9 de setembro
São Pedro Claver
Os escravos negros que chegavam em enormes navios negreiros ao porto de Cartagena, na Colômbia, eram recepcionados e aliviados de suas dores e sofrimentos por um missionário que, além de alimento, vinho e tabaco, oferecia palavras de fé para aquecer seus corações e dar-lhes esperança. Para quem vivia com corrente nos pés e sob o açoite dos feitores, a esperança vinha de Nosso Senhor.
Esse missionário era Pedro de Claver, nascido no povoado de Verdú, em Barcelona, na Espanha, em 26 de junho de 1580. Filho de um casal de simples camponeses muito cristãos, desde cedo revelou sua vocação. Estudou no Colégio dos Jesuítas e, em 1602, entrou para a Companhia de Jesus, para tornar-se um deles.
Quando terminou os estudos teológicos, Pedro de Claver viajou com uma missão para Cartagena, hoje cidade da Colômbia, na América do Sul. Iniciou seu apostolado antes mesmo de ser ordenado sacerdote, o que ocorreu logo em seguida, em 1616, naquela cidade. E assim, foi enviado para Carque, evangelizar os escravos que chegavam da África. Apesar de não entenderem sua língua, entendiam a linguagem do amor, da caridade e do sentimento cristão e paternal que emanavam daquele padre santo. Por esse motivo os escravos negros o veneravam e respeitavam como um justo e bondoso pai.
Em sua missão, lutava ao lado dos negros e sofria com eles as mesmas agruras. O que podia fazer por eles era mitigar seus sofrimentos e oferecer-lhes a salvação eterna. Com essa proposta, Pedro de Claver batizou cerca de quatrocentos mil negros durante os quarenta anos de missão apostólica. Foram atribuídos a ele, ainda, muitos milagres de cura.
Durante a peste, em 1650, ele foi o primeiro a oferecer-se para tratar os doentes. As conseqüências foram fatais: em sua peregrinação entre os contaminados, foi atacado pela epidemia, que o deixou paralítico. Depois de quatro anos de sofrimento, Pedro de Claver morreu aos setenta e três anos de idade, em 8 de setembro de 1654, no dia na festa da Natividade da Virgem Maria.
Foi canonizado pelo papa Leão XIII em 1888. São Pedro Claver foi proclamado padroeiro especial de todas as missões católicas entre os negros em 1896. Sua festa, em razão da solenidade mariana, foi marcada para 9 de setembro, dia seguinte ao da data em que se celebra a sua morte.
Fonte: Paulinas
Beato Tiago Laval
No dia 29 de Abril de 1979, o Papa João Paulo II beatificou em Roma o Padre Tiago Laval, missionário de Congregação do Espírito Santo e do Imaculado Coração de Maria.
Jacques Desiré Laval nasceu na província francesa da Normandia, a 18 de Setembro de 1803. Seus pais, muito cristãos e proprietários de uma grande fazenda, tinham oito filhos. Após brilhantes estudos feitos em Paris, Tiago doutorou-se em medicina, atividade que exerceu durante cinco anos com dedicação e caridade numa pequena cidadezinha normanda. Como tantos jovens, esquecendo a educação cristã, que recebera nos primeiros anos, caiu na indiferença religiosa. Durou pouco tempo este período negro da sua vida. Angustiado, irrompeu da sua alma a mesma pergunta ansiosa de Saulo a caminho de Damasco: «Senhor, que quereis que eu faça?». Iluminado pela graça, operou-se nele uma verdadeira conversão, formulando o firme propósito de se entregar totalmente ao serviço de Deus.
Tiago não se contentou com tomar uma resolução. Concretizou-a, entrando no seminário de são Sulpício. Ordenado sacerdote, foi nomeado pároco da aldeia de Peinterville. Perante a indiferença religiosa dos seus paroquianos, o padre Laval não desanimou. Recorrendo à oração e à mortificação, os frutos não se fizeram esperar. Em três anos, a paróquia de Peinterville transformara-se por completo.
