontro com doentes e com as autoridades locais, dando, assim, início ao Ano Jubilar Celestiniano, no oitavo centenário do nascimento de São Celestino V, Pietro Angeleri de Morrone (1209-1296), monge que fundou a Ordem dos Celestinos e passou à história por renunciar voluntariamente ao papado após 5 meses de pontificado.
Papa Francisco retorna ao Vaticano ainda na noite deste sábado, 5.

Retirado de Canção Nova.

Sínodo sobre a família: apresentado o documento básico

Sínodo sobre a família: apresentado o documento básico
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Em “L’Osservatore Romano” de 26.06.2014, edição romana, foi publicado um artigo sobre o Documento Básico (“Instrumentum Laboris”) preparatório para O Sínodo sobre a Família, convocado pelo Papa Francisco, a começar em Roma, no próximo 19 de outubro. O documento procurou recolher a grande massa de respostas às 32 perguntas feitas pelo Santo Padre a todo povo católico. Assim, além das respostas dos Bispos, houve até um número importante de paróquias que fizeram também fizeram questão de cooperar.
A primeira parte do texto trata da vontade de Deus sobre a família, segundo a Revelação (Bíblia e Tradição). Dois pontos se destacam: 1º. reconhecimento da dificuldade de se compreender o conceito de “Lei natural” e como abordar este ponto, fundamental para o diálogo com nosso tempo, que vai requerer melhor formação dos agentes pastorais e evangelizadores; 2º. a vocação da pessoa humana em Cristo.
A segunda parte, considera situações desafiadoras postas pelo pluralismo cultural e secularismo atuais. Por exemplo: as uniões de fato, também entre pessoas do mesmo sexo os separados, os recasados, mães solteiras, os que pedem o matrimônio não sendo praticantes, ou, sequer, crentes, os filhos gerados no seio destas uniões. Fica bastante claro que a atitude pastoral será a de propor, não impor. Contudo, não parece que haja as mudanças que “o mundo” e muitos católicos esperam: que se queime o que se ensinava e se ensine o que se queimava: “Trata-se portanto de «propor, não de impor; acompanhar e não constranger; convidar, não expulsar; inquietar, nunca desiludir”.
“A terceira parte apresenta antes de tudo as temáticas relativas à abertura à vida, como o conhecimento e as dificuldades na recepção do magistério, as sugestões pastorais, a praxe sacramental e a promoção de uma mentalidade acolhedora”.
Enfim, o documento trata das dificuldades na sociedade, em geral, e no seio da própria Igreja, em especial, a respeito da posição assumida pelo Magistério desde Paulo VI, com referência à paternidade e maternidade responsáveis (“Humanae Vitae”), ao tema das afeições, à geração da vida… Também a dificuldade que encontram as famílias católicas em transmitirem a Fé aos filhos, sobretudo em situações de crise e ruptura.
“Agora o documento será objeto de estudo e de avaliação por parte das conferências episcopais e confrontado com as diversas realidades locais a fim de evidenciar os pontos focais sobre os quais adiantar propostas pastorais a serem debatidas e aprofundadas durante os trabalhos da assembleia extraordinária e, depois, na ordinária que terá lugar de 4 a 25 de Outubro de 2015, cujo tema será «Jesus Cristo revela o mistério e a vocação da família”.
*ver <www.news.va/pt>

(MENTIRA NEW) 800 esqueletos de bebês são encontrados em convento na Irlanda

A MAIS NOVA MENTIRA DA MÍDIA ANTI-CATÓLICA COMPARTILHADA E DIVULGADA PELOS INIMIGOS DA IGREJA( ATEUS, PROTESTANTES ETC)
A MENTIRA ESPALHADA E DIVULGADA PELOS INIMIGOS DA IGREJA.
A MENTIRA:
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Quase 800 esqueletos de bebês são encontrados em convento na Irlanda

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O local abrigava mães solteiras e há relatos de que as crianças que não eram adotadas sofriam de desnutrição e outras enfermidades
por Leiliane Roberta Lopes
Nesta quarta-feira (4) quase 800 esqueletos de crianças foram descobertos ao lado de um antigo convento católico em Tuam, na Irlanda.
O local abrigou entre 1925 e 1961 jovens mães solteiras e as crianças, 796 exatamente, entre recém-nascidas até 8 anos idades, foram enterradas sem caixão e sem lápide provavelmente pelas freiras do convento.
Quem descobriu os restos mortais foi a historiadora Catherine Corless que sempre ouviu falar em um cemitério para recém-nascidos que ficava ao lado o Convento Santa Maria, que era administrado pelas freiras do Bom Socorro.
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ONDE SE ENCONTRA TAIS MENTIRAS E CALUNIAS DISSEMINADAS PELOS INIMIGOS DA IGREJA:
MENTIRA DA GOSPELhttp://noticias.gospelprime.com.br/esqueletos-bebes-convento-irlanda/
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http://tendadaspalavras.blogspot.com.br/2014/06/esqueletos-de-bebes-em-convento-na.html
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http://illuminatielitemaldita.blogspot.com.br/2014/06/quase-800-esqueletos-de-bebes-sao.html
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ETC. E ETCs .
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A VERDADE CONTRA OS CALUNIADORES E DIVULGADORES DE CALUNIAS:
HISTOIAORA

Em uma entrevista ao jornal The Irish Times, Corless desmascarou o caô:
“Eu nunca usei essa palavra ‘despejado’. Eu nunca disse a ninguém que 800 corpos foram jogados em um tanque séptico [tanque de esgoto]. Isso não veio de mim em momento algum. Essas não são minhas palavras”.

ONDE SE ENCONTRA A VERDADE E OS SEUS DIVULGADORES:
http://ocatequista.com.br/archives/13187
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http://www.irishtimes.com/news/social-affairs/tuam-mother-and-baby-home-the-trouble-with-the-septic-tank-story-1.1823393?page=1
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QUEM MATOU A COBRA E MOSTROU O CAJADO E A COBRA MORTA, FOI O GRANDE SITE O CATEQUISTA, VALENTE COMO SEMPRE! OBRIGADO AMIGOS.

Retirado de Caiafarsa.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

A força da fraqueza

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém do Pará
Nos difíceis anos da segunda Guerra Mundial, as forças ideológicas em conflito se confrontaram de várias formas com a presença dos cristãos, muitos deles inclusive comprometidos com as diversas facções, suscitando depois a análise e o julgamento dos historiadores e muitos críticos, nas décadas que se sucederam. Entretanto, o século XX foi um tempo de martírio, quando cristãos de várias confissões, católicos, evangélicos e ortodoxos derramaram seu sangue por causa do Evangelho, em defesa da verdade e da dignidade da pessoa humana. Foi também um período de grande profusão de homens e mulheres que confessaram a fé, tornaram-se batalhadores com a palavra e os gestos, gerando um santo orgulho para as gerações que se sucederam, inclusive a nossa. Mais ainda, a candura da virgindade, a coragem da castidade de pessoas que foram contra a correnteza da busca desenfreada de prazer que se espalhou pelo mundo, também esta forma de vida cristã se fez presente. Disseram também o seu sim ao Senhor muitos homens e mulheres suscitados pelo Espírito Santo para fundar famílias religiosas, obras sociais, iniciativas de serviços aos mais pobres e Movimentos. 