Durante a sua estadia no seminário de são Sulpício, Tiago Laval relacionou-se com os três grandes entusiastas da obra dos negros: Libermann, Levavasseur e Tisserant. Este relacionamento foi o bastante para que no seu coração brotasse o desejo de se dedicar sem reservas à evangelização dos povos da África. Entrou na Congregação do Sagrado Coração de Maria, recentemente fundada pelo padre Libermann, e que em 1848 se fundiu com a Congregação do Espírito Santo. Nela fez o noviciado, em La Neuville.
No dia 4 de Junho de 1841 partiu para a ilha Maurícia, aonde chegou a 13 de Setembro do mesmo ano. A quase totalidade das terras pertencia aos descendentes dos colonos franceses, embora o poder político estivesse nas mãos dos ingleses, que tinham conquistado a ilha em 1810. A maioria da população era composta por negros, vítimas da exploração dos colonos. A abolição da escravatura em meados do século XIX havia criado na ilha um clima de rapina, de violência e insegurança. As armas que o padre Laval utilizou para transformar a Paróquia de Peinterville - oração e mortificação -, foram as mesmas a que recorreu para converter os escravos libertos. Dentro de pouco tempo, a transformação moral da população negra era realidade, o que provocou estupefação, respeito e pasmo entre os colonos. Perseguido e humilhado a quando da sua entrada na ilha, por ser francês, era agora aceite por todos.
Extenuado pelos trabalhos apostólicos de 23 anos e tendo sofrido cinco ataques de apoplexia, o Padre Laval morreu piedosamente no dia 9 de Setembro de 1864. Cerca de quarenta mil pessoas participaram no funeral daquele que havia convertido a ilha Maurícia. Para todos, o Padre Laval é o Pai Laval. Por isso, a sua beatificação, no dia 29 de Abril de 1979, foi uma honra nacional. Hoje, o padre Laval é considerado figura nacional da ilha Maurícia e o seu túmulo é visitado anualmente por cerca de 150.000 pessoas, sem diferença de raças nem de religião: budistas, hinduístas, mulçumanos, animistas e católicos o veneram como o Pai e Amigo dos pobres.
Fonte: Portal Católico
Beata Serafina Sforza
Neste dia do mês, no ano de 1457, em Pésaro, capital do ducado com este nome, a porteira das Clarissas reformadas fechou a porta depois de ter entrado uma mulher de 25 anos, cujo marido a repudiava e forçava a entrar no convento. Era sobrinha-neta, pela mãe Catarina Colonna, do papa Martinho V. Sueva Montefeltro casara-se aos 16 anos com Alexandre Sforza, duque de Pésaro, viúvo notavelmente mais idoso. Primeiro, tratou-a bem, mas em 1457 odiava-a e tratara mesmo de envenená-la. Ao cabo de 20 meses de reclusão forçada, Sueva mudou o nome para Serafina, vestiu o hábito de Santa Clara, e veio a passar os 20 últimos anos de vida na penitência e na paz. Era abadessa havia quase três anos quando morreu, em 1478. A cidade de Pésaro tomou-a então como patrona e protetora, e em 1754 Bento XIV colocou-a nos altares.
Era uma antiga pecadora que o Papa beatificava na pessoa de Serafina. É certo que o marido teve culpas quanto a ela; voltando da guerra, chamara uma amante e instalara-a no palácio. Mas quem tinha começado as grandes desordens? Ela, enquanto ele combatia, tinha-o enganado pelo menos duas vezes. Mais grave ainda: recorrendo a cúmplices, conspirara contra a vida dele. Não estava convertida quando o marido a prendeu; se assim não fosse, para quê colocar sentinelas armadas, como ele fez, à porta do convento, a fim de impedir que ela fugisse ou fosse raptada? Ele apresentou-se à grade com juizes para lhe arrancar a confissão das infidelidades e das tentativas criminosas. Ela não as confessou nem as negou, limitou-se a guardar silêncio.
Fonte: Portal Católico

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