As grandes chagas do tempo, como as drogas, as enfermidades surgidas recentemente, as novas formas de pobreza e miséria, a situação dos prófugos dos países em guerra, as catástrofes naturais, todas foram situações em que cristãos se lançaram a dar alguma resposta. Mártires, Confessores, Virgens, Fundadores e Fundadoras, Agentes sociais, grandes pregadores do Evangelho. Eis a riqueza da Igreja de nosso tempo! Não somos os detentores exclusivos do bem a ser feito, mas temos oferecido nossa contribuição por um mundo mais justo e fraterno.
No dia seis de julho a Igreja celebra Santa Maria Goretti, uma jovem italiana morta aos doze anos, em 1902, pela decisão de manter a castidade. Pio XII, por ocasião de sua canonização, pronunciou palavras de grande sabedoria: "Nem todos somos chamados a sofrer o martírio; mas todos somos chamados a praticar as virtudes cristãs. A virtude, porém, requer energia; mesmo sem atingir as alturas da fortaleza desta angélica menina, nem por isso obriga menos a um cuidado contínuo e muito atento, que deve ser sempre mantido por nós até o fim da vida. Por isso, semelhante esforço, bem pode ser considerado um martírio lento e constante. A isto nos convidam as palavras de Jesus Cristo: 'O reino dos céus sofre violência, e são os violentos que o conquistam' (Mt 11,12). Esforcemo-nos todos por alcançar este objetivo, confiados na graça do céu. Sirva-nos de estímulo a santa virgem e mártir Maria Goretti. Que ela, da mansão celeste, onde goza da felicidade eterna, interceda por nós junto ao divino Redentor, a fim de que todos, nas condições de vida que são as nossas, sigamos os seus gloriosos passos com generosidade, vontade firme e obras de virtude" (Homilia da canonização de Santa Maria Goretti, em 1950). Sim, a Igreja tem a oferecer crianças, jovens, adultos, idosos, homens e mulheres que querem viver como bons cristãos.
Consta que uma grande autoridade da então "Cortina de Ferro", aconselhada a tolerar o catolicismo naquela região, fez uma pergunta sarcástica: "Mas quantas divisões militares tem o papa?" Todas as vezes em que o poder temporal e o religioso se aliaram ingênua ou maldosamente, os resultados foram os piores possíveis. Quando os cristãos revestidos de algum poder se comprometeram com as armas ou com a corrupção, mancharam a beleza da aquela que é Esposa de Cristo. Com o tempo, a graça de Deus lhes concede o dom do arrependimento e a força para recomeçarem o caminho. Não é tarefa da Igreja ter divisões militares, mas arregimentar homens e mulheres que acreditem na força da fraqueza, percorrendo a estrada do serviço e da humildade, mesmo quando as circunstâncias os colocarem em postos altos da política e da administração pública ou em suas atividades profissionais. Estarão então "na corda bamba", desafiados a manter a fidelidade aos princípios evangélicos, fermentando a sociedade.
Efetivamente, desde os primórdios da Igreja multiplicaram-se os desafios, começando pelas próprias fraquezas dos cristãos. As perseguições foram inúmeras, as dificuldades imensas. No entanto, os cristãos aprenderam a acreditar nos meios pobres e no anúncio do Evangelho aos mais simples e desprezados, quanto aos recursos materiais e quanto às condições humanas e espirituais. Cabe-lhes ir ao encontro dos mais sofredores e dos pecadores.
Nosso Senhor, ao oferecer instruções aos discípulos, percorrendo diversas cidades da Galileia (Cf. Mt 11­12), os conduz a entender os valores do Reino de Deus. Ele é interrogado sobre a missão de João Batista, manda ao mesmo João um recado, indicando os sinais do Messias: "Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: cegos recuperam a vista, paralíticos andam, leprosos são curados, surdos ouvem, mortos ressuscitam e aos pobres se anuncia a Boa-Nova" (Mt 11, 4-5). O mesmo João Batista, preso, quase para ser degolado, é elogiado por Jesus como o maior dentre os nascidos de mulher (Cf. Mt 11, 11). Seus discípulos, ouvindo-o recriminar algumas cidades que recusaram a ocasião oferecida para se arrependerem, certamente ficavam confusos. Até hoje é assim! Poder, dinheiro, influência, tudo atrai terrivelmente!
E o Senhor, diante da arrogância corrente em todos os tempos, exalta o humilde e o simples. Impressiona a efusão espiritual de Jesus (Cf. Mt 11, 25-30), testemunhando a predileção do Pai pelos pequeninos. As portas do Reino de Deus continuam abertas. Venham a ele os que estão cansados e sobrecarregados, os estropiados pela vida ou pelos próprios pecados. Venham os que não vivem satisfeitos com seus próprios preconceitos. Sejam bem vindos os que desejam fazer a estrada da simplicidade de coração. Não se intimidem aquelas pessoas que querem, malgrado todas as propagandas contrárias, ser parecidas com uma Santa Maria Goretti, ou quem sabe abraçar uma vida semelhante à Beata Madre Teresa de Calcutá, ou a coragem de Santa Gianna Beretta Molla na defesa da vida. Se lhes parecerem distantes destas figuras, olhem para as legiões de homens e mulheres sem armas, aí bem perto, em sua Paróquia, que testemunham Jesus Cristo e seu Evangelho.
Entretanto, para que ninguém fique enganado, há uma condição, tomar o jugo suave de Jesus, aprendendo dele, que é manso e humilde de coração. O jugo suave é a lei do amor. Comparado com as cargas impostas pelos fariseus, este jugo liberta e salva. Trata-se de seguir Jesus, abraçar a cruz, tornar-se discípulo e missionário do Reino de Deus. Passe o mundo transitório, permaneça o Reino de Deus, que fermenta com vida e santidade todas as gerações.
Retirado de CNBB

Os pais têm um grande papel e responsabilidade na orientação sexual dos filhos

Richard Cohen, terapeuta ex-homossexual
Richard Cohen é um famoso psicólogo norte-americano que afirma que se pode corrigir a tendência homossexual. Ele nega que se possa provar cientificamente que algumas pessoas nasçam homossexuais. “A biologia diz o contrário”, ele afirma. Acompanhe as indicações e esclarecimentos de Cohen na entrevista a seguir.
–O senhor tem dito que corrigir a homossexualidade não é curar uma doença. O que isso quer dizer?
Há diferentes razões pelas quais alguém sente atração pelo mesmo sexo. Portanto, se ajudarmos essas pessoas a identificar esses motivos e logo resolver cada um desses aspectos, elas não terão que sofrer com sentimentos homossexuais depois desse processo. Nós tentamos ajudar a resolver as causas para que essas pessoas cheguem a ser livres.
–Com que argumentos o senhor sustenta que a condição natural do ser humano é a heterossexualidade?
Simplesmente pela biologia, que demonstra que o homem e a mulher se complementam perfeitamente no aspecto físico. Qualquer homossexual provém de um casal heterossexual. Sabemos quais causas provocam a homossexualidade, portanto, podemos preveni-las.
–Em um programa de TV afirmaram que uma criança de 2 ou 3 anos é consciente de quando sua orientação sexual é diferente de seu sexo. Qual é a sua opinião sobre isso?
Tenho visto, como terapeuta e na literatura científica, que se uma criança atua ou desenvolve um comportamento não conforme ao seu sexo, é porque um menino é muito feminino ou uma menina é muito masculina. Temos comprovado que existem três gerações anteriores a essa criança em que não existem ou são muito escassos os vínculos entre pai-filho. Nesse sentido, ocorre igual na relação com as mulheres, pois é na quarta geração que uma menina atua de maneira masculina. Em definitivo, não nasceram gays, lésbicas ou transexuais.
São João afirma que quando os discípulos perguntaram a Jesus quem era culpado pela ausência de visão do cego, se o próprio cego ou seus pais, Jesus respondeu que nenhum dos dois, porque a obra e a misericórdia de Deus iam se manifestar através de sua enfermidade.
Portanto, essas crianças que atuam em desacordo com sua sexualidade podem ser a oportunidade para restaurar os vínculos de todas as suas famílias. Porque quando um menino pequeno gosta de brincar com Barbies, o pai deve se unir ao mundo do menino e lhe perguntar o que ele gosta nas Barbies. O menino lhe dirá que gosta dos cabelos ruivos, do vestido rosa… e o pai o apoiará nesses comentários, de modo a se unir ao mundo emocional do menino, que se sentirá acolhido e amado por seu pai tal como ele é. Nesse momento, o pai então levará o menino ao mundo da masculinidade e juntos eles irão brincar com esportes e brincadeiras masculinas.
Os pais que participam do mundo feminino de seus filhos, e as mães que participam do mundo masculino de suas filhas, com o tempo, comprovam que todas essas crianças regressam naturalmente à orientação sexual conforme ao seu sexo. Desta forma, estão restaurando uma maldição entre gerações de ao menos três gerações, nas quais quase não havia vínculo entre pai e filho e entre mãe e filha (nesse sentido, George Rekers publicou diferentes estudos). Portanto, não é verdade que um filho nasça gay ou uma filha nasça lésbica.
–O senhor declarou que foi homossexual. Vivia um mal-estar ao manter esse tipo de relações?
Eu vivi uma vida homossexual durante muitos anos. Tive vários namorados e com um deles vivi três anos. Depois de ser educado como judeu, este último era católico e amava Jesus. Através dele, acabei conhecendo e amando Jesus e compreendi que o Senhor age de maneiras misteriosas. Em determinado momento, lemos na Bíblia que Deus não aprova o comportamento homossexual. Eu fiquei muito chateado com isso, porque não queria parar. Mais tarde, nós decidimos não ter relações sexuais. Eu me converti ao catolicismo e pedi a Deus que tirasse meus sentimentos homossexuais. Fui durante nove anos celibatário, depois conheci a minha mulher e nos casamos, mas aquilo foi um inferno, porque eu não tinha resolvido a minha atração por pessoas do mesmo sexo, simplesmente havia reprimido.
–Como abandonou definitivamente a sua prática homossexual?
Busquei livros, cursos, seminários, terapeutas, padres… tudo que me ajudasse, mas ninguém entendia o problema em sua complexidade. Isso foi há 31 anos. Foi muito doloroso e demorado entender por que eu tinha atração pelo mesmo sexo. Entendi também que durante aqueles anos eu rezava errado, pois pedia ao Senhor: “tira de mim os sentimentos homossexuais!” Ele poderia fazer isso, mas não fez. A oração que eu deveria ter rezado era outra: “Senhor, ensina-me o significado de meus sentimentos homossexuais, porque eu os tenho”.
Ocorreu que o Espírito Santo me revelou uma por uma as razões pelas quais eu tinha atração por pessoas do mesmo sexo. Assim, comecei na terapia a tocar nesses pontos e recebi a aprovação e o afeto de homens heterossexuais. De forma natural, meus impulsos homossexuais desapareceram. Pedi que Deus me inspirasse o que queria de mim e discerni que me solicitava que retornasse à universidade, cursasse Psicologia, e passasse a ajudar outros que tivessem uma atração não desejada pelo mesmo sexo e apoiasse as suas famílias. Isso faz 27 anos. Assim, nos últimos anos, como terapeuta, ajudei milhares de pessoas que tinham uma atração não desejada pelo seu mesmo gênero a se converterem em heterossexuais.
–O senhor sofre perseguição de grupos homossexuais?
O movimento homossexual é como um edifício fixado em dois pilares. Em um dizem: “nós nascemos homossexuais”; e no outro dizem: “portanto, não podemos mudar”. E então apareço eu, ex-homossexual, casado, com três filhos, que atuo como terapeuta há 25 anos – nos quais ajudei muita gente – e afirmo que, cientificamente, não se pode demonstrar que uma pessoa nasça homossexual. Portanto, a mudança é possível, e assim eu destruo o edifício deles. E eles me odeiam.
–Explique brevemente em que consiste a sua terapia.
Há três passos para resolver a atração não desejada pelo mesmo sexo. O primeiro é revelar, identificar e compreender as raízes profundas dessa tendência. O segundo, resolver, sanar, abraçar cada uma dessas causas. A terceira é que homens homossexuais têm que ser curados por heterossexuais. Isto é, sentir-se queridos, que os aceitem como são; e igualmente no caso das mulheres homossexuais, que devem perceber que as apreciam incondicionalmente. Quando se realiza esse percurso, os sentimentos homossexuais vão diminuindo e os heterossexuais vão aparecendo.
A atração pelo mesmo sexo é o resultado de questões familiares, do entorno e do temperamento. Ninguém decide ter atração pelo mesmo sexo: são resultado de feridas e da necessidade de ser amado. As pessoas têm de ter esperança, para passar da atração pelo mesmo sexo a se converterem em heterossexuais, porque a mudança é possível. Esta é a liberdade de decisão: continuar por esse caminho ou explorar o caminho da possibilidade de mudança. Depende de cada um.

Comentários Eleison: Cardeal Pie - I

Comentários Eleison – por Dom Williamson
CCCLXIII (363) (28 de junho de 2014):

CARDEAL PIE – I


           O Cardeal Pie (1815-1880) foi um grande homem da Igreja da França do século XIX, um dos grandes defensores da Fé contra esse liberalismo que vem devorando o mundo desde a Revolução Francesa (1789). O Papa São Pio X mantinha suas obras ao lado da cama e as lia constantemente. Não há dúvida de que a profunda compreensão do Cardeal sobre as ideias-chave que dirigem o mundo moderno representou a maior parte daquilo que propiciou a São Pio X conseguir que a destruição da Igreja Católica fosse adiada em 50 anos, precisamente de 1907 a 1958.

            Destruída? Mas a Igreja Católica não pode ser destruída! É verdade, pela proteção de Deus ela durará até o fim do mundo (Mt 28, 20), mas ao mesmo tempo nós sabemos pela Palavra de Deus que naquele mesmo tempo a Fé dificilmente será encontrada na terra (Lc 18, 8), e que será dado às forças do mal o poder de vencer os santos (Ap 13, 7). Estas são duas importantes citações para se ter em mente neste ano de 2014, pois tudo o que há em volta de nós atualmente nos indica que os seguidores de Cristo devem estar preparados para uma aparente derrota depois da outra, como, por exemplo, a queda da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Aqui está o que o Cardeal Pie disse sobre o assunto, há 150 anos!

“Lutemos, com esperança contra a própria esperança, é o que eu quero dizer ao cristãos fracos de coração, escravos da popularidade, adoradores do sucesso e abalados pelo menor avanço do mal. Dado como eles se sentem, queira Deus que sejam poupados das agonias do julgamento final do mundo. Esse juízo está próximo ou ainda muito distante? Ninguém sabe, e eu não ouso dar qualquer palpite. Mas uma coisa é certa, a saber, que quanto mais nos aproximamos do fim do mundo, mais e mais os homens maus se destacam. A Fé dificilmente será encontrada sobre a terra, o que significa que ela quase desaparecerá das instituições terrenas. Os próprios crentes dificilmente ousarão professar sua crença em público ou na sociedade.
           
            A divisão, a separação e o divórcio dos Estados com relação a Deus, que foi para São Paulo um sinal que prenunciaria o fim, avançará dia após dia. A Igreja, enquanto permanecer sempre como uma sociedade visível, será reduzida mais e mais a dimensões do indivíduo e do lar. Quando ela estava no início, dizia que estava confinada, e clamava por mais espaço para respirar; mas à medida que ela se aproxima de seu fim na terra, terá assim de lutar uma ação de retaguarda a cada centímetro do caminho, estando cercada por todos os lados. Por tanto ter se desenvolvido nas épocas anteriores, maiores são os esforços para reduzir o seu tamanho. Finalmente, a Igreja sofrerá o que parece ser uma verdadeira derrota, e à Besta será permitido fazer guerra aos santos e vencê-los. A insolência do mal estará no seu auge”.

            Estas são palavras proféticas, que se tornam mais verdadeiras a cada dia, o que não é nada agradável de se admitir, mas que estão ancoradas nas Escrituras. Um sábio bispo anglicano (Butler) disse no século XVIII: “As coisas são o que são. Suas conseqüências serão o que serão. Por que então nós deveríamos buscar enganarmos a nós mesmos?”. Observe especialmente como o cardeal prevê a impossibilidade de defender a Fé em uma escala maior do que a do lar. Nem todo mundo concorda que nós já tenhamos chegado a esse ponto em 2014. Eu gostaria que elas estivessem certas, mas teria antes de ser persuadido de que com gente desintegrada é possível se fazer uma sociedade integrada. Em contraste conosco, cidadãos democráticos dos dias de hoje, está o centurião romano no Evangelho que compreendia a cadeia de comando e reconheceu naturalmente a autoridade de Nosso Senhor (MT 8, 15-18). Como Deus o elogiou!

            Paciência. Veja na próxima semana como o próprio Cardeal reagiu ao que ele previu. Ele não se deu por vencido!


Kyrie eleison.

Retirado de Borboletas ao Luar.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Onde estão os nossos pastores?



*Pe. David Francisquini
Por instituição divina, a Igreja visa à salvação das almas, pois o preceito de Jesus Cristo é claro: “Ide por toda parte e pregai o Evangelho, aquele que crer e for batizado será salvo e o que não crer será condenado”. A Igreja é católica, isto é, universal, abarca todos os povos e nações, e haverá um só rebanho e um só pastor.
Nosso Salvador se comparou ao bom pastor que não apenas vigia, mas que é capaz de lutar e dar a vida por suas ovelhas. Quis Ele mesmo ser modelo vivo dos pastores que viria instituir para dar continuidade à Sua obra, os quais devem ser vigilantes e militantes na defesa do rebanho a eles confiado.
Exemplo de militância que a Igreja deve sempre mostrar é o de Nosso Senhor enfrentando por três vezes a Satanás, ensinando-nos com isso que a vida neste mundo é de luta. Outros exemplos deixou-nos o Divino Mestre quando discutia com os escribas, os fariseus e os doutores da Lei.
Portanto, o sacerdócio católico deve ser militante – tônica essencial da Santa Igreja até a consumação dos séculos. Depois do pecado de nossos primeiros pais, a luta contra as más paixões passou a ser regra neste exílio, neste vale de lágrimas, como se reza na Salve Rainha.
Luta posta pelo próprio Deus ao decretar: “Porei inimizades entre ti e a Mulher, entre a tua descendência e a descendência d’Ela, e Ela te esmagará a cabeça e tu armarás ciladas ao Seu calcanhar” (Gn. 3,15). Luta que não existe apenas agora, mas que há de recrudescer até o fim dos tempos.
Vigilância e luta poderia bem ser o lema dos sacerdotes, pois os filhos das trevas costumam ser mais sagazes do que os filhos da luz. Os seguidores de Satanás não se cansam de investir contra as muralhas indefectíveis da Santa Igreja, o que perpetuará esta luta até a fim do mundo.
Como é incessante hoje em todos os lugares e em todas as circunstâncias a propagação do erro – quer nas tendências, nas ideias e nos fatos – isso nos impõe, ou pelo menos deveria nos impor, não somente uma vigilância contínua, mas uma luta sem tréguas, sob pena de trairmos a missão sacerdotal.
Iniciativas como o aborto, a contracepção, a identidade de gênero, o pseudo-casamento homossexual e a prostituição; a eliminação da família, da propriedade e do pátrio poder; o interconfessionalismo religioso e o laxismo moral – todas elas visam à completa relativização do ensinamento de Jesus Cristo.
Meios não faltam aos propagadores do mal, cujos erros fazem grassar através da mídia, da educação, dos divertimentos, dos shows, das músicas que apodrecem a moralidade e, portanto, as famílias e a vida pública. Com toda razão, os fieis poderiam perguntar: – Onde estão os pastores?


Ao decretar que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Sua Igreja, Nosso Senhor sem dúvida nos confirmava na fé e na esperança. Caso contrário, poderíamos vacilar nessas virtudes, à vista da imobilidade de muitos pastores diante dos lobos que investem contra os seus rebanhos. 

terça-feira, 1 de julho de 2014

Xingamento padrão FIFA ou O Legado de Lula.

Interessante a análise de alguns, estilo Juca Kfouri sobre o palavreado, digamos assim, da torcida ontem na Abertura da Copa para a Presidente Dilma Rousseff.

Dizem eles que foi um absurdo, que não se faz aquilo, que é uma grosseria, que ela é legitimamente eleita, que foi um elite que não gosta do que ela faz pelo povo que a xingou e outras coisas mais.

Sobre ela ser legitimamente eleita podemos falar disso depois. Trata-se de um assunto muito mais profundo.... e sórdido.

Sobre ser uma elite que a xingou, penso que a desonestidade intelectual desses donos da mídia e militantes petistas, já chegou a um ponto que os tornou não humanos na acepção da palavra. Viraram robôs, pra não falar mulas (aquelas mesmas que levam e trazem drogas em seu próprio corpo para contrabando, aqui nesse caso trazem ideologias espúrias)

Bom, se você chegou até esse ponto do texto significa e sabe o que significa espúria, quer dizer que não é militante petista, eles não tem condições de ler e entender argumentos sem atacarem raivosamente a pessoa do interlocutor no lugar de atacarem os argumentos. Parabéns!

Pois bem, sobre a elite, penso que esse pessoal nunca entrou em um estádio de futebol. Não conheço um jogo, mesmo que seja daqueles de 300 pagantes, que não se xinga ou solta um palavreado de baixo calão. O padrão FIFA nunca vai chegar nesse ponto.

Quanto a não fazer isso em um local com crianças, famílias e demais elementos que não merecem ficar ouvindo esses palavrões, tenho pra mim que ir a um estádio que já se sabe que essas coisas acontecem, são escolha individual, já ouvir certas músicas com incentivo de verba federal que andam circulando por aí não são devido a altura que ouvem e isso destrói muito mais.

Em outro argumento, se não for no estádio, então que marquem uma audiência com a presidente (presidenta não) para xingá-la em particular. Quem sabe ela não os atende.

Ainda quanto a ser elites a xingá-la, já que o povo está ao lado dela, o que me dizem desses indivíduos de manifestações, formada por gente que eles chamam de povo, está fazendo nas ruas? E quanto as greves de professores, metroviários, motoristas rodoviários urbanos, saúde, segurança pública e até o judiciário vem fazendo? Todos são elite? Eu, na minha humilde opinião, acho que todos SÃO elite, afinal o PT rebaixou tanto esse critério pra não termos mais pobreza no Brasil que agora até o favelado (que não se chama mais assim, agora é membro da comunidade), passou a ser "das elite".


A verdade é que já encheu essa história de defesa a todo custo. Já encheu essa história de intocáveis, manipulação de mídia, manipulação de opinião pública, uso da máquina e tanto outros casos. Que xinguem muito nessa Copa em todos os Estádios, seja em jogos do Brasil, seja de outros países. Pelo menos assim ela ouve as notícias, já que duvido que volte ao Estádio mesmo que o Brasil vá à final.

Então Dilma, vai tomar caju ou vai comprar shampoo! E contente-se com o carinho do seu povo, queira ou não.
Retirado de Blog do Emanuel Jr.